5 filmes que se passam no natal

Em 19.12.2016   Arquivado em CINEMA, LISTINHAS

Se existe um período do ano em que eu me sinto mais leve e feliz, é o natal.  Acho o clima natalino a coisa mais gostosa do mundo: as luzes,  os lindos enfeites, o cheiro de panetone e a comunhão familiar tornam tudo muito mais mágico.

Natal, para mim, é sinônimo de esperança, renovação e solidariedade. É um apelo de ajuda ao próximo.

É a época do ano em que caímos mais em nós mesmos. Nos colocamos a pensar a vida e separamos aquilo que é frivolidade daquilo que é necessário. Em suma, o natal é a preparação para o ano novo, um ano que só será novo se o deixarmos ser.

Pensando em todo esse encanto e magia natalina, eu vim aqui hoje com intuito de fazer um post duplo e trazer para vocês duas coisas que eu adoro fazer nessa época do ano: assistir filmes e ouvir músicas que tenham tudo a ver com o natal.

Nesse post, vou indicar cinco filmes de natal e no  outro post (o que está abaixo) vai ter playlist natalina. Então, vem! 🎁🎄🎅

1 – Milagre na Rua 34

 

Esse filme é um clássico do natal. Prefiro essa versão de 1994 (remake do original de 1947), com a Mara Wilson – minha eterna Matilda – no papel da protagonista.

No filme, Susan (Mara Wilson) não acredita que o papai Noel existe. Até que um doce velhinho, contratado para trabalhar na loja de sua mãe,  faz de tudo para provar à garota o contrário.

É um filme fofíssimo que traduz todos os bons sentimentos natalinos.

2 –  Pode me chamar de Noel

Este filme, assim como o primeiro, trabalha com a ideia do verdadeiro papai Noel. O diferencial é que ele traz a Whoopi Goldberg – essa atriz maravilhosa – no papel principal.

Se o filme tem a Whoopi, meu caro, vale a pena assistir. Pode confiar! ✨

3 –  O príncipe e eu

Se você curte contos de fada, vai gostar desse filme.  Aqui,  a doce protagonista Jules, uma plebeia,  se apaixona por um nobre que ostenta um título de príncipe.

A fórmula, portanto, é a mesma dos contos de fada. Entretanto, ainda que o filme seja clichê, ele é divertido e fala sobre a magia do natal. É uma ótima história para você se entreter e se distrair.

Diferencial: possui Sam Heughan – meu eterno James Fraser, de Outlander –  no papel do “príncipe” Ashton. Precisa falar mais? Acho que não, haha.

4 –  O amor Não Tira Férias

É o melhor romance natalino do mundo. Temos duas protagonistas  que estão infelizes e desiludidas com suas vidas – Iris (Kate Winslet) e Amanda (Cameron Diaz). Em um momento de desespero e anseio por mudanças, as duas combinam pela internet de fazer um intercâmbio. Iris irá passar as festas de fim de ano em Los Angeles,  na casa de Amanda, enquanto esta irá a Londres para ficar na casa de Iris.

Se as duas queriam mudanças, estas não faltaram. Iris conhece um músico, Milo (Jack Black), e Amanda se envolve com Graham (Jude Law), o irmão de Iris.

O filme é lindo e, na minha opinião, inteligente no que concerne à relacionamentos. Não é um filme clichê ou irreal.  Pelo contrário, a história é palpável e bastante divertida.

Enfim, vale muitíssimo a pena ver!

5 – Mensagem para você

É um dos meus romances preferidos. Primeiro porque a Meg Ryan – uma das atrizes que mais amo no mundo – contracena com Tom Hanks – meu boy magia dos anos 80.

Meg e Tom é aquele tipo de casal que sempre dá certo quando contracena junto. Não é por acaso que eles atuaram como par romântico em outros filmes (Sintonia do amor, Joe contra o vulcão e Ithaca). A questão é que os dois têm uma química incrível. Por isso, ver filmes com esse casal é sempre uma boa experiência para quem gosta de comédias românticas, assim como eu.

