Categoria "LITERATURA"

5 livros que tem tudo a ver com o Verão

Em 08.01.2017   Arquivado em LISTINHAS, LITERATURA

Seguindo a mesma ideia do post 5 livros que tem tudo a ver com a Primavera,  hoje eu fiz uma listinha com 5 livros para ler agora, no verão!

Na minha opinião, o verão e o calor pedem por coisas leves, divertidas e cheias de frescor. É um tempo de descontração, de viver de forma mais intensa e de aproveitar imensamente as férias. Por isso mesmo,  nesse post, vou indicar leituras singelas e que, provavelmente, vão entreter até a última página.

Então, vamos lá!

1) Ponte Para Terabítia

Sinopse:

“Jess Aarons, um garoto de 10 anos, passou o verão treinando para ser o campeão de corrida da escola. Na volta às aulas, é ultrapassado por uma aluna nova. Os dois tornam-se grandes amigos, e criam um reino imaginário chamado ‘Terabítia’, onde governam soberanos protegidos das ameaças e zombarias da vida cotidiana. Até que um dia, uma fatalidade os separa, e Jess precisa ser forte para enfrentar essa triste realidade.”

Muitos já devem ter visto a versão cinematográfica inspirada nessa história. Apenas posso dizer que o livro é tão lindo quanto o filme.

É incrível o quanto podemos aprender e refletir com livros infantis. Quando li esta obra, eu ri, chorei e também passei por momentos de reflexão. A história é triste, mas não menos maravilhosa por isso.

2) A Irmandade Das Calças Viajantes

 

Sinopse:

Tibby, Carmen, Bridget e Lena são companheiras, cúmplices, confidentes. E a amizade delas, ao que tudo indica, não é pura coincidência. Pela primeira vez, porém, as quatro adolescentes iriam passar o verão separadas. As quatro decidiram, então, fazer um pacto, ou inventar um código, um elo que as unisse enquanto estivessem viajando. E encontraram a solução num velho jeans comprado no brechó, surrado e desbotado. Aquelas calças que eram ‘tudibom’, transformaram-se no num símbolo de amizade e passaram a pertencer às amigas igualmente. Surgia, assim, a Irmandade das Calças Viajantes, com direito a cerimônia secreta, juramento e dez mandamentos básicos para o uso do jeans. Como as Calças, cada leitor será convidado a viver etapas determinantes, momentos intensos, grandes provas, problemas, decepções, emoções, sofrimentos, descobertas, revelações, lado a lado com Tibby, Carmem, Bridget e Lena.”

Foi através do filme Quatro amigas e um Jeans Viajante que eu descobri esse livro, ou melhor, essa série de livros. Ann Brashares escreveu cinco livros sobre as quatro protagonistas e sua irmandade. São eles: A Irmandade Das Calças Viajantes; O Segundo Verão da Irmandade; Meninas de Calças; Para Sempre Azul  e The Sisterhood Everlasting

Como vocês podem perceber, o quinto livro não foi publicado no Brasil.  Mas isso não atrapalha em nada a leitura! The Sisterhood Everlasting foi escrito alguns anos depois de “Para Sempre Azul” e narra os dilemas das quatro protagonistas já adultas.  Portanto, existe um certo fechamento da história no quarto livro. De qualquer forma, espero que a Rocco publique essa quinta aventura de Tibby, Carmen, Bridget e Lena aqui. Os leitores brasileiros merecem isso.

Comecei a ler há pouco a série e, por isso, ainda não posso dar uma opinião completa. Porém, assim que terminar a leitura, farei resenha! Mas garanto, desde já, que o livro tem tudo a ver com o verão. É uma história leve, divertida e que, é claro, se passa no VERÃO!

3) O Duque e eu

Sinopse:

“Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo. Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta. Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.”

Primeiro livro da série Os Bridgertons, ele narra  a história de Daphne e Simon.

Gente, se eu pudesse definir esse livro em uma palavra, esta seria: DIVERSÃO! Sério. Eu ri muito com as confusões desse livro. É impossível não torcer pelo casal de protagonistas.

Por enquanto, apenas li primeiro volume da série. Estou bastante atrasada, confesso. Mas quero muito ler o restante.

