Categoria "LITERATURA"

Resenha: O Segundo Verão Da Irmandade (Ann Brashares)

Em 18.06.2017   Arquivado em LITERATURA

Sinopse:

Depois do sucesso de ‘A Irmandade das Calças Viajantes’, primeiro título da série, que durante muito tempo ocupou o topo da lista dos livros mais vendidos do The New York Times, e que também virou filme, as quatro amigas reaparecem em ‘O Segundo Verão da Irmandade’, unidas, inabaláveis, espirituosas, engraçadas, com muita coisa maluca para contar, fazendo rir como nunca, e, cedendo espaço, quando necessário, à emoção. Talvez fosse bom explicar agora que as vidas dessas quatro moças inseparáveis sempre foram marcadas pelos verões.

O Segundo Verão da Irmandade é – como o próprio nome já deixa a entender – o segundo volume da série “Irmandade Das Calças Viajantes“.

Para ver a resenha do primeiro volume, clique aqui.

Nesse segundo verão, as nossas quatro protagonistas – Lena, Carmen, Tibby e Bridget – terão que lidar com as consequências do verão anterior e, ao mesmo tempo, se preparar para novas experiências e aventuras.

Lena e Carmen vão ficar em casa neste verão.

Lena pode estar nos EUA em corpo, mas o seu coração está na Grécia.  Ela não vê Kostos desde o último verão e não sabe o que fazer para amenizar a saudade.

Carmen, por outro lado, não está conseguindo encarar o novo relacionamento da mãe. Como se não bastasse o pai ter se casado novamente,  agora a sua mãe precisava começar a namorar também?  Parece que todos se esqueceram da boa e velha filha Carmen.

Tibby decide cursar um mini curso de cinema em uma cidade próxima. Tudo poderia estar perfeito, se não fosse por este detalhe: as lembranças do que aconteceu no último verão não param de ecoar em sua mente, por mais que ela tente esquecê-las. Bailey ajudando-a a gravar o “sacumentário”. Bailey dando lições de vida como se já fosse uma adulta. Bailey em seus últimos momentos no Hospital. A morte prematura de Bailey. Será que algum dia ela será capaz de superar o sentimento de “perda” da amiga?

Bridget, desde o último verão, se tornou uma sombra do que costumava ser. Engordou; pintou o longo cabelo loiro de um tom chumbo;  e deixou o futebol de lado. Ela está deprimida e solitária. Se a mãe ainda estivesse viva, talvez pudesse lhe dar algum consolo. Oferecer algumas respostas. Mas a mãe morreu faz alguns anos: um suicídio terrível que Bridget, sem querer, acabou por presenciar.

Um pouco antes do verão começar, Bridget encontra cartas antigas cujo remetente é uma mulher que ela não vê há muito tempo – a sua avó. Irritada e curiosa sobre o motivos pelo qual o pai escondeu as cartas, Bridget resolve passar as férias na mesma cidadezinha em que a avó mora. Fingindo ser uma adolescente procurando trabalho de verão, ela se infiltra na casa e passa a conhecer mais de perto esse “estranho”  membro da família. Lá ela descobre muito mais sobre a sua mãe durante a adolescência e juventude (ou seja, antes da depressão aparecer e levá-la embora).

A Calça Viajante, um item “mágico” encontrado pelas meninas, continua a servir como elo neste verão. Ela é passada de uma para outra, a cada intervalo de tempo,  fazendo com que as meninas se sintam mais confiantes e, ainda que separadas, unidas.

Vale ressaltar também que, nesse segundo livro, muito acerca do antigo “grupo das setembros” será revelado. Saberemos muito mais sobre como era a amizade da mãe das meninas e porquê ela foi, no decorrer do caminho, se desintegrando.

O que eu achei do livro:

Ann Brashares tem uma narrativa tocante, sensível e envolvente. O segundo volume, bem como o primeiro, fala sobre crescer e amadurecer. Ele fala sobre a vida – e como esta pode, especialmente durante a adolescência, atingir níveis difíceis – mas suportáveis. Devemos lidar com os momentos ruins da vida, superá-los, pois se não o fizermos, ficaremos parados no tempo.

Crescer e amadurecer só completa seu ciclo se aceitarmos que a mudança, por vezes, é bem – vinda. E, quando ela não for,  se não pudermos fazer nada a respeito, resta aceitar. E viver.

A outra grande temática desse livro é a amizade. Os amigos são aqueles que permanecem conosco durante os bons e os maus momentos. Eles dão o que podem de si para fazer com que nos sintamos melhor. E, gente, que amizade incrível essa das meninas. Todo mundo adoraria ter amigas assim.

