Categoria "CINEMA"

10 coisas que eu descobri com De Repente 30

Em 23.01.2017   Arquivado em CINEMA, LISTINHAS, PESSOAL

Sabe aquele filme que marca sua adolescência? Pois é. É assim que eu me sinto com De Repente 30.

Ontem, depois de rever este clássico da sessão da tarde, eu me senti nostálgica. E passei a refletir sobre as descobertas que fiz com ele quando tinha apenas 13 anos – a mesma idade de Jena, a protagonista.

Da reflexão, surgiu esse post.

 

Com “De repente 30” eu descobri que…

 

1) A popularidade não tem nenhum valor se ela acontecer em detrimento de você e da sua dignidade.

2)  Ser “popular” não significa ser “amado”.  Na maior parte das vezes, apenas significa viver de aparências e ser solitário.

3) Não vale você se esquecer de quem é para ser querido pelas pessoas.  Verdadeiros amigos nos amam por aquilo que somos.

4) Não mude para agradar os outros. Apenas mude por você. Quando e como você quiser. Se você não está satisfeito com quem você se tornou, você pode mudar … se isso o fizer feliz.

5) Revistas costumam falar sobre coisas que não têm importância. Como a vida dos famosos e outras frivolidades. Ás vezes, elas se esquecem de contar a história que verdadeiramente nos interessa. Elas se esquecem de olhar  o mundo que está logo ali, ao lado.

Quão incrível seria se algumas revistas se permitissem descobrir  o que aconteceu no baile da escola, naquela última noite. Ou como o time daquele bairro está ganhando o campeonato da cidade.

6) Os anos 80 salvam qualquer festa.  É só colocar um música como Thriller e pronto!

7) Acredite nas suas ideias e nos seus projetos. Se você não o fizer, ninguém fará por você.

8) Podemos ser adultos e ter uma vida de grandes responsabilidades, mas precisamos nos permitir voltar a ser crianças  e adolescentes de vez em quando.

Nunca é tarde demais para pedir colo de mãe.

Nunca é tarde demais para fantasiar e fofocar (como uma adolescente) sobre um primeiro encontro.

9) Se você está se sentindo triste, se a sua carreira está desmoronando, se você levou um pé na bunda … você deve ouvir e cantar (como se não existisse amanhã) a música Vienna, do Billy Joel.

OBS: Vale destacar que foi com “De Repente 30” que descobri A MÚSICA da minha vida. A música que me fez levantar em manhãs cinzentas. A música que nunca me deixou desistir. A música que fez com que eu me lembrasse do quanto eu era especial, ainda que muitos tentassem me dizer o contrário.

Essa música se chama Vienna. E foi escrita pelo Billy Joel. Aliás, o Joel  é um cantor e compositor fantástico! Apenas amo até dizer chega.

10) Não queira crescer antes do tempo.  A chance de você perder momentos valiosos e fazer escolhas erradas é 9 em 10.

Infelizmente, ainda não criaram um pó mágico que nos faça voltar no tempo e consertar todos os nossos erros. Então, o meu conselho é: não precise de um.

Em suma, para finalizar essa listinha, existem apenas mais algumas considerações a fazer:

Viva cada tempo no seu tempo.

Seja criança, enquanto você ainda puder ser uma.

Seja adolescente, mesmo que seja difícil.

A Bruna adolescente pensava que qualquer rejeição era o fim do mundo. Mas o mais engraçado é que, na manhã seguinte, quando ela acordava, o mundo ainda estava ali. Intacto.

Seja você. Ainda que isso signifique ser impopular. As pessoas que verdadeiramente se importam vão amá-lo por aquilo que você é.

Só mude se for para agradar a si mesmo.

E viva. Viver pode ser doloroso. Mas também pode ser lindo.

Só não deixe que viver se torne indiferente.💋

 

Especial PLL: a evolução de estilo da Spencer

Em 07.01.2017   Arquivado em CINEMA, MODA

Como vocês já sabem, em razão de estarmos a 10 episódios de distância do fim de PLL, eu estou fazendo um “Especial” sobre a série.  O tema escolhido foi a evolução de estilo das quatro protagonistas.

Já falei aqui  sobre o estilo da Aria e aqui  sobre o estilo da Hanna. Portanto, a #liar da vez será a Spencer.

