20 anos de Buffy: a reunião do elenco.

Em 04.04.2017   Arquivado em CINEMA

“In every generation there is a chosen one.

She alone will stand against the vampires the demons and the forces of darkness.

She is the slayer.”

Em 10 de março, Buffy The Vampire Slayer completou 20 anos. Sim, 20 anos da série mais perfeita desse mundo. A série que me ensinou os primeiros valores do empoderamento feminino. A série que me ajudou a entender mais sobre as fases da vida. A série que me fez perceber que eu posso ser quem eu sou, com todas as minhas particularidades, e ainda sim ser amada. A série que me ensinou muito sobre a amizade: os verdadeiros amigos são aqueles que,  a cada “fim do mundo”, estão lá com você – amando e dando suporte. Em suma, a série que me fez perceber que eu não estou sozinha nesse mundão.

Aliás, se eu disser que Buffy é apenas uma série, eu estarei mentindo. Ela não é só entretenimento. Ela é reflexão. Ela é filosofia. Ela é quebra de tabus. E muito mais do que isso, ela é um ícone.

Dá para sentir o meu amor de fã por meio dessa foto – que representa a minha mini coleção de Buffy –  né não?

Uma coisa que me deixa muito chateada é saber que essa série não tem o devido reconhecimento no Brasil. Enquanto lá fora, ela é adorada e reverenciada por sua originalidade (e atemporalidade), aqui muitos nem mesmo a conhecem. Sinto – lhes informar, senhores, mas, provavelmente, esse show que você é fã/ama/idolatra não seria nada – nadinha- sem Buffy.

Supernatural, The Vampire Diares, Grey’s Anatomy, Scandal, etc. … todos eles se inspiraram em BTVS.

Eu estava muito inspirada por Buffy, principalmente porque era algo muito novo e que nunca vimos antes na televisão (se referindo às séries com fortes personagens femininas)“, disse Shona Rhimes, a criadora de Scandal e Grey’s Anatomy. “Eu descobri a televisão novamente“.

Buffy transformou o mundo das séries de TV.  Pura e simplesmente. E ela merece ser reconhecida (não só na gringa, mas aqui também) por isso.

Eu elenco os principais pontos positivos de Buffy nesse post e nesse aqui eu explico o porquê de eu me identificar com a personagem principal.

Ontem, dia 30 de março, foi realizada uma reunião com o criador Joss Whedon e com o elenco de Buffy. A maior parte dos atores regulares estavam presentes, faltando apenas o Anthony Stewart Head (Rupert Giles) e a Eliza Dusku (Faith). Anthony não pode ir porque estava ensaiando Love Blindness (e não conseguiu desmarcar o ensaio). Já quanto à Eliza, não se sabe. A atriz disse que não foi convidada – o que gerou certa polêmica.

Na reunião, os atores tiraram muitas fotos (incríveis, por sinal) e falaram sobre a representatividade e o legado deixado pela série. Eles também discutiram sobre a possibilidade de um revival (temos opiniões muito divididas nesse sentido, vocês vão ver).

Alyson Hannigan (Willow Rosenberg) declarou que: “Foi o papel de toda uma vida. Eu conheci o amor da minha vida (o ator Alexis Denisof). E apenas ir trabalhar todo dia e ter o Joss me treinando – bem, eu nunca vou ter uma experiência melhor do que essa. ”

Sarah Michelle Gellar (Buffy Summers) disse : “Eu sou tremendamente orgulhosa de tudo que nós criamos. As vezes, precisamos de um pouco de distância para realmente entender o peso disso. Eu aprecio tudo relacionado a esse papel. Para um ator, tudo que ele mais deseja é deixar a sua marca – fazer algo que afeta as pessoas. ”

Joss (criador de Buffy e também diretor de filmes como “Os Vingadores”) disse: “Para mim, a coisa mais importante é ver pessoas vindo até mim e dizendo que o programa os fez sentir diferentes sobre o que poderiam ser,  sobre o que poderiam fazer,  sobre como poderiam reagir a problemas e sobre como poderia ser uma líder feminina. Pessoas adquirindo força através dos meus próprios medos, é… não há legado melhor que esse.”