A série “Irmandade das calças Viajantes“, como já disse aqui, é um Young Adult (até o quarto livro, pelo menos). Trataremos sobre dramas adolescentes, mas de uma forma muito mais sensível e verdadeira. Não, esse livro não é um besteirol americano. Pode acreditar.

A leitura é linda e vale muito à pena. O terceiro volume já esta na minha estante, esperando para ser lido. Confesso que pretendo aguardar  o verão – porque tudo fica muito mais bonito e  mágico no verão, não é mesmo?!

Nota: 5/6 – Excelente.

Nome: O Segundo Verão da Irmandade

Autora: Ann Brashares

Editora: Rocco

Páginas: 408 páginas

Resenha: Fangirl (Rainbow Rowell)

Em 15.06.2017   Arquivado em LITERATURA

Sinopse:

“Cath é fã da série de livros Simon Snow. Ok. Todo mundo é fã de Simon Snow, mas Cath, ser fã é sua vida – e ela é realmente boa nisso. Vive lendo e relendo a série; está sempre antenada aos fóruns; escreve uma fanfic de sucesso; e até se veste igual aos personagens na estréia de cada filme.
Diferente de sua irmã gêmea, Wren, que ao crescer deixou o fandom de lado, Cath simplesmente não consegue se desapegar. “

 

Completei mais uma leitura da Rainbow Rowell! É o terceiro livro que eu leio  e, por isso, confesso: sou completamente apaixonada pelo estilo de escrita da autora!

A protagonista de Fangirl é Cath. Ela é  geek, tímida e fã de carterinha do mago Simon Snow (uma série literária de muito sucesso no “universo” de Fangirl).

A melhor amiga de Cath é sua irmã gemêa, Wren.  As duas foram, desde sempre, inseparáveis.  Dormiam no mesmo quarto, assistiam aos mesmos filmes, liam os mesmos livros e eram coautoras de uma fanfic de sucesso.  Cath, portanto, não consegue se lembrar de nenhum momento importante em que ela e a irmã não estivessem juntas.

Porém, tudo muda  quando as gêmeas decidem ir para a faculdade.  Wren acredita que é a época ideal para ambas começarem a ter mais individualidade. Elas precisam viver outras aventuras. Conhecer pessoas novas. E se reinventarem. Afinal de contas, não é para isso mesmo que serve a universidade?!

Cath, no entanto, está muito receosa. Ela não gosta e nem sabe lidar muito bem com mudanças. Ora, ela nunca ficou sem a irmã. Como é que Wren espera que ela divida o quarto com uma completa estranha? O que custava Wren ficar no mesmo dormitório que ela? Para piorar, a companheira de quarto de Cath, Reagan, é mais velha, festeira e cheia de mau humor – ou seja, ela tem um jeito completamente diferente do jeito de Cath. O amigo de Reagan, Levi, também aparenta não compreender o significado da palavra “espaço” – afinal de contas, ele nunca sai do quarto das duas, mesmo Cath demonstrando não estar muito feliz com a sua presença lá.

A única coisa boa na faculdade parece ser a aula de “escrita criativa”. Ou, ao menos, era o que Cath achava.  Quando a professora faz  críticas à fanfic de Cath, esta fica arrasada. Ela se sente, mais do que nunca, deslocada. Por que é tão imperioso que ela escreva as próprias histórias? Ela não pode continuar a escrever sobre o universo e os personagens que conhece e venera? Talvez a faculdade não fosse uma boa ideia. Não quando Cath é obrigada a ficar longe do pai (que tanto precisa dela), a se distanciar da irmã (uma pessoa que ela já nem consegue mais reconhecer) e a escrever sobre  outra  coisa que não seja o que ela mais gosta no mundo  (as suas fanfics sobre Simon Snow).

 

 

O que eu achei do livro:

No livro, nós ficamos sabendo bastante da vida Cath e Wren: a divergente personalidade de ambas, os seus medos, manias e vontades. Descobrimos acerca da ausência da mãe e o estilo “workaholic” do pai. Tudo isso serve para dar mais profundidade e substância às personagens.

Confesso que eu adorei Cath, muito embora quisesse dar umas sacudidas nela de vez em quando. Ela é tão tímida que começa a ser boba dela mesma. Eu só queria dizer: tente Cath, por favor, por mim. Você consegue.

Ao mesmo tempo em que admiro a personagem por não querer mudar o seu jeito de ser durante a faculdade, acho-a também infantil. A faculdade é um período de novas experiências. As aulas, o ambiente, os amigos … tudo isso, invariavelmente, nos faz mudar e amadurecer. É natural, faz parte da vida.

