Categoria "LITERATURA"

Sobre o filme “Alice através do Espelho” , a loucura e o feminismo.

Em 27.05.2016   Arquivado em CINEMA, LITERATURA

Eu sou uma entusiasta em tudo aquilo que se refira à  “Alice no país das Maravilhas”. Desde criança, eu amo esse livro nonsense. Embora, é claro, aos 10 anos de idade eu pouco ou nada entendia sobre ele e  as suas entrelinhas.

Porém, após reler o livro muitas vezes, já na adolescência, eu passei a entender um pouco daquele incrível – e louco- mundo de Lewis Carroll. E o livro sempre me passou uma mensagem: desafie as regras sociais. Desafie os rótulos! Seja você mesma, ainda que isso seja considerado rebeldia ou loucura. Afinal,  como já dizia o gato de Cheshire: somos todos loucos por aqui. E essa é uma mensagem que devemos ouvir, especialmente na adolescência – fase em que está a personagem “Alice”,  de Carroll.

E eu pergunto  a você: o que é a loucura? Como separar os loucos dos não loucos? A verdade é que, já há muito tempo, várias obras foram feitas sobre a loucura: Foucault e a “História da loucura na idade clássica”; Machado de Assis e “O alienista” ;  Ken Kesey e “Um estranho no ninho”.

A grande conclusão que eu tiro de todas essas obras – em uma leitura não muito profunda, verdade seja dita–  é esta: por muito tempo (talvez, até mesmo, ainda hoje), a loucura foi uma ideia para se amarrar e amordaçar aqueles que se desviavam dos caminhos já construídos para o trilhamento da sociedade. A loucura foi um discurso que permitiu a exclusão dos rebeldes, ou seja, a exclusão daqueles que destoam dos padrões sociais.

Porém, eu acredito que, em muitos contextos (não em todos, mas em alguns contextos específicos), é importante você se desvincular dos padrões sociais. E isso não quer dizer que você seja louco. Muito pelo contrário, isso quer dizer que você é um ser humano pensante.

Mas, enfim, vamos conciliar toda essa digressão com o filme “Alice através do espelho”: eu, como entusiasta a tudo que se refere à obra de Carroll,  gosto muito de estar por dentro de todas as adaptações sobre essa história riquíssima. E foi por isso que resolvi ir ao cinema ontem, assistir à continuação do filme lançado em 2010 por Tim Burton. A continuação  leva o mesmo nome do segundo livro publicado por Carroll sobre a personagem “Alice”, que é “Alice através do espelho”

Para quem não sabe, Carroll escreveu dois livros sobre Alice: Alice no país das maravilhas e Alice através do espelho .

O filme  “Alice através do espelho”, dirigido por James Bobin,  não foi – nem de longe- fiel ao segundo livro escrito por Carroll. Mas nem por isso, ele deixou de ser uma adaptação maravilhosa.

Na história do filme, Alice é a capitã de um navio. Depois de alguns anos viajando ao mundo, ela retorna a sua casa, onde encontra sua mãe em uma situação bastante difícil: ela está quebrada financeiramente e  casa da família está hipotecada. O credor é Hamish (para quem não se lembra do primeiro filme, Hamish é o pretendente a quem Alice recusou). A única forma de a mãe de Alice ficar com a casa é justamente dar, como pagamento à dívida,  uma das coisas de que Alice mais gosta no mundo: seu navio.

Para Alice, perder seu navio significa perder toda a forma de vida que ela construiu para si mesma. Perder o navio é perder, completamente, sua independência. É perder a si própria.

A sociedade de Londres, especialmente Hamish, desaprova a forma de viver  de Alice.Consideram-na rebelde, desobediente e maluca. Afinal, Alice é uma mulher. O lugar de uma mulher não é viajando ao mundo; o papel de uma mulher não é ser capitã de um navio.  O lugar de uma mulher é em casa, cuidando da família e dos filhos. O papel social da mulher é ser a esposa submissa ao marido.  E o tempo, dizem todos, está contra Alice, que já tem quase 30 anos e ainda não se casou. É necessário que ela desista do navio e passe a ter uma vida decente na sociedade londrina (não podemos nos esquecer que a história do filme se passa lá para 1830).

Alice se vê em um grande dilema: ora, ela, uma mulher que sempre acreditou que poderia fazer aos menos 6 coisas impossíveis antes do café da manhã, deve realmente desistir da sua forma de viver  e se submeter aos costumes sociais machistas da época?  Mas, e sua mãe? Será viável destruir também, em prol de si mesma, toda a maneira de viver de sua mãe, que ficará  sem casa para morar?

