Playlist: músicas que saíram diretamente da trilha sonora da minha vida

Em 29.04.2017   Arquivado em MÚSICA, PESSOAL

Em primeiro lugar, eu preciso pedir desculpas pela minha ausência, durante a semana passada, no blog. Mas se vocês soubessem o quanto a minha vida anda corrida, iriam compreender. É estágio, faculdade, provas, crises, etc. hahahaha

Felizmente, as coisas deram uma acalmada por aqui. E, sim, nem preciso comentar o quanto senti saudades de escrever no meu espacinho! E, hoje, para comemorar esse retorno, eu trouxe uma playlist que é muito especial para mim.

Em muitos momentos da minha vida, eu sinto como se estivesse em um filme. Ás vezes, é um filme de comédia, ás vezes de aventura, às vezes de romance e, algumas vezes, de horror (quem nunca, não é mesmo?). E o que seria de um filme se ele não tivesse uma trilha sonora? Quem consegue viver sem música? Eu não. Amo me comunicar por meio de canções e letras. Portanto, é claro que a minha vida tinha que ter uma trilha sonora INCRÍVEL! haha

Na playlist, eu incluí 48 músicas (sim, é bastante coisa gente!). Todas elas marcaram algum período, momento ou, ainda, me lembram de alguém que passou pela minha vida. No geral, tem bastante rock, um pouco de Indie e algumas músicas de MPB. Espero que vocês curtam! <3

Depois que vocês terminarem as 3h32 min dessa playlist, contem o que acharam! haahaha

Quem sabe não descobrimos alguns gostos musicais em comum?! haha

 

 

 

Resenha: O Jardim Secreto de Eliza (Kate Morton)

Em 13.04.2017   Arquivado em LITERATURA

Sinopse:

“Em 1913, um navio chega à Austrália direto de Londres, trazendo com ele uma menina de quatro anos, absolutamente sozinha, sem um acompanhante adulto sequer. Com ela, apenas uma pequena mala com um livro de contos de fadas. O mistério de quem era a bela garota, que dizia não lembrar seu nome, e de como chegou ao porto, jamais foi desvendado. Em suas memórias ela trazia apenas a imagem de uma mulher que ela chamava de a dama ou a Autora e que dizia que viria buscá-la.
Muitos anos depois, em 2005, na cidade australiana de Brisbane, a doce e reservada Cassandra herda de sua avó Nell uma casa na Inglaterra. Surpresa, ela descobre que a casa esconde as origens de sua avó –  que foi uma vez a bela menina sem nome perdida no porto.
A autora, Eliza Makepeace, uma travessa menina contadora de histórias que tinha sua própria cota de tragédias para viver na Inglaterra da virada do século XIX para o XX. Seria Eliza mãe de Nell? E por que ela a abandonou? Agora, é a vez de Cassandra revirar a pequena mala de segredos da avó e saber o que Nell conseguiu descobrir, se é que ela obteve sucesso em sua busca.”

O Jardim Secreto de Eliza foi  a primeira obra que eu li de Kate Morton.  Até então, nunca tinha ouvido falar da escritora. E mal eu sabia o quanto estava perdendo com isso!

Admito que, em épocas de livros comerciais e de pouca originalidade, conhecer escritoras como Morton é um bálsamo para a alma. Ao fim da leitura de O Jardim Secreto de Eliza, eu estava  de queixo caído. Há muito eu não lia uma obra tão capaz de, verdadeiramente, me surpreender.

A partir deste livro, eu me apaixonei pela literatura de Morton. E confesso: já fiz um estoque das obras dela aqui em casa. Acabou de chegar, pela Saraiva, mais três volumes publicados pela escritora.

Em O Jardim Secreto de Eliza, nós acompanhamos a trajetória de três personagens femininas: Eliza, Nell e Cassandra.  Todas elas são mulheres fortes e com demônios a lidar.

Eliza, também chamada de “A autora”, teve uma infância difícil. Perdeu a mãe muito nova e teve que trabalhar desde cedo para sustentar a si e ao irmão gêmeo. Sobrevivendo em um cenário pouco amistoso – a fria Inglaterra do séc. XIX – Eliza tecia, em sua imaginação, um mundo (no mínimo) mais interessante e mais mágico do que o real.  Não é à toa que, quando cresceu, ela foi denominada de “A Autora”. Se tinha algo que Eliza sabia fazer era inventar e contar histórias. E ela era muito boa nisso.

 Nell vê o mundo cair quando seu pai revela que ela não é sua filha verdadeira. Há muito tempo, a menina foi deixada num porto australiano com apenas uma mala de couro que, por sua vez, continha um único livro de conto da fadas.  Quando perguntaram quem ela era, a garota disse não saber. Na verdade, a única lembrança que possuía era de uma bonita mulher, a quem chamava de “Autora”.

