Categoria "LITERATURA"

Resenha: A Criança Amaldiçoada (J.K Rowling; John Tiffany e Jack Thorne)

Em 22.11.2016   Arquivado em LITERATURA

Sinopse:

Sempre foi difícil ser Harry Potter e não é mais fácil agora que ele é um sobrecarregado funcionário do Ministério da Magia, marido e pai de três crianças em idade escolar. Enquanto Harry lida com um passado que se recusa a ficar para trás, seu filho mais novo, Alvo, deve lutar com o peso de um legado de família que ele nunca quis. À medida que passado e presente se fundem de forma ameaçadora, ambos, pai e filho, aprendem uma incômoda verdade: às vezes as trevas vêm de lugares inesperados.

E hoje a resenha é sobre a oitava história de Harry Potter, chamada de “A Criança Amaldiçoada“.

Confesso que, embora os livros de Harry Potter sejam os meus preferidos, eu não estava muito ansiosa para ler essa oitava história.  Eu estava é com muito medo de que ela pudesse estragar o fechamento perfeito que a J.K  deu para série em “Relíquias da Morte”.  Não é que eu não confie na J.K. Não, muito pelo contrário. Acho a J.K uma das melhores escritoras da atualidade. A verdade, por trás de todo esse medo, é que eu achei arriscada a ideia de continuar a série na forma de peça teatral.  Por isso, acabei adiando essa leitura. Até que, semana passada, não deu mais.

E, vou ser sincera: eu estava certa. Não gostei. Mas vem cá,  porque vou explicar direitinho como tudo isso aconteceu.

Bem, em primeiro lugar, precisamos falar do formato da história. “A criança Amaldiçoada” é a oitava HISTÓRIA de Harry Potter, e NÃO o oitavo LIVRO.  A  J.K  quis escrever uma peça teatral para dar continuidade à série. Portanto, ao ler “A criança amaldiçoada”, não espere encontrar uma narrativa,  cheia de descrições minuciosas, igual aos livros anteriores. Como ela é um roteiro da peça que estreou em Londres, não vai haver capítulos e, sim, atos. A história é contada, quase que completamente, por meio de diálogos entre os personagens.

Em segundo lugar, precisamos falar da autoria do livro. O roteiro da peça não foi unicamente escrito pela J.K.  Tivemos a participação de John Tiffany e Jack Thorne. Isso fez muita diferença na história! Eu, particularmente, acho incomum o estilo de escrita da J.K. E, em muitas partes do livro, eu não consegui identificá-lo. Acho que esse revezamento tirou bastante daquele sentimento gostoso que me fazia virar, de forma frenética, as páginas dos outros volumes da série.

Em terceiro lugar, vamos falar do enredo. A história não foca em Harry, Rony e Hermione, como nos livros anteriores. Nesta história, os protagonistas são Alvo (filho de Harry)  e Escórpio Malfoy  (filho de Draco).

Para quem não se lembra, Harry teve três filhos com Gina: Tiago, o mais velho; Alvo Severus, o do meio; e Lilian, a caçula. Já Draco teve apenas um, o Escórpio.

Alvo e Escórpio são melhores amigos desde os 11 anos, quando se encontraram no trem de Hogwarts pela primeira vez. Apesar de terem nascido em famílias muito diferentes, eles descobrem mais coisas em comum do imaginavam. Ora, ambos possuem relacionamentos difíceis com seus pais. Enquanto Alvo lida com a decepção de todos aqueles que esperam grandes feitos da sua parte  (afinal, ele é o filho de Potter), Escórpio precisa aguentar a gozação dos colegas que afirmam que ele é um bastardo.

 Correm boatos, entre os bruxos, de que o Lorde das Trevas deixou um filho. Sim, isso mesmo! E muitos pensam que esse filho é Escórpio.  Daí o motivo das gozações com o pequeno Malfoy.

 No mundo mágico, 19 anos atrás, uma lei ministerial determinou que todos os vira- tempos fossem destruídos, visto que poderiam ser usados para desmantelar tudo o que a Batalha de Hogwarts havia iniciado: um mundo de paz. Porém, certo dia, Harry e Hermione apreendem um vira – tempo ilícito com um dos antigos comensais da morte, Theodore Nott. E é a partir disso que a  nossa aventura começa.

