Categoria "CINEMA"

Homenagem à Audrey Hepburn: 3 filmes estrelados por ela

Em 04.05.2016   Arquivado em CINEMA

Audrey nasceu em 4 de maio de 1929, na Bélgica. Quando criança, a mãe mandou-a para um internato na Inglaterra. Porém, com o estouro, em 1939, da Segunda Guerra Mundial, a Inglaterra colocou-se contra a Alemanha. Por isso, Audrey e sua mãe mudaram-se para a Holanda, deduzindo que a guerra não chegaria àquele país que, até então, era neutro. Infelizmente, a Holanda, mais tarde, foi ocupada pelos nazistas, de modo que a II Guerra teve forte impacto na adolescência de Audrey. Ela passou fome e perdeu vários parentes que se colocaram na frente de resistência aos nazistas.

Com o fim da guerra, Audrey e a mãe retornaram à Inglaterra. Nessa época, Audrey tentou a carreira de bailarina, pois o balé era uma de suas grandes paixões. Não obteve sucesso, haja vista que sua professora foi categórica ao determinar que ela era muito alta e não tinha o talento necessário para ser bailarina profissional.  Foi neste momento que Audrey traçou a grande reta de sua vida: decidiu ser atriz.

O início da carreira como atriz  também não foi fácil: ela recebeu muitas críticas, mas também alguns elogios. À princípio, não foi considerada uma mulher bonita, porque não se identificava com o padrão de beleza imposto na época: era magra e não possuia “sex appeal” de Marilyn Monroe e Brigitte Bardot.  Entretanto, com o tempo Hepburn deixou de se importar com o que a mídia ou a sociedade desejavam dela, especialmente no que tangia aos padrões de beleza. Ela começou a se sentir confortável na sua própria pele. Para ela, valorizar a sua beleza natural era o mais importante. E foi isso- essa autenticidade e personalidade- que a fizeram, com certeza, linda.

Além de atriz, Audrey foi defensora de causas humanitárias. Ela atuou como embaixadora da UNICEF.

Hoje, chega a ser redundante afirmar que Audrey, além de uma atriz incrível – aplaudida, de pé, nos filmes que estrelou- foi um exemplo de ser humano  e de mulher. Era íntegra, talentosa, humilde e humana. A sua vida, antes da carreira de atriz, não teve qualquer glamour. Ela passou por momentos difíceis, mas não desistiu. Optou por se tornar quem ela se tornou: uma mulher que, muito mais do que bonita, era autêntica. Muito mais do que um símbolo de moda, era elegante. Muito mais do que  uma “bonequinha de luxo”, era uma mulher de garra, pronta para ajudar aqueles que não tiveram as mesmas oportunidades.  É uma pena que a história apenas se lembre dela como “bonita”.

E hoje, dia 4 de maio, essa mulher faz aniversário. Se ainda estivesse viva, completaria 87 anos.

Como homenagem à Audrey Hepburn,  deixo, abaixo, a dica de três filmes maravilhosos que ela estrelou:

1-  Sabrina

Confira a sinopse: “Dois irmãos pertencem à uma poderosa família, sendo que um deles é um empresário incansável e o outro é um playboy incorrigível. Mas quando a filha do motorista, Sabrina, (Audrey Hepburn) retorna de viagem, após passar dois anos em Paris, adulta e glamurosa, o playboy, Holden, passa a se interessar por ela.  Ela, por outro lado, sempre foi apaixonada por ele. Mas se os dois se casarem, uma poderosa fusão na empresa da família será prejudicada, assim o irmão empresário decide intervir, porém também acaba sendo enfeitiçado por Sabrina.” (Sinopse retirada do site “Adoro Cinema”)

É um romance clássico, um dos mais bonitos que já vi. Além desta versão com Hepburn, fizeram uma refilmagem em 1995. Esta é também muito bonita. Vale a pena assistir a ambas!