Quando questionados sobre um possível revival, cada ator fez uma declaração. Alguns foram a favor; outros nem tanto. Olha só:

Alyson Hannigan: “Eu acho que deveríamos fazer a Buffy desenho”.

James Marsters: “Eu acho que se Joss está encabeçando isso, então hell yeah, se não, então hell no!

Charisma Carpenter: “Eu acho que os fãs iriam a loucura se algo assim acontecesse. Isso deixaria muitas pessoas felizes”

Sarah Michelle Gellar: “Em um certo ponto, quando as coisas já estão mágicas, você não iria querer voltar e fazer como  O Poderoso Chefão 3 fez, certo? Estou certa que os fãs estão incrivelmente desapontados de ouvir essa resposta, mas acho que ficariam ainda mais desapontados se nós tivéssemos criado algo e isso não suprisse a gigantesca expectativa. E eu amo o fato de que Buffy ainda pode viver nas HQ e em grapich novels.”

Joss, por outro lado, acredita que há potencial para uma nova história: “Eu tenho tentado deliberadamente pensar mais à frente e fazer algo diferente. Mas, sim, o mais importante é que todos estão ótimos (os atores). Outra coisa importante também é que o show transmite essa ideia de crescimento e amadurecimento. Se nós seguíssemos em frente com essa ideia de revival, os atores iriam ter a idade que eles basicamente já tem. Bem, eles provavelmente interpretariam personagens um poucos mais jovens porque eles conseguem fazer isso. Vocês assistiriam aos personagens em uma fase diferente da vida. Não seria mais como “ei, eu não acredito que ainda estamos no ensino médio!”. Portanto, a minha resposta quando ao revival seria “depende”.

Eu confesso que ia amar um revival. Mas compreendo a posição da Sarah. Se Joss e o elenco decidissem ir nessa direção, eles precisariam ter uma história boa e muito convincente. Nós, fãs, temos altas expectativas e não gostaríamos de nos decepcionar. 

É claro que rolou um ensaio fotográfico maravilhoso no encontrinho da nossa scooby gang. Vem, vem ver 🙂

(Team #Spuffy <3)

(melhor foto da vida kkkk)

 

Alguns vídeos mostram um pouco do que aconteceu na reunião (anexei eles aí abaixo). Tô amando ver e ouvir os atores fazendo esses comentários maravilhosos sobre a série.

 

Eu amei essa reunião. Queria muito ter estado lá, acompanhando tudo de pertinho. Seria um sonho da vida!

Na minha opinião, não existe série que ganhe de Buffy. Para mim, ela é a melhor série desde sempre e para sempre hahah

Se vocês nunca assistiram, meu conselho é: comecem já! <3

E, aí? O que vocês acharam desse encontro?  Conta tudo!

 

 

Quem você seria no mundo dos livros, filmes e séries?

Em 23.12.2016   Arquivado em CINEMA, LISTINHAS, LITERATURA

Esses dias, navegando pela blogosfera, eu me deparei com essa pergunta. Sendo uma entusiasta em tudo o que se refira à literatura e cinema, eu admito que a vontade de responder foi imediata!

É verdade que, em muitos momentos da vida, a gente encontra personagens que traduzem tudo aquilo que somos ou que gostaríamos de ser. Existem personagens que personificam nossos ideais … isso é um fato.

Com isso em mente, eu trouxe esse questionamento para o blog. Responde-lo é uma forma de colocar em discussão alguns pontos de vista e dar mais espaço para vocês, leitores, me conhecerem melhor.

Não pensem que foi fácil! Não, o processo de seleção de personagens foi uma tarefa que exigiu bastante reflexão e sangue – frio.  À primeira vista, havia uma infinidade de nomes para incluir nessa lista. Porém, como não queria deixa-la muito extensa, precisei tomar algumas decisões difíceis. hahaha

As conclusões foram estas:

 

Se eu vivesse em uma série de TV, eu seria ….