Spencer é a minha liar favorita. Ou melhor, ela se tornou a minha liar favorita. No começo da primeira temporada, eu já gostava muito da personagem. Porém,  foi só no decorrer da série que ela (já mais madura) conseguiu atingir essa posição de favoritismo.

A Spencer é uma personagem que preza pela elegância e conforto. Ela é inteligente, determinada e com um quê feminista.

No começo da série, nós vemos uma garota autodisciplinada que busca em si a perfeição. Ela não se contenta com pouco e, nesse ponto, podemos até dizer que ela é um tantinho gananciosa. É claro que a personalidade da personagem  muda com o desenrolar das temporadas. Percebemos que a Spencer “perfeita” dá lugar à Spencer “humana”. E o estilo dela, obviamente (palmas para os figurinistas!) , acompanha essas facetas.

1ª temporada:

Como disse ali em cima, a Spencer da primeira temporada é extremamente perfeccionista e competitiva. Cansada de viver à sombra de Melissa (sua irmã), ela resolve que quer ser a melhor em tudo.

Portanto, a Spencer aqui tem uma seriedade em excesso. Ela não vive com leveza, justamente porque está preocupada demais em vencer a todos. As suas notas precisam ser excepcionais e o seu esforço dobrado.

Se eu fosse definir ESSA Spencer, eu diria que ela é um misto de arrogância e determinação. Ela tem um bom coração, é verdade.  Mas ainda não sabe quem é. Ela quer ser a irmã, ou, aliás, quer ser MAIS do que a irmã. Por isso, não tem uma identidade completamente definida. O figurino da personagem é congruente com tudo isso.

A tabela de cores da liar é bastante neutra e os seus modelos de roupa são sérios. O estilo preppy (certinho, arrumadinho) aparece com excesso. É como se ela estivesse vestida para um entrevista de emprego todos os dias.

Apesar dos looks serem bastante adultos e cheios de seriedade, ninguém pode negar que a Spencer é mega fashion! E o estilo dela fica ainda mais interessante nas próximas temporadas.  Nós iremos notar que algumas peças e acessórios entrarão para suavizar a aparência da personagem, deixando-a clássica e elegante na medida certa.

(imagem retirada do site Polyvore)

2ª temporada:

Na segunda temporada, o estilo da personagem muda um pouco. Os suéteres, os cardigãs e a cintura marcada (cintos) continuam fazendo parte do guarda – roupa diário. Por outro lado, a Spencer começa a mesclar o estilo clássico e preppy – suas marcas registradas- com algumas  pitadinhas do estilo boho.

Como disse ali em cima,  a aparência dela fica mais suave e menos séria. Porém, ainda super elegante.

                                                                (Imagem achada no Pinterest)

                                                                               (Imagem achada no Pinterest)

                                                                              (Imagem achada no Pinterest)

(imagem retirada do site Polyvore)

3ª temporada:

Sempre comento que na terceira temporada, em razão de acontecimentos importantes para o rumo da série, o estilo das liars, de todas elas, amadurece bastante.

Em relação a Spencer, o amadurecimento também é perceptível no equilíbrio que ela encontra na hora de se vestir.

Ela continua sendo a rainha do preppy. Porém, o boho, que começou a despontar na segunda temporada, aparece com mais força! A exemplo, temos  o vestido longo laranja de cintura marcada.

A personalidade da Spencer também teve algumas mudanças. Ela se tornou uma pessoa mais leve e liberta. Nem tudo precisa ser uma competição em 100% do tempo. Além disso, ela compreende que ninguém é perfeito. Ora, todos nós somos um pouquinho loucos e bagunçados por dentro. Sempre seremos melhores em alguma coisa e  piores em outra. E temos de conviver com isso.

                                                                                                                       (imagem retirada do site Polyvore)

4ª e 5ª temporada:

 

Aqui, o estilo da Spencer se estabiliza.

Para mim, grande parte dos melhores looks  estão na 4ª e 5ª temporada.  A personagem continua usando peças clássicas e adultas , mas sempre com algum acessório moderno para descontrair.

Eu amo o quanto a Spencer consegue ser feminina e, ao mesmo tempo, sustentar com muita elegância algumas peças do guarda – roupa masculino. Ela usa blazer, suéter,  camisa social e oxford o tempo todo.

Também gosto muito da pegada “colegial” que ela imprime aos looks. E sempre fico louca atrás das bolsas da personagem. Ela sempre opta pelas maxi, as bolsas carteiro ou as mochilas.