Quando fiz a leitura de o “Duque e eu”, eu estava na praia e precisava muito de um livro que fosse leve, divertido e conseguisse me distrair. E esse foi perfeito! Juro. Se você quer uma história para ler na beira da piscina ou estirada na areia, pode colocar todas as suas apostas nos Bridgertons. Você vai se apaixonar, tenho certeza.

4) O Sol é Para todos

 

Sinopse:

Um livro emblemático sobre racismo e injustiça: a história de um advogado que defende um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca nos Estados Unidos dos anos 1930 e enfrenta represálias da comunidade racista. O livro é narrado pela sensível Scout, filha do advogado. Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça. ‘O Sol é Para Todos’, com seu texto “forte, melodramático, sutil, cômico” (The New Yorker) se tornou um clássico para todas as idades e gerações.”

Diferente dos outros livros dessa lista, “O Sol é para todos” é um clássico atemporal.  Gostei imensamente de lê-lo. Ele divertiu em alguns momentos e, em outros, me fez refletir sobre quatro coisas: as injustiças da vida, a natureza humana, os preconceitos raciais e os direitos humanos.

Resumidamente, posso dizer que “O Sol é para todos” soube equilibrar doses de densidade com doses de leveza. Em algumas passagens do livro, somos apresentados às sutilezas da infância e das férias de verão – visto que a história é narrada por uma criança de 10 anos. Em outras, a luta contra o preconceito racial – nas ruas e nos tribunais –  se faz presente. Portanto, esta história nos encanta e diverte, mas também nos põe para pensar – e muito!

Para quem quiser saber mais, eu fiz uma resenha completa aqui.

6) Coração De Tinta

Sinopse:

“Há muito tempo Mo decidiu nunca mais ler um livro em voz alta. Sua filha Meggie é uma devoradora de histórias, mas apesar da insistência não, ela consegue fazer com que o pai leia para ela na cama. Meggie jamais entendeu o motivo dessa recusa, até que um excêntrico visitante noturno finalmente vem revelar o segredo que explica a proibição. É que Mo tem uma habilidade estranha e incontrolável: quando lê um texto em voz alta, as palavras tomam vida em sua boca, e coisas e seres da história surgem como que por mágica. Numa noite fatídica, quando Meggie ainda era um bebê, a língua encantada de Mo trouxe à vida alguns personagens de um livro chamado Coração de tinta. Um deles é Capricórnio, vilão cruel e sem misericórdia, que não fez questão de voltar para dentro da história de onde tinha vindo e preferiu instalar-se numa aldeia abandonada. Desse lugar funesto, comanda uma gangue de brutamontes que espalham o terror pela região, praticando roubos e assassinatos. Capricórnio quer usar os poderes de Mo para trazer de Coração de tinta um ser ainda mais terrível e sanguinário que ele próprio. Quando seus capangas finalmente seqüestram Mo, Meggie terá de enfrentar essas criaturas bizarras e sofridas, vindas de um mundo completamente diferente do seu. “

O filme inspirado nesta obra, com Brendan Fraser, não faz qualquer jus à história criada por Cornelia Funke.  A trilogia de livros “Mundo de Tinta”, diferentemente da versão cinematográfica, é incrível e tremendamente criativa.

E se você conseguisse fazer com que histórias fantásticas virassem realidade? E se você conseguisse trazer à vida os personagens de que mais gosta? E se, muito mais do que isso, você conseguisse entrar, literalmente, nos seus livros preferidos?

Pois é. Seria uma habilidade e tanto. E, Mo, um dos protagonistas deste livro, a tem. Mas ele, muito mais do que nós, sabe que um dom pode ser usado tanto para o bem, quanto o para o mal. Existem histórias que nós não gostaríamos de viver e existem personagens que não deveriam ser reais.

A trilogia Mundo de Tinta conta com os títulos “Coração de Tinta”,  “Sangue de Tinta” e “Morte de Tinta”. Todos os três livros são maravilhosos. Cornelia Funke é uma escritora exemplar. Definitivamente, quero ler outras obras dela.

Coração de Tinta, em especial, é um livro que, desde o primeiro momento, me lembrou o verão. Não sei o porquê. Mas ele tem aquele gostinho de aventura, frescor e férias. Com certeza, é uma ótima companhia para o mês de Janeiro.

E, aí? Gostaram da listinha? Conta tudo 💙

Já que, praticamente, não consegui viajar nessas férias, eu estou usando meu tempo livre para ler – e ler muito!

