Categoria "PESSOAL"

Reminiscências – texto

Em 01.02.2017   Arquivado em PESSOAL

(a foto é antiga – e até foi tirada do meu celular – mas tem tudo a ver com o texto de hoje)

 

O texto de hoje foi escrito quando eu tinha 14 anos (quase 15). Ele fala, essencialmente, de renovação.  A mensagem que ele nos passa é esta: Não tema as mudanças. Mudar é natural e nos faz muito bem.

 

 

Aproveite o verão, pois as estações vêm e vão.

 

Não acredito que já é quase março. Adeus, verão. O outono vem vindo.

Ás vezes, me deparo exatamente com essa dificuldade: aceitar que tudo o que começa, um dia, termina. Algo nato, mas incompreensível para muita gente … gente como eu.

Esses dias, no entanto, eu tenho percebido uma mudança dentro de mim: a quebra do meu tabu. Sempre estive acostumada a ser cheia de manias e neuras e, também, a deixar o que eu amo partir, sem qualquer luta. Mas, neste ano, eu decidi que vai ser diferente. Na virada, eu não fiz as tradicionais promessas de ano novo. Eu apenas pensei comigo mesma: preciso ser prática. Minhas atitudes vão mudar. Só depende de mim.

Durante as férias de verão, eu amadureci bastante. Convivi mais comigo mesma. Deixei a rotina de lado e superei um dia de cada vez. E, hoje, eu posso afirmar: as coisas estão mesmo diferentes. Um alguém já não está mais aqui. Além disso, eu conheci novos amigos e fiz algo que nunca pensei que fosse conseguir fazer: dançar.  Sempre fui uma péssima dançarina, mas, para ser sincera, nunca tinha me aventurado a tentar ser uma. Semana que vem tenho, novamente, aula de salsa. Eu estou me arriscando. Estou enxergando novos horizontes e, o mais importante, eu estou sendo mais feliz do que o costume.

Hoje, eu pensei em tantas coisas. Olhei pro passado. Tentei descobrir o futuro. E percebi que, nesse exato momento, é só o meu presente que importa. Preciso viver e realizar, aos poucos, os meus sonhos: música e literatura, aqui vou eu!

Este ano, eu quero que tudo valha a pena. Ora, de nada adianta não se arriscar, de nada adianta não vencer com vontade, de nada adianta fingir não querer o que se quer. De nada adianta titubear. Se temos mesmo que nos decidir, que nos decidamos! Sem medo. Sem hesitar. Sem ser infeliz.  Receios infundados causam o pior dos males existentes: o advérbio condicional “se”. E se você tivesse feito? E se você fosse feliz? E se nada fosse como você pensou? E se desse errado? Mas e se desse certo? E se ? E se? E se?

Tenho certeza absoluta do que eu quero. Eu quero tentar ser feliz, sem arrependimentos. Eu quero ser a metamorfose de todo dia. Eu quero ser sincera – e quero que você também possa ser sincero. Ora, se todos fôssemos sinceros e verdadeiros, existiriam mágoas menores no mundo.

Quero o novo todo dia. Quero, todo dia, um dia novo.

Hoje, eu me revolucionei. Mas e você?

 

Reminiscências – texto

Em 31.01.2017   Arquivado em PESSOAL

 

O texto de hoje foi escrito quando eu tinha 14 anos. Ele fala sobre a rotina e sobre o oposto desta, o imprevisível.

Espero que vocês gostem.

A Hipérbole e a Metáfora do Dia a Dia

”Se o sonho acabou, vá em outra padaria”

Romper a rotina de cada dia.  Rir setecentas mil vezes, gritar feito um louco e fazer tudo diferente, minuto por minuto. O céu é o limite.
Quero a surpresa no meu “diariamente” – surpresa que talvez não queira mais na semana que vem.

Quero o constante e o inconstante. Tudo aquilo que deixa sabor de “quero mais”.

É importante saber a hora de aumentar ou de diminuir; só não se pode permanecer inerte. Ninguém gosta do corriqueiro. Porque tudo que é corriqueiro é ordinário. E tudo que é o ordinário é monótono. E o monótono cansa.  E o que cansa é a rotina.