Wren também me irritava um pouquinho. Mas eu a compreendi. As pessoas lidam com as coisas de forma diferente. Ás vezes, nem é culpa delas. Precisamos entender isso.

Adorei Reagan e amei Levi. Ele, definitivamente, seria o namorado perfeito (se é que isso existe!). Ele é doce, compreensivo, animado e verdadeiro. Não tem medo de falar o que pensa quando é necessário, mas também se coloca de prontidão para ajudar as pessoas que ama.

Em suma, a história de Fangirl fala sobre amadurecimento. Ás vezes, mudar é necessário para se autoconhecer.  Precisamos estar abertos à mudança se ela nos fizer feliz. Não devemos mudar pelos outros, é claro. Mas, sim, por nós mesmos e apenas se isso nos tornar pessoas melhores e mais realizadas.

Gosto muito do estilo de escrita da Rainbow. É tudo tão simples, mas de uma sensibilidade imensa. Amava os trechos em que ela se referia à paixão de Cath pela escrita. Era tão inspirador. Parecia até que ela estava falando sobre si mesma!

As partes de que menos gostei foram aquelas em que a autora transcreveu os capítulos da fanfic de Cath. “Carry on, Simon” (fanfic de Cath) é, sinceramente, meloso e muito chato! Achei que Simon Snow era um “Harry Potter” às avessas e isso me incomodou um pouquinho também. Mas, fora isso, tudo perfeito! Amei, amei e amei até dizer chega.

Sem dúvida, a nota desse livro é 5/6 – Excelente!

Para ver resenhas de outras obras de Rainbow Rowell, clique aqui e aqui.

Nome: Fangirl;

Autora: Rainbow Rowell;

Editora: Novo século;

Páginas: 424 pág.

 

 

 

 

 

 

 

Resenha: Aconteceu Naquele Verão (12 histórias de amor)

Em 05.06.2017   Arquivado em LITERATURA

Sinopse:

Doze histórias apaixonantes de doze grandes escritores, entre eles Cassandra Clare, Veronica
Roth e Stephanie Perkins.

Bem-vindos à estação mais ensolarada e apaixonante de todas! No verão, somos todos iguais, diz um dos personagens do conto “Mil maneiras de tudo isso dar errado”. No Brasil, nos Estados Unidos ou em qualquer lugar do globo, uma coisa é certa: no verão, nossos corações ficam mais leves, mais corajosos, impetuosos e confiantes — talvez por isso esta seja a estação perfeita para se apaixonar… e Aconteceu naquele verão é o livro ideal para quem adora histórias de amor. Mas essa coletânea tem algo ainda mais especial. Algumas histórias têm uma pitada de estranheza, de mistério, um toque sobrenatural. Em “Cabeça, escamas, língua, calda”, a lagoa de uma cidadezinha é morada de um monstro marinho que só uma menina vê. No intrigante “Inércia”, dois grandes amigos há muito afastados vão se encontrar num quarto de hospital para uma última visita. No belo “O mapa das pequenas coisas perfeitas” é sempre dia 4 de agosto. Presos num loop temporal, dois jovens vão comprovar do que a força do amor é capaz. A lição é simples: o amor não escolhe lugar nem hora para surgir. Coloque seus óculos escuros e abra sua cadeira de praia, porque neste verão você terá doze motivos para suspirar e se apaixonar.

 

Aconteceu Naquele Verão é um livro que reúne 12 histórias românticas.  Estas acontecem durante a estação mais quente e leve do ano, o verão.

Como vocês já devem saber, a minha estação preferida é, sim, o verão. Sol, mar, piscina, férias, romance… amo essas coisas. E, para mim, verão é tudo isso. Sem tirar nem pôr.  E foi exatamente por isso que eu quis ler essa coletânea alguns meses depois de ela ser publicada.

Aconteceu Naquele Verão é um livro perfeito para você passar o tempo. Como as histórias são curtas, é possível lê-las no intervalo do trabalho ou da faculdade. Enquanto você está na sala de espera de um consultório. No ônibus. Ou em qualquer outro lugar.

A coletânea possui contos de 12 autores diferentes: Leigh Bardugo, Nina Lacour, Libba Bray, Francesca Lia Block, Stephanie Perkins, Tim Federle, Veronica Roth, Jon Skovron, Brandy Cobert, Cassandra Clare, Jennifer E. Smith, e Lev Grossman.

Os contos falam de aceitação, sexualidade, surpresas, reencontros, desencontros, amizade, amadurecimento e, acima de tudo, amor.

Alguns contos, como Nova atração (Cassandra Clare) e O último Suspiro do Cinemorte (Libba Bray), são fantasiosos.