Cassandra, a neta de Nell, é uma mulher angustiada. No passado, ela passou por uma triste experiência que deixou algumas cicatrizes. Quando a sua avó morre, Cassandra recebe de herança um chalé campestre na Inglaterra. Perplexa ao saber que a avó tinha um imóvel tão longe de casa (elas moravam juntas em Brisbane, Austrália), a jovem  decide partir para Londres e, assim,  refazer os passos da avó e descobrir as origens desta.

Morton, dessa forma, vai tecendo três histórias paralelas: a história de Eliza, na Inglaterra Vitoriana e Edwardiana, a história de Nell, em 1913,  e a de Cassandra, nos anos 2000.   E é claro que essas histórias, ainda que diversas e distantes, irão se encontrar em algum momento na linha do tempo.

 ” O jardim secreto de Eliza, conta Kate Morton, foi inspirado em uma história de família: quando tinha 21 anos, sua avó soube que não era filha biológica de seu suposto pai. Ela foi tão profundamente afetada por essa notícia que jamais contou isso a ninguém até chegar à velhice, quando revelou tudo para as três filhas. A escritora prometeu criar uma história inspirada no caso da avó.”

O que eu achei do livro:

Sem a menor dúvida, O Jardim Secreto de Eliza foi um dos melhores livros que li  nos últimos tempos. A narrativa de Morton é fluída, rica em detalhes e  cheia de simbolismos.

 

O livro trata de assuntos densos.  Entre eles, está a busca da identidade. 

É preciso dar o crédito à Kate. Ela conseguiu, de fato,  interligar  três histórias que se passam em linhas temporais muito distintas. E o fez espantosamente bem! Nas palavras de qualquer outro escritor,  essa façanha poderia dar lugar ao desastre – a narrativa poderia ficar confusa e embaçada. Mas, felizmente, não foi isso o que aconteceu. A história manteve a clareza necessária e se tornou ainda mais interessante.

Podemos dizer que esta obra de Morton mistura romance, magia e mistério. Sem a menor dúvida, nas entrelinhas  do livro, existe uma intensa análise da natureza humana.  A magia, por outro lado, está presente especialmente em dois momentos: quando a narrativa se volta para os contos de fada de Eliza ou quando ela se volta para o maravilhoso jardim secreto da personagem.   Há passagens sombrias e há passagens mágicas. Simples assim. 

 

A personagem que mais me chamou a atenção foi Eliza. Ela é complexa, independente e vanguardista. Tem uma personalidade muito forte. Consegui me identificar.

 

Por todas as razões apontadas, Kate Morton passou a ocupar um lugar de destaque nos meus interesses literários. Já existem mais três livros dela na prateleira. E eu não vejo a hora de lê-los.

Nota:  5/6 – excelente. 

Nome do livro: O Jardim Secreto de Eliza;

Autora: Kate Morton;

Editora: Rocco;

Páginas: 560.

20 anos de Buffy: a reunião do elenco.

Em 04.04.2017   Arquivado em CINEMA

“In every generation there is a chosen one.

She alone will stand against the vampires the demons and the forces of darkness.

She is the slayer.”

Em 10 de março, Buffy The Vampire Slayer completou 20 anos. Sim, 20 anos da série mais perfeita desse mundo. A série que me ensinou os primeiros valores do empoderamento feminino. A série que me ajudou a entender mais sobre as fases da vida. A série que me fez perceber que eu posso ser quem eu sou, com todas as minhas particularidades, e ainda sim ser amada. A série que me ensinou muito sobre a amizade: os verdadeiros amigos são aqueles que,  a cada “fim do mundo”, estão lá com você – amando e dando suporte. Em suma, a série que me fez perceber que eu não estou sozinha nesse mundão.

Aliás, se eu disser que Buffy é apenas uma série, eu estarei mentindo. Ela não é só entretenimento. Ela é reflexão. Ela é filosofia. Ela é quebra de tabus. E muito mais do que isso, ela é um ícone.

Dá para sentir o meu amor de fã por meio dessa foto – que representa a minha mini coleção de Buffy –  né não?

Uma coisa que me deixa muito chateada é saber que essa série não tem o devido reconhecimento no Brasil. Enquanto lá fora, ela é adorada e reverenciada por sua originalidade (e atemporalidade), aqui muitos nem mesmo a conhecem. Sinto – lhes informar, senhores, mas, provavelmente, esse show que você é fã/ama/idolatra não seria nada – nadinha- sem Buffy.

Supernatural, The Vampire Diares, Grey’s Anatomy, Scandal, etc. … todos eles se inspiraram em BTVS.

Eu estava muito inspirada por Buffy, principalmente porque era algo muito novo e que nunca vimos antes na televisão (se referindo às séries com fortes personagens femininas)“, disse Shona Rhimes, a criadora de Scandal e Grey’s Anatomy. “Eu descobri a televisão novamente“.

