Quinzena de Reminiscências – 3° texto

Em 31.01.2017   Arquivado em PESSOAL

Esse post faz parte do mini projeto “A Bruna que foi um dia e os seus amores“.

O texto de hoje foi escrito quando eu tinha 14 anos. Ele fala sobre a rotina e sobre o oposto desta, o imprevisível.

Espero que vocês gostem.

A Hipérbole e a Metáfora do Dia a Dia

”Se o sonho acabou, vá em outra padaria”

Romper a rotina de cada dia.  Rir setecentas mil vezes, gritar feito um louco e fazer tudo diferente, minuto por minuto. O céu é o limite.
Quero a surpresa no meu “diariamente” – surpresa que talvez não queira mais na semana que vem.

Quero o constante e o inconstante. Tudo aquilo que deixa sabor de “quero mais”.

É importante saber a hora de aumentar ou de diminuir; só não se pode permanecer inerte. Ninguém gosta do corriqueiro. Porque tudo que é corriqueiro é ordinário. E tudo que é o ordinário é monótono. E o monótono cansa.  E o que cansa é a rotina.

Quando a surpresa é de sobra, o  habitual faz falta. É engraçado, mas tendemos a  achar que tudo o que teve fim foi muito melhor do que deveras foi.  Assim ocorre a desvalorização do presente e a super romantização do passado,   como já  diria o sábio Carlos Drummond De Andrade.

Não sou feita de rotinas. Afinal, o que é a vida senão uma aventura da qual faz parte o mistério de não saber o que vai acontecer pela manhã?