Categoria "LITERATURA"

Resenha: Eleanor & Park (Rainbow Rowell)

Em 15.03.2017   Arquivado em LITERATURA

Sinopse:

Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.

Li Eleanor & Park ano passado. Ele se tornou um dos meus livros preferidos da vida!

Sabe aquele livro que surpreende completamente? Que faz você virar, de forma frenética, página por página? Que encanta? Pois é.  Eleanor & Park é exatamente esse tipo de livro.

Sobre os personagens e a história:

Eleanor é uma garota sonhadora, inteligente e ingênua. Gordinha, ela tem cabelos armados, cheios de cachos de um ruivo intenso. Possui um jeito único de se vestir: roupas largas, velhas e masculinas. E ela não faz isso apenas por uma questão de estilo, mas também porque não tem grana para comprar roupas melhores. Mora em um casebre minúsculo com a mãe, os irmãos e com o padrasto abusivo – e tenta levar a vida como pode.

Park é um bonito garoto de descendência coreana. Não é popular, mas também não é o esquisitão da turma. Ele, simplesmente, gosta de ficar na sua, lendo seus gibis e ouvindo seu punk rock.

De início, ele não vai com a cara de Eleanor, quando esta entra, pela primeira vez, no ônibus da escola. Mas, também, ninguém vai com a cara dela. Com os cabelos armados super ruivos e as roupas largas e masculinas, ela é  a visão mais estranha e desengonçada que todos já viram.

Mas existe algo em Eleanor. Alguma coisa. Um quê que a faz ser diferente de todas as outras garotas – ao menos para Park. E, de forma bastante inusitada, os dois se apaixonam. Mas Park não sabe lidar com a complicada vida de Eleanor:  rejeitada pelos colegas, descuidada pela mãe (que, oras, é também descuidada dela mesma) e maltratada pelo padrasto, nada para a garota é  fácil.

E é nesse turbulento contexto em que eles vão descobrir a ingenuidade do primeiro amor, as agruras da vida e a intensidade de um coração partido.

O que eu achei do livro:

Antes de mais nada, só posso dizer que eu me apaixonei, perdidamente, por  Eleanor & Park.  Li sem parar. Em casa, na faculdade (nem essa ficou à salvo!), no carro e na manicure. Eu não conseguia largar o livro sem antes termina-lo. Existe algo de viciante nele. A história é incrível, engraçada e, ao mesmo tempo, triste.

 A excelência do estilo de narrativa de Rainbow Rowell – sutil, doce e cheia de referências pop-  me deixou sem fôlego.

Eleanor & Park é encantadorNa minha opinião, ele é a obra – prima da Rowell.  Vale à pena ler e e reler muitas vezes.

 

Nota: 6/6

Nome: Eleanor&Park;

Autora: Rainbow Rowell;

Editora: Novo século;

Páginas: 328 pág.

 

Resenha: A Lista de Brett (Lori Nelson Spielman)

Em 02.03.2017   Arquivado em LITERATURA

Sinopse:

“Brett Bohlinger parece ter tudo na vida – um ótimo emprego como executiva de publicidade, um namorado lindo e um loft moderno e espaçoso. Até que sua adorada mãe morre e deixa no testamento uma ordem: para receber sua parte na gorda herança, Brett precisa completar a lista de sonhos que escreveu quando era uma ingênua adolescente.
Deprimida e de luto, Brett não consegue entender a decisão de sua mãe. Seus desejos adolescentes não têm nada a ver com suas ambições de agora, aos trinta e quatro anos. Alguns itens da lista exigiriam que ela reinventasse sua vida inteira. Outros parecem mesmo impossíveis. Com relutância, Brett embarca numa jornada emocionante em busca de seus sonhos de adolescência.”

 

A personagem principal é Brett Bohlinger. Uma mulher altruísta e sonhadora, mas que se esqueceu da impetuosidade da vida.

Brett vive comodamente. Ela tem medo de correr riscos e, consequentemente, tem medo de perseguir seus sonhos. Em prol de uma vida previsível e confortável, ela deixou de ser quem é, simplesmente.

A família de Brett sempre teve bastante dinheiro. A mãe, Elizabeth Bohlinger, iniciou uma lucrativa empresa de cosméticos femininos. Portanto, nunca faltou nada para Brett e para seus irmãos.

Quando Elizabeth falece em razão de um câncer com o qual vinha lutando há alguns meses, a filha fica perdida – como era de se esperar. Brett e a mãe sempre foram muito unidas – uma era o esteio da outra. Entretanto, Brett sabe que precisa se recompor rapidamente – ainda que a sua vontade seja se esconder em casa por dias e chorar horrores. Ela acredita que a mãe lhe confiou a presidência da empresa. Para assumir esta, Brett precisa estar segura de si.

No dia da leitura do testamento, Brett leva um choque. Ela não será a nova presidente da Bohlinger Cosméticos – muito embora, tivesse sido treinada para ser. Não, a presidente será a sua cunhada Catherine. Elizabeth tem outros planos para a filha, pois acredita que a vida desta está tomando um rumo que não deveria tomar. Ora, Brett é verdadeiramente feliz? Ela é uma pessoa realizada? Ou ela está se contentando com pouco e se esquecendo dos seus verdadeiros sonhos?

Apostando na última hipótese, a mãe resgata uma lista de sonhos que Brett escreveu quando ainda era adolescente. A herança da filha ficará condicionada à concretização desses sonhos. Se ela não concretizar todos eles, não receberá nada.

Brett fica indignada com a atitude da mãe, mas se compromete a cumprir a lista.

Pouco a pouco, uma parte do mundo – até então desconhecida – começa a se descortinar para a personagem. Ela é forçada a amadurecer. E, com isso, começa a questionar se a mãe não estava mesmo certa. Será que ela, Brett, era uma pessoa infeliz e não sabia?!

O que eu achei do livro:

A Lista de Brett é um livro super gostoso de ler. A leitura é fluída e tem conteúdo.

Brett é uma personagem adorável.  Além disso, a mudança dela é crível e não acontece da noite para o dia.

O livro mostra as coisas como elas são – de forma realista. Nos deparamos com diversas questões e todas elas são bem explanadas.

Apesar de ser um Chick lit, a história não é tão previsível quanto eu supus ser. Eu esperava menos do livro.  Ele,  com certeza, superou as minhas expectativas e me surpreendeu  muito positivamente.

A Lista de Brett fala sobre sonhos e sobre como persegui-los. Mas, acima de tudo, fala daquele momento da vida em que nos olhamos no espelho e não nos reconhecemos mais. Ás vezes, precisamos nos lembrar de quem costumávamos ser. Ás vezes, precisamos nos reinventar. De uma forma ou de outra, ser feliz é um imperativo.

Levando em consideração o gênero literário – um Chick lit que, supostamente, deveria ser despretensioso –  A Lista de Brett é excelente.

A nota do livro, portanto, é 5/6 – Excelente.

Nome do livro: A Lista de Brett

Autora: Lori Nelson Spielman

Editora: Verus (grupo editorial Record)

Páginas: 364

 

 

 

 

 

 

Look do dia: Camiseta “Alice” da Chico Rei.

Em 26.02.2017   Arquivado em LITERATURA, MODA

O look de hoje é super basiquinho. Fotografei ele com a intenção de mostrar para vocês a camiseta fofa que eu comprei na  Chico Rei.

Fazendo referência à “Alice in Wonderland” – um dos meus clássicos favoritos – a camiseta traz a icônica frase “We are all mad here” (e não é que somos mesmo?!).

E aí? Curtiram a camiseta?

Conta tudo <3

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