Alvo, cansado de viver à sombra do pai,  quer demonstrar que Harry não é o herói que todos pensam ser. Ora, ele também já cometeu muitos erros no passado. Por isso mesmo, o garoto convence seu amigo Escórpio a entrar no Ministério e roubar o vira-tempo para que, juntos, eles possam voltar  e consertar um dos maiores erros  do Menino Que Sobreviveu: a morte de Cedrico Diggory. Para impedir que este trágico evento aconteça, eles contam com a ajuda de Delfi, prima de Cedrico. E não é que Alvo está caidinho por ela?!

A Criança Amaldiçoada, portanto, trata de viagens no tempo. E o famoso vira -tempo é crucial para o desenvolvimento da história.

O que eu achei do “livro”:

Não gostei do formato escolhido para esta história. Em minha opinião, os fãs mereciam um livro. Estamos falando de Harry Potter! Uma série legendária com fãs legendários. Merecíamos uma escrita sem buracos, que nos permitisse ficar a par da nova vida de Harry, Rony e Hermione. Merecíamos ter conhecido melhor todos os filhos de nossos eternos personagens.

A Criança Amaldiçoada traz apenas vislumbres dessa nova vida.  Tudo acontece rápido demais e muito pouco é desnudado.

A peça está sendo muito bem elogiada no exterior. Mas acredito que ver ao vivo é diferente de ler apenas diálogos. Enfim, não consegui sentir muita emoção ao ler. E isso, para uma grande fã de Harry Potter, é muito triste.

Infelizmente, também tenho que criticar o enredo. Eu o achei muito fraco. Mexer com “viagem no tempo” é algo difícil de fazer sem deixar vestígios e falhas na história.  A maior surpresa – o grande clímax – da trama (surpresa esta que não posso dizer, sob pena de dar spoiler) é um fiasco, na minha opinião. Não fez muito sentido, apenas.

Os únicos elogios que dou a este “livro” se referem a cenas específicas. Como estamos falando de viagens no tempo,  nos deparamos, em alguns momentos, com personagens que ainda não morreram. Fiquei feliz em voltar a ver um personagem em especial: o Snape.  E isso é só o que eu posso dizer, porque não quero fazer maiores revelações.

Em suma, achei “A Criança Amaldiçoada” uma história insossa. Não teve, nem de longe, a mesma consistência que os outros livros de Harry Potter.  Peço desculpas à J.K, porque, infelizmente, me decepcionei. Sei que esta história, em particular, não é apenas dela. Houve a participação de John Tiffany e Jack Thorne. Mas acho que ela, como criadora deste universo, deveria ter sabido melhor. Nem todos os fãs podem ver a peça em Londres. Nós temos que nos contentar com o roteiro. E este foi insuficiente.

Por muito tempo, a J.K disse que não escreveria outro volume para série. Acho que ela deveria ter permanecido com esta decisão. Tanto o formato, quanto a trama, deixaram à desejar. Eu preferia que esta história jamais tivesse existido. Para mim, Harry Potter são apenas os 7 volumes da série (e outros mini livros extras, como, por ex., o “Contos de Beedle, o bardo”).  Essa oitava história é algo diferente, algo que  não pertence à HP.

Desculpem- me por todo esse desabafo, mas, como fã da série, fiquei muito chateada.

Quero deixar claro que está é a minha opinião pessoal. Aos fãs que gostaram da história: saibam que respeito totalmente o modo de pensar de vocês. Em verdade, eu também adoraria ter gostado deste “livro”.  Só que, infelizmente, isso não aconteceu 🙁

Nota 2/6 – Ruim

Nome do Livro: Harry Potter e a Criança Amaldiçoada

Autores: J.K Rowling, John Tiffany e Jack Thorne

Editora: Rocco

Páginas: 341

E essa foi a resenha de hoje. Vocês já leram “A criança Amaldiçoada”? Gostaram ou não? Conta tudo 💋

 

 

Resenha: O sol é para todos (Harper Lee)

Em 04.11.2016   Arquivado em LITERATURA

Sinopse:

Um livro emblemático sobre racismo e injustiça: a história de um advogado que defende um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca nos Estados Unidos dos anos 1930 e enfrenta represálias da comunidade racista. O livro é narrado pela sensível Scout, filha do advogado. Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça. ‘O Sol é Para Todos’, com seu texto “forte, melodramático, sutil, cômico” (The New Yorker) se tornou um clássico para todas as idades e gerações.