Na quarta temporada:

                                                                                      (Imagem retirada do site Look Live)

                                                                               (Imagem retirada do site Look Live)

                                                                                   (Imagem retirada do site Look Live)

                                                                                      (Imagem retirada do site Look Live)

                                                                                                             (Imagem retirada do Pinterest)

                                                                                                                  (Imagem retirada do site Polyvore)

Na quinta temporada:

                                                                   (Imagem retirada do site Look Live)

                                                                (Imagem retirada do site Look Live)

                                                             (Imagem retirada do site Look Live)

(Imagem retirada do site Worn On Tv)

 

 

                                                       (Imagem retirada do site PLL Style)

                                                                               (Imagem retirada do site PLL Style)

 

                                                                                                                     (Imagem retirada do site Polyvore)

                                                                                                                        (Imagem retirada do site Polyvore)

                                                                                                                          (Imagem retirada do site Polyvore)

6ª e 7ª temporada:

Como nós já sabemos, no meio da 6ª temporada até a 7ª, a série dá um pulo de cinco anos. As garotas estão mais velhas e  precisam conciliar sua vida pessoal com uma rotina de trabalho bastante atarefada.

A Spencer trabalha no meio político. Por isso, o seu visual é bastante sóbrio. Para deixar os looks não muito óbvios, ela imprime muito estilo e personalidade na sua aparência. Portanto, teremos sempre um look elegante, com peças clássicas, mas de corte mais moderno.

É incrível o quanto ainda conseguimos ver a Spencer da 1ª temporada nessa nova  Spencer da 7ª. A essência do seu estilo continua a mesma, mas de uma forma totalmente repaginada.

As peças colegiais (college) ficam para trás. O look ainda é clássico e elegante, mas segue uma linha mais adulta.

Os terninhos usados pela personagem são maravilhosos. Impossível não amar as bolsas e mochilas!

Em suma, todos os looks são lindos e super copiáveis. hahaha

                                                        (Imagem  à esquerda retirada do site Look Live)

                                                                (Imagem à esquerda retirada do site Look Live)

                                                                                  (Imagem retirada do site Look Live)

                                                                    (Imagem à esquerda retirada do site Look Live)

                                                                           (Imagem retirada do site Look Live)

                                                               (Imagem à direita retirada do site Worn On Tv)

                                                                              (Imagem retirada do site Worn On Tv)

                                                                   (Imagem retirada do site Polyvore)

                                                                   (Imagem retirada do site Polyvore)

                                                                        (Imagem retirada do site Polyvore)

Episódios especiais de Halloween: 

A partir da 2ª temporada, PLL começou uma tradição que durou até a 5ª temporada: fazer especiais no episódio número 13 . Da segunda à quarta temporada, os especiais são referentes à temática do Halloween. Na quinta temporada, o especial foi referente ao natal.

No 2×13, a  Spencer se fantasia de Mary, a rainha da Escócia. No 3×13, ela se fantasia  de Lauren Bacall, no melhor do estilo “Femme Fatale”.  No 4×13, a ocasião não é propriamente o Halloween, mas tem tudo a ver com ele. Neste episódio, as meninas vão a uma festa do dia dos fundadores na cidade de Ravenswood (uma cidadezinha pequena e sombria). A festa acontece no cemitério da cidade (por isso, claro, tem todo aquele clima de Halloween).  O look tem que ser de época.  A roupa da Spencer nesse episódio é toda em tons de preto e roxo.

Vestidos de baile da Spencer:

 

Da esquerda para a direita,

Foto 1: Estamos falando aqui do “Ice Ball” (baile de gelo, em tradução literal), que aconteceu no episódio  de natal, 5×13, chamado “How the ‘A’ Stole Christmas”

Foto 2: Estamos falando aqui do baile de formatura das meninas, que acontece no episódio 6×9, “Last Dance”.

Foto 3: Estamos falando aqui do “baile de mentirinha” que acontece no episódio 6×1, chamado “Game On, Charles.

Foto 4:  Estamos falando aqui do baile de máscaras, que acontece no episódio 2×25, “unmAsked”.

 

 

Eu sou apaixonada pelo estilo da Spencer.

Queria o guarda – roupa dela, inteirinho, para mim. Sério!

Vocês também gostam do estilo dela? Acharam que ele evoluiu bastante no decorrer das temporadas? Conta tudo nos comentários  💛 💋

 

 

 

 

 

 

Quem você seria no mundo dos livros, filmes e séries?