Quando a surpresa é de sobra, o  habitual faz falta. É engraçado, mas tendemos a  achar que tudo o que teve fim foi muito melhor do que deveras foi.  Assim ocorre a desvalorização do presente e a super romantização do passado,   como já  diria o sábio Carlos Drummond De Andrade.

Não sou feita de rotinas. Afinal, o que é a vida senão uma aventura da qual faz parte o mistério de não saber o que vai acontecer pela manhã?

10 coisas que eu descobri com De Repente 30

Em 23.01.2017   Arquivado em CINEMA, LISTINHAS, PESSOAL

Sabe aquele filme que marca sua adolescência? Pois é. É assim que eu me sinto com De Repente 30.

Ontem, depois de rever este clássico da sessão da tarde, eu me senti nostálgica. E passei a refletir sobre as descobertas que fiz com ele quando tinha apenas 13 anos – a mesma idade de Jena, a protagonista.

Da reflexão, surgiu esse post.

 

Com “De repente 30” eu descobri que…

 

1) A popularidade não tem nenhum valor se ela acontecer em detrimento de você e da sua dignidade.

2)  Ser “popular” não significa ser “amado”.  Na maior parte das vezes, apenas significa viver de aparências e ser solitário.

3) Não vale você se esquecer de quem é para ser querido pelas pessoas.  Verdadeiros amigos nos amam por aquilo que somos.

4) Não mude para agradar os outros. Apenas mude por você. Quando e como você quiser. Se você não está satisfeito com quem você se tornou, você pode mudar … se isso o fizer feliz.

5) Revistas costumam falar sobre coisas que não têm importância. Como a vida dos famosos e outras frivolidades. Ás vezes, elas se esquecem de contar a história que verdadeiramente nos interessa. Elas se esquecem de olhar  o mundo que está logo ali, ao lado.

Quão incrível seria se algumas revistas se permitissem descobrir  o que aconteceu no baile da escola, naquela última noite. Ou como o time daquele bairro está ganhando o campeonato da cidade.

6) Os anos 80 salvam qualquer festa.  É só colocar um música como Thriller e pronto!

7) Acredite nas suas ideias e nos seus projetos. Se você não o fizer, ninguém fará por você.

8) Podemos ser adultos e ter uma vida de grandes responsabilidades, mas precisamos nos permitir voltar a ser crianças  e adolescentes de vez em quando.

Nunca é tarde demais para pedir colo de mãe.

Nunca é tarde demais para fantasiar e fofocar (como uma adolescente) sobre um primeiro encontro.

9) Se você está se sentindo triste, se a sua carreira está desmoronando, se você levou um pé na bunda … você deve ouvir e cantar (como se não existisse amanhã) a música Vienna, do Billy Joel.

OBS: Vale destacar que foi com “De Repente 30” que descobri A MÚSICA da minha vida. A música que me fez levantar em manhãs cinzentas. A música que nunca me deixou desistir. A música que fez com que eu me lembrasse do quanto eu era especial, ainda que muitos tentassem me dizer o contrário.

Essa música se chama Vienna. E foi escrita pelo Billy Joel. Aliás, o Joel  é um cantor e compositor fantástico! Apenas amo até dizer chega.

10) Não queira crescer antes do tempo.  A chance de você perder momentos valiosos e fazer escolhas erradas é 9 em 10.

Infelizmente, ainda não criaram um pó mágico que nos faça voltar no tempo e consertar todos os nossos erros. Então, o meu conselho é: não precise de um.

Em suma, para finalizar essa listinha, existem apenas mais algumas considerações a fazer:

Viva cada tempo no seu tempo.

Seja criança, enquanto você ainda puder ser uma.

Seja adolescente, mesmo que seja difícil.

A Bruna adolescente pensava que qualquer rejeição era o fim do mundo. Mas o mais engraçado é que, na manhã seguinte, quando ela acordava, o mundo ainda estava ali. Intacto.

Seja você. Ainda que isso signifique ser impopular. As pessoas que verdadeiramente se importam vão amá-lo por aquilo que você é.

Só mude se for para agradar a si mesmo.

E viva. Viver pode ser doloroso. Mas também pode ser lindo.

Só não deixe que viver se torne indiferente.💋

 

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