1) Buffy Summers.

(a atriz Sarah M. Gellar como Buffy Summers na série BTVS)

Caro leitor e amigo, se você não esperava por essa, só lhe conto uma coisa: você não sabe nada a meu respeito. Buffy, vindo de mim, é clássico.

Buffy The Vampire Slayer é a minha série número 1, a preferida entre todas.  E Buffy, a personagem principal, representa tudo aquilo em que eu acredito. Ela é uma mulher feminina, forte, durona e leal.

Buffy me ensinou o valor da verdadeira amizade. Ela me ensinou, também, que você pode amar uma pessoa sem  depender dela.  Você pode ser suficiente para si mesma e, mesmo assim, amar o outro –  seja este um amigo ou namorado (a).

Ela me ensinou que vão existir momentos na vida em que você vai estar sozinho. Em algum momento, até os seus amigos mais próximos vão julga-lo e abandona-lo. Não porque eles não o amam ou porque não se importam com você, mas apenas porque não o compreendem, pelo menos não naquele momento.

Nesse caso, mesmo sozinho, você não pode desistir. Siga sua intuição e seja quem você precisa ser. De duas, uma: ou você vai quebrar a cara (ora, seus amigos tinham razão) ou você vai ser vitorioso (ora, você tinha razão).

O perdão é necessário. Você deve perdoar seus amigos quando eles forem injustos, se a amizade deles valer a pena. E, o mais importante, você deve perdoar a si mesmo.

Buffy é a prova de que uma mulher pode ser forte, independente e destemida e, ao mesmo tempo, ser FEMININA.  Ela pode gostar de maquiagem, de roupas, de filmes clichês e revistas sobre famosos. Ela pode gostar de todas as coisas tidas como “coisas de mulherzinha”, se isso a fizer feliz. Na série Buffy, não existem padrões. Seja quem você quiser ser e seja forte.

E  não pense que estou falando apenas de força física. Buffy, como uma caçadora de vampiros e de outros seres mitológicos, é, sim, fisicamente mais forte do que muitos outros homens (e mulheres). Mas, na verdade, os seus “poderes” são apenas uma metáfora para a sua verdadeira força: estar pronta para o que der e vier.  Não desistir, mesmo que isso seja o fim.

Buffy é minha heroína. Todas as vezes que tenho medo, eu penso nela. E ela me enche de coragem.

Todas as feministas do mundo deveriam ver essa série. Primeiro, porque ela é recheada de mulheres fortes. Não apenas Buffy, mas muitas outras. Segundo, porque ela é uma série que quebra barreiras e preconceitos, inclusive dentro do próprio movimento feminista que (não se enganem!) também esconde uma série de padronizações. Para muitas feministas, a mulher não pode ser magra, não pode estar dentro do que a frívola sociedade considera como “beleza”, não pode se depilar e não pode gostar de coisas de mulherzinha. Para algumas feministas – não todas, não estou generalizando – se a mulher quer ter os mesmos direitos que os homens, ela deve ser igual aos homens. Isso é muito complicado, porque também cria uma série de padrões que devem ser atingidos: ora, se você alisa o cabelo (por exemplo), você não é feminista. Buffy quebra com todos os padrões. Para ela, se você acredita em si mesma, você é feminista. Você é um ser humano que, mesmo com erros e acertos, é completo.

Por favor, não generalizem o que disse ali em cima. Não são todas as feministas que pensam assim. Apenas algumas. Existem correntes e correntes.  Eu me considero feminista e, não, não penso daquela forma.

Por fim, só me resta declarar o meu amor incondicional por Buffy. Eu amo essa série e essa personagem. Aprendi coisas que levarei comigo para o resto de minha vida. Eu não seria quem sou hoje se não fosse por Buffy. Tenho certeza disso.

2) Lorelai Gilmore.