O sol é para todos (To Kill a Mockingbird) é um livro complexo e, ao mesmo tempo, incrivelmente simples. Ele mescla assuntos leves e nostálgicos – como a infância, as férias de verão, a família e a amizade- com assuntos densos e reflexivos – como o preconceito racial e as suas consequências.

“Preferia que você atirasse em latas no quintal, mas sei que vai atrás dos passarinhos. Atire em todos os gaios que quiser, se conseguir acertá-los, mas lembre-se: é pecado matar um rouxinol.

Foi a única vez que ouvi Atticus dizer que alguma coisa era pecado…”

No enredo, o Advogado Atticus Finch é  designado para defender Tom Robinson, um negro acusado de estuprar uma mulher branca. O cenário do livro é Maycomb, uma cidade sulista, rural, pacata e bastante fragilizada economicamente nos início dos anos 1930 (logo após a grande depressão)- época em que se passa a história.

Atticus é um advogado bastante cético. Experiente naquilo que faz, já viu muitas situações darem lugar às injustiças e crueldades. Ora, a sentença do juiz é sempre uma surpresa, porém  é certo que alguns casos são, simplesmente,  mais perdidos do que outros.  Mas, ainda que a voz da experiência grite para Atticus:

– Você não vai ganhar. O réu será condenado, não importa o que você faça. É um caso perdido. Ponto.

Ainda que ela grite e esperneie, ele, Atticus, não hesita em pegar o caso para si. Ele não hesita em elaborar a melhor defesa que um réu poderia pedir. Ele não hesita em estudar o caso até altas horas da noite, procurando brechas e soluções legais. Porque, assim é Atticus: ainda que conheça a realidade dos tribunais com a palma de sua mão, ele  é leal aos seus princípios. Tudo é uma questão de princípio, afinal.

Atticus tem dois filhos: o mais velho, chamado Jeremy (Jem), e a caçula Jean Louise, apelidada, gentilmente, de “Scout“. E é por meio dos olhos dessa menina de 6 anos que iremos conhecer o ambiente de Maycomb e a história de Tom Robinson.

É verdade que a criança tem um frescor que a diferencia de todos os outros seres. Ela é inocente e, ao mesmo tempo, curiosa. Questiona o porquê de tudo e de todos. E o mais importante: vê as coisas com mais naturalidade. Percebe o mundo como ele realmente é e não como as pessoas dizem ser. Antes de uma criança ser doutrinada pelos pais, ela enxerga com mais clareza. Não existem preconceitos que corrompam sua visão. Por isso, é brilhante contar a história de “O sol é para todos” segundo a visão de Scout. Na verdade, acredito que essa foi a jogada de mestre de Harper Lee.

Na primeira metade do livro, a jovem Scout nos apresenta a rotina de Maycomb e seus moradores. Ela nos conta sobre suas férias; sobre Atticus e Jem; sobre seu amigo Dill; sobre o misterioso vizinho Boo Radley; sobre a meiga vizinha da frente, Srta. Maudie; e sobre a negra Calpúrnia,  que trabalha na casa de Scout  e é considerada como parte da família. Essa primeira metade é recheada de sutilezas que nos lembram, nostalgicamente, das travessuras de infância.

Na segunda metade do livro, a história fica mais pesada. Atticus é designado para defender o negro Tom Robinson. E a cidade de Maycomb, por causa disso, vira de cabeça para baixo. Os moradores não se conformam de Atticus defendê-lo. Afinal, na mente dos cidadãos de Maycomb, as palavras “negro” e “criminoso” se confundem, são sinônimas. Antes mesmo do julgamento, Tom já é considerado culpado. A cidade, que antes mostrava seu tradicionalismo e preconceito de forma bastante tímida, passa a fazê-lo com toda a força. Ela o escancara.  E nem mesmo Jem e Scout, apenas crianças, ficam livres da hostilidade. Afinal de contas, eles são os filhos Atticus– o homem que, ao escolher defender um negro, se torna o traidor de seu próprio povo.

“Eu queria que você visse o que é realmente coragem, em vez de pensar que coragem é um homem com uma arma na mão. Coragem é quando você sabe que está derrotado antes mesmo de começar, mas começa assim mesmo, e vai até o fim, apesar de tudo. Raramente a gente vence, mas isso pode até acontecer.”