Em breve, vou fazer um post contando quais livros adquiri em Dezembro e Janeiro. Dei uma de louca e comprei um total de 15 livros, hahaha. Já li alguns, mas falta muita coisa para ler! Se o dinheiro desse, juro que comprava mais.

Beijos, pessoal!  💋

 

Quem você seria no mundo dos livros, filmes e séries?

Em 23.12.2016   Arquivado em CINEMA, LISTINHAS, LITERATURA

Esses dias, navegando pela blogosfera, eu me deparei com essa pergunta. Sendo uma entusiasta em tudo o que se refira à literatura e cinema, eu admito que a vontade de responder foi imediata!

É verdade que, em muitos momentos da vida, a gente encontra personagens que traduzem tudo aquilo que somos ou que gostaríamos de ser. Existem personagens que personificam nossos ideais … isso é um fato.

Com isso em mente, eu trouxe esse questionamento para o blog. Responde-lo é uma forma de colocar em discussão alguns pontos de vista e dar mais espaço para vocês, leitores, me conhecerem melhor.

Não pensem que foi fácil! Não, o processo de seleção de personagens foi uma tarefa que exigiu bastante reflexão e sangue – frio.  À primeira vista, havia uma infinidade de nomes para incluir nessa lista. Porém, como não queria deixa-la muito extensa, precisei tomar algumas decisões difíceis. hahaha

As conclusões foram estas:

 

Se eu vivesse em uma série de TV, eu seria ….

1) Buffy Summers.

(a atriz Sarah M. Gellar como Buffy Summers na série BTVS)

Caro leitor e amigo, se você não esperava por essa, só lhe conto uma coisa: você não sabe nada a meu respeito. Buffy, vindo de mim, é clássico.

Buffy The Vampire Slayer é a minha série número 1, a preferida entre todas.  E Buffy, a personagem principal, representa tudo aquilo em que eu acredito. Ela é uma mulher feminina, forte, durona e leal.

Buffy me ensinou o valor da verdadeira amizade. Ela me ensinou, também, que você pode amar uma pessoa sem  depender dela.  Você pode ser suficiente para si mesma e, mesmo assim, amar o outro –  seja este um amigo ou namorado (a).

Ela me ensinou que vão existir momentos na vida em que você vai estar sozinho. Em algum momento, até os seus amigos mais próximos vão julga-lo e abandona-lo. Não porque eles não o amam ou porque não se importam com você, mas apenas porque não o compreendem, pelo menos não naquele momento.

Nesse caso, mesmo sozinho, você não pode desistir. Siga sua intuição e seja quem você precisa ser. De duas, uma: ou você vai quebrar a cara (ora, seus amigos tinham razão) ou você vai ser vitorioso (ora, você tinha razão).

O perdão é necessário. Você deve perdoar seus amigos quando eles forem injustos, se a amizade deles valer a pena. E, o mais importante, você deve perdoar a si mesmo.

Buffy é a prova de que uma mulher pode ser forte, independente e destemida e, ao mesmo tempo, ser FEMININA.  Ela pode gostar de maquiagem, de roupas, de filmes clichês e revistas sobre famosos. Ela pode gostar de todas as coisas tidas como “coisas de mulherzinha”, se isso a fizer feliz. Na série Buffy, não existem padrões. Seja quem você quiser ser e seja forte.

E  não pense que estou falando apenas de força física. Buffy, como uma caçadora de vampiros e de outros seres mitológicos, é, sim, fisicamente mais forte do que muitos outros homens (e mulheres). Mas, na verdade, os seus “poderes” são apenas uma metáfora para a sua verdadeira força: estar pronta para o que der e vier.  Não desistir, mesmo que isso seja o fim.

Buffy é minha heroína. Todas as vezes que tenho medo, eu penso nela. E ela me enche de coragem.

Todas as feministas do mundo deveriam ver essa série. Primeiro, porque ela é recheada de mulheres fortes. Não apenas Buffy, mas muitas outras. Segundo, porque ela é uma série que quebra barreiras e preconceitos, inclusive dentro do próprio movimento feminista que (não se enganem!) também esconde uma série de padronizações. Para muitas feministas, a mulher não pode ser magra, não pode estar dentro do que a frívola sociedade considera como “beleza”, não pode se depilar e não pode gostar de coisas de mulherzinha. Para algumas feministas – não todas, não estou generalizando – se a mulher quer ter os mesmos direitos que os homens, ela deve ser igual aos homens. Isso é muito complicado, porque também cria uma série de padrões que devem ser atingidos: ora, se você alisa o cabelo (por exemplo), você não é feminista. Buffy quebra com todos os padrões. Para ela, se você acredita em si mesma, você é feminista. Você é um ser humano que, mesmo com erros e acertos, é completo.

