5 livros que tem tudo a ver com a Primavera

Em 09.10.2016   Arquivado em LISTINHAS, LITERATURA

 

O post de hoje está um pouco atrasado porque a primavera começou no dia 22, mas tudo bem!

Resolvi fazer uma listinha de leituras pensando no clima da primavera- que, na minha opinião, é a melhor estação do ano. Primavera é o tempo de florescer, de mudar e de renovar. Existem muitas histórias com temáticas nesse sentido e que, portanto, tem tudo a ver com a Primavera 🍃🌺

Todos os livros indicados abaixo são muito queridos para mim. Foram leituras que me inspiraram e me surpreenderam. Tenho certeza de que vocês também vão amá-las 💛

Então, vem!  📚

1- Pollyanna

Pollyanna foi escrito por Eleanor H. Porter e publicado em 1913. É um Clássico Universal da Literatura Juvenil

Pollyanna é uma história de superação. Ela demonstra a força do pensamento positivo e da perseverança.  Uma situação – mesmo a mais horrível de todas – tem sempre dois lados: o negativo e o positivo. Para qual devemos direcionar nosso olhar?! Pollyanna diria que é para o positivo. E é assim que nossa órfã  – obrigada, pelas circunstâncias a ir morar com sua detestável (e amargurada) Tia Polly –  muda tudo e todos. Por meio de um simples jogo, chamado de Jogo do Contente, ela mostra que existe sempre algo capaz de nos alegrar. Nada, nem mesmo as maiores cruezas da vida, são motivo para o desespero.

É um livro inocente e singelo que marcou, definitivamente, minha infância. Foi o primeiro livro, com mais 100 páginas, que eu li. Na época, tinha 9 anos. E muito mais do que “o primeiro”, foi um dos melhores. É um clássico que vale ser lido e relido por todas as gerações, na medida em que ele contém mais do que uma história inspiradora: ele nos aponta uma filosofia de vida.

 

2- O Jardim Secreto

O Jardim Secreto foi escrito por Frances Hodgson Burnett. Publicado em 1911, ele é um Clássico da Literatura Infanto-Juvenil.

O Jardim secreto foi um livro que, também, marcou minha infância. Li e o reli muitas e muitas vezes. Infelizmente, ainda não o tenho na versão física, porque sempre pegava emprestado na biblioteca da minha cidade. Mas já está na lista  de “novas aquisições”, juntamente com todos os outros livros da Frances Hodgson Burnett.

A Frances é uma escritora fantástica. Já li todos os seus livros e devo dizer: ainda que suas histórias sejam voltadas ao público infantil,  os ensinamentos, tirados a cada entrelinha, valem para todos, independente da idade.

O livro conta a história de três crianças: Mary, Colin e Dickon. Quando a mimada Mary perde seus pais na Índia, ela volta à Inglaterra para morar com o soturno tio Craven, seu único parente vivo. Lá ela conhece Dickon, o irmão da criada, e seu primo doente Colin, filho do Sr. Craven. Ao contrário de Mary, Dickon é dócil e simples. Já Colin é, assim como Mary, mimado e apático. Usando sua doença como um escudo, ele maltrata a todos.

Um dia, Mary descobre a chave para o jardim de sua falecida tia. Embora saiba que a entrada para o Jardim é proibida, ela resolve se aventurar nele. Logo, conta sobre a chave para Dickon e, depois, para Colin. Ambos juram segredo e, junto com Mary, passam a cuidar da Jardim, semeando e fazendo com que ela floresça novamente. E, conforme vão curando o Jardim, eles curam a si mesmos.

O Jardim secreto é um clássico e, assim como o livro “Pollyanna”, ele merece ser lido por todas as gerações.

3- P.s Eu Te Amo

P.s eu te amo é um livro escrito pela Cecilia Ahern e publicado em 2004. É o romance que inspirou o filme homônimo, com os atores Hilary Swank e Gerard Butler.

Provavelmente, todos já devem ter ouvido falar do filme homônimo que foi baseado nesse livro. A história do filme e do livro são, essencialmente, parecidas. Mas existem algumas boas diferenças na história. Não sei dizer qual dos dois é melhor, porque ambos, filme e livro, são lindos.

P.s Eu te amo é um romance que conta a história de Holly, uma mulher que acabou de perder o marido para um câncer no cérebro. Holly e Gerry eram almas gêmeas. Não que nunca brigassem… não, eles brigavam. Mas também se reconciliavam. Eram apaixonados. E tinham planos para uma vida inteira. Até que Gerry morreu.

Poderia até parecer uma hipérbole, mas a verdade é que Holly se viu perdida, sem qualquer rumo à vista, com a morte do marido. Até que, na proximidade de seu aniversário, chega uma carta de Gerry. Com o intuito de ajudar Holly a seguir em frente, ele explica que  novas cartas chegarão durante, mais ou menos, o período de um ano. E conforme as cartas vão chegando, Holly se depara com uma lista de coisas a serem feitas – coisas que farão com que ela se permita ser feliz e viver novamente. É claro que Holly não concorda, à primeira vista, com alguns pedidos do marido (como não se sentir culpada por encontrar um novo amor, por ex.). Mas elas os faz. E vida continua.

P.s: Eu te amo é um livro lindo e encantador. Ele mostra que, embora tragédias aconteçam, recomeços são necessários. O choro e o entorpecimento podem ajudar no primeiro mês, mas eles devem ceder passo ao “já é hora de seguir em frente”.

Por isso, é claro, P.s eu te amo tem tudo a ver com o significado da Primavera.