Outros, como Boa Sorte e Adeus (Brandy Colbert) e Mil Maneiras de Isso Dar Errado (Jennifer E. Smith), são mais realistas.

Entretanto, independente do conto ser realista ou não, a mensagem é a mesma: o verão pode ser um período de começos ou despedidas. De uma forma ou de outra, ele é um período impactante. De surpresa. É um período que traz mudança.  E nós precisamos saber lidar com ela.

Percebi que o livro foi, também, bastante inclusivo. Existem casais brancos, negros, heterossexuais e homossexuais. Todas as pessoas e todos os tipos de amor estão representados nessas 12 histórias. E eu achei isso incrível!

Se fosse para eu escolher os três contos de que mais gostei e os três contos de que menos gostei, a resposta seria esta:

 Os três melhores contos:

  1. Cabeça, escamas e língua (Leigh Bardugo): “uma adolescente acredita ter visto um monstro no lago da cidade. Para resolver esse mistério, ela conta com a ajuda de um garoto misterioso e apaixonante. ” Eu fiquei, simplesmente, encantada com a escrita de Leigh. Os dois personagens principais me cativaram muito mesmo. É o primeiro conto do livro e, sem dúvida, o mais incrível.
  2. Inércia (Veronica Roth): “um acidente põe a frente dois melhores amigos que não se falavam há meses. É hora de eles colocarem na mesa tudo o que nunca foi dito, antes que seja tarde demais.” Eu fiquei extremamente sensibilizada com a narrativa de Veronica. O conto é lindo, verdadeiro e, apesar de parecer um tanto futurista, real.
  3.  Prazer Doentio (Francesca Lia Block): “I e A se conheceram em uma festa e se apaixonaram. Pressionada pelas amigas, I dispensa A e os dois nunca mais se veem. Até I escrever esse conto”. A escrita de Francesca é árida. O conto não é fofinho. Mas, ainda assim, fala sobre amor. De uma forma dura e bastante real. Vi um estilo próprio na narrativa da escritora e isso me cativou muito.

Os contos de que eu menos gostei:

  1. O Último suspiro do cinemorte (Libba Bray): “Kevin e Dani vivem uma história regada a cinema, zumbis e muito romance“. Normalmente, eu gosto das histórias da Libba. Mas não foi o que aconteceu dessa vez. Achei o conto super previsível e bastante arrastado. Chato. Não via a hora de acabar.
  2. Boa sorte e Adeus (Brandy Colbert): “Rashida tem que lidar com a partida de Audrey, sua melhor amiga, que vai mudar de cidade. Ela só não contava que, na festa de despedida ,encontraria uma nova companhia que, como ela, adora pizza e tem um passado doloroso. ” Não acontece nada de muito interessante nesse conto. Não consegui sentir o romance, sabe? Achei fraco. Foi difícil terminar a leitura! Parecia que não ia acabar nunca.
  3. Lembrança (Tim Federle): “o verão chega ao fim, bem como o relacionamento de Keith e Mattew. Mas será que precisa ser desse jeito?“. O estilo de narrativa do escritor me incomodou bastante. Não tinha lirismo. A escrita parecia forçada. E isso acabou me desagradando.

A coletânea possui, portanto, alguns contos muito bons; outros meio chatinhos; e a maioria “na média”. Não é um livro excelente. Mas é um livro gostoso para passar o tempo, especialmente porque as histórias são curtas e de fácil leitura.

Confesso que comprei esse livro mais pelo fato de que sou apaixonada pelo verão. E também porque, assim como a maioria dos personagens, eu já tive um romance de verão. Na verdade, foi um romance que se desdobrou em diversas estações (e em diversos anos da minha vida). Porém, o verão foi a parte mais memorável. E sabe de uma coisa? Se eu fosse escritora, essa seria a melhor história de amor que eu sempre iria contar.

Aconteceu Naquele Verão, eu suma, conta com 12 escritores e foi organizado pela Stephanie Perkins.  Existe um livro de contos antecessor a esse, chamado “O presente Do Meu Grande Amor“. Ele também foi organizado pela S. Perkins, mas direcionado ao natal e ao inverno.

 

A nota para o livro de hoje é 4/6 – Bom.

 

Nome: Aconteceu Naquele Verão (Doze Histórias de Amor)

Autores:  Leigh Bardugo, Nina Lacour, Libba Bray, Francesca Lia Block, Stephanie Perkins, Tim Federle, Veronica Roth, Jon Skovron, Brandy Cobert, Cassandra Clare, Jennifer E. Smith, e Lev Grossman

Editora: Intrínseca

Páginas: 382

 

 

 

 

 

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