Look do dia: we can do it!

Em 31.07.2017   Arquivado em MODA

E o look de hoje tem aquela vibe retro que eu, particularmente, adoro. Vocês sabem!

Nesse dia, eu estava passeando com alguns amigos em Monte Verde, MG.

O meu tênis branco sujo (que eu ainda não consegui deixar branco de novo,  diga -se de passagem) e as manchas de terra na minha calça se devem à trilha que nós decidimos fazer por lá. A PÉ.

Confesso que quase morri nessa trilha, porque foram mais de duas horas andando. O caminho era poeirento e terroso.  E nós não estávamos preparados para isso! haha

Achávamos que ia ser uma voltinha de, no máximo, 30 min. Nos surpreendemos. E, juro, gastei toda minha quota de palavrões depois da primeira hora andando hahaha. Até fiquei com pena dos meus amigos porque eles tiveram que aguentar essa reclamona aqui! Mas, tudo bem … faz parte. Pelo menos, é mais uma história maluca e divertida para contar. E eu tenho muitas!

Um dos pontos altos da viagem: para todo lugar que eu andava, eu encontrava um punhado de margaridas brancas. As minhas flores preferidas no mundo. Lógico que não resisti e tive que trazê-las para frente da câmera.

No mais, eu espero que você gostem das fotos e do look, mesmo  sujinho hahaha

 

 

Essa é uma pousada que fica no centro (minúsculo) de Monte Verde.  Adoro esse estilo de construção e, por isso, resolvi fotografar também.

 

Preciso agradecer aos meus amigos, porque – sinceramente – foi uma viagem incrível. Mesmo com os imprevistos, eu amei! Tenho os melhores amigos do mundo, de verdade. Juntos, nós somos mais!

E é isso aí! <3

Resenha: Os Videntes (Libba Bray)

Em 25.07.2017   Arquivado em LITERATURA

Sinopse:

Evie O’Neil foi exilada de sua entediante e pacata cidade natal e enviada para as agitadas ruas da cidade de Nova York – e ela está maravilhada! Nova York é a cidade do contrabando, das compras e dos monumentais cinemas! Logo Evie está convivendo com as glamorosas garotas Ziegfeld e com afamados batedores de carteira. O único problema é que Evie tem que morar com seu tio Will, curador do Museu Norte-americano de Folclore, Superstição e Ocultismo, também conhecido como Museu dos Insetos Rastejantes. Quando uma série de assassinatos ligados ao ocultismo começam a acontecer, Evie e seu tio se veem em meio a uma investigação policial. E, além de tudo, Evie tem um segredo: um misterioso poder que pode ajudar a capturar o assassino – isso se ele não a pegar primeiro…

 

Evie é uma garota do interior animada e cheia de sonhos. Dona de uma personalidade forte, ela tem atitude e sabe o que quer.

Quando Evie arranja alguns problemas infames na sua cidade natal, a sua mãe resolve manda-la para Nova York, pretendo que a garota more com o estudioso  e sério tio Will e, assim, crie algum juízo. Embora os pais pensem estar castigando a filha, eles, na verdade, estão fazendo exatamente o que ela quer.

A Nova York dos loucos anos 20 é uma cidade agitada e miscigenada: abriga gente de todos os lugares do mundo, possui cabarés esfumaçados e os shows do famoso Ziegfeld. Evie está amando e nem mesmo a seriedade de seu tio Will parece ser páreo para a sua animação.

É nesse diversificado cenário em que a nossa história se passa. Nem tudo são flores em Nova York. Assassinatos brutais também acontecem por lá.

Quando uma série de mortes misteriosas  começa a ocorrer sucessivamente, o tio Will é convocado pela polícia para prestar informações. Como curador do museu de folclore e ocultismo, ele parece ser a única pessoa que consegue compreender a lógica dos assassinatos, haja vista que estes envolvem símbolos ocultistas  e religiosos.

Evie fica horrorizada e, também, instigada com os acontecimentos criminosos. Depois de um pequeno incidente em uma cena de crime, ela percebe que pode ajudar a descobrir a identidade do assassino.