E é neste momento, em que Alice precisa fazer uma difícil escolha, que o mundo do “País das maravilhas” se descortina, novamente, para ela. Desta vez, ela atravessa um espelho para chegar até lá. No país das maravilhas, ela descobre que o seu amigo, Chapeleiro Maluco, está muito doente. Ele teima  em dizer que sua família – dada como morta há anos- está viva.  Alice não acredita nessa possibilidade de início, porém, percebendo que seu amigo está morrendo, ela se determina  a ajudá-lo.  Em razão disso, Alice inicia uma luta contra o tempo. Ela deve roubar a cronosfera de Cronos (que é o próprio tempo) e voltar no tempo para tentar salvar a família do Chapeleiro.

No meio do filme, ainda que muito rapidamente, Alice até mesmo vai parar em um “hospício”. Como disse para vocês, por desafiar as regras sociais, ele sempre foi considerada, por quase todos, como meio maluca.

O filme, em si, é muito agradável de se ver. É criativo, engraçado, tem aventura, amizade, atores talentosos e efeitos especiais incríveis. Á primeira vista, ele pode parecer um filme leve e divertido apenas. Mas, eu acho que ele nos passa uma mensagem importante:

Nada é impossível. Você, mulher, pode ser quem você quiser. Basta que você tenha força e coragem para desafiar aqueles que não acreditam nas suas potencialidades. Basta que você acredite em você mesma.

Se você vai contra a correnteza, acredite, você não é, necessariamente, louca. Você é alguém que deseja ter a liberdade de escrever a sua própria história, da forma que quiser. 

Bem, naquela época a mulher que desafiava os costumes sociais machistas era louca.Sabe, acho que, ainda hoje, essa realidade não mudou muito. Ainda existe um grande preconceito social contra as feministas. Já ouvi chamarem-nas de muitas coisas: oportunistas, chatas, feias, encalhadas, revoltadas, histéricas, paranoicas, desvirtuadas, devassas, sexistas e – é claro- doidas. Mas eu não acho que exista algo errado com a ideia de se buscar a efetiva igualdade entre homens e mulheres. E é isso que, no íntimo, significa o feminismo.

Muitos pensam que o feminismo hoje é desnecessário. Afinal,o Direito e o Estado asseguram a equiparação entre os sexos.  Hoje, grande parte das mulheres trabalha e tem independência social e financeira. Existem mulheres que estudam, tem curso superior, são mestres e doutoras. Hoje, a mulher tem opção de não casar, se não quiser. Hoje, a mulher passou a acreditar em si mesma, em seu potencial. Hoje, não existe mais espaço para o discurso “lugar de mulher, é na cozinha”.

Mas será que isso vale para todas as mulheres? Se você parar para pensar, não só no Brasil, mas no mundo todo, ainda existem mulheres que vivem de forma adversa, em razão da sua condição de mulher. Existem mulheres que ainda tem que conviver com o discurso “lugar de mulher é na cozinha”. Existem mulheres que são violentadas, vítimas de violência doméstica e, também, sexual.

Em algumas partes do mundo, existem mulheres vendidas como escravas sexuais. Há o tráfico de mulheres.

O machismo, portanto, existe sim É ele que dá causa à violência física, ideológica e cultural contra as mulheres.

Por violência física, temos a doméstica e sexual; as mulheres que apanham e as mulheres que são estupradas e até vendidas e escravizadas, em alguns casos.  Por violência cultural e ideológica, nós temos as piadas de mal gosto; temos a publicidade machista, que sensualiza a mulher e a coloca na mesma condição de um objeto sexual; temos a cultura do estupro.

 E eu acho que uma das formas de se combater, ao menos  a violência cultural e ideológica, é usar a arte (cinema, literatura, pintura, etc.)

 As mulheres, desde pequenas, devem estar conscientes de que elas podem ser o que quiserem. Elas precisam acreditar em si mesmas. E é por isso que eu adoro filmes como “Alice através do espelho”. Ele é feminista e  GIRLPOWER. A personagem é uma HEROÍNA que luta por si mesma e pelo seu lugar no mundo.

Mas sabe o que é mais triste? As mulheres de que eu falei ali em cima- aquelas que ainda vivem de forma adversa, em pleno século XXI, em razão da sua condição de mulher- são justamente aquelas que não irão ver filmes como “Alice através do espelho”. São justamente aquelas que não terão acesso a um post, como esse.