Por favor, não generalizem o que disse ali em cima. Não são todas as feministas que pensam assim. Apenas algumas. Existem correntes e correntes.  Eu me considero feminista e, não, não penso daquela forma.

Por fim, só me resta declarar o meu amor incondicional por Buffy. Eu amo essa série e essa personagem. Aprendi coisas que levarei comigo para o resto de minha vida. Eu não seria quem sou hoje se não fosse por Buffy. Tenho certeza disso.

2) Lorelai Gilmore.

(a atriz Lauren Graham como Lorelai Gilmore na série Gilmore Girls)

Protagonista de Gilmore Girls, Lorelai, definitivamente, me representa.

Lorelai também é uma mulher fora dos padrões.  Apaixonada pelo velho e bom rock n’ roll, ela é uma entusiasta em séries e filmes. Não sabe cozinhar quase nada, detesta limpar a casa e é maluca por café.

Ela nasceu em uma família rica e conservadora, mas a sua forma de agir e pensar sempre foi muito diferente da de seus pais, Richard e Emily Gilmore. Aos 16 anos, Lorelai engravida. Percebendo que os pais pretendem assumir todas as suas responsabilidades e, mais uma vez, privá-la de quem ela é, Lorelai resolve fugir de casa. Ela dá adeus a todo o conforto e mordomia em troca da liberdade de ser quem é e de acreditar no que acredita.  Se reinventa e cria sua filha, Rory, sozinha – fazendo um excelente trabalho, por sinal.

Nem tudo foram flores no caminho de Lorelai. Mas isso não a impediu de lutar pela vida que ela queria. Uma vida simples, mas sincera e espontânea, longe das frivolidades da alta classe social em que nasceu.

É claro que Emily e Richard voltam a participar da vida dela. Mas precisam aceitar quem a filha é e se tornou, ao invés de exigir que ela seja o que eles querem.

Algo que sempre me orgulhou na Lor: os relacionamentos amorosos foram importantes na vida dela, mas nunca foram a parte principal. Ela sempre colocou a filha e a si mesma acima de tudo. Ainda que para ela, uma mãe solteira, fosse mais cômodo ter um marido que  sustentasse a casa e auxiliasse no cuidado com os filhos, ela nunca se permitiu obter isso à custa dos seus ideais ou dos ideais da filha.

Em suma, Lorelai também é uma personagem Girl Power com quem me identifico muito. E Gilmore Girls é uma série que marcou toda uma geração. É algo para ser visto e amado religiosamente.

Para saber mais sobre a série, clique aqui.

Para saber o que eu achei do revival de Gilmore Girls, clique aqui (atenção, contém spoiler.)

3) Regina, The Evil Queen.

(a atriz Lana Parrilla como Regina na série Once Upon a Time) 

Regina é a madrasta de Branca de Neve, em Once Upon a Time.

Em primeiro lugar, preciso dizer o quanto amei o que essa série fez com os contos de fada. Ela conseguiu manter a essência destes e, ao mesmo tempo, mudar o que precisava ser mudado.

Aqui, nós não temos princesas inseguras e dependentes. Temos mulheres de garra. Os vilões não fazem maldades porque nasceram maus, mas porque, em algum momento, eles passaram por alguma situação que desencadeou essa escolha.  Por alguma razão, eles se viram com o direito de obter o que queriam pelos meios que fossem necessários.

Regina, por exemplo, não teve uma história de vida lá muito fácil. Ela achou a resposta para a sua dor na crueldade com os outros. Quis fazer com que os outros sentissem a mesma infelicidade que ela sentia. E, sim, isso é egoísmo.

E é por isso mesmo que me identifico com essa personagem. Em alguns contextos, eu sou egoísta, estou de mal com a vida e desconto as minhas frustrações em outras pessoas. É um defeito que eu tenho. Afinal de contas, sou um ser humano. Erro e acerto.

Na verdade, acho que todo mundo tem uma “rainha má” dentro de si. A questão é saber até qual ponto vamos deixar ela se manifestar.

