Volta às aulas: um convite para assistir ao clássico “The Breakfast Club”

Em 29.07.2016   Arquivado em CINEMA

 

Muita gente fica animado quando as aulas recomeçam. Eu, por outro lado, detesto! Não é que não goste de estudar nem nada do tipo… eu só não gosto muito de rotina. Ou de ter um tempo racionado para fazer as coisas que amo.

E é bem verdade que o colégio e faculdade possuem uma “filosofia” própria e  todos nós temos devemos nos adaptar a ela. Nem sempre é fácil a adaptação. O período de colégio e da faculdade podem ser duros e árduos. Em ambos, nós temos que lidar com colegas sem criatividade, com professores intransigentes (que acham que sabem tudo) e com testes inúteis. A única diferença é que, na faculdade, estamos mais maduros e tudo tem uma dose extra de formalidade.

Entretanto, apesar de todas essas dificuldade, o período acadêmico pode proporcionar momentos incríveis também. Em muitos casos, é na escola/ faculdade que nós vamos encontrar os nossos melhores e mais leais amigos. Podemos viver, nesse período, muitas aventuras. Podemos encontrar  alguns poucos professores que se tornarão, para nós, amigos e mentores. Podemos aprender  e descobrir muito sobre nós mesmos, nossa personalidade (e nossos ideais) participando das aulas, ouvindo as palestras, estudando o material, convivendo com os outros alunos e enfrentando os desafios que nos são impostos. Portanto, muito embora o período acadêmico  tenha lá suas contradições, ele pode ser, por vezes, extremamente precioso. Uma joia em nossa vida.

Por isso,  convido vocês a assistirem ao clássico “The Breakfast Club” (ou “Clube dos cinco”, como é conhecido no Brasil). É um filme que pode nos inspirar, com toda a certeza, nessa volta às aulas.

 

Cinco adolescentes que nunca se falaram na vida, porque pertencem a panelinhas diferentes, são obrigados a cumprir uma detenção no sábado de manhã.  Como castigo, eles devem fazer uma redação sobre o que fizeram de errado, bem como sobre o que eles pensam acerca de si mesmos.

Na detenção, eles se conhecem melhor e, juntos, questionam diversos valores que costumam ser impostos na época do ensino médio. Eles se perguntam: Quem seremos na vida?  O tempo todo, somos rotulados, generalizados e padronizados pela instituição escolar e  pela familiar. Mas será que podemos ser mais do que os rótulos determinam? Será que existe a opção da escolha?

Necessariamente, o “Clube dos cinco” é um filme de desconstrução. É um filme que demonstra a juventude se rebelando contra tudo o que é imposto e ditado pelas instituições de controle (a família e a escola, por exemplo). O filme quer nos passar a seguinte mensagem: “Sabe de uma coisa? Você não precisa ser quem eles querem que você seja”.  Você não precisa ser a patricinha; ou o caso perdido; ou o criminoso; ou o atleta; ou o nerd.   É você quem escolhe a sua própria identidade.

       (a desconstrução dos rótulos)

 

A questão é que ninguém é perfeito. E ninguém pode ser descrito ou caracterizado de uma forma tão simplista. Por isso, não faz sentido rotular ou padronizar. Temos diversas características conflitantes dentro de nós. Temos um pouco de loucura e normalidade. Temos bondade e maldade. Existem momentos em que devemos ser sérios e existem momentos em que podemos ser pueris.

 

 

 

A verdade é que crescer é uma tarefa difícil. Todos nós precisamos buscar o nosso lugar. O ensino médio e a faculdade podem ser períodos árduos. Mas fazem parte das fases da nossa vida. Mais importante do que chegar ao topo de uma montanha, é escalá-la. É justamente na escalada que as melhores pessoas e os melhores momentos nos acontecem.  Junto de uma boa companhia, viver, “escalar” – passar pelas “fases”- se torna suportável, agradável e até mesmo feliz….

Assim como foi no sábado de detenção de nossos personagens: ele tinha tudo para ser chato e humilhante. Porém, todos eles, juntos, fizeram daquela manhã uma das aventuras mais importantes de suas vidas.

 

Sobre a cara que eles escrevem ao diretor:

“Sábado, 24 mar 1984. Shermer High School, Shermer, Illinois.
Caro Sr. Vernon, aceitamos o fato de que nós tivemos que sacrificar um sábado inteiro na detenção pelo que fizemos de errado … e o que fizemos foi errado, mas acho que você está louco por nos fazer escrever este texto dizendo-lhe o que pensamos de nós mesmos. Que importa? Você nos enxerga como você deseja nos enxergar … Em termos mais simples e com definições mais convenientes. Você nos enxerga como um cérebro, um atleta, um caso perdido, uma princesa e um criminoso. Correto? Essa é a maneira que nós nos víamos, às sete horas desta manhã. Passamos por uma lavagem cerebral.
Brian Johnson

Resenha: Lembrança (série A mediadora – Meg Cabot)

Em 18.07.2016   Arquivado em LITERATURA

E eu, finalmente, pude ler o novo e sétimo livro da série A mediadora, chamado “Lembrança”. Já vou antecipar que eu, fora um detalhe aqui e outro ali, gostei  bastante do livro. Além disso, eu espero que a Meg Cabot escreva mais histórias para a série!