Embora a violência sexual e doméstica atinja a mulheres de todas as classes sociais e econômicas, eu acho que  a maioria das mulheres que podem se ORGULHAR DE SEREM DONAS DE SI MESMAS são aquelas privilegiadas. Privilegiadas por poderem fazer uma faculdade, por poderem ter acesso a informação, por poderem ter nascido em uma família que sempre apoiou a emancipação feminina.

Por isso, são necessárias políticas públicas que possam efetivar as leis que garantem a igualdade entre homens e mulheres.  É necessário que as nossas leis tenham efetividade social. É necessário que elas atinjam senão todas, quase todas as mulheres.

E o mais difícil: são necessárias medidas que protejam a mulher, que a equiparem ao homem, em nível GLOBAL. Em um mundo com culturas e costumes tão discrepantes, será isso realmente possível? Bem, temos que tentar ao máximo.

Vamos lutar por isso? Vamos lutar pela igualdade? Vamos lutar pela diminuição da violência doméstica e sexual? Vamos lutar pelo feminismo?  Vamos lutar pelo direito de a mulher acreditar em si mesma e poder ser quem ela quiser? Vamos lutar pelo fim do machismo ideológico e cultural?

Fica aqui, então, uma análise, bastante amadora e até mesmo inusitada,  sobre o filme “Alice através do espelho”, sobre a loucura e sobre o feminismo.

Resenhando: série de livros “A mediadora”

Em 18.05.2016   Arquivado em LITERATURA

A série  “A mediadora”, da escritora Meg Cabot, é composta por 7 livros.

Eu li essa série pela primeira vez quando tinha 14 anos e, na época, amei. No mês passado, resolvi lê-la novamente. Quando relemos uma série de livros após um grande período de tempo, duas hipóteses são possíveis: você passa a amar a série ainda mais ou descobre que não se identifica mais com ela.

Felizmente, posso dizer que comigo aconteceu a primeira hipótese: o meu amor só aumentou.

Antes de falar sobre o enredo, quero comentar um detalhe: os livros da série possuem três versões diferentes de capa.

A primeira versão possui um fundo preto fosco e é ilustrada com desenhos. É a versão que eu mais gosto.

Atualmente, só se encontra a série nas capas antigas em sebos (estante virtual) ou em sites de usados, como o  enjoei.

A segunda versão de capas começou a aparecer lá para 2007-2008.Acredito que a Editora da Galera Record, responsável pela publicação da série aqui no Brasil, resolveu mudar as capas justamente porque, na época, os livros infanto-juvenis sobrenaturais (que passaram a fazer um tremendo sucesso) eram publicados em capas adultas, com fotografias, em um estilo gótico-sexy (como os livros de Twilight, por ex.).

 

 

Houve também uma terceira versão chamada “vira vira”.  Esta edição é econômica e contém dois volumes da série em apenas um livro.

 

As capas dos meus livros, infelizmente,  são meio mescladas, como vocês puderam observar nas fotos acima. Eu queria que todos os volumes  fossem da primeira versão, a mais antiga. Mas, na época em que comprei, não teve jeito!

Comentários gerais sobre os livros:

 

A série  A mediadora é centrada em Suzannah,  uma garota de 16 anos que poderia ser como qualquer outra, se não fosse por um pequeno detalhe: a capacidade de se comunicar com os mortos.

Os mediadores possuem um “dom”: são capazes de ver e conversar com fantasmas. Para eles, estes seres não são imateriais, mas sim sólidos e palpáveis … como se fossem de carne e osso.

A função de um mediador é ajudar os mortos a fazer a travessia da vida para o pós – morte. Segundo a mitologia do livro, um ser humano só fica preso na terra, na forma de fantasma, se deixou algo inacabado por aqui. Suzannah, como mediadora, deve resolver esses assuntos mal resolvidos. Só assim as almas conseguirão descansar em paz e encontrar o seu caminho.

Em alguns casos, esses “assuntos” podem ser vingança. E é aí que a nossa mediadora tem se durona e chutar “alguns traseiros fantasmagóricos” por aí.

A história do primeiro livro, A Terra das Sombras, começa com Suzannah se mudando de Nova York para a Califórnia, em razão do novo casamento da mãe.  Em Carmel, Califórnia, moram Andy (o padrasto) e os três filhos dele.

Dessa forma,  a vida de Suze está passando por muitas mudanças. Ela está morando do outro lado do país e convivendo com três novos meio – irmãos.