 

O que eu achei do livro:

Muitos livros se ocuparam em trazer a temática “racismo” para suas páginas, mas poucos foram tão tocantes como O sol é para todos” é. E isso se deve ao fato de a história conseguir aliar elementos muito importantes:

  • a narrativa é feita do ponto de vista de um criança;
  • traz uma mensagem inspiradora sobre justiça, igualdade e direitos humanos;
  • fala de infância e de amadurecimento;
  • traz personagens marcantes e cheios de profundidade (como Atticus, Scout, Jem, Calpúrnia, Tom Robison, Boo Radley, etc.);
  • tem uma linguagem concisa e simples, própria das crianças;
  • possui um estilo de escrita inovador, claro e envolvente.

O sol é para todos é um clássico americano. Carrega uma história linda e inteligente, bem própria dos livros clássicos. Mas, ao mesmo tempo, ele é um livro tão gostoso de ler, com uma linguagem tão prática, que nem parece ser um clássico.

Eu amo clássicos, mas confesso que muitos são trabalhosos de ler. Porque, apesar de bem escritos, a linguagem costuma ser difícil e o ritmo lento. O sol é para todos é o oposto de tudo isso. Você senta e quer lê-lo inteiro, de uma só tragada.  O que seria um erro. O ideal é ler com calma, porque, apesar de linguagem ser de fácil entendimento, a mensagem e as entrelinhas são de uma riqueza imensa. Sem dúvida, é preciso de tempo e reflexão para compreendê-las.

“Só existe um tipo de gente: gente”

Em suma, “O sol é para todos” é um livro que deveria ser lido por todas as pessoas. Eu o li em julho e, posso afirmar, foi uma das minhas melhores leituras do ano e, muito mais do que isso, uma das  melhores leituras da vida.

Espero que esta resenha tenha inspirado você, caro leitor, a também se aventurar nesta magnífica história. Você não vai se arrepender.

Nota: 6/6 – Obra -Prima

Nome do Livro: O sol é para todos (em inglês “To kill a Mockingbird”

 tradução literal “Matar um rouxinol”)

Autora: Harper Lee

Editora: José Olympio

Número de páginas: 349

 

5 livros que tem tudo a ver com a Primavera

Em 09.10.2016   Arquivado em LISTINHAS, LITERATURA

 

O post de hoje está um pouco atrasado porque a primavera começou no dia 22, mas tudo bem!

Resolvi fazer uma listinha de leituras pensando no clima da primavera- que, na minha opinião, é a melhor estação do ano. Primavera é o tempo de florescer, de mudar e de renovar. Existem muitas histórias com temáticas nesse sentido e que, portanto, tem tudo a ver com a Primavera 🍃🌺

Todos os livros indicados abaixo são muito queridos para mim. Foram leituras que me inspiraram e me surpreenderam. Tenho certeza de que vocês também vão amá-las 💛

Então, vem!  📚

1- Pollyanna

Pollyanna foi escrito por Eleanor H. Porter e publicado em 1913. É um Clássico Universal da Literatura Juvenil

Pollyanna é uma história de superação. Ela demonstra a força do pensamento positivo e da perseverança.  Uma situação – mesmo a mais horrível de todas – tem sempre dois lados: o negativo e o positivo. Para qual devemos direcionar nosso olhar?! Pollyanna diria que é para o positivo. E é assim que nossa órfã  – obrigada, pelas circunstâncias a ir morar com sua detestável (e amargurada) Tia Polly –  muda tudo e todos. Por meio de um simples jogo, chamado de Jogo do Contente, ela mostra que existe sempre algo capaz de nos alegrar. Nada, nem mesmo as maiores cruezas da vida, são motivo para o desespero.

É um livro inocente e singelo que marcou, definitivamente, minha infância. Foi o primeiro livro, com mais 100 páginas, que eu li. Na época, tinha 9 anos. E muito mais do que “o primeiro”, foi um dos melhores. É um clássico que vale ser lido e relido por todas as gerações, na medida em que ele contém mais do que uma história inspiradora: ele nos aponta uma filosofia de vida.

 

2- O Jardim Secreto

O Jardim Secreto foi escrito por Frances Hodgson Burnett. Publicado em 1911, ele é um Clássico da Literatura Infanto-Juvenil.

O Jardim secreto foi um livro que, também, marcou minha infância. Li e o reli muitas e muitas vezes. Infelizmente, ainda não o tenho na versão física, porque sempre pegava emprestado na biblioteca da minha cidade. Mas já está na lista  de “novas aquisições”, juntamente com todos os outros livros da Frances Hodgson Burnett.