Neste livro, a personagem principal, Suzannah Simon,  tem 24 anos e é uma recém-formada. Ela está fazendo estágio na academia da Missão, porque deseja trabalhar como conselheira estudantil (isso é muito comum nos EUA; no Brasil, nem tanto). Para ela, a função de  conselheira é a que  mais combina com a de Mediadora. Em ambos os casos, ela estará ajudando pessoas a resolverem seus problemas e seguirem em frente.

Suze também está noiva de Jesse. Este conseguiu se formar em medicina e está fazendo residência. Os dois planejam se casar assim que Jesse conseguir uma bolsa-auxílio para que possa abrir seu próprio consultório de pediatria.

A vida de Suze, portanto, vai bem. E o seu relacionamento com o ex-fantasma também está ótimo, a não ser por um único detalhe: a relação entre ambos é mais casta do que Suze gostaria. Jesse se recusa a fazer sexo com ela até que ambos se casem.  E é claro que Suze, feminista e não muito religiosa, não está aceitando isso muito bem.

O primeiro dilema de Suze, no livro, começa quando Paul Slater (um “mais inimigo do que amigo” do passado) manda um e-mail para ela, chantageando-a.  Paul está mais rico do que nunca, pois agora é chefe das empresas Slater. No e-mail, ele comunica a Suze que comprou o antigo casarão dela (aquele em que ela conheceu Jesse!) e que pretende demolir o prédio para construir várias casas familiares de tamanho moderado.

O único problema é que existe uma antiga maldição que pode transformar Jesse em um demônio, caso a casa, seu antigo local de descanso, seja demolida. A maldição determina que se um morto reviver, ele se transformará em demônio e matará todos os seus entes queridos, quando o  antigo local de descanso de sua alma for destruído.

Por isso, em razão dessa maldição, Paul faz uma proposta bastante indecente a Suze: se ela for para cama com ele, a casa não será demolida. Paul pede a Suze a chance de fazer com que ela goste dele.

Suzannah não deseja atender ao pedido de Paul, mas também não sabe como conversar com Jesse sobre a existência de tal maldição. Afinal, para isso ela teria que contar a ele sobre a proposta de Paul (e também sobre algo que este fez no baile de formatura do ensino médio). Com medo de que Jesse tenha atitudes extremamente ciumentas / violentas contra Paul, ela se omite (típico da Suzannah).

Como se não bastasse isso, Suzannah tem que lidar com o fantasma, extremamente forte, de uma garota de 6 anos que pode ter sido, possivelmente, assassinada (o segundo dilema da história). Nesse livro, nós percebemos que Meg tenta dar um “tom” mais adulto à série de livros, haja vista que os motivos para a morte da menina são “pesados”.

Em “Lembranças”,  nós também reencontramos  todos os personagens dos livros anteriores. Ficamos sabendo “a quantas” anda a vida de cada um. Essas partes, para mim, foram as mais divertidas e interessantes.

Sem dúvida, a Suzannah está mais madura nesse livro, como era de se esperar, já que ela, agora, tem 24 anos. Porém, a essência da personagem continua a mesma… ela ainda é uma garota durona que não leva “desaforos” para casa.

Por mais incrível que pareça, eu passei a gostar um pouco mais do Paul nesse livro. Se vocês já leram a resenha que eu fiz aqui sobre os seis livros anteriores da série, sabem que o meu relacionamento com o Paul nunca foi estável (tinha momentos em que eu gostava dele e momentos em que o detestava). Mas, nesse livro, não sei o porquê, passei a gostar mais dele. Talvez seja porque eu conheci mais sobre ele e as suas fraquezas ou porque o “brilho” do Jesse se apagou um pouquinho.

Bem, houve alguns detalhes que eu não gostei muito na história. Achei algumas atitudes do Jesse bastante despropositadas e machistas. Por outro lado, acho que a parte da “mitologia” acerca da mediação poderia  ter sido melhor explorada para ter mais credibilidade.

Mas, no geral, eu gostei do livro. É bem perceptível que a Meg, ao final da história, deixou um gancho para outros possíveis livros. Até agora, não ouvi nada a respeito de ela planejar escrever mais livros. Mas, eu espero que ela escreva. Adoraria que ela escrevesse algo focando um pouco mais em Paul, seu irmão Jack e seu falecido avó (todos os três mediadores). Seria muito interessante.