Embora Suze tente manter distância de prédios velhos (alô, são os locais mais propícios à fantasmas), o seu novo lar é um casarão de 150 anos e a sua nova escola é mais antiga a ainda, com cerca de quase 300 anos.  Quando Suze descobre a idade da sua casa, ela fica pirada porque tem certeza de que vai encontrar companheiros nada hospitaleiros por lá. E não dá outra: assim que pisa em seu quarto, lá está o fantasma de um cara morto …

O fantasma – Suze descobre mais tarde – se chama Jesse e morreu ali mesmo, naquele quarto, há 150 anos atrás,  quando o casarão da família ainda era um hotel para viajantes.

É claro que Suze, no início, tenta fazer de tudo para poder se livrar da presença do fantasma. Tenta mediá-lo de todas as formas possíveis. Mas nada funciona. Jesse se recusa a contar o motivo que o prende à terra e, também, se nega a ir embora da casa. Afinal, antes mesmo de Suze existir, aquele quarto já era dele. Foi ali que ele morreu e viveu por 150 anos como fantasma.  Aquele quarto é o seu lar.

Obviamente Suze odeia a insistência do cara. Não tem como  ela, uma garota de 16 anos, dividir o quarto com um homem. E o pior, um homem morto. Quer dizer, e para trocar de roupa, como faz?

Para piorar tudo,  Suze se sente atraída por Jess.  Porque ele não é apenas um fantasma: ele é um fantasma muito bonito.

“Ele piscou aqueles enormes olhos negros. Suas pestanas eram mais longas que as minhas. Não é sempre que eu dou de cara com um fantasma que também é uma graça, mas aquele cara… caramba, ele devia ter sido uma coisa quando vivo, pois ali estava ele morto e eu já queria adivinhar como eram as coisas por baixo da camisa branca que usava, bem aberta, mostrando um bocado do peito e até um pouco do abdômen. Será que fantasma também faz abdominal? Era o tipo de coisa que eu nunca tivera oportunidade- ou vontade- de explorar até então. Não que eu fosse me deixar perturbar por esse tipo de coisa àquela altura dos acontecimentos. Afinal de contas, sou uma profissional.” 

Aos poucos, no decorrer dos livros, vamos acompanhando a evolução dos sentimentos de Suze em relação a Jesse.

No primeiro dia de aula, no  novo colégio, Suze conhece Cece (uma albina muito inteligente) e Adam. Os dois se tornam seus melhores amigos. E Suze fica muito feliz com o fato de ter algum amigo, para variar. O dom da mediação foi algo que sempre a distanciou das pessoas. Amigos não gostam de mentiras e desculpas e Suze tem que inventar muitas para explicar suas ausências. Em todos os anos que morou em NY, Suze teve uma única amiga, a Gina. Fora ela, mais ninguém.

Outro personagem importante para a série é o Padre D., diretor do novo colégio de Suze  (o colégio Junipero Sierra é católico). Ele também é um mediador e está sempre ajudando Suzannah quando o assunto é sobre fantasma.

 

Comentários sobre cada livro especificamente (NÃO possui Spoiler):

1) Terra Das Sombras: Suzannah lida com o fantasma de uma adolescente que cometeu suicídio.  A menina se arrepende do que fez e quer viver novamente. Quando Suze mostra que seu desejo é impossível, Heather, a fantasma, procura uma forma de se vingar. A primeira vítima é o ex – namorado. Afinal, se ele nunca tivesse terminado o relacionamento, ela provavelmente ainda estaria viva.

Com o intuito de parar Heather em seu ânimo vingativo, Suze vai usar todas as medidas necessárias, até mesmo aquelas mais drásticas que envolvem uma certa TERRA DAS SOMBRAS.

2) O Arcano Nove: uma fantasma acorda Suze no meio da noite e pede para ela mandar uma mensagem a um homem chamado Red. Sem muitas informações acerca da identidade de Red, Suze inicia uma busca maluca e acaba se metendo em confusões que envolvem, inclusive, as quadrilhas criminosas de Carmel.

 

3) Reunião: Tudo começa quando Suze vê quatro jovens muito bonitos  na praia, em um dia de verão. À primeira vista, tudo parece normal. Mas em uma segunda olhada, ela percebe algo de muito errado com eles: vestidos com roupas de gala, os jovens emanam um brilho assustador.  Fantasmas, na praia, em plena luz do dia.