(a atriz Lauren Graham como Lorelai Gilmore na série Gilmore Girls)

Protagonista de Gilmore Girls, Lorelai, definitivamente, me representa.

Lorelai também é uma mulher fora dos padrões.  Apaixonada pelo velho e bom rock n’ roll, ela é uma entusiasta em séries e filmes. Não sabe cozinhar quase nada, detesta limpar a casa e é maluca por café.

Ela nasceu em uma família rica e conservadora, mas a sua forma de agir e pensar sempre foi muito diferente da de seus pais, Richard e Emily Gilmore. Aos 16 anos, Lorelai engravida. Percebendo que os pais pretendem assumir todas as suas responsabilidades e, mais uma vez, privá-la de quem ela é, Lorelai resolve fugir de casa. Ela dá adeus a todo o conforto e mordomia em troca da liberdade de ser quem é e de acreditar no que acredita.  Se reinventa e cria sua filha, Rory, sozinha – fazendo um excelente trabalho, por sinal.

Nem tudo foram flores no caminho de Lorelai. Mas isso não a impediu de lutar pela vida que ela queria. Uma vida simples, mas sincera e espontânea, longe das frivolidades da alta classe social em que nasceu.

É claro que Emily e Richard voltam a participar da vida dela. Mas precisam aceitar quem a filha é e se tornou, ao invés de exigir que ela seja o que eles querem.

Algo que sempre me orgulhou na Lor: os relacionamentos amorosos foram importantes na vida dela, mas nunca foram a parte principal. Ela sempre colocou a filha e a si mesma acima de tudo. Ainda que para ela, uma mãe solteira, fosse mais cômodo ter um marido que  sustentasse a casa e auxiliasse no cuidado com os filhos, ela nunca se permitiu obter isso à custa dos seus ideais ou dos ideais da filha.

Em suma, Lorelai também é uma personagem Girl Power com quem me identifico muito. E Gilmore Girls é uma série que marcou toda uma geração. É algo para ser visto e amado religiosamente.

Para saber mais sobre a série, clique aqui.

Para saber o que eu achei do revival de Gilmore Girls, clique aqui (atenção, contém spoiler.)

3) Regina, The Evil Queen.

(a atriz Lana Parrilla como Regina na série Once Upon a Time) 

Regina é a madrasta de Branca de Neve, em Once Upon a Time.

Em primeiro lugar, preciso dizer o quanto amei o que essa série fez com os contos de fada. Ela conseguiu manter a essência destes e, ao mesmo tempo, mudar o que precisava ser mudado.

Aqui, nós não temos princesas inseguras e dependentes. Temos mulheres de garra. Os vilões não fazem maldades porque nasceram maus, mas porque, em algum momento, eles passaram por alguma situação que desencadeou essa escolha.  Por alguma razão, eles se viram com o direito de obter o que queriam pelos meios que fossem necessários.

Regina, por exemplo, não teve uma história de vida lá muito fácil. Ela achou a resposta para a sua dor na crueldade com os outros. Quis fazer com que os outros sentissem a mesma infelicidade que ela sentia. E, sim, isso é egoísmo.

E é por isso mesmo que me identifico com essa personagem. Em alguns contextos, eu sou egoísta, estou de mal com a vida e desconto as minhas frustrações em outras pessoas. É um defeito que eu tenho. Afinal de contas, sou um ser humano. Erro e acerto.

Na verdade, acho que todo mundo tem uma “rainha má” dentro de si. A questão é saber até qual ponto vamos deixar ela se manifestar.

E digo mais: Regina pode ter sido cruel, mas ela foi forte o suficiente para se redimir. Forte o suficiente para aceitar as consequências dos seus atos. Portanto, sim. Eu me orgulho dessa personagem e me identifico com ela, em ambas as fases: rainha má e mulher em redenção.

 

Se eu vivesse no mundo dos livros, eu seria …

 

1) Hermione Granger.