2- Cinderela em Paris (em inglês, “Funny Face”)

Confira a sinopse: “Um famoso fotógrafo, Dick Avery (Fred Astaire), trabalha para a Quality Magazine, uma conceituada revista de moda feminina. Dick cumpre as determinações da editora da revista, Maggie Prescott (Kay Thompson), que não está satisfeita com os últimos resultados e tenta encontrar um “novo rosto”. Dick o acha em Jo Stockton (Audrey Hepburn), uma balconista de uma livraria no Greenwich Village, onde um ensaio fotográfico ocorrera recentemente. Após certa resistência,  a editora da revista aceita Jo como a modelo que irá à Paris para fotografar e ser o símbolo da revista Quality. Jo só concorda em fazer as foto porque, em Paris, poderá conhecer Emile Flostre (Michel Auclair), um intelectual cujas ideias ela idolatra. Entretanto, ao chegarem em Paris, as coisas entre Jo e Dick não correm como o planejado.” (Sinopse retirada do site “Adoro Cinema”)

O filme é um musical. Apesar de ter algumas passagens  meio paradas – como acontece com qualquer clássico musical- é uma  versão bonita e moderna do conto “Cinderela”.

3- Bonequinha de Luxo (em inglês, “Breakfast at Tiffany’s”)

Confira a sinopse: ” Holly  (Audrey Hepburn) é uma garota de programa nova-iorquina que está decidida a casar-se com um milionário. Perdida entre a inocência, ambição e futilidade, ela toma seus cafés da manhã em frente à famosa joalheria Tiffany`s, na intenção de fugir dos problemas. Seus planos mudam quando conhece Paul Varjak (George Peppard), um jovem escritor bancado pela amante, que se torna seu vizinho, com quem se envolve. Apesar do interesse em Paul, Holly reluta em se entregar a um amor que contraria seus objetivos de tornar-se rica.” (Sinopse retirada do site “Adoro Cinema”)

O filme foi baseado em um livro, escrito por Truman Capote. Holly, nas festas, se mostra uma mulher segura e confortável consigo mesma. Porém, ao se encontrar sozinha com Varjack, escritor por quem está apaixonada, ela demonstra ser, na verdade, uma garotinha frágil e insegura, bastante inocente. Ela possui muitos sonhos e vê a riqueza como uma forma de realizá-los.

É um filme que trata do amadurecimento, da superação, de sonhos e, até mesmo, da ingenuidade e  inocência. E de, é claro, amor.  Vale a pena assistir ao filme só para ver e ouvir Hepburn cantar a música ” Moon River”. Esta canção foi feita especialmente para o filme, que ganhou o Oscar pela categoria de canção mais original.

Apesar da história do filme ser interessante e inteligente, o que ficou no imaginário das pessoas foi a estética de “Bonequinha de luxo”. O vestido Givenchy, as pérolas, os óculos, enfim, o estilo da personagem de Hepburn, Holly,  é símbolo de moda, elegância e luxo ainda hoje.

Para terminar essa homenagem, deixo uma frase de Hepburn, que atesta toda sua autenticidade: Para quê se espremer num vestido vermelho justíssimo e tentar se equilibrar num sapato que destrói o pé, se dá para ser linda e feminina de calça jeans, camiseta listrada e sapatilhas?

 

 

Vícios em séries de Tv: Três séries criminalistas/policiais interessantes

Em 01.05.2016   Arquivado em CINEMA

Eu adoro séries policiais. É sempre empolgante se ver às voltas com um mistério que deve ser resolvido durante a temporada.  As três séries que vou indicar são relativamente novas e estão no Netflix.

1)HOW TO GET AWAY WITH MURDERER:

A história gira em torno de cinco ambiciosos estudantes de Direito (Connor Walsh, Michaela Pratt, Asher Millstone, Laurel Castillo e Wes Gibbins) e sua brilhante professora criminal, Annalise Keating.