E digo mais: Regina pode ter sido cruel, mas ela foi forte o suficiente para se redimir. Forte o suficiente para aceitar as consequências dos seus atos. Portanto, sim. Eu me orgulho dessa personagem e me identifico com ela, em ambas as fases: rainha má e mulher em redenção.

 

Se eu vivesse no mundo dos livros, eu seria …

 

1) Hermione Granger.

(a atriz Emma Watson como Hermione no Filme “HP e o enigma do príncipe”)

Para explicar  porque eu me identifico com essa personagem, vou contar duas características minhas:

  • Um defeito que eu tenho: eu banco a dona da verdade em muitos momentos. E isso tem tudo a ver com a Hermione. É claro que ela está certa na maior parte das vezes, mas, em algumas, ela está muito errada.
  • Uma qualidade que eu tenho: eu sou persistente. Quando desejo alguma coisa, eu tento. Se não conseguir, me esforço um pouco mais. E, assim, as coisas vão fluindo. Ninguém disse que tudo na vida seria fácil e, verdade seja dita, quase nada é. Por isso, ter uma dose extra de esforço é necessário. E a Hermione é a personagem mais esforçada que eu conheço.

Eu admiro demais a lealdade da Hermione para com seus amigos. E admiro, também, o fato de ela ser uma mulher forte, uma bruxa extremamente competente e dona de um coração imenso. Além disso, ninguém pode dizer que Hermione não é uma personagem feminista porque ela o é. Ela está naquele livro para quebrar tudo quanto é tipo de preconceito e desigualdade. Por isso, eu a amo muito e tento, ao máximo, me aproximar da sua forma de ser.

Quer mais um motivo para ser Hermione? Eu dou um: viver no universo de Harry Potter. Sonho com isso desde os meus 10 anos de idade, quando mergulhei nessa história pela primeira vez.

Já li algumas coisas nessa caminhada – e pretendo ler muitas outras – mas  tenho certeza de que Harry Potter é um amor para a vida toda. Os sete livros são os meus livros preferidos.  Harry Potter e  Buffy The Vampire Slayer ocupam, de fato, um lugar muito especial no meu coração.

2) Scarlett O’Hara.

 (a atriz Vivien Leigh como  Scarlett no filme “E o vento levou”)

Personagem do livro E o vento levou, Scarlett é , antes de qualquer coisa, uma sobrevivente.

Complexa, realista e palpável … muito se engana quem pensa que Scarlett é uma heroína, porque ela não é. Chega quase a ser um anti – herói. Porém, com ela, aprendi a sobreviver. Aprendi que, às vezes, é melhor ser prático do que idealista. Aprendi que o mundo é um lugar cheio de frivolidades, etiquetas e convenções sociais que não fazem qualquer sentido, especialmente quando questões de vida e morte estão sendo discutidas.

Com ela, aprendi a ser uma mulher determinada. Pouco importa se vamos ou não chocar uma sociedade conservadora, desde que possamos ser quem somos.

Scarlett foi uma mulher que casou sem amor, que traiu a melhor amiga em prol do homem que achava amar e que atirou primeiro, antes que uma arma lhe fosse apontada. Mas foi também a mulher que plantou e colheu quando a situação da fome, em meio ao pós – guerra e suas consequências, apertou. Foi a mulher que fez de tudo para ajudar a amiga  a dar à luz,  em um parto complicado. Foi a mulher que fortaleceu e deu esperança a sua família e a seus amigos quando tudo parecia estar perdido.

Em suma, Scarlett é uma mulher cheia de determinação e esperança. Ela não sucumbe, mas trabalha duro.

Ela teve erros e acertos. Quanto àqueles, tentou ao máximo se redimir. Mas tudo o que fez foi em prol da sobrevivência. Sem dúvida, é uma personagem memorável e feminista. Marcou muito a mim e trouxe ensinamentos que pretendo levar para o resto da vida.

E o vento levou é um dos melhores livros do mundo. Pode até ser uma leitura trabalhosa, mas vale a pena. Clássico para ser lido e relido, várias e várias vezes.

3)  Suze Simon

(livro 1 de A Mediadora, na edição Australiana)

 

O meu eu adolescente não podia deixar de fora uma personagem da Meg Cabot.  Suzannah, a protagonista da série A Mediadora, foi a responsável pela minha rebeldia na adolescência. De batom vermelho, coturno e jaqueta de couro, ela era tudo o que eu queria ser no auge dos meus 14 anos.