Evie, ainda na adolescência, percebeu que tinha um estranho poder. Se tocar em objetos pessoais, ela consegue descobrir informações acerca do dono do objeto. Consegue ver o passado destes. Ela é uma vidente. E é capaz, com toda a certeza, de capturar o  autor das mortes abomináveis que assolaram Nova York. Ela pode ser a heroína da nossa história.

O que eu achei do livro:

Em primeiro lugar, cabe dizer que ADOREI o fato de este livro ser ambientado nos loucos anos 20. É perceptível que a autora, Libba Bray, fez uma extensa pesquisa sobre essa época para escrever sua história. E ela merece elogios por isso! Em muitos momentos, eu me senti como se estivesse, de fato, na NY de 1920. E isso é, simplesmente, incrível.

Em segundo lugar, cabe falar da personalidade da protagonista, Evie O’ Neil: ela é uma personagem profunda e crível. Você não vai gostar dela todo o tempo. Ela pode ser divertida, mas também inconsequente. E é isso que a faz tão verossímil. De uma forma ou de outra, eu a vi como uma mulher forte e intrépida, ainda que imatura. Acabei por me afeiçoar a ela.

Os outros personagens também são bastante interessantes. Will, Jerícó, Sam, Memphis, Theta e o nosso próprio antagonista (o vilão e assassino) …. todos eles são personagens  verossímeis e bem construídos. E, na minha opinião, é isto o que diferencia uma leitura proveitosa de uma leitura ruim.

No decorrer do livro, nós ficaremos a par de outros videntes além de Evie. Cada um deles possui um dom e uma história de vida diferente.

A história de Os Videntes, na verdade, comporta uma trilogia.  Em razão disto, existe uma trama secundária que envolve esse primeiro livro e o conecta aos demais. É uma pena que no Brasil, por enquanto, apenas o primeiro volume tenha sido traduzido e publicado. Infelizmente,  não existe prazo para a publicação dos demais. E, sim, isso me deixa muito triste, pois não vejo a hora de lê-los.

A única coisa que não me surpreendeu tanto foi, justamente, a identidade e os motivos do assassino. Não achei tão épico e, nem mesmo, tão crível. Porém, acho que isso será melhor desenvolvido no outros dois livros.  Espero.

Apesar disso, eu sinceramente adorei esta leitura. Eu me apeguei à história e aos personagens.

Assim sendo, eu posso dizer com toda a propriedade do mundo: necessito dos outros volumes. Preciso conhecer mais sobre Evie e os outros personagens maravilhosos que povoam essa história.

Nota: 5/6

Nome do livro: Os Videntes;

Autora: Libba Bray;

Editora: ID Editora;

Páginas: 600.

 

Resenha: As Horas Distantes (Kate Morton)

Em 07.07.2017   Arquivado em LITERATURA

 

Sinopse:

Uma carta entregue com 50 anos de atraso é o ponto de partida de As horas distantes, novo romance da australiana Kate Morton, autora de A casa das lembranças perdidas e O jardim secreto de Eliza. Intrigada com a reação da mãe ao receber a carta, assinada por uma certa Juniper Blythe, Edie Burchill passa a procurar respostas para os enigmas que envolveram a juventude de Meredith Baker. Intercalando as incursões de Edie ao passado da mãe, uma jornada que a leva à Segunda Guerra, e relatos sobre as excêntricas irmãs Blythe, a autora engendra uma trama repleta de segredos que conduz a um final surpreendente.

 

Sobre a história:

Edie Burchill  trabalha com editorial. Ela é uma espécie de arqueóloga da literatura. Ama o universo dos livros e ama descobrir o que está por trás deles, isto é, como uma história conseguiu chegar ao seu maior receptor: quem a escreve.

Edie e sua mãe, Meredith, vivem nas superficialidades da boa convivência. Existe uma confortável distância emocional entre ambas. E Edie nunca conseguiu compreender muito bem o porquê disso.

Quando a sua mãe é surpreendida, em um almoço de domingo, por uma carta extraviada de 50 anos atrás (enviada durante o período da segunda guerra mundial por uma tal de Juniper Blythe), Edie começa a suspeitar que talvez a mãe esconda um segredo.