Em 23.12.2016   Arquivado em CINEMA, LISTINHAS, LITERATURA

Esses dias, navegando pela blogosfera, eu me deparei com essa pergunta. Sendo uma entusiasta em tudo o que se refira à literatura e cinema, eu admito que a vontade de responder foi imediata!

É verdade que, em muitos momentos da vida, a gente encontra personagens que traduzem tudo aquilo que somos ou que gostaríamos de ser. Existem personagens que personificam nossos ideais … isso é um fato.

Com isso em mente, eu trouxe esse questionamento para o blog. Responde-lo é uma forma de colocar em discussão alguns pontos de vista e dar mais espaço para vocês, leitores, me conhecerem melhor.

Não pensem que foi fácil! Não, o processo de seleção de personagens foi uma tarefa que exigiu bastante reflexão e sangue – frio.  À primeira vista, havia uma infinidade de nomes para incluir nessa lista. Porém, como não queria deixa-la muito extensa, precisei tomar algumas decisões difíceis. hahaha

As conclusões foram estas:

 

Se eu vivesse em uma série de TV, eu seria ….

1) Buffy Summers.

(a atriz Sarah M. Gellar como Buffy Summers na série BTVS)

Caro leitor e amigo, se você não esperava por essa, só lhe conto uma coisa: você não sabe nada a meu respeito. Buffy, vindo de mim, é clássico.

Buffy The Vampire Slayer é a minha série número 1, a preferida entre todas.  E Buffy, a personagem principal, representa tudo aquilo em que eu acredito. Ela é uma mulher feminina, forte, durona e leal.

Buffy me ensinou o valor da verdadeira amizade. Ela me ensinou, também, que você pode amar uma pessoa sem  depender dela.  Você pode ser suficiente para si mesma e, mesmo assim, amar o outro –  seja este um amigo ou namorado (a).

Ela me ensinou que vão existir momentos na vida em que você vai estar sozinho. Em algum momento, até os seus amigos mais próximos vão julga-lo e abandona-lo. Não porque eles não o amam ou porque não se importam com você, mas apenas porque não o compreendem, pelo menos não naquele momento.

Nesse caso, mesmo sozinho, você não pode desistir. Siga sua intuição e seja quem você precisa ser. De duas, uma: ou você vai quebrar a cara (ora, seus amigos tinham razão) ou você vai ser vitorioso (ora, você tinha razão).

O perdão é necessário. Você deve perdoar seus amigos quando eles forem injustos, se a amizade deles valer a pena. E, o mais importante, você deve perdoar a si mesmo.

Buffy é a prova de que uma mulher pode ser forte, independente e destemida e, ao mesmo tempo, ser FEMININA.  Ela pode gostar de maquiagem, de roupas, de filmes clichês e revistas sobre famosos. Ela pode gostar de todas as coisas tidas como “coisas de mulherzinha”, se isso a fizer feliz. Na série Buffy, não existem padrões. Seja quem você quiser ser e seja forte.

E  não pense que estou falando apenas de força física. Buffy, como uma caçadora de vampiros e de outros seres mitológicos, é, sim, fisicamente mais forte do que muitos outros homens (e mulheres). Mas, na verdade, os seus “poderes” são apenas uma metáfora para a sua verdadeira força: estar pronta para o que der e vier.  Não desistir, mesmo que isso seja o fim.

Buffy é minha heroína. Todas as vezes que tenho medo, eu penso nela. E ela me enche de coragem.

Todas as feministas do mundo deveriam ver essa série. Primeiro, porque ela é recheada de mulheres fortes. Não apenas Buffy, mas muitas outras. Segundo, porque ela é uma série que quebra barreiras e preconceitos, inclusive dentro do próprio movimento feminista que (não se enganem!) também esconde uma série de padronizações. Para muitas feministas, a mulher não pode ser magra, não pode estar dentro do que a frívola sociedade considera como “beleza”, não pode se depilar e não pode gostar de coisas de mulherzinha. Para algumas feministas – não todas, não estou generalizando – se a mulher quer ter os mesmos direitos que os homens, ela deve ser igual aos homens. Isso é muito complicado, porque também cria uma série de padrões que devem ser atingidos: ora, se você alisa o cabelo (por exemplo), você não é feminista. Buffy quebra com todos os padrões. Para ela, se você acredita em si mesma, você é feminista. Você é um ser humano que, mesmo com erros e acertos, é completo.