A Frances é uma escritora fantástica. Já li todos os seus livros e devo dizer: ainda que suas histórias sejam voltadas ao público infantil,  os ensinamentos, tirados a cada entrelinha, valem para todos, independente da idade.

O livro conta a história de três crianças: Mary, Colin e Dickon. Quando a mimada Mary perde seus pais na Índia, ela volta à Inglaterra para morar com o soturno tio Craven, seu único parente vivo. Lá ela conhece Dickon, o irmão da criada, e seu primo doente Colin, filho do Sr. Craven. Ao contrário de Mary, Dickon é dócil e simples. Já Colin é, assim como Mary, mimado e apático. Usando sua doença como um escudo, ele maltrata a todos.

Um dia, Mary descobre a chave para o jardim de sua falecida tia. Embora saiba que a entrada para o Jardim é proibida, ela resolve se aventurar nele. Logo, conta sobre a chave para Dickon e, depois, para Colin. Ambos juram segredo e, junto com Mary, passam a cuidar da Jardim, semeando e fazendo com que ela floresça novamente. E, conforme vão curando o Jardim, eles curam a si mesmos.

O Jardim secreto é um clássico e, assim como o livro “Pollyanna”, ele merece ser lido por todas as gerações.

3- P.s Eu Te Amo

P.s eu te amo é um livro escrito pela Cecilia Ahern e publicado em 2004. É o romance que inspirou o filme homônimo, com os atores Hilary Swank e Gerard Butler.

Provavelmente, todos já devem ter ouvido falar do filme homônimo que foi baseado nesse livro. A história do filme e do livro são, essencialmente, parecidas. Mas existem algumas boas diferenças na história. Não sei dizer qual dos dois é melhor, porque ambos, filme e livro, são lindos.

P.s Eu te amo é um romance que conta a história de Holly, uma mulher que acabou de perder o marido para um câncer no cérebro. Holly e Gerry eram almas gêmeas. Não que nunca brigassem… não, eles brigavam. Mas também se reconciliavam. Eram apaixonados. E tinham planos para uma vida inteira. Até que Gerry morreu.

Poderia até parecer uma hipérbole, mas a verdade é que Holly se viu perdida, sem qualquer rumo à vista, com a morte do marido. Até que, na proximidade de seu aniversário, chega uma carta de Gerry. Com o intuito de ajudar Holly a seguir em frente, ele explica que  novas cartas chegarão durante, mais ou menos, o período de um ano. E conforme as cartas vão chegando, Holly se depara com uma lista de coisas a serem feitas – coisas que farão com que ela se permita ser feliz e viver novamente. É claro que Holly não concorda, à primeira vista, com alguns pedidos do marido (como não se sentir culpada por encontrar um novo amor, por ex.). Mas elas os faz. E vida continua.

P.s: Eu te amo é um livro lindo e encantador. Ele mostra que, embora tragédias aconteçam, recomeços são necessários. O choro e o entorpecimento podem ajudar no primeiro mês, mas eles devem ceder passo ao “já é hora de seguir em frente”.

Por isso, é claro, P.s eu te amo tem tudo a ver com o significado da Primavera.

4- Eleanor & Park

“Eleanor & Park, escrito por Rainbow Rowell, é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek”

Antes de mais nada, só posso dizer que eu me apaixonei, perdidamente, por  Eleanor & Park.  Li sem parar. Em casa, na faculdade (nem essa ficou à salvo!), no carro e na manicure. Eu, simplesmente, não conseguia largar o livro sem antes termina-lo. Existe algo de viciante nesse livro, mas não sei dizer exatamente o que. Apenas posso afirmar que a  história é incrível, engraçada e, ao mesmo tempo, triste.

Eleanor é uma garota sonhadora, inteligente e ingênua. Gordinha, ela tem cabelos armados, cheios de cachos de um ruivo intenso. Possui um jeito único de se vestir: roupas largas, velhas e masculinas. E ela não faz isso apenas por uma questão de estilo, mas porque não tem grana para comprar roupas melhores. Mora com a mãe, os irmãos e o padrasto abusivo em uma casebre minúsculo.  E tenta levar a vida como pode.

Park é um bonito garoto de descendência coreana. Não é popular, mas também não é o esquisitão da turma. Ele, simplesmente, gosta de ficar na sua, lendo seus gibis e ouvindo seu rock n roll.