4- Eleanor & Park

“Eleanor & Park, escrito por Rainbow Rowell, é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek”

Antes de mais nada, só posso dizer que eu me apaixonei, perdidamente, por  Eleanor & Park.  Li sem parar. Em casa, na faculdade (nem essa ficou à salvo!), no carro e na manicure. Eu, simplesmente, não conseguia largar o livro sem antes termina-lo. Existe algo de viciante nesse livro, mas não sei dizer exatamente o que. Apenas posso afirmar que a  história é incrível, engraçada e, ao mesmo tempo, triste.

Eleanor é uma garota sonhadora, inteligente e ingênua. Gordinha, ela tem cabelos armados, cheios de cachos de um ruivo intenso. Possui um jeito único de se vestir: roupas largas, velhas e masculinas. E ela não faz isso apenas por uma questão de estilo, mas porque não tem grana para comprar roupas melhores. Mora com a mãe, os irmãos e o padrasto abusivo em uma casebre minúsculo.  E tenta levar a vida como pode.

Park é um bonito garoto de descendência coreana. Não é popular, mas também não é o esquisitão da turma. Ele, simplesmente, gosta de ficar na sua, lendo seus gibis e ouvindo seu rock n roll.

De início, ele não vai com a cara de Eleanor, quando esta sobe, pela primeira vez, no ônibus da escola. Mas, também, ninguém vai com a cara dela. Com os cabelos armados super ruivos e as roupas largas e masculinas, ela é  a visão mais estranha e desengonçada que todos já viram.

Mas existe algo em Eleanor. Alguma coisa. Um quê que a faz ser diferente de todas as outras garotas, ao menos para Park. E, de forma bastante inusitada, os dois se apaixonam. Mas Park não sabe lidar com a complicada vida de Eleanor:  rejeitada pelos colegas, descuidada pela mãe (que, oras, é também descuidada dela mesma) e maltratada pelo padrasto, nada para a garota é  fácil.

E é nesse turbulento contexto em que eles vão descobrir a ingenuidade do primeiro amor, as agruras da vida e a intensidade de um coração partido.

Em suma, esse livro é simples, mas incrível. A excelência do estilo de narrativa – sutil, doce e cheia de referências pop-  me deixou sem fôlego. Só conheço esta obra de Rainbow Rowell, mas já posso dizer que ela é uma escritora maravilhosa. Eu mal posso esperar para ler os outros livros escritos por ela.

Um pedido para Rowell: por favor, faça uma continuação. Simplesmente, não posso viver sem saber um pouco mais sobre a história de Eleanor & Park.

Se pudesse definir este livro em uma palavra, eu diria: encantador.

5- A Dança da Floresta

A Dança da Floresta foi escrito por Juliet Marillier. É um livro folclórico do gênero fantasia.

Esse livro difere um pouco de todos os outros que indiquei aqui, haja vista que ele faz parte da literatura fantástica.

Ele é escrito pela Juliet Marillier, escritora  que eu adoro. Mestre em contar histórias folclóricas, cheias de romance,  aventura e magia, este livro não poderia  ser ruim.

A dança da Floresta se ambienta na velha Transilvânia e traz informações sobre diversos costumes e tradições do lugar. É uma narrativa rica e bastante detalhada.

A protagonista deste livro é Jena, a segunda irmã mais velha. Ela e suas quatro irmãs, a cada lua cheia, fazem sombras com as mãos contra uma pedra para abrir um misterioso portal que desemboca no “Outro reino”. Lá, as meninas participam de uma tradicional festa,  onde dançam com encantadoras e bizarras criaturas fantásticas.

Sim, você não está enganado! Esse livro é, sim, baseado em um conto de fadas chamado “As 12 princesas Bailarinas”.

A história começa a se desenrolar o quando o pai das meninas fica doente e precisa se mudar do castelo em que mora para outra cidade – onde o inverno é mais ameno. E é Jena quem fica responsável por cuidar das outras meninas e, também, da administração da casa e dos negócios.

Entretanto, logo após a partida do pai,  o seu primo César chega ao castelo com a intenção de ser o novo administrador, pois está convencido de que Jena – por ser mulher- não conseguirá honrar as responsabilidades deixadas. Como se isso não bastasse, Jena ainda precisa lidar com a reprovável paixão de sua irmã  Tati por um ser do Outro Reino, chamado Tristan. Este é um ser da noite (algo semelhante a vampiro) e Jena teme que o relacionamento entre ambos possa não acabar bem.

É nesse contexto que Jena deve encontrar força para ser racional com a doença do pai, lutar contra um machismo desmedido por parte do primo e, ainda, velar por suas irmãs. É claro que ela não está sozinha! Conta com a ajuda de seu melhor amigo (e também animal de estimação),  o sapo Gogu, e a sábia Draguta – a bruxa da floresta.

O desfecho deste livro é surpreendente e muda completamente a vida de nossa personagem Jena. Por falar nela, deixe – me dizer apenas isto: Jena é uma personagem que amo. É forte, durona, uma típica heroína de Juliet Marillier.

A história é folclórica. Portanto, se você gosta de conhecer novas culturas, este livro é para você.

 Em suma, a Dança da Floresta é um dos meus livros preferidos. E tem tudo a ver com a primavera…já começando pela capa que, de tão linda, acho que pode ser comparada à uma obra de arte.

Existe continuação do livro. A sequência se chama O segredo de Cybele. Para conhecer mais sobre outras obras de Juliet Marillier, clique aqui.

 

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