Tendências e coleções da Primavera/Verão 2017

Em 22.09.2016   Arquivado em MODA

Gente, eu estou A-M-A-N-D-O as tendências da primavera/verão 2017. Como vocês sabem, eu não sou muito de seguir tendências, só porque está todo mundo usando. Prefiro colocar o meu estilo em primeiro lugar. Mas, parece que dessa vez as #Trends tem tudo a ver comigo! Só tem coisa que eu amo de paixão. Além disso, muitas marcas criaram coleções lindas e nada óbvias para as estações.

Pensando nisso, é claro que eu não podia deixar de compartilhar com vocês um pouquinho sobre a moda que vem por aí, né?  Aposto que vocês vão se inspirar. Então, vem! 💕

TENDÊNCIAS:

  1. Cores que tem tudo a ver com o verão: amarelo, verde e laranja.
  2. Estampas Florais e Étnicas
  3. Estampas cheias de “Brasilidade”- já percebeu que vai ter bastante combinação com verde e amarelo, né?
  4. Mix de estampas
  5.  Modelagem com recortes  localizados
  6.  Strappy – começaram nas lingeries, mas agora também estão presentes em blusas, vestidos e macaquinhos.
  7.  Pop Art  – roupas e acessórios com referências às imagens televisivas e histórias em quadrinhos.
  8. Listras – principalmente em combinações com o jeans
  9. Macaquinhos – em tecidos florais super leves
  10.  Anos 70 . O estilo Boho vem com tudo nesse verão, trazendo franjas, étnico, manga ciganinha, vestidos longos com fenda e calças flare. Imagina o quanto eu amei essa vibe setentinha?! <3
  11. Cintura alta – principalmente nos conjuntinhos “saia rodada + cropped”
  12. Decote ombro à ombro – sim, aposto que você já percebeu que em toda vitrine tem pelo menos uma blusinha/vestido/ macaquinho que deixa os ombros à mostra.
  13. Sandália de tiras e rasteiras
  14. Tênis branco
  15. Jeans “maxi”, com lavagens, bordados e floral
  16. Gargantilhas
  17. Bolsas estilo saco
  18. Metalizado
  19. Top com babados

COLEÇÕES:

 

Agora, para ilustrar todas essas tendências, vamos ver as coleções lindíssimas  que acabaram de “sair do forno”.  Coloquei aqui coleções de roupas (teen e adultas),  mas também de sapatos e bolsas.

 

 

1) FRUTO DA IMAGINAÇÃO: 

 

“O Verão 2017 FRUTO vem como um convite para se jogar em uma viagem à estação mais feliz do ano, no maior clima de praia! Na mala, vão apenas boas vibrações, peças estilosas em étnicos coloridos e estampas refrescantes que remetem ao fundo do mar.”

 

A fruto é, sem dúvida, uma das marcas que eu mais amo no mundo inteiro! É criativa, divertida e original. A coleção ficou incrível, sem mais.

Para conhecer mais sobre a marca, clique aqui .

2) Lilimoon

“Nossas peças são pensadas e criadas especialmente para meninas cool e antenadas, que se divertem sem perder o estilo.”

 A Lilimoon também é teen. Para conhecer mais sobre a marca, clique aqui.
Agora vamos às coleções mais adultas:

3) Handbook

“Em busca de uma inspiração para a coleção Handbook da Primavera 2017, fomos olhar para fora da janela e nos deparamos com uma juventude cheia de vida e em busca de energia solar (…) E foi nesse ambiente, de clima divertido e cheio de possibilidades, que encontramos a nossa inspiração. A coleção feminina mostra essa nova garota que não precisa tanto de salto alto para se sentir mais sexy. A sua atitude já basta! Ela desconstrói o que antes era regra para ter um novo modo de se vestir.”

 

A HandBook é uma marca que conheci há pouco tempo, mas  “já considero pakas”. O conceito dela combina muito comigo, então posso dizer que foi amor à primeira vista. E a coleção está lindíssima!

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4) Osmoze

“(…) Peças que traduzem a sensualidade e o lifestyle da mulher latina em seus detalhes estiletados e em novos tingimentos, super iluminados. O ar romântico da mulher latina é traduzido para o jeans em incríveis aplicações de renda e também nos bordados e motivos florais. E por falar em estamparia, as cores intensas e os elementos desenhados à mão, trazem para a coleção o caráter orgânico e cultural latino. Modelagens amplas, fendas e tecidos fluidos trazem movimento para as peças.”