De início, ele não vai com a cara de Eleanor, quando esta sobe, pela primeira vez, no ônibus da escola. Mas, também, ninguém vai com a cara dela. Com os cabelos armados super ruivos e as roupas largas e masculinas, ela é  a visão mais estranha e desengonçada que todos já viram.

Mas existe algo em Eleanor. Alguma coisa. Um quê que a faz ser diferente de todas as outras garotas, ao menos para Park. E, de forma bastante inusitada, os dois se apaixonam. Mas Park não sabe lidar com a complicada vida de Eleanor:  rejeitada pelos colegas, descuidada pela mãe (que, oras, é também descuidada dela mesma) e maltratada pelo padrasto, nada para a garota é  fácil.

E é nesse turbulento contexto em que eles vão descobrir a ingenuidade do primeiro amor, as agruras da vida e a intensidade de um coração partido.

Em suma, esse livro é simples, mas incrível. A excelência do estilo de narrativa – sutil, doce e cheia de referências pop-  me deixou sem fôlego. Só conheço esta obra de Rainbow Rowell, mas já posso dizer que ela é uma escritora maravilhosa. Eu mal posso esperar para ler os outros livros escritos por ela.

Um pedido para Rowell: por favor, faça uma continuação. Simplesmente, não posso viver sem saber um pouco mais sobre a história de Eleanor & Park.

Se pudesse definir este livro em uma palavra, eu diria: encantador.

5- A Dança da Floresta

A Dança da Floresta foi escrito por Juliet Marillier. É um livro folclórico do gênero fantasia.

Esse livro difere um pouco de todos os outros que indiquei aqui, haja vista que ele faz parte da literatura fantástica.

Ele é escrito pela Juliet Marillier, escritora  que eu adoro. Mestre em contar histórias folclóricas, cheias de romance,  aventura e magia, este livro não poderia  ser ruim.

A dança da Floresta se ambienta na velha Transilvânia e traz informações sobre diversos costumes e tradições do lugar. É uma narrativa rica e bastante detalhada.

A protagonista deste livro é Jena, a segunda irmã mais velha. Ela e suas quatro irmãs, a cada lua cheia, fazem sombras com as mãos contra uma pedra para abrir um misterioso portal que desemboca no “Outro reino”. Lá, as meninas participam de uma tradicional festa,  onde dançam com encantadoras e bizarras criaturas fantásticas.

Sim, você não está enganado! Esse livro é, sim, baseado em um conto de fadas chamado “As 12 princesas Bailarinas”.

A história começa a se desenrolar o quando o pai das meninas fica doente e precisa se mudar do castelo em que mora para outra cidade – onde o inverno é mais ameno. E é Jena quem fica responsável por cuidar das outras meninas e, também, da administração da casa e dos negócios.

Entretanto, logo após a partida do pai,  o seu primo César chega ao castelo com a intenção de ser o novo administrador, pois está convencido de que Jena – por ser mulher- não conseguirá honrar as responsabilidades deixadas. Como se isso não bastasse, Jena ainda precisa lidar com a reprovável paixão de sua irmã  Tati por um ser do Outro Reino, chamado Tristan. Este é um ser da noite (algo semelhante a vampiro) e Jena teme que o relacionamento entre ambos possa não acabar bem.

É nesse contexto que Jena deve encontrar força para ser racional com a doença do pai, lutar contra um machismo desmedido por parte do primo e, ainda, velar por suas irmãs. É claro que ela não está sozinha! Conta com a ajuda de seu melhor amigo (e também animal de estimação),  o sapo Gogu, e a sábia Draguta – a bruxa da floresta.

O desfecho deste livro é surpreendente e muda completamente a vida de nossa personagem Jena. Por falar nela, deixe – me dizer apenas isto: Jena é uma personagem que amo. É forte, durona, uma típica heroína de Juliet Marillier.

A história é folclórica. Portanto, se você gosta de conhecer novas culturas, este livro é para você.

 Em suma, a Dança da Floresta é um dos meus livros preferidos. E tem tudo a ver com a primavera…já começando pela capa que, de tão linda, acho que pode ser comparada à uma obra de arte.

Existe continuação do livro. A sequência se chama O segredo de Cybele. Para conhecer mais sobre outras obras de Juliet Marillier, clique aqui.

 

Gostaram das indicações? Conta tudo ❤ 💋

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