Meredith (a mãe de Edie) tinha apenas 13 anos quando, no estouro da segunda guerra, foi evacuada de Londres e transportada para o campo. Lá, ela é acolhida pela excêntrica família Blythe e passa a viver no castelo de Milderhurst.

A família Blythe é formada por três irmãs e pelo pai destas, o renomado escritor Raymond Blythe (autor do livro fictício  “A Verdadeira História do Homem de Lama“). Juniper é a filha mais nova, enquanto Percy e Saffy (as gêmeas) são as irmãs mais velhas.

Quando Edie, intrigada, pesquisa sobre o conteúdo da carta recebida pela mãe, ela descobre mais sobre o passado desta. O período mais misterioso da vida de  Meredith  é justamente aquele em que ela viveu entre os Blythe, em Milderhurst. E é por isso mesmo que Edie, cinquenta anos mais tarde, é atraída para o castelo e para as (agora) idosas irmãs Blythe. Estas nunca se casaram e, tampouco, deixaram Milderhurst. Continuam no castelo… juntas e envelhecendo.

Embora Edie só estivesse buscando respostas para o passado mãe, ela vai se deparar com um mistério muito mais premente. As pedras de Milderhurst têm história. Os segredos de cada habitante estão lá, entranhados no castelo … apenas aguardando para que, um dia, alguém os revele.

 

 

O que eu achei do livro:

Kate Morton constrói várias tramas paralelas. Estas, determinado momento, se encontram e, juntas, formam uma história. Um todo lógico e coeso.

Normalmente, a primeira trama se encontra no presente, enquanto que a segunda se encontra no passado.

Não dá para negar que suas obras possuem uma alta dose de dramaticidade. São riquíssimas. Muito bem escritas, com figuras de linguagem inteligentes e de uma coesão e desenvolvimento impecáveis. O tipo de discurso narrativo que a autora usa – discurso indireto livre – deixa a leitura ainda mais prazerosa e instigante.

Kate demonstra em seus livros a força do “fatalismo”. Os erros que cometemos no passado irão, uma hora ou outra, cobrar o seu preço. Nem sempre será justo. Ás vezes, um erro  irá perdurar por gerações, espalhando seus infortúnios e enganos. É como se existisse um efeito dominó: ações dos pais atingem os filhos e, então, os netos e, assim, sucessivamente.

As suas histórias não são completamente felizes ou esperançosas. Na verdade, são trágicas (no melhor estilo “O Morro Dos Ventos Uivantes”). Mas são surpreendentes. Brilhantes. Geniais.

As Horas Distantes foi um livro que me deixou embasbacada. Em algum momento próximo do final, eu já conseguia imaginar O QUE tinha acontecido. Mas, então, nas últimas páginas Kate começa a descrever COMO aconteceu. E, gente, que reviravolta incrível. Não consegui encontrar pontas soltas. De verdade. Fiquei de queixo caído.

Eu amei tudo em As Horas Distantes. O clima sombrio, o suspense e os personagens. Gostei muito de Edie e adorei conhecer de perto a personalidade das irmãs Blythe. Há de se convir que estas são personagens profundas e maravilhosamente bem construídas.

Desde o prólogo do livro, quando a escritora transcreve um trecho de A Verdadeira História do Homem de Lama (livro fictício, escrito pelo personagem Raymond Blythe –  o pai das irmãs Blythe), eu já tive a sensação de que estava diante de uma história muito boa. E, algumas páginas mais tarde, essa sensação foi confirmada: eu estava diante de uma obra estrondosa.

Não existem elogios suficientes para esse livro de Morton. Eu realmente amei! Tudo o que a autora escreve é brilhante, mas este livro conseguiu superar todas as expectativas. Portanto, a minha nota para ele é 6/6 (OBRA – PRIMA!).

VALE A PENA LER. MUITAS VEZES.

Nome do livro: As Horas Distantes;

Autora: Kate Morton;

Editora: Rocco;

Páginas: 639.

 

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