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5) Farm

“Em bom carioquês, a FARM é menos salto alto e mais pé na areia. Menos maquiagem e mais bronzeado. Menos chapinha e mais cabelo secando ao vento depois de um mergulho no mar. Menos espelho e mais olho no olho, menos relógio e mais o nosso próprio tempo! ;)”

Acho que tudo o que a Farm faz é lindo, criativo e original.  O que desanima é o preço bastante salgado 🙁

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Agora vamos aos sapatos e bolsas:

6) KEDS

“Para todas as mulheres que sabem o que querem.
Para todas as mulheres que correm atrás dos seus sonhos.
Para todas as mulheres que não abaixam a cabeça para as dificuldades.
Para todas as mulheres que tem personalidade forte.
Para todas as mulheres que nos inspiram.
Keds, para todas as mulheres, desde 1916.”

 

Vocês sabem que o meu calçado preferido é Keds, né? Amo as estampas, a criatividade, o conceito feminista da marca, enfim. Amo tudo nesse tênis! E a coleção, como sempre, está linda <3

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7) ZPZ

“A união familiar de dois empresários se consolidou em um novo jeito de fazer sapatos no Brasil.Inspirados por seus familiares italianos que há décadas faziam sapatos artesanais na Europa, decidiram que o primor na confecção do produto deveria ser um dos principais atributos da marca. Dessa característica surgiu a ZPZ.”

A ZPZ é uma marca especializada em sapatos retrô. Todos os calçados confeccionados por ela são feitos em couro e, em algumas etapas da produção, são feitos à mão.  A qualidade da ZPZ é inquestionável. Eu adoro os sapatos da marca, porque acho eles lindos, criativos e resistentes.

Para conhecer mais sobre a ZPZ, clique aqui.

9) Cravo & Canela 

“Marca folk, que combina o estilo boêmio urbano com o espírito Rock’n Roll e detalhes étnicos. Seu estilo se traduz em uma moda sem esforço, naturalmente confortável e elegante.”

 

 

 

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10) Kipling

“Em 16 de janeiro de 1987, na Antuérpia (Bélgica), a Kipling nasceu. Criada por três amigos, Vincent Haverbeke, Paul Van De Velde e Xavier Kegels, não demorou muito para que a ideia inovadora de misturar poliamida (nylon), design e diversão, se tornasse uma das marcas mais casuais e conhecidas em todo o mundo.”

A Kipling entrou de vez nas tendências do verão. Tem floral, metalizado, laranja, amarelo, verde e bolsa saco. E, garanto, por mais que as bolsas da Kipling tenham um precinho salgado, elas valem à pena. São facílimas de limpar, super resistentes e duradouras, além de lindas. É bem provável que você tenha a sua a vida inteira, se cuidar bem, porque essas bolsas são feitas para durar mesmo!

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E aí? Curtiram as tendências e as coleções? Conta para mim <3 💋

 

 

 

 

Resenha: Enquanto Bela dormia (Elizabeth Blackwell)

Em 16.09.2016   Arquivado em LITERATURA

 

O livro “Enquanto Bela dormia” é uma releitura – como o nome já sugere- do  conto de fadas “A Bela Adormecida”. Porém, não se enganem! Uma das grandes façanhas de Blackwell foi conseguir transformar esta história, já tão popularizada e adaptada, em algo contemporâneo e original. Isto porque o livro busca a essência do conto de fadas, mas, ao mesmo tempo, dá para ele uma dose de realidade,  tornando-o mais consistente  aos nossos olhos.

As mudanças já começam na forma de narrativa da história, que é contada em primeira pessoa. Nossa narradora e, também protagonista, é Elise, a criada.  Esta inovação torna a história muito mais interessante e atípica, haja vista que dificilmente veríamos um pretenso conto de fadas ser contado – e ter como protagonista- uma criada. Os papéis principais são sempre reservados à realeza, e não o contrário.