Por favor, não generalizem o que disse ali em cima. Não são todas as feministas que pensam assim. Apenas algumas. Existem correntes e correntes.  Eu me considero feminista e, não, não penso daquela forma.

Por fim, só me resta declarar o meu amor incondicional por Buffy. Eu amo essa série e essa personagem. Aprendi coisas que levarei comigo para o resto de minha vida. Eu não seria quem sou hoje se não fosse por Buffy. Tenho certeza disso.

2) Lorelai Gilmore.

(a atriz Lauren Graham como Lorelai Gilmore na série Gilmore Girls)

Protagonista de Gilmore Girls, Lorelai, definitivamente, me representa.

Lorelai também é uma mulher fora dos padrões.  Apaixonada pelo velho e bom rock n’ roll, ela é uma entusiasta em séries e filmes. Não sabe cozinhar quase nada, detesta limpar a casa e é maluca por café.

Ela nasceu em uma família rica e conservadora, mas a sua forma de agir e pensar sempre foi muito diferente da de seus pais, Richard e Emily Gilmore. Aos 16 anos, Lorelai engravida. Percebendo que os pais pretendem assumir todas as suas responsabilidades e, mais uma vez, privá-la de quem ela é, Lorelai resolve fugir de casa. Ela dá adeus a todo o conforto e mordomia em troca da liberdade de ser quem é e de acreditar no que acredita.  Se reinventa e cria sua filha, Rory, sozinha – fazendo um excelente trabalho, por sinal.

Nem tudo foram flores no caminho de Lorelai. Mas isso não a impediu de lutar pela vida que ela queria. Uma vida simples, mas sincera e espontânea, longe das frivolidades da alta classe social em que nasceu.

É claro que Emily e Richard voltam a participar da vida dela. Mas precisam aceitar quem a filha é e se tornou, ao invés de exigir que ela seja o que eles querem.

Algo que sempre me orgulhou na Lor: os relacionamentos amorosos foram importantes na vida dela, mas nunca foram a parte principal. Ela sempre colocou a filha e a si mesma acima de tudo. Ainda que para ela, uma mãe solteira, fosse mais cômodo ter um marido que  sustentasse a casa e auxiliasse no cuidado com os filhos, ela nunca se permitiu obter isso à custa dos seus ideais ou dos ideais da filha.

Em suma, Lorelai também é uma personagem Girl Power com quem me identifico muito. E Gilmore Girls é uma série que marcou toda uma geração. É algo para ser visto e amado religiosamente.

Para saber mais sobre a série, clique aqui.

Para saber o que eu achei do revival de Gilmore Girls, clique aqui (atenção, contém spoiler.)

3) Regina, The Evil Queen.

(a atriz Lana Parrilla como Regina na série Once Upon a Time) 

Regina é a madrasta de Branca de Neve, em Once Upon a Time.

Em primeiro lugar, preciso dizer o quanto amei o que essa série fez com os contos de fada. Ela conseguiu manter a essência destes e, ao mesmo tempo, mudar o que precisava ser mudado.

Aqui, nós não temos princesas inseguras e dependentes. Temos mulheres de garra. Os vilões não fazem maldades porque nasceram maus, mas porque, em algum momento, eles passaram por alguma situação que desencadeou essa escolha.  Por alguma razão, eles se viram com o direito de obter o que queriam pelos meios que fossem necessários.

Regina, por exemplo, não teve uma história de vida lá muito fácil. Ela achou a resposta para a sua dor na crueldade com os outros. Quis fazer com que os outros sentissem a mesma infelicidade que ela sentia. E, sim, isso é egoísmo.

E é por isso mesmo que me identifico com essa personagem. Em alguns contextos, eu sou egoísta, estou de mal com a vida e desconto as minhas frustrações em outras pessoas. É um defeito que eu tenho. Afinal de contas, sou um ser humano. Erro e acerto.

Na verdade, acho que todo mundo tem uma “rainha má” dentro de si. A questão é saber até qual ponto vamos deixar ela se manifestar.

E digo mais: Regina pode ter sido cruel, mas ela foi forte o suficiente para se redimir. Forte o suficiente para aceitar as consequências dos seus atos. Portanto, sim. Eu me orgulho dessa personagem e me identifico com ela, em ambas as fases: rainha má e mulher em redenção.

 

Se eu vivesse no mundo dos livros, eu seria …

 

1) Hermione Granger.