Esse filme não fala propriamente de natal, mas se passa nas festividades de fim de ano. Ele retrata o começo da era digital, quando o e-mail ainda era uma novidade.

A protagonista, Kathleen,  é dona de uma pequena e aconchegante livraria que está falindo, em razão de uma grande companhia de livros ter se mudado para o seu bairro. O que ela não sabe é que o homem com quem ela vem se correspondendo por e-mail (e por quem pode estar começando a se apaixonar), um tal de NY152, é o proprietário da companhia e, portanto, o seu rival nos negócios.

Mensagem para você é um filme divertidíssimo. Com certeza, vou revê-lo essa semana.  💙✨

 

BÔNUS:

Além dos cinco filmes, indico dois desenhos para vocês assistirem nessa semana do natal.

6 – Anastasia

Eu assistir à Anastasia no dia 24 ou 25 de dezembro virou tradição. Não sei muito bem o porquê disso, mas acredito que tenha a ver com o fato de a Globo reprisar com frequência o desenho nesta época do ano.

Eu sei que a história real da família Romanov não tem muita relação com a história desse filme. Aliás, existe uma divergência imensa entre elas.  Mas mesmo assim, não me canso de assistir a esse filminho. Marcou muito minha infância e, depois de A Bela e a Fera, é o meu filme de princesa predileto. Não me canso de cantar “Foi no mês de dezeeeembro”. 

Sabia que este é um dos poucos desenhos com princesas feministas? Ah, me conta, existem muitos filmes por aí em que a donzela salva o “cavalheiro”? Acho que não. Com exceção de A Bela e a Fera e Anastasia, não conheço nenhum outro.

Portanto, amo e indico Anastasia. E é óbvio que dia 24, lá estarei eu, assistindo a esse desenho incrível e  cantando “foi no mês de dezembro”. Isso aí. haha

7 –  O estranho mundo de Jack

Quem duvida que esse seria o natal mais assombroso de todos? Eu é que não duvido. Essa animação é incrível. Aliás, como poderia não ser, tendo a mente geniosa do Tim Burton como diretor ?

Saudades de Sally e Jack. Preciso rever esse filme urgentemente!

 

Gostaram da listinha natalina? Conta tudo 💋

 

 

O live – action de “A Bela e a Fera” vai trazer conceitos feministas !!!

Em 07.11.2016   Arquivado em CINEMA

Sabe aquele momento em que você não está aguentando de ansiedade? Pois é. É assim que eu estou, neste momento, com o live – action de “A Bela e a Fera”.

Desde criança, sou apaixonada por essa história e, em especial, pela animação da Disney. Sempre foi meu conto de fadas preferido. E isso, é claro, tem diversas razões. Primeiro, porque sempre me identifiquei com a Bela. De cabelos e olhos castanhos (assim como eu!), a  sonhadora francesinha tem uma personalidade forte e é louca por livros. Seria impossível não me identificar com ela! Em segundo lugar, porque sempre amei o conceito feminista que a história representa. Diferente dos outros clássicos da Disney, em “A Bela e a Fera”, nós não temos uma donzela em perigo. Na verdade, a heroína é Bela. É ela quem faz a Fera ver seu potencial e se tornar… bem, literalmente mais humana.

Por isso, é claro que quando saiu notícia do live – action, eu não consegui me aguentar de alegria. E para me deixar ainda mais feliz, a atriz escolhida foi a Emma Watson – a minha querida e eterna Hermione. A Emma é muito mais do que um rostinho bonito. Ela é uma mulher extremamente talentosa. Além de atuar muito bem, ela consegue lacrar como embaixadora da ONU. Toda vez que a escuto discursando sobre o Projeto #HeForShe e o feminismo, meu coração se enche de orgulho. Na verdade, acho que ela e a Hermione são muito parecidas. Inteligentes e cheias de brilhantismo, as duas conseguem nos surpreender a qualquer momento. E qual foi a minha surpresa ao acessar ontem, no facebook, a fanpage do ET? Eu descobri que a Emma quer incrementar ainda mais os ideais feministas neste novo filme.

