Categoria "CINEMA"

20 anos de Buffy: a reunião do elenco.

Em 04.04.2017   Arquivado em CINEMA

“In every generation there is a chosen one.

She alone will stand against the vampires the demons and the forces of darkness.

She is the slayer.”

Em 10 de março, Buffy The Vampire Slayer completou 20 anos. Sim, 20 anos da série mais perfeita desse mundo. A série que me ensinou os primeiros valores do empoderamento feminino. A série que me ajudou a entender mais sobre as fases da vida. A série que me fez perceber que eu posso ser quem eu sou, com todas as minhas particularidades, e ainda sim ser amada. A série que me ensinou muito sobre a amizade: os verdadeiros amigos são aqueles que,  a cada “fim do mundo”, estão lá com você – amando e dando suporte. Em suma, a série que me fez perceber que eu não estou sozinha nesse mundão.

Aliás, se eu disser que Buffy é apenas uma série, eu estarei mentindo. Ela não é só entretenimento. Ela é reflexão. Ela é filosofia. Ela é quebra de tabus. E muito mais do que isso, ela é um ícone.

Dá para sentir o meu amor de fã por meio dessa foto – que representa a minha mini coleção de Buffy –  né não?

Uma coisa que me deixa muito chateada é saber que essa série não tem o devido reconhecimento no Brasil. Enquanto lá fora, ela é adorada e reverenciada por sua originalidade (e atemporalidade), aqui muitos nem mesmo a conhecem. Sinto – lhes informar, senhores, mas, provavelmente, esse show que você é fã/ama/idolatra não seria nada – nadinha- sem Buffy.

Supernatural, The Vampire Diares, Grey’s Anatomy, Scandal, etc. … todos eles se inspiraram em BTVS.

Eu estava muito inspirada por Buffy, principalmente porque era algo muito novo e que nunca vimos antes na televisão (se referindo às séries com fortes personagens femininas)“, disse Shona Rhimes, a criadora de Scandal e Grey’s Anatomy. “Eu descobri a televisão novamente“.

Buffy transformou o mundo das séries de TV.  Pura e simplesmente. E ela merece ser reconhecida (não só na gringa, mas aqui também) por isso.

Eu elenco os principais pontos positivos de Buffy nesse post e nesse aqui eu explico o porquê de eu me identificar com a personagem principal.

Ontem, dia 30 de março, foi realizada uma reunião com o criador Joss Whedon e com o elenco de Buffy. A maior parte dos atores regulares estavam presentes, faltando apenas o Anthony Stewart Head (Rupert Giles) e a Eliza Dusku (Faith). Anthony não pode ir porque estava ensaiando Love Blindness (e não conseguiu desmarcar o ensaio). Já quanto à Eliza, não se sabe. A atriz disse que não foi convidada – o que gerou certa polêmica.

Na reunião, os atores tiraram muitas fotos (incríveis, por sinal) e falaram sobre a representatividade e o legado deixado pela série. Eles também discutiram sobre a possibilidade de um revival (temos opiniões muito divididas nesse sentido, vocês vão ver).

Alyson Hannigan (Willow Rosenberg) declarou que: “Foi o papel de toda uma vida. Eu conheci o amor da minha vida (o ator Alexis Denisof). E apenas ir trabalhar todo dia e ter o Joss me treinando – bem, eu nunca vou ter uma experiência melhor do que essa. ”

Sarah Michelle Gellar (Buffy Summers) disse : “Eu sou tremendamente orgulhosa de tudo que nós criamos. As vezes, precisamos de um pouco de distância para realmente entender o peso disso. Eu aprecio tudo relacionado a esse papel. Para um ator, tudo que ele mais deseja é deixar a sua marca – fazer algo que afeta as pessoas. ”

Joss (criador de Buffy e também diretor de filmes como “Os Vingadores”) disse: “Para mim, a coisa mais importante é ver pessoas vindo até mim e dizendo que o programa os fez sentir diferentes sobre o que poderiam ser,  sobre o que poderiam fazer,  sobre como poderiam reagir a problemas e sobre como poderia ser uma líder feminina. Pessoas adquirindo força através dos meus próprios medos, é… não há legado melhor que esse.”