(a atriz Emma Watson como Hermione no Filme “HP e o enigma do príncipe”)

Para explicar  porque eu me identifico com essa personagem, vou contar duas características minhas:

  • Um defeito que eu tenho: eu banco a dona da verdade em muitos momentos. E isso tem tudo a ver com a Hermione. É claro que ela está certa na maior parte das vezes, mas, em algumas, ela está muito errada.
  • Uma qualidade que eu tenho: eu sou persistente. Quando desejo alguma coisa, eu tento. Se não conseguir, me esforço um pouco mais. E, assim, as coisas vão fluindo. Ninguém disse que tudo na vida seria fácil e, verdade seja dita, quase nada é. Por isso, ter uma dose extra de esforço é necessário. E a Hermione é a personagem mais esforçada que eu conheço.

Eu admiro demais a lealdade da Hermione para com seus amigos. E admiro, também, o fato de ela ser uma mulher forte, uma bruxa extremamente competente e dona de um coração imenso. Além disso, ninguém pode dizer que Hermione não é uma personagem feminista porque ela o é. Ela está naquele livro para quebrar tudo quanto é tipo de preconceito e desigualdade. Por isso, eu a amo muito e tento, ao máximo, me aproximar da sua forma de ser.

Quer mais um motivo para ser Hermione? Eu dou um: viver no universo de Harry Potter. Sonho com isso desde os meus 10 anos de idade, quando mergulhei nessa história pela primeira vez.

Já li algumas coisas nessa caminhada – e pretendo ler muitas outras – mas  tenho certeza de que Harry Potter é um amor para a vida toda. Os sete livros são os meus livros preferidos.  Harry Potter e  Buffy The Vampire Slayer ocupam, de fato, um lugar muito especial no meu coração.

2) Scarlett O’Hara.

 (a atriz Vivien Leigh como  Scarlett no filme “E o vento levou”)

Personagem do livro E o vento levou, Scarlett é , antes de qualquer coisa, uma sobrevivente.

Complexa, realista e palpável … muito se engana quem pensa que Scarlett é uma heroína, porque ela não é. Chega quase a ser um anti – herói. Porém, com ela, aprendi a sobreviver. Aprendi que, às vezes, é melhor ser prático do que idealista. Aprendi que o mundo é um lugar cheio de frivolidades, etiquetas e convenções sociais que não fazem qualquer sentido, especialmente quando questões de vida e morte estão sendo discutidas.

Com ela, aprendi a ser uma mulher determinada. Pouco importa se vamos ou não chocar uma sociedade conservadora, desde que possamos ser quem somos.

Scarlett foi uma mulher que casou sem amor, que traiu a melhor amiga em prol do homem que achava amar e que atirou primeiro, antes que uma arma lhe fosse apontada. Mas foi também a mulher que plantou e colheu quando a situação da fome, em meio ao pós – guerra e suas consequências, apertou. Foi a mulher que fez de tudo para ajudar a amiga  a dar à luz,  em um parto complicado. Foi a mulher que fortaleceu e deu esperança a sua família e a seus amigos quando tudo parecia estar perdido.

Em suma, Scarlett é uma mulher cheia de determinação e esperança. Ela não sucumbe, mas trabalha duro.

Ela teve erros e acertos. Quanto àqueles, tentou ao máximo se redimir. Mas tudo o que fez foi em prol da sobrevivência. Sem dúvida, é uma personagem memorável e feminista. Marcou muito a mim e trouxe ensinamentos que pretendo levar para o resto da vida.

E o vento levou é um dos melhores livros do mundo. Pode até ser uma leitura trabalhosa, mas vale a pena. Clássico para ser lido e relido, várias e várias vezes.

3)  Suze Simon

(livro 1 de A Mediadora, na edição Australiana)

 

O meu eu adolescente não podia deixar de fora uma personagem da Meg Cabot.  Suzannah, a protagonista da série A Mediadora, foi a responsável pela minha rebeldia na adolescência. De batom vermelho, coturno e jaqueta de couro, ela era tudo o que eu queria ser no auge dos meus 14 anos.

Acredito que a Meg  – grande fã da série Buffy, assim como eu – se inspirou na caçadora de vampiros para criar essa mediadora. Suze é durona e não leva desaforos para a casa. O seu trabalho é guiar os mortos para o pós – vida e, assim, evitar que eles fiquem vagando pela terra na forma de fantasmas.