(a atriz Emma Watson como Hermione no Filme “HP e o enigma do príncipe”)

Para explicar  porque eu me identifico com essa personagem, vou contar duas características minhas:

  • Um defeito que eu tenho: eu banco a dona da verdade em muitos momentos. E isso tem tudo a ver com a Hermione. É claro que ela está certa na maior parte das vezes, mas, em algumas, ela está muito errada.
  • Uma qualidade que eu tenho: eu sou persistente. Quando desejo alguma coisa, eu tento. Se não conseguir, me esforço um pouco mais. E, assim, as coisas vão fluindo. Ninguém disse que tudo na vida seria fácil e, verdade seja dita, quase nada é. Por isso, ter uma dose extra de esforço é necessário. E a Hermione é a personagem mais esforçada que eu conheço.

Eu admiro demais a lealdade da Hermione para com seus amigos. E admiro, também, o fato de ela ser uma mulher forte, uma bruxa extremamente competente e dona de um coração imenso. Além disso, ninguém pode dizer que Hermione não é uma personagem feminista porque ela o é. Ela está naquele livro para quebrar tudo quanto é tipo de preconceito e desigualdade. Por isso, eu a amo muito e tento, ao máximo, me aproximar da sua forma de ser.

Quer mais um motivo para ser Hermione? Eu dou um: viver no universo de Harry Potter. Sonho com isso desde os meus 10 anos de idade, quando mergulhei nessa história pela primeira vez.

Já li algumas coisas nessa caminhada – e pretendo ler muitas outras – mas  tenho certeza de que Harry Potter é um amor para a vida toda. Os sete livros são os meus livros preferidos.  Harry Potter e  Buffy The Vampire Slayer ocupam, de fato, um lugar muito especial no meu coração.

2) Scarlett O’Hara.

 (a atriz Vivien Leigh como  Scarlett no filme “E o vento levou”)

Personagem do livro E o vento levou, Scarlett é , antes de qualquer coisa, uma sobrevivente.

Complexa, realista e palpável … muito se engana quem pensa que Scarlett é uma heroína, porque ela não é. Chega quase a ser um anti – herói. Porém, com ela, aprendi a sobreviver. Aprendi que, às vezes, é melhor ser prático do que idealista. Aprendi que o mundo é um lugar cheio de frivolidades, etiquetas e convenções sociais que não fazem qualquer sentido, especialmente quando questões de vida e morte estão sendo discutidas.

Com ela, aprendi a ser uma mulher determinada. Pouco importa se vamos ou não chocar uma sociedade conservadora, desde que possamos ser quem somos.

Scarlett foi uma mulher que casou sem amor, que traiu a melhor amiga em prol do homem que achava amar e que atirou primeiro, antes que uma arma lhe fosse apontada. Mas foi também a mulher que plantou e colheu quando a situação da fome, em meio ao pós – guerra e suas consequências, apertou. Foi a mulher que fez de tudo para ajudar a amiga  a dar à luz,  em um parto complicado. Foi a mulher que fortaleceu e deu esperança a sua família e a seus amigos quando tudo parecia estar perdido.

Em suma, Scarlett é uma mulher cheia de determinação e esperança. Ela não sucumbe, mas trabalha duro.

Ela teve erros e acertos. Quanto àqueles, tentou ao máximo se redimir. Mas tudo o que fez foi em prol da sobrevivência. Sem dúvida, é uma personagem memorável e feminista. Marcou muito a mim e trouxe ensinamentos que pretendo levar para o resto da vida.

E o vento levou é um dos melhores livros do mundo. Pode até ser uma leitura trabalhosa, mas vale a pena. Clássico para ser lido e relido, várias e várias vezes.

3)  Suze Simon

(livro 1 de A Mediadora, na edição Australiana)

 

O meu eu adolescente não podia deixar de fora uma personagem da Meg Cabot.  Suzannah, a protagonista da série A Mediadora, foi a responsável pela minha rebeldia na adolescência. De batom vermelho, coturno e jaqueta de couro, ela era tudo o que eu queria ser no auge dos meus 14 anos.