De qualquer forma, como não há nada confirmado quanto a outros livros, eu me despedi de “Lembranças com um pouco de tristeza. Foi bom rever Suzannah, seus meio – irmãos, Jesse, o padre Dominic, Gina, Cece, Adam…  e, até mesmo, Paul. E foi bom, também, conhecer os novos personagens, como as sobrinhas trigêmeas da Suze.  Espero poder rever a todos, ao menos, mais uma vez!

Gostaria de lembrá-los de que a série “A mediadora” é uma série direcionada ao entretenimento. Não existem questões muito profundas. Mas, por outro lado, as histórias são, sem dúvida, interessantes e divertidas. A narrativa de Meg Cabot é inovadora e viciante !!!!

Nota: 4/6 – Bom

 E, aí? Gostaram da resenha? Conta tudo 📖 💋

Vício em séries de TV: por que assistir à Gilmore Girls ?

Em 12.07.2016   Arquivado em CINEMA

Eu não sei bem o motivo, mas eu tendo a gostar muito de séries mais antigas, do final do anos 90 ou início dos anos 2000. Afinal de contas, não tem como não amar a abertura dessas séries que sempre, sempre!, começam com uma música-tema super animada.

Não é à toa que a minha série preferida, a mais amada entre todas, é “Buffy The Vampire Slayer”. Esta série começou a passar na TV em 1997, ou seja, ela é meio antiguinha – e, sem dúvida, um clássico das séries de TV.

E com Gilmore Girls, série que se iniciou nos anos 2000, não foi diferente. Eu amo essa série e eu devo admitir que, nessas férias, o que eu mais tenho feito é assisti-la. Um episódio atrás do outro.

Na verdade, a minha história com essa série é meio engraçada. Eu lembro que, quando eu era mais nova, eu e minha mãe sempre víamos os episódios juntas. A minha mãe adorava a série porque, segundo o que ela me dizia, tinha tudo a ver com ela. A minha mãe, assim como a Lorelai, ficou grávida muito jovem. Além disso, eu e ela tínhamos uma relação mãe-filha bem parecida com a relação que a Lorelai e a Rory possuem.

Por isso, para mim, foi muito especial quando Gilmore Girls entrou para o catálogo da Netflix. Era  a oportunidade perfeita para ver certinho, de forma cronológica, a série.

Gilmore Girls é uma série que se passa na cidade fictícia de Stars Hollow (conforme vocês forem assistindo à serie, perceberão que a própria cidade é um personagem). Stars Hollow é uma cidadezinha do interior, perto de Hartford, cheia de bizarrices e com diversos eventos tradicionais e festas temáticas estranhas (que frequentemente servem de palco para os acontecimentos da série).

Como personagens principais, nós temos Lorelai Gilmore e Rory Gilmore.

Lorelai nasceu em um berço de ouro. Rebelde, ela nunca aceitou as exigências sociais e frivolidades da alta classe social da qual participava. Com uma personalidade completamente diferente da de sua mãe Emily, Lorelai jamais se sentiu próxima a ela; jamais a considerou como sua amiga. Também não combinava muito com Richard, o seu pai. A primeira coisa que ela queria fazer, assim que se tornasse maior de idade, era se afastar de sua família.

Aos 16 anos, entretanto, a rica Lorelai engravida. Percebendo que os pais têm a intenção de controlar e planejar ainda mais sua vida, sem consultá-la, ela decide fugir com a criança. Arranja um emprego, passa a pagar suas próprias contas e cria sua filha, Rory, sozinha.

Rory, por outro lado, é uma garota humilde, tímida e muito inteligente. Está sempre com a cara enfiada em algum livro. Sonha em viajar o mundo todo e em ir para Harvard, de forma que possa se formar em jornalismo e se tornar uma nova  Christiane Amanpour.  Para ela, a sua mãe é sua heroína. Ela e Lorelai – diferente da relação que esta tinha com Emily- são, além de mãe e filha, melhores amigas.

No episódio piloto da série, descobrimos que Rory conseguiu uma vaga na respeitável e prestigiada escola Chilton. Esta, entretanto, é uma escola muito cara.  Sem meios aos quais recorrer, Lorelai decide pedir um empréstimo aos pais. Estes aceitam emprestar o dinheiro sob uma condição: todas as sextas feiras, Lorelai e Rory devem  jantar com eles, em uma tentativa de reaproximar a família.  Dessa forma, a criadora da série, Amy Sherman Paladino, conseguiu incluir na trama os avós de Rory (e pais de Lorelai), Richard e Emily Gilmore.

A ideia da série é extremamente simples, como vocês podem ver. Ela gira em torno de uma família que se ama, mas que possui diversas dificuldades de comunicação e aproximação. Essa simples ideia, nas mãos de qualquer um, poderia se transformar em algo chato e monótono, porém nas mãos de Paladino, transborda originalidade e criatividade.