Para Annalise, Direito Criminal poderia ter outro nome ou terminologia. Poderia se chamar “como se livrar de um assassinato”. Como advogada e professora criminal, ela acredita que a função de um advogado criminalista é, justamente, inocentar seu cliente, custe o que custar.

Annalise, de tempos em tempos, escolhe novos estagiários, dentre seus alunos, para trabalhar com ela em seu prestigiado escritório.  Connor, Michaela, Asher, Laurel  e Wes  são escolhidos.

Com Annalise, eles aprendem a prática forense da advocacia criminal. Porém, ocorre algo inesperado e, logo, todos os quatro se veem no meio de uma trama de assassinato da qual precisam escapar. As lições de Annalise sobre “como se livrar de um assassinato” podem ser mais úteis do que nunca.

Essa é uma série de que gostei muito. Para quem não sabe, no momento estou cursando Direito e uma das áreas pelas quais mais me interesso é Direito Penal. E a série é muito interessante porque nos dá uma noção do melhor e do pior na prática da advocacia criminal.

O enredo é muito bem desenvolvido. A defesa realizada por Keating, com relação a seus clientes, é cheia de jogadas inesperadas e a sua oralidade, o seu discurso perante o tribunal, é impecável.

Os atores são também extremamente bem preparados. Viola Davis, que interpreta a brilhante professora Keating, é de tirar o fôlego. Com certeza, a sua atuação é uma das melhores que já vi.

O único ponto negativo para série, acho, é que há um exagero na exploração da sexualidade de todos os personagens. Existem muitas cenas de sexo, o que  torna a série um pouco desconfortável caso você queira vê-la  com seus pais, por exemplo, rs.

Fora isso, com certeza é uma série de TV que vale a pena ser assistida, especialmente se você se interessa por investigação criminal e prática forense.

A série conta, por enquanto, com duas temporadas. A terceira temporada já foi confirmada para o dia 24 de setembro. A Netflix tem a primeira temporada completa!

2) ELEMENTARY:

É uma versão “Sherlockiana” moderna. Robert Doherty, criador da série, fez uma adaptação para a TV das várias obras sobre Sherlock Holmes –  escritas por Arthur Conan Doyle .

Nessa série, as aventuras de Sherlock ocorrem no tempo atual- em meio a novíssimas tecnologias, como computadores, internet e Smartphone.  Vocês já imaginaram Sherlock usando um celular para rastrear criminosos? Não? Pois é, nem eu! Mas “Elementary” traz esse tipo de coisa. Outra novidade incrível que a série trouxe é referente ao personagem Watson, o médico parceiro – e o único amigo – de Sherlock nos livros. Nessa série, Watson é uma mulher! Sério. É a Lucy Liu quem interpreta “o Watson” aqui.

Honestamente, de início eu torci um pouquinho o nariz para essa série. Não era muito fã de versões modernas do Sherlock e nem imaginaria o Watson como uma mulher. À princípio, achei que a série distorceria muito os personagens criados por Doyle.

Porém, em um fim de semana – que não tinha nada para fazer e não conseguia encontrar nada de interessante para assistir no Netflix– eu resolvi dar uma chance a essa série. E me surpreendi. De fato, ela distorce algumas características do Sherlock Holmes vitoriano, de Doyle, porém de uma forma positiva – e não negativa. A série conseguiu tornar o Sherlock mais humano.

Quem já leu algum livro do Sherlock Holmes deve ter percebido o quanto ele é um personagem atípico. Ele é um homem inteligentíssimo e brilhante, mas apenas vê sentido em uma coisa: resolver desafios, enigmas e crimes misteriosos.

Não tem tempo para amigos e nem para amores. A sua atenção é voltada unicamente para enigmas empolgantes e desafiadores que necessitam de seu intelecto; o resto é resto.