Acredito que a Meg  – grande fã da série Buffy, assim como eu – se inspirou na caçadora de vampiros para criar essa mediadora. Suze é durona e não leva desaforos para a casa. O seu trabalho é guiar os mortos para o pós – vida e, assim, evitar que eles fiquem vagando pela terra na forma de fantasmas.

Eu adoraria viver as aventuras vividas por ela. E adoraria ter um Jesse para chamar de meu.

Em suma, Suze é uma personagem marcante, além de muito querida, para mim. Para variar, ela também tem um quê Girl Power e feminista. Portanto, sim, ela precisava estar nessa lista!

Se eu vivesse no mundo dos filmes, eu seria …

 

1) Vivian Ward.

 

(a atriz Julia Roberts como Vivian no filme “Pretty Woman”)

Vivian é a protagonista do filme Uma linda Mulher. Quando digo que seria ela, não quero dizer que gostaria de trabalhar como uma prostituta. Não, obviamente que não gostaria.

Mas me identifico bastante com o jeito da personagem. Ela é honesta e vê a vida com simplicidade. Ainda que trabalhe como garota de programa, ela sonha com mais. Quer ser, de fato, alguém de quem possa se orgulhar. E admiro muito essa atitude dela.

Assim como Scarlett, vejo Vivian como uma lutadora e uma sobrevivente. É uma mulher forte que fez o que teve que fazer para sobreviver à selva da vida.

Uma linda mulher é um dos meus filmes preferidos. Não me canso de ver, simplesmente.

E o mais legal é que este filme é um conto de fadas às avessas, com um adicional bastante feminista. É Vivian, a pobre e simples garota de programa, que salva Edward, um rico empresário, de uma vida cheia de mesquinhez e infelicidade.

Uma linda mulher é um clássico para ser visto e revisto, muitas e muitas vezes!  Para saber mais sobre o filme, leia a resenha que fiz aqui sobre ele.

2) Kat Stratford

(a atriz Julia Stiles como Kat no filme “10 Things I Hate About You”)

Personagem do filme 10 Coisas Que Eu Odeio Em Você, Kat é uma feminista antissocial e leitora voraz. Cheia de valores niilistas, ela adora discutir com professores  e questionar o patriarcalismo.

O que eu mais gosto em Kat é o fato de ela não mudar o seu jeito de ser por nenhum garoto. Ela é inteligente e militante e não tem qualquer vergonha disso. Ela está confortável na própria pele e é isso o que importa. Quem quiser gostar dela, ótimo. Quem não quiser, sem problemas!

E é por isso que identifico com Kat . Sem contar que eu adoraria ter um Patrick Verona para chamar de meu.

Para quem não sabe, o filme foi baseado no  livro “A Megera Domada”, de Shakespeare. Nunca o li, mas tenho vontade.

“Eu não faço o que as pessoas esperam. Para quê viver do modo que as pessoas esperam, se eu posso viver do meu?”

3) Louise Sawyer.

(a atriz Susan Sarandon como Louise no filme “Thelma and Louise”)

Personagem do filme Thelma & Louise.

Louise é uma mulher corajosa o suficiente para atirar em um cara que estava estuprando a sua melhor amiga. E forte o suficiente para  pensar com clareza quando o mundo está caindo aos pedaços.

Louise me ensinou o que é lealdade, parceria e aventura. E, muito mais do que isso, ela me ensinou o quanto o mundo pode ser cruel com as mulheres – mesmo quando elas são as vítimas –  e o quanto a liberdade é uma sensação ilusória, se você é mulher em um mundo de homens.

Para mim, Thelma & Louise é um filme que todos deveriam assistir. Além de ser um filme muito bem feito, mesclando momentos de reflexão com momentos leves e engraçados, ele tem uma mensagem muito importante. É um dos meus cinco filmes preferidos. Vale muito a pena ver e rever.

Bônus:

Se eu vivesse no mundo dos contos de fadas, eu seria…

1) Belle.

(o clássico The Beauty And The Beast da Disney)

É claro que o meu conto de fadas seria “A Bela e Fera”. Belle é  sonhadora, louca por livros e  ama explorar. E ainda digo mais: ela não é nenhuma donzela em perigo. É ela quem salva a Fera e não o contrário. Portanto, seria impossível eu não me identificar com a personagem.