 

“Não sou o tipo de pessoa sobre quem se contam histórias. Os que têm origem humilde sofrem suas mágoas e comemoram seus triunfos sem serem notados pelos bardos e não deixam vestígios nas fábulas de sua época.” (Pág. 12)

 

Elise vem de origem humildade. Criada em uma fazenda pobre e maltratada pelo seu padrasto, o tradicional destino da personagem seria se casar aos 16 anos com um homem que tivesse um pedaço de terra mais ou menos fértil e parir uma penca de filhos subnutridos.

Com isso em mente, a mãe de Elise buscou aspirações mais altas para a filha. Tendo ela mesma trabalhado como costureira no castelo de St. Elsip, sabia que sua filha poderia ser muito mais do que a mulher de um camponês. Por isso, ela ensinou à filha tudo o que podia: gramática, literatura, costura e etiqueta.

Aos 14 anos, a vida de Elise muda completamente. A varíola chega à aldeia, levando consigo gado e famílias inteiras. Elise foi a primeira a adoecer, seguida por seus irmãos e sua mãe. Depois de dias ardendo em febre, esta cede e Elise recupera a consciência… só para descobrir que, com exceção do padrasto e de um de seus irmãos, a doença tomou a todos.

Em luto pela mãe e enraivecida pela indiferença do padrasto, Elise deixa  a aldeia e parte rumo à cidade de St. Elsip. Com a ajuda de uma tia, consegue um lugar no palácio e, logo,  galga posições mais altas, tornando-se a criada pessoal da própria Rainha Lenore, de quem gosta muito.

Mais próxima da rainha, Elise passa a conhecer sobre as conspirações do castelo e seus habitantes. Sempre foi sabido por todos que a Rainha Lenore tentou, em vão, dar ao rei um herdeiro. Já desesperançosa, Lenore parte para sua última alternativa: utiliza dos supostos poderes mágicos da tia do Rei,  a manipuladora Millicent. Ninguém sabe como, mas Millicent realmente consegue operar um milagre: nasce uma menina, a quem dão o nome de Rosa.

Embora Millicent tenha conseguido presentear o reino com uma herdeira, ela não o fez pela pura bondade de seu coração. Tudo o que vem fácil, vai fácil.  A tia do rei tem planos. E ela conta com a vantagem de ter um Ás na manga sob a forma da menina Rosa.

O rei, entretanto, percebe as segundas intenções da tia e, tal como acontece no clássico conto de fadas, a expulsa de suas terras. Millicent jura se vingar. E o faz: no batizado de Rosa, ela promete morte à garota num futuro não tão distante.

Flora, a irmã  bondosa de Millicent, jura ao rei tentar manter Rosa, a todo custo, viva. E, assim, a garota cresce sob os cuidados dos pais, de Flora e de Elise, que se torna sua amiga e confidente.

Porém, por mais bonito que tenha sido o crescimento de Rosa, as palavras de Millicent jamais deixaram de ecoar no Castelo. Pouco a pouco, a maldição começa a se concretizar, deixando a Elise um importante trocar de papéis: de humilde camponesa, criada pessoal da rainha e confidente da princesa, ela passa a ser a heroína desta história.

O que eu achei do livro:

Elizabeth Blackwell conseguiu combinar a essência do conto “A Bela Adormecida” com uma história original e, em muitos aspectos, inusitada. Veremos o conto de “Bela” de um ponto de vista absolutamente diferente.  Foi uma jogada de mestre colocar Elise – uma garota humilde, ingênua, mas forte e corajosa – como a narradora. A partir dos olhos sensatos dela, vamos conhecendo St. Elsip e as facetas de seus habitantes.

O livro tende a deixar a “magia” de lado e supri-la com elementos mais realistas. A ciência dá conta de explicar os acontecimentos. Não se deixa quase nada por conta do misticismo. Por isso, por mais que o livro se baseie em um conto de fadas, ele não é um. E acho que é justamente isso que tornou tudo tão original e surpreendente.

Elise é a grande chave para a funcionalidade história. Com ela, temos romance, drama e aventura.

É, sem dúvida, um livro #GirlPower. Nos dois polos, temos fortes personagens femininas, sem as quais o livro não andaria.

A leitura é gostosa e fluída. Não se arrasta em nenhum momento.

Enfim, se você gosta de releituras de contos de fadas ou até mesmo de romances históricos, este livro é para você. Leia-o, vale a pena. 📖 💋

Nome do livro: Enquanto Bela dormia

Autora: Elizabeth Blackwell

Editora: Arqueiro

Número de páginas: 364

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