No início de Elementary, nos deparamos com um Sherlock bem neste estilo: brilhante, mas não social. Porém, no decorrer da série, por meio da influência de Watson, ele vai mudando, humanizando-se, mas sem perder sua essência e brilhantismo.

Quem já leu os livros deve lembrar também que Sherlock usava drogas sempre que não surgia algum caso interessante para ser resolvido. O único remédio para o tédio e para o marasmo era o efeito dos entorpecentes.

Essa questão, do vício nas drogas, serviu como um gancho para o início da série Elementary: Watson, na série, também é formada em medicina. Porém, após determinado problema em uma cirurgia, ela desiste de atuar na profissão e se torna monitora de reabilitação. Ela auxilia as pessoas viciadas em entorpecentes a permanecerem em abstinência.

Holmes, na série, por outro lado, é um detetive brilhante que chegou ao fundo do poço em razão do uso de drogas: ele foi obrigado, apesar de todo seu brilhantismo, a se afastar dos casos em que era consultor na Scotland Yard. É internado em uma clínica de reabilitação e, após receber alta, muda-se para Nova York.

Em decorrência do vício de Sherlock, ele e Watson se conhecem. O pai de Sherlock, para se assegurar da abstinência do filho, contrata Watson.

 A relação entre Watson e Sherlock Holmes, no início, é tensa e cheia de animosidade, mas com o tempo, se torna amigável.  E Watson, bem como ocorre nos livros, passa a auxiliar Holmes nos casos em que ele é chamado para investigar como consultor.

É explicado, no decorrer dos episódios,  o motivo pelo qual Sherlock Holmes resolve se mudar para Nova York. Esse motivo tem a ver com a trama principal da primeira temporada.

Em suma, Elementary vale a pena ser assistida se você gosta de séries de investigação e se interessa pelas histórias de Sherlock Holmes. O criador da série colocou as aventuras de Sherlock  em uma roupagem moderna e, apesar de introduzir algumas mudanças, conseguiu manter a essência da personalidade de Sherlock e de  Watson.

O ator que fez Sherlock, Jonny Lee Miller, é um ator incrível. Ele consegue passar a credibilidade de um personagem tão complexo. Lucy Liu, como Joan Watson, também atua muito bem – a ponto de sermos capazes de esquecer que Watson era um homem na história original.

3) THE KILLING:

É uma série americana  que estreou em abril de 2011. Foi baseada em uma série dinamarquesa chamada  Forbrydelsen. Ambas as séries, a original e a americana, no início da primeira temporada, andam praticamente juntas, com poucas diferenças na história central. Porém, no fim da primeira temporada, já começam a existir diferenças significativas no andamento do enredo.

Até agora, eu apenas assisti a primeira e a segunda temporada da versão americana. Não vi ainda a dinamarquesa; só li a respeito dela, de forma que não posso fazer um julgamento sobre qual das duas é mais coerente ou conta a história de forma mais interessante. Porém, posso assegurá-los de que gostei muito da versão americana.

A história acontece em Seattle e se inicia com a morte da adolescente chamada Rosie Larsen. Ela foi colocada, ainda viva, dentro do porta-malas de um veículo e este foi jogado dentro de um Rio. Assim, Rosie, um tempo depois do veículo afundar, morre por afogamento.

A questão central da história é: quem matou Rosie? Em busca da solução desse crime, iremos acompanhar dois detetives de homicídios, Sarah Linden e Stephen Holder. Linden não é nada carismática, já Holder é – ele consegue nos fazer rir em alguns momentos – porém ambos são  personagens complexos. E é essa complexidade que os torna tão interessantes.