E, aí meu povo? Deu para me conhecer um pouquinho melhor? hahaha Gostei muito de fazer esse post. Sério. Foi divertido refletir e escrever sobre as personagens com quem me identifico.

E vocês? Com quem se identificam? Pensem aí em casa. É um exercício super interessante, eu garanto. Se quiserem compartilhar suas conclusões, é  só comentar aí abaixo! Vou adorar. 💋 💋 💋

 

Resenha: A Criança Amaldiçoada (J.K Rowling; John Tiffany e Jack Thorne)

Em 22.11.2016   Arquivado em LITERATURA

Sinopse:

Sempre foi difícil ser Harry Potter e não é mais fácil agora que ele é um sobrecarregado funcionário do Ministério da Magia, marido e pai de três crianças em idade escolar. Enquanto Harry lida com um passado que se recusa a ficar para trás, seu filho mais novo, Alvo, deve lutar com o peso de um legado de família que ele nunca quis. À medida que passado e presente se fundem de forma ameaçadora, ambos, pai e filho, aprendem uma incômoda verdade: às vezes as trevas vêm de lugares inesperados.

E hoje a resenha é sobre a oitava história de Harry Potter, chamada de “A Criança Amaldiçoada“.

Confesso que, embora os livros de Harry Potter sejam os meus preferidos, eu não estava muito ansiosa para ler essa oitava história.  Eu estava é com muito medo de que ela pudesse estragar o fechamento perfeito que a J.K  deu para série em “Relíquias da Morte”.  Não é que eu não confie na J.K. Não, muito pelo contrário. Acho a J.K uma das melhores escritoras da atualidade. A verdade, por trás de todo esse medo, é que eu achei arriscada a ideia de continuar a série na forma de peça teatral.  Por isso, acabei adiando essa leitura. Até que, semana passada, não deu mais.

E, vou ser sincera: eu estava certa. Não gostei. Mas vem cá,  porque vou explicar direitinho como tudo isso aconteceu.

Bem, em primeiro lugar, precisamos falar do formato da história. “A criança Amaldiçoada” é a oitava HISTÓRIA de Harry Potter, e NÃO o oitavo LIVRO.  A  J.K  quis escrever uma peça teatral para dar continuidade à série. Portanto, ao ler “A criança amaldiçoada”, não espere encontrar uma narrativa,  cheia de descrições minuciosas, igual aos livros anteriores. Como ela é um roteiro da peça que estreou em Londres, não vai haver capítulos e, sim, atos. A história é contada, quase que completamente, por meio de diálogos entre os personagens.

Em segundo lugar, precisamos falar da autoria do livro. O roteiro da peça não foi unicamente escrito pela J.K.  Tivemos a participação de John Tiffany e Jack Thorne. Isso fez muita diferença na história! Eu, particularmente, acho incomum o estilo de escrita da J.K. E, em muitas partes do livro, eu não consegui identificá-lo. Acho que esse revezamento tirou bastante daquele sentimento gostoso que me fazia virar, de forma frenética, as páginas dos outros volumes da série.

Em terceiro lugar, vamos falar do enredo. A história não foca em Harry, Rony e Hermione, como nos livros anteriores. Nesta história, os protagonistas são Alvo (filho de Harry)  e Escórpio Malfoy  (filho de Draco).

Para quem não se lembra, Harry teve três filhos com Gina: Tiago, o mais velho; Alvo Severus, o do meio; e Lilian, a caçula. Já Draco teve apenas um, o Escórpio.

Alvo e Escórpio são melhores amigos desde os 11 anos, quando se encontraram no trem de Hogwarts pela primeira vez. Apesar de terem nascido em famílias muito diferentes, eles descobrem mais coisas em comum do imaginavam. Ora, ambos possuem relacionamentos difíceis com seus pais. Enquanto Alvo lida com a decepção de todos aqueles que esperam grandes feitos da sua parte  (afinal, ele é o filho de Potter), Escórpio precisa aguentar a gozação dos colegas que afirmam que ele é um bastardo.

 Correm boatos, entre os bruxos, de que o Lorde das Trevas deixou um filho. Sim, isso mesmo! E muitos pensam que esse filho é Escórpio.  Daí o motivo das gozações com o pequeno Malfoy.

