Resenha: Para todos os garotos que já amei (Jenny Han)

Em 13.11.2017   Arquivado em LITERATURA

Sinopse: 

Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa azul-petróleo que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que amou. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém, confissões de seus sentimentos mais profundos.
Até que um dia essas cartas secretas são misteriosamente enviadas aos destinatários, e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e se transforma em algo que ela não pode mais controlar.

Para Todos Os Garotos Que Já Amei conta a história de Lara Jean e de suas cartas de amor/despedida. Cinco ao todo. Cartas que ela não tinha a pretensão de enviar, mas  apenas de escrever.  Quando Lara Jean escreve, ela coloca tudo o que sente no papel.  Escrever é uma forma de se exorcizar. Uma forma de dizer adeus.

Lara Jean é  meio coreana, romântica e bastante tímida. Ela adora fazer colagens, guardar fitinhas e assar doces.

Quando Lara perdeu a mãe aos 10 anos, a irmã Margot cuidou de tudo e assumiu a responsabilidade para com as duas irmãs mais novas –  a própria Lara Jean e, também, a pequena Kitty.

Margot só tinha 12 anos na época. Ainda era, de certa forma, uma criança. Mas sabia que precisava cuidar das irmãs. Afinal de contas, o pai – um ginecologista atarefado –  teria pouco tempo para educar três menininhas sozinho.

No momento em que Lara Jean completa 16 anos, ela sabe tudo está prestes a mudar. A irmã mais velha, Margot, está indo para faculdade – que não é apenas longe de casa, mas em outro país, na Escócia. Logo, Lara  Jean ficará mais solitária e perdida do que nunca.

Ela deverá assumir todas as tarefas de Margot e cuidar de Kitty.  E, para isso, será obrigada a enfrentar alguns medos (como o de dirigir) e superar a timidez.  Como se tudo isso já não fosse o bastante, as cartas secretas de Lara Jean – as cinco cartas de “desamor” – são enviadas misteriosamente para seus destinatários. Alguns estudam no mesmo colégio que ela; outros não. E ela não sabe como vai encará-los no dia seguinte.

É, portanto, tempo de amadurecer.

O que eu achei do livro:

Para Todos Os Garotos Que Já Amei fala sobre crescer, mudar e amadurecer. E tudo isso em uma roupagem adolescente.

Enquanto não enfrentarmos nossos medos, jamais poderemos viver de forma real ou intensa. Eis o grande dilema da personagem principal – uma garota que pensava ter amado muitas vezes, mas que ainda não tinha descoberto o que era gostar de alguém de verdade.

Lara Jean não é uma personagem com quem me identifico muito. Mas isso não me fez gostar menos dela. Consegui compreender, dado o seu contexto de vida  – uma garota que sofreu com perda da mãe e, consequentemente, foi  superprotegida pela família – o comportamento tímido e inocente.

Adorei a narrativa de Jenny Han. Fluida, intimista e doce. Deixou a leitura muito mais prazerosa.

Gostei bastante do livro. Só não o achei excelente pela falta de surpresas. Por ser um livro bastante adolescente – e eu já não estar mais na adolescência – não senti aquela conexão com os acontecimentos, sabe? Apenas não foi surpreendente.

Por essa razão, a nota que dou para este livro é 4/6 – bom.  Pretendo ler os outros volumes da série, porque a escrita de J. Han vale muito a pena. De verdade.

Nome do livro: Para Todos Os Garotos Que Já Amei;

Autora: Jenny Han;

Editora: Intrinseca;

Páginas: 320 páginas.

#Playlist: não tô sabendo lidar…

Em 09.11.2017   Arquivado em MÚSICA

… com a Lana no Lollapalooza em 2018!

Sim, não estou conseguindo acreditar que vou ver e ouvir a minha diva ao vivo no dia 25 de março. Aliás, não só ela, como também a minha banda preferida – The Killers.

A cantora  e a banda que eu mais amo na vida, ali, no mesmo evento! É muita emoção para um coraçãozinho só hahaha

Lembro que quando a Lana começou a fazer sucesso, eu não dava tanta bola. De vez em quando via um clipe dela passando na MTV ou Multishow – e era só. Então, eu escutei Born To Die. Uma música que se moldava ao exato momento em que eu estava vivendo.  Gostei e coloquei no repeat até dizer chega! E o “chega” ainda não aconteceu, diga – se de passagem haha

Foi aí que resolvi pesquisar sobre a carreira, os Cds, os clipes, o estilo e, então, pronto.  Fiquei encantada! A identificação que senti com a cantora foi imediata. Parecia que éramos almas gêmeas haha

Pensando em tudo isso, resolvi fazer uma playlist com as minhas músicas preferidas para poder brindar à ansiedade que estou sentindo agora. Lana, temos um encontro marcado em março. E eu não podia estar mais feliz <3

Resenha: Scarlet (Marissa Meyer)

Em 04.11.2017   Arquivado em LITERATURA

Sinopse:

Depois de Cinder, estreia de sucesso de Marissa Meyer e primeiro volume da série As Crônicas Lunares, que chegou ao concorrido ranking dos mais vendidos do The New York Times, a autora está de volta com mais um conto de fadas futurista. Scarlet, segundo livro da saga, é inspirado em Chapeuzinho Vermelho e mostra o encontro da heroína ciborgue que dá nome ao romance anterior com uma jovem ruiva que está em busca da avó desaparecida. Em uma trama recheada de ação e aventura, com um toque de sensualidade e ficção científica, Marissa Meyer prende a atenção dos leitores e os deixa ansiosos pelos próximos volumes da série.

