Posts de Bruna Pezzan

Look do dia: high school girl

Em 21.07.2017   Arquivado em MODA

 

A inspiração para o look de hoje foi, é claro, os filmes de colégio dos anos 90. Eu adoro jaquetas varsity e queria fazer uma combinação não muito óbvia com uma jaqueta azul marinho que estava jogada aqui no meu guarda – roupa. Normalmente, os looks que eu vejo com esse tipo de jaqueta são esportivos. Eu queria algo que fugisse dessa regra. Logo, fiz uma combinação mais romântica. E o resultado foi esse daí.

Não consegui fotografar direitinho esse look porque, no dia, eu estava sem tempo sobrando. Foi bem corrido. Então, com o intuito de não deixar passar a oportunidade e, assim,  poder compartilhar com vocês, eu tirei apenas essas três fotos mesmo. Sorry.

De qualquer forma, eu espero que vocês curtam o look tanto quanto eu curti – porque, convenhamos, eu adorei ser uma estudante dos anos 90 por um dia. HAHA

 

Resenha: As Horas Distantes (Kate Morton)

Em 07.07.2017   Arquivado em LITERATURA

 

Sinopse:

Uma carta entregue com 50 anos de atraso é o ponto de partida de As horas distantes, novo romance da australiana Kate Morton, autora de A casa das lembranças perdidas e O jardim secreto de Eliza. Intrigada com a reação da mãe ao receber a carta, assinada por uma certa Juniper Blythe, Edie Burchill passa a procurar respostas para os enigmas que envolveram a juventude de Meredith Baker. Intercalando as incursões de Edie ao passado da mãe, uma jornada que a leva à Segunda Guerra, e relatos sobre as excêntricas irmãs Blythe, a autora engendra uma trama repleta de segredos que conduz a um final surpreendente.

 

Sobre a história:

Edie Burchill  trabalha com editorial. Ela é uma espécie de arqueóloga da literatura. Ama o universo dos livros e ama descobrir o que está por trás deles, isto é, como uma história conseguiu chegar ao seu maior receptor: quem a escreve.

Edie e sua mãe, Meredith, vivem nas superficialidades da boa convivência. Existe uma confortável distância emocional entre ambas. E Edie nunca conseguiu compreender muito bem o porquê disso.

Quando a sua mãe é surpreendida, em um almoço de domingo, por uma carta extraviada de 50 anos atrás (enviada durante o período da segunda guerra mundial por uma tal de Juniper Blythe), Edie começa a suspeitar que talvez a mãe esconda um segredo.

Meredith (a mãe de Edie) tinha apenas 13 anos quando, no estouro da segunda guerra, foi evacuada de Londres e transportada para o campo. Lá, ela é acolhida pela excêntrica família Blythe e passa a viver no castelo de Milderhurst.

A família Blythe é formada por três irmãs e pelo pai destas, o renomado escritor Raymond Blythe (autor do livro fictício  “A Verdadeira História do Homem de Lama“). Juniper é a filha mais nova, enquanto Percy e Saffy (as gêmeas) são as irmãs mais velhas.

Quando Edie, intrigada, pesquisa sobre o conteúdo da carta recebida pela mãe, ela descobre mais sobre o passado desta. O período mais misterioso da vida de  Meredith  é justamente aquele em que ela viveu entre os Blythe, em Milderhurst. E é por isso mesmo que Edie, cinquenta anos mais tarde, é atraída para o castelo e para as (agora) idosas irmãs Blythe. Estas nunca se casaram e, tampouco, deixaram Milderhurst. Continuam no castelo… juntas e envelhecendo.

Embora Edie só estivesse buscando respostas para o passado mãe, ela vai se deparar com um mistério muito mais premente. As pedras de Milderhurst têm história. Os segredos de cada habitante estão lá, entranhados no castelo … apenas aguardando para que, um dia, alguém os revele.

 

 

O que eu achei do livro:

Kate Morton constrói várias tramas paralelas. Estas, determinado momento, se encontram e, juntas, formam uma história. Um todo lógico e coeso.

Normalmente, a primeira trama se encontra no presente, enquanto que a segunda se encontra no passado.

Não dá para negar que suas obras possuem uma alta dose de dramaticidade. São riquíssimas. Muito bem escritas, com figuras de linguagem inteligentes e de uma coesão e desenvolvimento impecáveis. O tipo de discurso narrativo que a autora usa – discurso indireto livre – deixa a leitura ainda mais prazerosa e instigante.

Kate demonstra em seus livros a força do “fatalismo”. Os erros que cometemos no passado irão, uma hora ou outra, cobrar o seu preço. Nem sempre será justo. Ás vezes, um erro  irá perdurar por gerações, espalhando seus infortúnios e enganos. É como se existisse um efeito dominó: ações dos pais atingem os filhos e, então, os netos e, assim, sucessivamente.

As suas histórias não são completamente felizes ou esperançosas. Na verdade, são um pouquinho góticas (no melhor estilo “O Morro Dos Ventos Uivantes”). Mas são surpreendentes. Brilhantes. Geniais.

As Horas Distantes foi um livro que me deixou embasbacada. Em algum momento próximo do final, eu já conseguia imaginar O QUE tinha acontecido. Mas, então, nas últimas páginas Kate começa a descrever COMO aconteceu. E, gente, que reviravolta incrível. Não consegui encontrar pontas soltas. De verdade. Fiquei de queixo caído.

Eu amei tudo em As Horas Distantes. O clima sombrio, o suspense e os personagens. Gostei muito de Edie e adorei conhecer de perto a personalidade das irmãs Blythe. Há de se convir que estas são personagens profundas e maravilhosamente bem construídas.

Desde o prólogo do livro, quando a escritora transcreve um trecho de A Verdadeira História do Homem de Lama (livro fictício, escrito pelo personagem Raymond Blythe –  o pai das irmãs Blythe), eu já tive a sensação de que estava diante de uma história muito boa. E, algumas páginas mais tarde, essa sensação foi confirmada: eu estava diante de uma obra estrondosa.

Não existem elogios suficientes para esse livro de Morton. Eu realmente amei! Tudo o que a autora escreve é brilhante, mas este livro conseguiu superar todas as expectativas. Portanto, a minha nota para ele é 6/6 (OBRA – PRIMA!).

VALE A PENA LER. MUITAS VEZES.

Nome do livro: As Horas Distantes;

Autora: Kate Morton;

Editora: Rocco;

Páginas: 639.

 

Look do dia: Cardigã Mostarda

Em 02.07.2017   Arquivado em MODA

E o frio parece estar dando as caras por aqui, no Sul de Minas (para minha infelicidade, diga – se de passagem).

Gente, eu fico perdida com esse clima. Parece que tudo perde a graça.  A preguiça reina! Tá difícil criar coragem para sair de casa, mas estou sendo resistente e fazendo o possível.

O look de hoje tem, justamente, cara de frio e inverno. É um mix entre listras, saia godê e meia – calça. A cor fica por conta do cardigã mostarda. Tenho essa peça no meu guarda – roupa há um tempão, mas nunca soube como usar. Não sou muito fã de tons amarelos (e, assim, o cardigã ficava de escanteio). Porém, esses dias, eu resolvi dar uma chance para ele.

Para deixar o look com mais estilo, eu acrescentei um chapéu coco. Adoro chapéus e os adoraria mais ainda se as pessoas não olhassem para mim como se eu fosse louca quando estou com eles hahah

Sério. Parece que Pouso Alegre (minha cidade) nunca viu um chapéu. Mas a gente releva!

 

E, aí? O que acharam do look?

Conta tudo! <3

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