Resenha: As Irmãs Gilly (Tiffany Baker)

Em 08.01.2018   Arquivado em LITERATURA

 

Sinopse:

Na distante vila de Cape Cod, as irmãs Gilly não poderiam ser mais diferentes uma da outra. Jo, solitária e reservada, se mantém fiel aos mistérios que circundam a fazenda de sal de sua família. Claire, por sua vez, é popular, linda e anseia fugir daquela vida a qualquer custo. Mas a propriedade esconde um legado obscuro que torna impossível fugir dela para sempre.

 

As Gilly vivem na pacata vila de Cape Cod, na cidade de Prospect, onde possuem uma fazenda produtora de sal. Elas acreditam que o sal tem propriedades mágicas, pois ele, além de dar sabor à comida,  traz  temperança para as relações humanas.

Claire e Jo Gilly são irmãs. Com a mãe, ambas aprenderam a tradição da salina e, igualmente, a veneração pelo sal.

Vistas como bruxas pela grande maioria da população de Cape Cod, as Gilly são desprezadas na igual medida em que são temidas. O sal provoca medo, pois é ele que – ano após ano – determina a sorte da comunidade local. O povo da vila acredita que  pode prosperar no sal e, também, declinar por meio dele.

Apesar de Claire e Jo serem irmãs, elas são muito diferentes entre si – e isso ultrapassa a aparência física. Enquanto Jô aceita o legado do sal e dá continuidade a ele, Claire se rebela. Ela não quer ser uma párea da sociedade. Ela quer ser bonita e popular. Ela quer amor, romance e conforto. Ela quer deixar o sal para trás.

E, assim, intentando fugir do sal, das velhas tradições familiares e de uma desilusão amorosa, Claire se casa com Whit Turner – um homem que, tendo crescido sob a sombra do nome proeminente de sua família, se amesquinhou nas ambições de poder e dinheiro.

Logo, enquanto Claire vive de forma confortável na mansão Turner, Jô tenta sobreviver em meio às asperezas do sal. Sem dinheiro e lutando contra uma hipoteca, Jô precisa, mais do que nunca, de vender o seu produto.  Apesar disso, o sal das Gilly é cada vez mais rejeitado pela cidade, não apenas porque o mundo moderno está à espreita, impedindo a permanências das superstições, mas também porque Claire – agora uma influente matrona social – se indispôs completamente à salina de sua antiga família.

No entanto, quando um comerciante e sua jovem filha chegam à cidade, trazendo  traumas e sonhos consigo, a batalha travada entre os Gilly e os Turner parece prestes a mudar. “Subitamente, antigas alianças se modificam, velhos amores renascem e novas frentes de batalha se erguem.” A força do perdão e dos laços familiares nunca antes foi tão importante.

O que eu achei do livro:

Á primeira vista, o que mais me  chamou a atenção neste livro foi a capa. Ela combina bastante com a história, que  é repleta de lirismo e magia.

O livro aborda um assunto que eu – ávida leitora das tramas de Kate Morton –  gosto muito: os segredos de família e a força do legado familiar.

A história é interessante e tem personagens profundos e muito reais – com virtudes questionáveis e defeitos aparentes. Utilizando um foco narrativo que muda de um personagem para o outro a cada capítulo, a autora nos brinda com um enredo encantador, místico e primorosamente bem escrito.

Apesar desses pontos positivos, é necessário dizer que algumas coisas me incomodaram bastante. O livro tem contundentes problemas de ritmo. Por ser bastante descritivo e sentimental, se torna moroso e entendiante em vários momentos.

O que mais chama atenção nesta história, na minha opinião, não são as Gilly, ou os Turner, ou Dee (a filha do comerciante). Os personagens não brilham tanto quanto o sal – o verdadeiro protagonista. É ele quem dá vida à  pequena cidade de Prospect e seus habitantes, enchendo a atmosfera com cor, superstição e mistério.

Por esses detalhes, é que avalio esta obra como “boa” (nota 4/6). É um livro interessante de ler se você, assim como eu, gosta de sóbrios livros de época, recheados de segredos e conflitos familiares,  e não se importa tanto assim com ritmos massantes e textos muito descritivos.

Nome do livro: As irmãs Gilly;

Autora: Tiffany Baker;

Editora: Novo Conceito;

Páginas: 414 páginas.

  • Váh

    Em 08.01.2018

    Que saudades eu estava no seu blog Bruna, volte a atualizar mais vezes ♥
    Gostei do nome e da capa do livro e achei interessante a história, as pessoas acharem que elas são bruxas e trabalharem com sal.
    Achei bem legal!!
    Isso de ser uma história sóbria, de época, recheados de segredos e conflitos familiares é bem instigante, dá uma mega vontade de ler ou poderia virar filme hehehe 😉
    Ah, a música que está na trilha daquele meu vídeo é do Brian Fallon – If Your Prayers Don’t Get To Heaven

    https://heyimwiththeband.blogspot.com.br/

  • Bruna Pezzan

    Em 08.01.2018

    Ei, Val! Também estava com saudade de voltar às atividades do blog.

    Com certeza, poderia virar filme. Ás vezes, em uma versão cinematográfica, não ia ter tantos problemas de ritmo e tal 🙂

    Já estou ouvindo a música aqui. Quero criar coragem e tentar fazer um document your life. Sei que já disse isso algumas vezes e não fiz nada haha
    Os seus estão perfeitos!

    Beijão, lindona.