Sarah Linden é uma detetive com uma história de vida difícil e cheia de traumas. É mãe solteira e tenta conciliar seu árduo trabalho com sua vida pessoal. No primeiro episódio, ela está em seu último dia de serviço, pois pretende aposentar-se e mudar para Sonoma, onde irá se casar com seu noivo, o psiquiatra Rick Feldon. Porém, horas antes do turno do seu último dia de trabalho terminar, ela é chamada para investigar um possível caso de homicídio.  Nesta investigação, Sarah descobre o corpo de Rosie dentro do porta-malas do carro afundado. O homicídio adia os planos de Sarah quanto a sua mudança para Sonoma. Ela, paulatinamente, começa a se interessar de uma forma quase pessoal pelo caso e determina-se a encontrar o assassino.

Holder, diante da planejada mudança de Sarah para Sonoma, é convocado para substituir a detetive na delegacia de homicídios de Seattle. Holder, da mesma forma que Sarah, tem seus próprios demônios para lidar. Ele também passou por um período difícil em sua vida que, por sua vez, prejudicou o contato e a convivência com a família de sua irmã. Holder, apesar de ser um bom policial, não tem prática na investigação de homicídios. Logo, ele conta com Sarah, que decide ficar alguns dias em Seattle, para seguir os vestígios referentes à morte de Rosie.

Com tempo, ambos passam a confiar um no outro e a trabalhar juntos.

A série não é nem um pouco floreada. A fotografia é fria e nublada, nos dando a impressão de apatia. Da mesma forma, o figurino dos personagens é o mais simples possível: monocromático e escuro, quase que sem qualquer alteração no transcorrer dos episódios. E isso é proposital: The Killing quer nos mostrar como realmente é uma investigação policial: ela não tem glamour, ela não é bonita. O mundo é também lugar de violência, desespero, de corrupção, de jogos de poder e de vidas destroçadas. Trabalhar no combate e punição à criminalidade é uma tarefa que exige dos profissionais certa frieza e também uma dose de esperança necessária. Ora, até onde o homem é capaz de ir para assegurar a sua posição de imponência e de poder? Será que, ao nos defrontarmos com o pior do ser humano, seremos os mesmos? Será que, ainda assim, seremos capazes de sociabilidade, de demonstrar afeto, enfim, de crer e amar o outro?

Em suma, é uma série que mostra uma realidade nua e crua.

Mas nem por isso, aliás, nem de longe, a série deixa de ser interessante. Pelo contrário, é inteligente, nos faz refletir e nos instiga. A resolução do mistério da morte de Rosie é apenas uma das nuances da série. Devemos nos deparar também com a dor da família que perde um ente querido (a família de Rosie) e com as intrigas e jogos de poder – que estão representados nas duas campanhas de presidência rivais que, de uma forma ou de outra, envolvem-se na trama central. Na série, dois políticos estão concorrendo à presidência na cidade de Seattle: Darren Richmond e o atual presidente de Seattle.  As intrigas para chegar ao poder, destas duas campanhas, fazem parte do enredo da série e interferem na trama principal.

The Killing, como disse, tende a mostrar a realidade de uma investigação criminal e, por isso mesmo, nos deparamos com vários suspeitos no decorrer da série, que, apesar de, à primeira vista, parecerem culpados, nada tem a ver com a morte de Rosie. Outro aspecto interessante é que a série nos convida a refletir sobre os efeitos que os julgamentos midiáticos podem ter na vida de um suspeito.

É comum que a mídia aponte um suspeito como o autor de determinado crime. A mídia condena e julga. Não há, nesse caso, qualquer direito de defesa por parte do condenado.Os efeitos desse prévio julgamento midiático podem ser desastrosos. Podem destruir a vida, a honra, a saúde física e mental de quem é julgado e condenado.

Na série, cada episódio cobre cerca de um dia da investigação, sendo que cada temporada tem 13 episódios apenas. A primeira e a segunda temporada cuidam do caso de Rosie. Já a terceira e a quarta tratam de casos diferentes, mas não menos interessantes.

The Killing terminou na sua quarta temporada, deixando muitos fãs chateados, mas também na expectativa de, quem sabe, um dia, haver uma quinta temporada.

 

 

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