Alguns detalhes que fazem “Gilmore Girls” ser uma série única, inteligente e divertida:

  1. O texto: é rápido e sagaz. Possui tiradas incríveis e inteligentes. Além disso, é cheio de referências sobre cultura pop, literatura, música e política. Os próprios atores da série, ao lerem o longo script, pensavam ser impossível falar tudo aquilo em apenas 40 minutos de série. Daí a importância de o diálogo ser bastante dinâmico.
  2. Stars Hollow: essa cidade fictícia é, com certeza, um dos personagens mais importantes da série. Stars Hollow é uma cidade pequena e única. Todos os moradores se conhecem. Existem diversos eventos bizarros e tradicionais que servem como palco para os acontecimentos da série. Sem a menor dúvida, uma das razões que fazem Gilmore Girls ser uma série tão criativa e imponente é o fato de existir uma interação incrível entre o ambiente-cenário de Stars Hollow e seus habitantes-personagens.
  3.  Personagens secundários:  Rory e sua mãe Lorelai são ambas personagens muito bem escritas e cheias de profundidade. Mas o foco da série não está apenas nestas duas protagonistas. Existem diversos personagens secundários ( como Luke, Sookie, Emily e Richard, Paris, Lane, Mrs. Kim, Kirk, Dean, Jess, etc.)  e todos eles são também extremamente bem escritos. Cada personagem possui uma personalidade desenvolvida e valores próprios. Eles, sem dúvida, possuem diversas camadas. É necessário que, no decorrer da série, nós descubramos camada por camada.
  4. Trilha sonora: As músicas têm um papel importante na série. Sem dúvida, em muitos momentos, a trama transparece por meio da música.  Além disso, a trilha sonora é muito boa. Vale a pena procurar no Spotify  (a trilha sonora completa está lá).
  5. Críticas sociais: várias críticas sociais são feitas na série, especialmente quando nos deparamos com o relacionamento entre Emily e Lorelai.
  6. Feminismo: sim! É uma série Girl Power. Lorelai e Rory prezam por sua independência. E, por mais que elas namorem, a vida das duas não se resume a seus relacionamentos.

Gilmore Girls é um exemplo de como personagens bem desenvolvidos e uma trama simples, mas original e bem escrita, podem fazer TODA  a diferença.  A série inteira é incrível, apesar de existirem muitas ressalvas quanto à sétima temporada (que, até então, era a última temporada da série), já que esta não foi escrita pela criadora Amy Sherman Paladino. Ela e seu marido tiveram que se afastar da série devido a alguns problemas contratuais, de forma que a série foi remetida a  David S. Rosenthal. Muitos fãs não gostaram da sétima temporada, porque a série não manteve a mesma qualidade nos diálogos e na trama, em geral. Além disso, a série não terminou como Amy planejava que terminasse: com a as famosas “quatro últimas palavras” escritas, especialmente, para o último episódio da série.

Em razão disso, há muito tempo vinha sendo espalhado o boato de que a série retornaria na forma de uma nova temporada ou na forma de filme. A Netflix confirmou esse boato. Com o apoio dela,  a oitava temporada, chamada Gilmore Girls: A Year in the Life, estréia esse ano, dia 25 de novembro.

Gilmore Girls trata especialmente de relações familiares e de como passamos pelas fases da vida. E tudo isso com diálogos incríveis, inteligentes e divertidos. Você vai rir, vai se emocionar e, o mais importante, vai se surpreender.

E de brinde: você vai ver o Jared Padalecki (o “Sam” de Supernatural– outra série que eu adoro) anos mais jovem!!!!! Ele interpreta o Dean Forester- o primeiro e mais inesquecível namorado da Rory .

E só para constar (para quem ainda não percebeu): sim, sou #TeamDean. É verdade que houve algumas atitudes questionáveis da parte do Dean durante a quarta e quinta temporada. Muitos fãs da série não gostam dele por isso. Mas,  analisando o contexto, eu consegui entender o personagem e as suas atitudes. Enfim, o Dean cometeu erros, mas quem, naquela série, não cometeu alguns de vez em quando? Especialmente a Rory (super chatinha às vezes, por favor!).

Em defesa de Dean Forester, eu encontrei esse texto no Blog Dreams. Gostei bastante do texto e acho que ele consegue resumir  o que eu sinto em relação ao Dean e as suas contradições.

 

A série, com toda a certeza desse mundo, vale a pena ser vista. Eu estou amando poder vê-la certinho  pela Netflix e estou super ansiosa para a nova temporada. 

E, aí ficou animada para começar a ver a série ou fazer aquela maratona para matar as saudades? Conta tudo, por favor 💋

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