Quando questionados sobre um possível revival, cada ator fez uma declaração. Alguns foram a favor; outros nem tanto. Olha só:

Alyson Hannigan: “Eu acho que deveríamos fazer a Buffy desenho”.

James Marsters: “Eu acho que se Joss está encabeçando isso, então hell yeah, se não, então hell no!

Charisma Carpenter: “Eu acho que os fãs iriam a loucura se algo assim acontecesse. Isso deixaria muitas pessoas felizes”

Sarah Michelle Gellar: “Em um certo ponto, quando as coisas já estão mágicas, você não iria querer voltar e fazer como  O Poderoso Chefão 3 fez, certo? Estou certa que os fãs estão incrivelmente desapontados de ouvir essa resposta, mas acho que ficariam ainda mais desapontados se nós tivéssemos criado algo e isso não suprisse a gigantesca expectativa. E eu amo o fato de que Buffy ainda pode viver nas HQ e em grapich novels.”

Joss, por outro lado, acredita que há potencial para uma nova história: “Eu tenho tentado deliberadamente pensar mais à frente e fazer algo diferente. Mas, sim, o mais importante é que todos estão ótimos (os atores). Outra coisa importante também é que o show transmite essa ideia de crescimento e amadurecimento. Se nós seguíssemos em frente com essa ideia de revival, os atores iriam ter a idade que eles basicamente já tem. Bem, eles provavelmente interpretariam personagens um poucos mais jovens porque eles conseguem fazer isso. Vocês assistiriam aos personagens em uma fase diferente da vida. Não seria mais como “ei, eu não acredito que ainda estamos no ensino médio!”. Portanto, a minha resposta quando ao revival seria “depende”.

Eu confesso que ia amar um revival. Mas compreendo a posição da Sarah. Se Joss e o elenco decidissem ir nessa direção, eles precisariam ter uma história boa e muito convincente. Nós, fãs, temos altas expectativas e não gostaríamos de nos decepcionar. 

É claro que rolou um ensaio fotográfico maravilhoso no encontrinho da nossa scooby gang. Vem, vem ver 🙂

(Team #Spuffy <3)

(melhor foto da vida kkkk)

 

Alguns vídeos mostram um pouco do que aconteceu na reunião (anexei eles aí abaixo). Tô amando ver e ouvir os atores fazendo esses comentários maravilhosos sobre a série.

 

Eu amei essa reunião. Queria muito ter estado lá, acompanhando tudo de pertinho. Seria um sonho da vida!

Na minha opinião, não existe série que ganhe de Buffy. Para mim, ela é a melhor série desde sempre e para sempre hahah

Se vocês nunca assistiram, meu conselho é: comecem já! <3

E, aí? O que vocês acharam desse encontro?  Conta tudo!

 

 

O que eu achei do live – action de “A Bela e a Fera”

Em 17.03.2017   Arquivado em CINEMA

Ontem eu assisti ao filme mais esperado de 2017: A Bela e a Fera.  E, sim, eu saí do cinema ainda mais apaixonada por esse clássico maravilhoso que marcou a minha infância.

Não é segredo nenhum que Belle sempre foi a minha princesa favorita da Disney. Destemida, sonhadora e leitora voraz, Belle é um reflexo de mim mesma. Eu me identifico demais com ela – e não apenas na personalidade, mas também na aparência física. Cabelos ondulados e castanhos? É … nós também temos isso em comum.

Por esses  (e por muitos outros) motivos, eu estava ansiosíssima para a estréia de The Beauty And The Beast. Queria muito ver a Emma Watson (minha eterna Hermione) dando vida a essa personagem tão querida – a Belle.