Buffy transformou o mundo das séries de TV.  Pura e simplesmente. E ela merece ser reconhecida (não só na gringa, mas aqui também) por isso.

Eu elenco os principais pontos positivos de Buffy nesse post e nesse aqui eu explico o porquê de eu me identificar com a personagem principal.

Ontem, dia 30 de março, foi realizada uma reunião com o criador Joss Whedon e com o elenco de Buffy. A maior parte dos atores regulares estavam presentes, faltando apenas o Anthony Stewart Head (Rupert Giles) e a Eliza Dusku (Faith). Anthony não pode ir porque estava ensaiando Love Blindness (e não conseguiu desmarcar o ensaio). Já quanto à Eliza, não se sabe. A atriz disse que não foi convidada – o que gerou certa polêmica.

Na reunião, os atores tiraram muitas fotos (incríveis, por sinal) e falaram sobre a representatividade e o legado deixado pela série. Eles também discutiram sobre a possibilidade de um revival (temos opiniões muito divididas nesse sentido, vocês vão ver).

Alyson Hannigan (Willow Rosenberg) declarou que: “Foi o papel de toda uma vida. Eu conheci o amor da minha vida (o ator Alexis Denisof). E apenas ir trabalhar todo dia e ter o Joss me treinando – bem, eu nunca vou ter uma experiência melhor do que essa. ”

Sarah Michelle Gellar (Buffy Summers) disse : “Eu sou tremendamente orgulhosa de tudo que nós criamos. As vezes, precisamos de um pouco de distância para realmente entender o peso disso. Eu aprecio tudo relacionado a esse papel. Para um ator, tudo que ele mais deseja é deixar a sua marca – fazer algo que afeta as pessoas. ”

Joss (criador de Buffy e também diretor de filmes como “Os Vingadores”) disse: “Para mim, a coisa mais importante é ver pessoas vindo até mim e dizendo que o programa os fez sentir diferentes sobre o que poderiam ser,  sobre o que poderiam fazer,  sobre como poderiam reagir a problemas e sobre como poderia ser uma líder feminina. Pessoas adquirindo força através dos meus próprios medos, é… não há legado melhor que esse.”

Quando questionados sobre um possível revival, cada ator fez uma declaração. Alguns foram a favor; outros nem tanto. Olha só:

Alyson Hannigan: “Eu acho que deveríamos fazer a Buffy desenho”.

James Marsters: “Eu acho que se Joss está encabeçando isso, então hell yeah, se não, então hell no!

Charisma Carpenter: “Eu acho que os fãs iriam a loucura se algo assim acontecesse. Isso deixaria muitas pessoas felizes”

Sarah Michelle Gellar: “Em um certo ponto, quando as coisas já estão mágicas, você não iria querer voltar e fazer como  O Poderoso Chefão 3 fez, certo? Estou certa que os fãs estão incrivelmente desapontados de ouvir essa resposta, mas acho que ficariam ainda mais desapontados se nós tivéssemos criado algo e isso não suprisse a gigantesca expectativa. E eu amo o fato de que Buffy ainda pode viver nas HQ e em grapich novels.”

Joss, por outro lado, acredita que há potencial para uma nova história: “Eu tenho tentado deliberadamente pensar mais à frente e fazer algo diferente. Mas, sim, o mais importante é que todos estão ótimos (os atores). Outra coisa importante também é que o show transmite essa ideia de crescimento e amadurecimento. Se nós seguíssemos em frente com essa ideia de revival, os atores iriam ter a idade que eles basicamente já tem. Bem, eles provavelmente interpretariam personagens um poucos mais jovens porque eles conseguem fazer isso. Vocês assistiriam aos personagens em uma fase diferente da vida. Não seria mais como “ei, eu não acredito que ainda estamos no ensino médio!”. Portanto, a minha resposta quando ao revival seria “depende”.

Eu confesso que ia amar um revival. Mas compreendo a posição da Sarah. Se Joss e o elenco decidissem ir nessa direção, eles precisariam ter uma história boa e muito convincente. Nós, fãs, temos altas expectativas e não gostaríamos de nos decepcionar. 

É claro que rolou um ensaio fotográfico maravilhoso no encontrinho da nossa scooby gang. Vem, vem ver 🙂

(Team #Spuffy <3)

(melhor foto da vida kkkk)

 

Alguns vídeos mostram um pouco do que aconteceu na reunião (anexei eles aí abaixo). Tô amando ver e ouvir os atores fazendo esses comentários maravilhosos sobre a série.

 

Eu amei essa reunião. Queria muito ter estado lá, acompanhando tudo de pertinho. Seria um sonho da vida!

Na minha opinião, não existe série que ganhe de Buffy. Para mim, ela é a melhor série desde sempre e para sempre hahah

Se vocês nunca assistiram, meu conselho é: comecem já! <3

E, aí? O que vocês acharam desse encontro?  Conta tudo!

 

 

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