Na animação da Disney, o pai da Bela é um inventor. E de acordo com a Emma, agora, a Bela também será uma inventora! Diz a atriz que nunca houve muita informação acerca do motivo de a Bela não se encaixar muito bem em sua época, exceto pelo fato de ela gostar de livros.  Em razão disto, para dar mais substância à história, eles quiseram dar um passado mais feminista para a francesa. Afinal de contas, o que a Bela estaria fazendo com seu tempo antes de conhecer a Fera? Usando-o para limpar a casa? É claro que não!  Daí surgiu a ideia de a nossa garota ser uma inventora. E segura o coração aí porque a Emma Watson nos deu ainda mais detalhes: no live – action, a Bela terá inventado uma máquina de lavar! Segundo a atriz, dessa forma, ao invés de a francesa demorar para lavar as roupas à mão, ela poderá usar seu tempo para ler,  por exemplo.

“We created a backstory for her, which was that she had invented a kind of washing machine (…) So that, instead of doing laundry, she could sit and use that time to read instead. So, yeah, we made Belle an inventor.”

Eu, simplesmente, estou adorando essa ideia. A Bela sempre foi uma explorada nata, por isso acho que inventar coisas é a cara dela. Fico muito feliz pela Emma estar deixando essa história que eu amo ainda mais feminista e interessante.

Para ler a matéria completa na Entertainment Tonight, é só  clicar aqui.

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Resenha: Enquanto Bela dormia (Elizabeth Blackwell)

Em 16.09.2016   Arquivado em LITERATURA

Sinopse:

Quando a rainha Lenore não consegue engravidar, recorre aos supostos poderes mágicos da tia do rei, Millicent. Com sua ajuda, nasce Rosa, uma menina linda e saudável. No entanto, a alegria logo dá lugar às sombras: o rei expulsa de suas terras a tia arrogante, que então jura se vingar. Seu ódio se torna a maldição que ameaça a vida de Rosa. Assim, a menina cresce presa entre os muros do castelo, cercada dos cuidados dos pais e de Flora, a tia bondosa e dedicada do rei que encarna a fada boa do conto original.
Mas quando todas as tentativas de proteger Rosa falham, é Elise, a dama de companhia e confidente da princesa, sua única chance de se manter viva. E é pelos olhos dessa narradora improvável que conhecemos todos os personagens, nos surpreendemos com o destino de cada um e descobrimos que, quando se guia pelo amor – a magia mais poderosa do mundo –, qualquer pessoa é capaz de criar o próprio final feliz.

 

O livro “Enquanto Bela dormia” é uma releitura – como o nome já sugere- do  conto de fadas “A Bela Adormecida”. Porém, não se enganem! Uma das grandes façanhas de Blackwell foi conseguir transformar esta história, já tão popularizada e adaptada, em algo contemporâneo e original. Isto porque o livro busca a essência do conto de fadas, mas, ao mesmo tempo, dá para ele uma dose de realidade,  tornando-o mais consistente  aos nossos olhos.

As mudanças já começam na forma de narrativa da história, que é contada em primeira pessoa. Nossa narradora e, também protagonista, é Elise, a criada.  Esta inovação torna a história muito mais interessante e atípica, haja vista que dificilmente veríamos um pretenso conto de fadas ser contado – e ter como protagonista- uma criada. Os papéis principais são sempre reservados à realeza, e não o contrário.

 

“Não sou o tipo de pessoa sobre quem se contam histórias. Os que têm origem humilde sofrem suas mágoas e comemoram seus triunfos sem serem notados pelos bardos e não deixam vestígios nas fábulas de sua época.” (Pág. 12)

 

Elise vem de origem humildade. Criada em uma fazenda pobre e maltratada pelo seu padrasto, o tradicional destino da personagem seria se casar aos 16 anos com um homem que tivesse um pedaço de terra mais ou menos fértil e parir uma penca de filhos subnutridos.