Eu adoraria viver as aventuras vividas por ela. E adoraria ter um Jesse para chamar de meu.

Em suma, Suze é uma personagem marcante, além de muito querida, para mim. Para variar, ela também tem um quê Girl Power e feminista. Portanto, sim, ela precisava estar nessa lista!

Se eu vivesse no mundo dos filmes, eu seria …

 

1) Vivian Ward.

 

(a atriz Julia Roberts como Vivian no filme “Pretty Woman”)

Vivian é a protagonista do filme Uma linda Mulher. Quando digo que seria ela, não quero dizer que gostaria de trabalhar como uma prostituta. Não, obviamente que não gostaria.

Mas me identifico bastante com o jeito da personagem. Ela é honesta e vê a vida com simplicidade. Ainda que trabalhe como garota de programa, ela sonha com mais. Quer ser, de fato, alguém de quem possa se orgulhar. E admiro muito essa atitude dela.

Assim como Scarlett, vejo Vivian como uma lutadora e uma sobrevivente. É uma mulher forte que fez o que teve que fazer para sobreviver à selva da vida.

Uma linda mulher é um dos meus filmes preferidos. Não me canso de ver, simplesmente.

E o mais legal é que este filme é um conto de fadas às avessas, com um adicional bastante feminista. É Vivian, a pobre e simples garota de programa, que salva Edward, um rico empresário, de uma vida cheia de mesquinhez e infelicidade.

Uma linda mulher é um clássico para ser visto e revisto, muitas e muitas vezes!  Para saber mais sobre o filme, leia a resenha que fiz aqui sobre ele.

2) Kat Stratford

(a atriz Julia Stiles como Kat no filme “10 Things I Hate About You”)

Personagem do filme 10 Coisas Que Eu Odeio Em Você, Kat é uma feminista antissocial e leitora voraz. Cheia de valores niilistas, ela adora discutir com professores  e questionar o patriarcalismo.

O que eu mais gosto em Kat é o fato de ela não mudar o seu jeito de ser por nenhum garoto. Ela é inteligente e militante e não tem qualquer vergonha disso. Ela está confortável na própria pele e é isso o que importa. Quem quiser gostar dela, ótimo. Quem não quiser, sem problemas!

E é por isso que identifico com Kat . Sem contar que eu adoraria ter um Patrick Verona para chamar de meu.

Para quem não sabe, o filme foi baseado no  livro “A Megera Domada”, de Shakespeare. Nunca o li, mas tenho vontade.

“Eu não faço o que as pessoas esperam. Para quê viver do modo que as pessoas esperam, se eu posso viver do meu?”

3) Louise Sawyer.

(a atriz Susan Sarandon como Louise no filme “Thelma and Louise”)

Personagem do filme Thelma & Louise.

Louise é uma mulher corajosa o suficiente para atirar em um cara que estava estuprando a sua melhor amiga. E forte o suficiente para  pensar com clareza quando o mundo está caindo aos pedaços.

Louise me ensinou o que é lealdade, parceria e aventura. E, muito mais do que isso, ela me ensinou o quanto o mundo pode ser cruel com as mulheres – mesmo quando elas são as vítimas –  e o quanto a liberdade é uma sensação ilusória, se você é mulher em um mundo de homens.

Para mim, Thelma & Louise é um filme que todos deveriam assistir. Além de ser um filme muito bem feito, mesclando momentos de reflexão com momentos leves e engraçados, ele tem uma mensagem muito importante. É um dos meus cinco filmes preferidos. Vale muito a pena ver e rever.

Bônus:

Se eu vivesse no mundo dos contos de fadas, eu seria…

1) Belle.

(o clássico The Beauty And The Beast da Disney)

É claro que o meu conto de fadas seria “A Bela e Fera”. Belle é  sonhadora, louca por livros e  ama explorar. E ainda digo mais: ela não é nenhuma donzela em perigo. É ela quem salva a Fera e não o contrário. Portanto, seria impossível eu não me identificar com a personagem.

E, aí meu povo? Deu para me conhecer um pouquinho melhor? hahaha Gostei muito de fazer esse post. Sério. Foi divertido refletir e escrever sobre as personagens com quem me identifico.

E vocês? Com quem se identificam? Pensem aí em casa. É um exercício super interessante, eu garanto. Se quiserem compartilhar suas conclusões, é  só comentar aí abaixo! Vou adorar. 💋 💋 💋

 

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