Scarlet – o segundo volume da série Crônicas Lunares – dá continuidade à história de Cinder e, ao mesmo tempo, introduz uma nova personagem à trama: Scarlet.

Scarlet é uma garota durona que vive na pequena cidade de Rieux, França. Ela e a avó moram em uma fazenda e trabalham com o plantio  e a venda de vegetais.

A rotina das duas é pacata e sem muitos rodeios. Certo dia, no entanto, a avó de Scarlet –  Michelle Benoit – desaparece misteriosamente. Scarlet tem certeza de que ela foi sequestrada, embora não saiba dizer o porquê. A avó –  uma ex-piloto da Federação Militar Européia – após a aposentadoria, dedicou-se exclusivamente à fazenda. Logo, que motivo alguém teria para sequestrar uma fazendeira?!  É o que Scarlet se questiona.

Após duas semanas de uma investigação infrutífera, a polícia francesa dá o caso de Michelle Benoit como encerrado. Não existem provas conclusivas que atestem um sequestro. Nesse sentido, é muito mais provável que a velha senhora tenha desaparecido voluntariamente. É o que a polícia diz. Mas Scarlet, obviamente, não acredita. A avó não iria embora sem mais nem menos. E, com certeza, não deixaria a sua nave pessoal para trás. Não, a avó foi sequestrada. E cabe a Scarlet descobrir o paradeiro dela para, então, resgatá-la.

Quando inicia a busca pela avó, Scarlet se depara com Lobo – um feroz e perigoso lutador. Apesar de, à primeira vista, julgar que o homem está metido no sequestro da avó, ela resolve dar um voto de confiança. Lobo diz ter informações valiosas sobre o desparecimento de Michelle. Portanto, ele pode ser muito útil.

Lobo e Scarlet, então, viajam juntos para Paris. Lá, eles pretendem resgatar Michelle e descobrir o motivo de ela ter sido sequestrada.

Enquanto isso, Cinder continua presa no palácio de Kai. Sabendo das intenções homicidas de Levana, Cinder decide fugir. E, para isso, conta com a ajuda do Capitão Thorne – o prisioneiro da cela ao lado.  Os dois tornam-se os fugitivos mais noticiados e procurados de Nova Pequim.

Cinder deseja descobrir mais sobre o seu passado. Logo, ela se dirige à Europa, local onde foi adotada.

Em algum momento, os caminhos de Cinder e Scarlet vão se cruzar. Scarlet é uma peça importante para o passado de Cinder, enquanto Cinder é uma peça importante para o passado de Scarlet. As histórias de ambas se complementam. Elas só ainda não sabem disso.

Kai,  nesse ínterim,  tenta aplacar a ira de Levana.  A fuga de Cinder só despertou ainda mais a sede de sangue da Rainha.  Um ataque à Terra parece cada vez mais iminente.

O que eu achei do livro: 

Scarlet é mais eletrizante do que Cinder. Apesar dos problemas de ritmo (a história é lenta no início e tarda a ficar boa), eu gostei bastante desse segundo volume da série.

Neste livro, algumas perguntas quanto ao passado de Cinder foram respondidas, enquanto outras foram suscitadas.

A nova personagem, Scarlet, não perde em nada para Cinder. Ela também é adorável, engraçada e durona. Uma forte personagem feminina.

Lobo também é um bom personagem. Ele me irritou em alguns momentos do livro, mas ainda assim conseguiu manter o seu charme. O romance que surge entre ele e Scarlet (como já esperado) é bonito e deixa a história ainda mais leve e gostosa de ler.

É preciso dar crédito à Meyer por, mais uma vez,  conseguir recontar de forma inédita um conto de fadas. Scarlet é uma ótima releitura de Chapeuzinho Vermelho. Eu gostei bastante. E me encantei com o jeito que a autora encontrou para interligar, de uma só vez, a história de Cinder e Scarlet. Ficou inteligente e bastante verossímil.

Estou ansiosa para o terceiro livro!

Fora os problemas de ritmo, a única crítica que preciso fazer é quanto à encadernação da editora Rocco no Brasil: péssima. Poderia haver mais capricho. As páginas do meu livro, após pouco manuseio, já começaram a descolar. Fiquei bastante chateada.

A nota que dou para este livro, é 4/6 – Bom.

Scarlet é – assim como o livro anterior – uma fantasia futurista despretensiosa e gostosa de ler. Vale a pena como entretenimento.

Nome do livro: Scarlet;

Autora: Marissa Meyer;

Editora: Rocco;

Páginas: 480 páginas.

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