O roteiro do filme foi bem escrito e os atores muito bem cotados. Acho que a Emma conseguiu, definitivamente, entrar na pele de Belle. Dan Stevens também interpretou maravilhosamente a Fera (the beast). E nem preciso dizer quão bem Luke Evans conseguiu encarar toda a vaidade e a crueldade do Gaston, certo? A escolha dos atores foi acertada. Portanto, ponto positivo para o longa!

Precisamos falar sobre as canções do filme. Estavam maravilhosas! Como não se apaixonar por canções como Belle Reprise ( “I want much more than this provincial life”) ou  Tale as Old as Time (“Beraly even friends, then somebody bends unexpectaly”)?!

O figurino dos personagens estava de tirar o fôlego. O cenário foi extremamente bem caracterizado também.

No geral, o live action segue o itinerário do clássico produzido em 1991. Muitas cenas do live action estão idênticas às do desenho da Disney. Existe uma grande sintonia entre as duas produções. Você, com certeza, vai sair da sala de cinema com sentimentos nostálgicos (veja mais sobre isso aqui).

Se por um lado o longa de 2017 é fiel ao de 1991, por outro é possível afirmar que não houve muitas surpresas ou inovações. E isso, ao menos para alguns, pode ser considerado como um ponto negativo.

Gostei muito da representatividade que o filme trouxe para as minorias. É claro que um filme com Emma Watson no papel principal teria um apelo feminista. Na verdade, se você parar para pensar, o desenho de 1991 já era bastante feminista para a época (eu falo sobre isso aqui). Porém, eu adorei a forma como o live action intensificou isso.

O filme, na medida em que introduz um personagem gay (o LeFou), também representa os homossexuais.

Em suma,  eu amei esse novo filme. Ele mistura romance, animação e aventura, além de ter uma “moral da história” pra lá de importante.  Valeu à pena esperar. Pura e simplesmente.

E vocês? Já assistiram ao filme? O que acharam? Conta tudo! <3

 

 

O que eu achei do filme La La Land

Em 14.02.2017   Arquivado em CINEMA

Semana passada, eu resolvi me aventurar em La La Land.

Eu tinha me interessado logo de cara pelo filme – e, não, não foi apenas por causa das inúmeras indicações ao Oscar. Na verdade, eu sempre amei musicais. E a ideia central deste musical em específico – perseguir um sonho – fazia muito sentido para mim (logo eu,  que sonha sem medidas).

Confesso que estava com expectativas altíssimas em relação ao filme. E sabe o que é mais legal? Ele, mesmo assim, conseguiu me surpreender.  La La Land é incrível. É infinitamente melhor do que eu imaginava.

Já comentei aqui sobre os meus cinco filmes preferidos. Entretanto, quando eu assisti à La La Land, não tive outra opção a não ser acrescentar mais um filme à listinha. Emma Stone e Ryan Gosling deram vida a minha sexta versão cinematográfica favorita. Apenas isso.

La La Land fala essencialmente sobre sonhar e tornar os sonhos realidade. O palco para essa história é Los Angeles. A cidade das oportunidades e do sucesso – mas, também, a cidade dos sonhos despedaçados.

Emma Stone interpreta Mia, a atendente de uma cafeteria que se localiza em um grande estúdio de Hollywood. Mia é aspirante à atriz. Depois de largar a faculdade, ela resolve se mudar para LA e viver o seu sonho.

Muito mais do que sonhadora, Mia é uma saudosista. É apaixonada pelos musicais que marcaram a época de ouro de Hollywood.

 Ryan Gosling interpreta Sebastian – um pianista desiludido. Sebastian, assim como Mia, é um sonhador e saudosista. A única diferença é que o objeto de sua paixão é o Jazz – e não o cinema. Para Sebastian, o Jazz morre e desaparece pouco a pouco. Ele sonha em reavivar este estilo musical. Ele precisa devolver ao Jazz toda a sua glória de outrora.