Acredito que a Meg  – grande fã da série Buffy, assim como eu – se inspirou na caçadora de vampiros para criar essa mediadora. Suze é durona e não leva desaforos para a casa. O seu trabalho é guiar os mortos para o pós – vida e, assim, evitar que eles fiquem vagando pela terra na forma de fantasmas.

Eu adoraria viver as aventuras vividas por ela. E adoraria ter um Jesse para chamar de meu.

Em suma, Suze é uma personagem marcante, além de muito querida, para mim. Para variar, ela também tem um quê Girl Power e feminista. Portanto, sim, ela precisava estar nessa lista!

Se eu vivesse no mundo dos filmes, eu seria …

 

1) Vivian Ward.

 

(a atriz Julia Roberts como Vivian no filme “Pretty Woman”)

Vivian é a protagonista do filme Uma linda Mulher. Quando digo que seria ela, não quero dizer que gostaria de trabalhar como uma prostituta. Não, obviamente que não gostaria.

Mas me identifico bastante com o jeito da personagem. Ela é honesta e vê a vida com simplicidade. Ainda que trabalhe como garota de programa, ela sonha com mais. Quer ser, de fato, alguém de quem possa se orgulhar. E admiro muito essa atitude dela.

Assim como Scarlett, vejo Vivian como uma lutadora e uma sobrevivente. É uma mulher forte que fez o que teve que fazer para sobreviver à selva da vida.

Uma linda mulher é um dos meus filmes preferidos. Não me canso de ver, simplesmente.

E o mais legal é que este filme é um conto de fadas às avessas, com um adicional bastante feminista. É Vivian, a pobre e simples garota de programa, que salva Edward, um rico empresário, de uma vida cheia de mesquinhez e infelicidade.

Uma linda mulher é um clássico para ser visto e revisto, muitas e muitas vezes!  Para saber mais sobre o filme, leia a resenha que fiz aqui sobre ele.

2) Kat Stratford

(a atriz Julia Stiles como Kat no filme “10 Things I Hate About You”)

Personagem do filme 10 Coisas Que Eu Odeio Em Você, Kat é uma feminista antissocial e leitora voraz. Cheia de valores niilistas, ela adora discutir com professores  e questionar o patriarcalismo.

O que eu mais gosto em Kat é o fato de ela não mudar o seu jeito de ser por nenhum garoto. Ela é inteligente e militante e não tem qualquer vergonha disso. Ela está confortável na própria pele e é isso o que importa. Quem quiser gostar dela, ótimo. Quem não quiser, sem problemas!

E é por isso que identifico com Kat . Sem contar que eu adoraria ter um Patrick Verona para chamar de meu.

Para quem não sabe, o filme foi baseado no  livro “A Megera Domada”, de Shakespeare. Nunca o li, mas tenho vontade.

“Eu não faço o que as pessoas esperam. Para quê viver do modo que as pessoas esperam, se eu posso viver do meu?”

3) Louise Sawyer.

(a atriz Susan Sarandon como Louise no filme “Thelma and Louise”)

Personagem do filme Thelma & Louise.

Louise é uma mulher corajosa o suficiente para atirar em um cara que estava estuprando a sua melhor amiga. E forte o suficiente para  pensar com clareza quando o mundo está caindo aos pedaços.

Louise me ensinou o que é lealdade, parceria e aventura. E, muito mais do que isso, ela me ensinou o quanto o mundo pode ser cruel com as mulheres – mesmo quando elas são as vítimas –  e o quanto a liberdade é uma sensação ilusória, se você é mulher em um mundo de homens.

Para mim, Thelma & Louise é um filme que todos deveriam assistir. Além de ser um filme muito bem feito, mesclando momentos de reflexão com momentos leves e engraçados, ele tem uma mensagem muito importante. É um dos meus cinco filmes preferidos. Vale muito a pena ver e rever.

Bônus:

Se eu vivesse no mundo dos contos de fadas, eu seria…

1) Belle.