 No mundo mágico, 19 anos atrás, uma lei ministerial determinou que todos os vira- tempos fossem destruídos, visto que poderiam ser usados para desmantelar tudo o que a Batalha de Hogwarts havia iniciado: um mundo de paz. Porém, certo dia, Harry e Hermione apreendem um vira – tempo ilícito com um dos antigos comensais da morte, Theodore Nott. E é a partir disso que a  nossa aventura começa.

Alvo, cansado de viver à sombra do pai,  quer demonstrar que Harry não é o herói que todos pensam ser. Ora, ele também já cometeu muitos erros no passado. Por isso mesmo, o garoto convence seu amigo Escórpio a entrar no Ministério e roubar o vira-tempo para que, juntos, eles possam voltar  e consertar um dos maiores erros  do Menino Que Sobreviveu: a morte de Cedrico Diggory. Para impedir que este trágico evento aconteça, eles contam com a ajuda de Delfi, prima de Cedrico. E não é que Alvo está caidinho por ela?!

A Criança Amaldiçoada, portanto, trata de viagens no tempo. E o famoso vira -tempo é crucial para o desenvolvimento da história.

O que eu achei do “livro”:

Não gostei do formato escolhido para esta história. Em minha opinião, os fãs mereciam um livro. Estamos falando de Harry Potter! Uma série legendária com fãs legendários. Merecíamos uma escrita sem buracos, que nos permitisse ficar a par da nova vida de Harry, Rony e Hermione. Merecíamos ter conhecido melhor todos os filhos de nossos eternos personagens.

A Criança Amaldiçoada traz apenas vislumbres dessa nova vida.  Tudo acontece rápido demais e muito pouco é desnudado.

A peça está sendo muito bem elogiada no exterior. Mas acredito que ver ao vivo é diferente de ler apenas diálogos. Enfim, não consegui sentir muita emoção ao ler. E isso, para uma grande fã de Harry Potter, é muito triste.

Infelizmente, também tenho que criticar o enredo. Eu o achei muito fraco. Mexer com “viagem no tempo” é algo difícil de fazer sem deixar vestígios e falhas na história.  A maior surpresa – o grande clímax – da trama (surpresa esta que não posso dizer, sob pena de dar spoiler) é um fiasco, na minha opinião. Não fez muito sentido, apenas.

Os únicos elogios que dou a este “livro” se referem a cenas específicas. Como estamos falando de viagens no tempo,  nos deparamos, em alguns momentos, com personagens que ainda não morreram. Fiquei feliz em voltar a ver um personagem em especial: o Snape.  E isso é só o que eu posso dizer, porque não quero fazer maiores revelações.

Em suma, achei “A Criança Amaldiçoada” uma história insossa. Não teve, nem de longe, a mesma consistência que os outros livros de Harry Potter.  Peço desculpas à J.K, porque, infelizmente, me decepcionei. Sei que esta história, em particular, não é apenas dela. Houve a participação de John Tiffany e Jack Thorne. Mas acho que ela, como criadora deste universo, deveria ter sabido melhor. Nem todos os fãs podem ver a peça em Londres. Nós temos que nos contentar com o roteiro. E este foi insuficiente.

Por muito tempo, a J.K disse que não escreveria outro volume para série. Acho que ela deveria ter permanecido com esta decisão. Tanto o formato, quanto a trama, deixaram à desejar. Eu preferia que esta história jamais tivesse existido. Para mim, Harry Potter são apenas os 7 volumes da série (e outros mini livros extras, como, por ex., o “Contos de Beedle, o bardo”).  Essa oitava história é algo diferente, algo que  não pertence à HP.

Desculpem- me por todo esse desabafo, mas, como fã da série, fiquei muito chateada.

Quero deixar claro que está é a minha opinião pessoal. Aos fãs que gostaram da história: saibam que respeito totalmente o modo de pensar de vocês. Em verdade, eu também adoraria ter gostado deste “livro”.  Só que, infelizmente, isso não aconteceu 🙁

Nota 2/6 – Ruim

Nome do Livro: Harry Potter e a Criança Amaldiçoada

Autores: J.K Rowling, John Tiffany e Jack Thorne

Editora: Rocco

Páginas: 341

E essa foi a resenha de hoje. Vocês já leram “A criança Amaldiçoada”? Gostaram ou não? Conta tudo 💋

 

 

Página 9 de 12«1 ...56789101112Próximo