Com isso em mente, a mãe de Elise buscou aspirações mais altas para a filha. Tendo ela mesma trabalhado como costureira no castelo de St. Elsip, sabia que sua filha poderia ser muito mais do que a mulher de um camponês. Por isso, ela ensinou à filha tudo o que podia: gramática, literatura, costura e etiqueta.

Aos 14 anos, a vida de Elise muda completamente. A varíola chega à aldeia, levando consigo gado e famílias inteiras. Elise foi a primeira a adoecer, seguida por seus irmãos e sua mãe. Depois de dias ardendo em febre, esta cede e Elise recupera a consciência… só para descobrir que, com exceção do padrasto e de um de seus irmãos, a doença tomou a todos.

Em luto pela mãe e enraivecida pela indiferença do padrasto, Elise deixa  a aldeia e parte rumo à cidade de St. Elsip. Com a ajuda de uma tia, consegue um lugar no palácio e, logo,  galga posições mais altas, tornando-se a criada pessoal da própria Rainha Lenore, de quem gosta muito.

Mais próxima da rainha, Elise passa a conhecer sobre as conspirações do castelo e seus habitantes. Sempre foi sabido por todos que a Rainha Lenore tentou, em vão, dar ao rei um herdeiro. Já desesperançosa, Lenore parte para sua última alternativa: utiliza dos supostos poderes mágicos da tia do Rei,  a manipuladora Millicent. Ninguém sabe como, mas Millicent realmente consegue operar um milagre: nasce uma menina, a quem dão o nome de Rosa.

Embora Millicent tenha conseguido presentear o reino com uma herdeira, ela não o fez pela pura bondade de seu coração. Tudo o que vem fácil, vai fácil.  A tia do rei tem planos. E ela conta com a vantagem de ter um Ás na manga sob a forma da menina Rosa.

O rei, entretanto, percebe as segundas intenções da tia e, tal como acontece no clássico conto de fadas, a expulsa de suas terras. Millicent jura se vingar. E o faz: no batizado de Rosa, ela promete morte à garota num futuro não tão distante.

Flora, a irmã  bondosa de Millicent, jura ao rei tentar manter Rosa, a todo custo, viva. E, assim, a garota cresce sob os cuidados dos pais, de Flora e de Elise, que se torna sua amiga e confidente.

Porém, por mais bonito que tenha sido o crescimento de Rosa, as palavras de Millicent jamais deixaram de ecoar no Castelo. Pouco a pouco, a maldição começa a se concretizar, deixando a Elise um importante trocar de papéis: de humilde camponesa, criada pessoal da rainha e confidente da princesa, ela passa a ser a heroína desta história.

O que eu achei do livro:

Elizabeth Blackwell conseguiu combinar a essência do conto “A Bela Adormecida” com uma história original e, em muitos aspectos, inusitada. Veremos o conto de “Bela” de um ponto de vista absolutamente diferente.  Foi uma jogada de mestre colocar Elise – uma garota humilde, ingênua, mas forte e corajosa – como a narradora. A partir dos olhos sensatos dela, vamos conhecendo St. Elsip e as facetas de seus habitantes.

O livro tende a deixar a “magia” de lado e supri-la com elementos mais realistas. A ciência dá conta de explicar os acontecimentos. Não se deixa quase nada por conta do misticismo. Por isso, por mais que o livro se baseie em um conto de fadas, ele não é um. E acho que é justamente isso que tornou tudo tão original e surpreendente.

Elise é a grande chave para a funcionalidade história. Com ela, temos romance, drama e aventura.

É, sem dúvida, um livro #GirlPower. Nos dois polos, temos fortes personagens femininas, sem as quais o livro não andaria.

A leitura é gostosa e fluída. Não se arrasta em nenhum momento.

Enfim, se você gosta de releituras de contos de fadas ou até mesmo de romances históricos, este livro é para você. Leia-o, vale a pena. 📖 💋

Nota: 4/6 – Bom

Nome do livro: Enquanto Bela dormia

Autora: Elizabeth Blackwell

Editora: Arqueiro

Número de páginas: 364

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