É em La La Land – Los Angeles, a cidade das estrelas – que os caminhos de Mia e de Sebastian vão se cruzar. Dois sonhadores perseguindo os seus sonhos.  Dois sonhadores perseguindo os seus sonhos enquanto tentam fazer um relacionamento dar certo.

O filme nos faz uma pergunta: até onde você estaria disposto a ir para perseguir o seu sonho?

A ideia parece simples e, até mesmo, clichê. E, verdade seja dita, ela o é.

A originalidade do filme não reside na sua ideia central, mas sim nos detalhes. Eles é que fazem toda a diferença.

Em primeiro lugar, o filme traz referências de diversos outros musicais famosos – como “Cantando na Chuva”, “Grease” e “Cinderela em Paris”. Ele faz uma homenagem à era gloriosa dos musicais hollywoodianos. E o faz com excelência. As referências são nostálgicas. Valeria a pena assistir apenas por isso.

Mas não pense você que o filme não inova. O fechamento dele é muitíssimo inovador, porque destoa de todos os outros musicais que começaram na década de 50. É um final surpreendente e atual. Ele nos lembra do momento em que estamos vivendo e de quais são as nossas prioridades. Hoje, o indivíduo está em foco. E o indivíduo precisa realizar – se individualmente.

Além disso, vale dizer que a fotografia de La La Land é linda e profundamente onírica. A iluminação é exagerada (quase em neon), dando ao filme um toque artístico. O jogo de câmeras – sem muitos cortes – deu o estilo clássico de que o filme necessitava.

Também é importante salientar que a química entre Emma e Ryan é apaixonante. O casal é verossímil. Não apenas porque ficam bonitos juntos – mas também porque continuam a ter personalidade e individualidade quando estão separados. Você vai dar suspiros adolescentes pelos dois – ah, se vai!

Sobre as canções de La La Land, cabe dizer que elas são encantadoras – muito embora sejam despretensiosas. A intenção não foi colocar vibratos exultantes. A intenção foi fazer músicas leves – em um estilo atual e, ao mesmo tempo, clássico. Os toques de Jazz  não são mera coincidência.

Por outro lado, devemos compreender que os atores não são músicos profissionais. Não dava para esperar grandes feitos dos dois (Emma e Ryan) nesse sentido. Mas acho que eles deram o melhor de si e o resultado foi maravilhoso. As vozes de ambos casam com a proposta do filme. City Of Stars – a canção mais icônica do longa, na minha opinião – é um encanto. Não consigo parar de ouvir.

O filme me entreteve, mas me fez refletir sobre pequenas coisas. Ele me fez perceber que nós não podemos desistir dos nossos sonhos. Acima de tudo, nós precisamos nos sentir realizados e úteis. O indivíduo é cheio de particularidades. E ele precisa cumprir, individualmente, os seus ideais e as suas metas.
Viver precisa ter significado. Senão, seremos eternos amargurados que, ora, entram e, ora, saem de crises existenciais.

Escolher também é uma atitude – chave. Uma única escolha pode mudar todo o curso da nossa vida. Basta uma escolha. E a vida é assim – pura e simplesmente.

La La Land fez muito sentido para mim, especialmente na fase em que estou agora. Eu amei o filme. Não consigo parar de pensar nele. Não consigo parar de pensar naquele final. Não consigo deixar de me apegar às canções. Tudo é muito envolvente! E lindo. E encantador.

Em outras palavras, esse filme não se debruça apenas sobre sonhos – ele é um sonho.

Precisamos falar também sobre os looks da personagem Mia. Os vestidos que ela usa são lindos. Eu preciso tê-los no meu guarda – roupa. Só isso.

Em suma, La La Land – Cantando Estações se tornou o meu sexto filme preferido.  Assista e tire suas próprias conclusões. Entretanto, no que tange ao meu parecer – nada técnico e muito amador – o filme é maravilhoso e vale a pena ser visto não apenas uma, mas várias vezes.

 

 

 

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