Por meio do jornal da cidade, Suze descobre que os jovens são os quatro alunos – modelo do colégio RLS. Os mesmos que sofreram um acidente de carro na noite anterior, quando voltavam de um baile do colegial..

O outro automóvel envolvido no acidente pertencia a Michael, um colega de classe de Suze.

Os fantasmas estão convencidos de que Michael é responsável pelo acidente. E desejam vigança.

Por isso, cabe à Suze, Jesse e ao Padre D. enfrentar a fúria assassina de cada um deles.

4) A hora mais sombria: É período de férias em Carmel e, para a família Ackerman, férias é sinônimo de emprego de verão. Por isso, Suze está trabalhando como babá em um hotel cinco estrelas.

Durante um dia de serviço, Suze descobre que Jack Slater, o menino de quem ela é babá, também é um mediador – embora ele mesmo ainda não saiba disso. Logo, Suze é encarregada, pelo padre D., de servir como mentora para menino. Como se não bastasse já ter que lidar com um Slater, Suze tem que lidar com dois. É que Paul, o irmão mais velho de Jack, não cansa de chamar Suze para sair.  O problema é que, embora Paul seja um gato e tudo mais, o coração da nossa mediadora parece bater mais forte por outro homem.

Sem entrar em muitos detalhes para não dar spolier, apenas posso dizer que Suze – neste livro – vai enfrentar a hora mais sombria de sua vida. E isso é um fato.

Para mim, este é o melhor livro da série.

5) Assombrado:  Meg Cabot se aprofunda na mitologia dos mediadores.  Neste livro, descobrimos mais sobre as origens e as habilidades deles.  Suze percebe que é muito mais poderosa do que imaginava.

6) Crepúsculo: Neste volume, temos o tão esperado final da história (ou seria um novo começo?!). E confesso que o desfecho foi …  INSUPERÁVEL. Eu não imaginava um final assim, não mesmo. Meg Cabot conseguiu ser surpreendente de uma forma incrivelmente positiva. Eu amei, amei e amei esse livro.

Nota e comentário final sobre a série:

A série A mediadora é infanto – juvenil e se volta para o entretenimento. Ela nos diverte e nos faz mergulhar no mundo da fantasia.  A Meg Cabot, na minha opinião,  sabe escrever livros adolescentes como ninguém. Ela compreende perfeitamente o mundo jovem. A sua linguagem é fácil, leve e inovadora. Se você quer rir e se apaixonar, leia uma história da Meg. Porém, se você estiver procurando por algo que trate de assuntos densos, eu o aconselho a  ler outra coisa.

A Mediadora é uma das minhas séries favoritas. E isso não é por acaso. Em primeiro lugar, acho a história criativa. Por mais que fantasmas sejam um tema batido, nessa série eles conseguem ser reinventados de uma forma cômica e interessante. Também acho legal legal essa dinâmica “mediadora se apaixona por fantasma”. Típico amor impossível, é verdade. Mas, ainda assim, um pouco inusitado.

Em segundo lugar, eu adoro a personalidade da Suzannah. Sim, ela é durona. Sim, ela é mal – humorada. E, sim, ela não tem papas na língua. Mas e daí? É exatamente isso que a torna diferente de tantas outras personagens “bocós” que vemos por aí nos outros livros Young – Adult.

E em terceiro lugar,  porque gostei muito do final do livro. Eu me surpreendi.Totalmente.

Além de Suze, temos outros personagens interessantes na série. Gosto bastante do Jess, embora ache as crises machistas dele chatas. Mas relevo porque, né, o cara nasceu no século passado. Dá para entender.

Adoro os meio – irmãos da Suze e o Padre Dominic. Eles contribuem muito para a diversão do livro. Não dá para deixá-los de fora. Por outro lado, no que se refere ao personagem Paul (que se torna relevante na história a partir do quarto livro), eu  tenho uma relação de amor e ódio. Mais ódio do que amor, na verdade. É assim: em alguns momentos, até gosto dele. Em outros: poxa, que personagem insuportável! Varia.

Em suma, A Mediadora é uma série que marcou minha adolescência. O meu eu adolescente sempre vai se identificar muito com a Suze. Eu tenho um carinho imenso por todos os seis livros. Levando tudo isso em consideração e considerando também que a finalidade desta história é unicamente divertir e entreter (e não abarcar assuntos densos), a minha nota é: 5/6 – Excelente.

Espero que tenham gostado dessa resenha imensa (tá tão grande que dá preguiça de ler tudo, eu sei). De qualquer forma, conta tudo aí nos comentários. 💋

 

 

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