(o clássico The Beauty And The Beast da Disney)

É claro que o meu conto de fadas seria “A Bela e Fera”. Belle é  sonhadora, louca por livros e  ama explorar. E ainda digo mais: ela não é nenhuma donzela em perigo. É ela quem salva a Fera e não o contrário. Portanto, seria impossível eu não me identificar com a personagem.

E, aí meu povo? Deu para me conhecer um pouquinho melhor? hahaha Gostei muito de fazer esse post. Sério. Foi divertido refletir e escrever sobre as personagens com quem me identifico.

E vocês? Com quem se identificam? Pensem aí em casa. É um exercício super interessante, eu garanto. Se quiserem compartilhar suas conclusões, é  só comentar aí abaixo! Vou adorar. 💋 💋 💋

 

O live – action de “A Bela e a Fera” vai trazer conceitos feministas !!!

Em 07.11.2016   Arquivado em CINEMA

Sabe aquele momento em que você não está aguentando de ansiedade? Pois é. É assim que eu estou, neste momento, com o live – action de “A Bela e a Fera”.

Desde criança, sou apaixonada por essa história e, em especial, pela animação da Disney. Sempre foi meu conto de fadas preferido. E isso, é claro, tem diversas razões. Primeiro, porque sempre me identifiquei com a Bela. De cabelos e olhos castanhos (assim como eu!), a  sonhadora francesinha tem uma personalidade forte e é louca por livros. Seria impossível não me identificar com ela! Em segundo lugar, porque sempre amei o conceito feminista que a história representa. Diferente dos outros clássicos da Disney, em “A Bela e a Fera”, nós não temos uma donzela em perigo. Na verdade, a heroína é Bela. É ela quem faz a Fera ver seu potencial e se tornar… bem, literalmente mais humana.

Por isso, é claro que quando saiu notícia do live – action, eu não consegui me aguentar de alegria. E para me deixar ainda mais feliz, a atriz escolhida foi a Emma Watson – a minha querida e eterna Hermione. A Emma é muito mais do que um rostinho bonito. Ela é uma mulher extremamente talentosa. Além de atuar muito bem, ela consegue lacrar como embaixadora da ONU. Toda vez que a escuto discursando sobre o Projeto #HeForShe e o feminismo, meu coração se enche de orgulho. Na verdade, acho que ela e a Hermione são muito parecidas. Inteligentes e cheias de brilhantismo, as duas conseguem nos surpreender a qualquer momento. E qual foi a minha surpresa ao acessar ontem, no facebook, a fanpage do ET? Eu descobri que a Emma quer incrementar ainda mais os ideais feministas neste novo filme.

Na animação da Disney, o pai da Bela é um inventor. E de acordo com a Emma, agora, a Bela também será uma inventora! Diz a atriz que nunca houve muita informação acerca do motivo de a Bela não se encaixar muito bem em sua época, exceto pelo fato de ela gostar de livros.  Em razão disto, para dar mais substância à história, eles quiseram dar um passado mais feminista para a francesa. Afinal de contas, o que a Bela estaria fazendo com seu tempo antes de conhecer a Fera? Usando-o para limpar a casa? É claro que não!  Daí surgiu a ideia de a nossa garota ser uma inventora. E segura o coração aí porque a Emma Watson nos deu ainda mais detalhes: no live – action, a Bela terá inventado uma máquina de lavar! Segundo a atriz, dessa forma, ao invés de a francesa demorar para lavar as roupas à mão, ela poderá usar seu tempo para ler,  por exemplo.

“We created a backstory for her, which was that she had invented a kind of washing machine (…) So that, instead of doing laundry, she could sit and use that time to read instead. So, yeah, we made Belle an inventor.”

Eu, simplesmente, estou adorando essa ideia. A Bela sempre foi uma explorada nata, por isso acho que inventar coisas é a cara dela. Fico muito feliz pela Emma estar deixando essa história que eu amo ainda mais feminista e interessante.

Para ler a matéria completa na Entertainment Tonight, é só  clicar aqui.

Você também amou essa notícia? Conta tudo  💋

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