Especial 12 de Outubro: 5 filmes para lembrar como era ser criança

Em 11.10.2016   Arquivado em CINEMA, LISTINHAS

Eu me recordo da época em que 12 de outubro era um dos meus dias favoritos no ano. E sabe por que? Porque eu ganhava lanche especial na escola- como sorvete e cachorro quente –  e, também, brinquedos.

 Na época, eu  não compreendia. Mas, hoje, eu percebo  o quão sortuda eu era por poder me permitir ser criança – não apenas no dia 12 de Outubro, mas o tempo todo, pelo menos até eu crescer. Não é todo mundo que pode viver  no seguro e inocente mundo infantil, brincar, ganhar presentes e dormir tranquilo sem se questionar sobre o que o amanhã vai trazer.

 E, daí, eu te pergunto, caro leitor: já fez, este ano, a boa ação de conceder um dia de “criança” completo aos pequenos  que, o ano inteiro, têm de bancar os adultos para poder ter uma vida mais ou menos (menos do que mais, verdade seja dita) decente? Não? Então, está esperando o que?! Vamos à luta, companheiro!

Bem, pulando essa minúscula e necessária divagação, voltemos ao assunto de hoje:  para comemorar o dia 12 Outubro, com todo o estilo, eu trouxe a indicação de cinco filmes infantis incríveis que, com certeza, vão lembrar a você os bons tempos pueris em que você era uma criança de bem com a vida.

Então, vem !    

 

 

1) “Todos nascemos, mas não nascemos os mesmos. De uma maneira ou de outra, todas as pessoas são únicas”  

Frase do filme “Matilda”.

Matilda foi um dos filmes que mais marcou minha infância! Amo muito. Para quem não sabe, o filme é baseado no livro homônimo de Roald Dahl.

2) “Querida Darla, eu detesto tudo em você. Você me faz vomitar. Você é como o chulé dos meus pés. Com amor, Alfalfa.”

Frase do filme “Os Batutinhas”.

3) “No fim, Charlie Bucket ganhou a fábrica de chocolate, mas Willy Wonka ganhou uma coisa melhor ainda,  uma família. Uma coisa era certa: a vida nunca havia sido tão doce!”    

                                                                                                  Frase do filme “A fantástica Fábrica de Chocolates”

Coloquei a refilmagem de 2005 porque gosto mais dela. Mas a versão de 1971 também é incrível! Para quem não sabe, o filme “A fantástica Fábrica de Chocolate” é baseado no livro homônimo do escritor Roald Dahl.

4)  “E.T., Phone, Home” 

Frase do filme “E.T. – O Extraterrestre”.

5)  “Salgueiro chorão, pare de chorar;

Há algo que poderá lhe consolar;

Acha que a morte para sempre os separou;

Mas em seu coração para sempre ficou.”

Frase do filme “Meu Primeiro Amor”

Impossível pensar nesse filme e não cantarolar “Well, I guess you’d say what can make me feel this way? My girl, talkin’ ’bout my girl, my girl”

Ah, sem dúvida, esses cinco filmes marcaram minha infância. E a de vocês?!

Gostaram da listinha de hoje? Conta tudo 💛 💋

Resenha: Lembrança (série A mediadora – Meg Cabot)

Em 18.07.2016   Arquivado em LITERATURA

E eu, finalmente, pude ler o novo e sétimo livro da série A mediadora, chamado “Lembrança”. Já vou antecipar que eu, fora um detalhe aqui e outro ali, gostei  bastante do livro. Além disso, eu espero que a Meg Cabot escreva mais histórias para a série!

Neste livro, a personagem principal, Suzannah Simon,  tem 24 anos e é uma recém-formada. Ela está fazendo estágio na academia da Missão, porque deseja trabalhar como conselheira estudantil (isso é muito comum nos EUA; no Brasil, nem tanto). Para ela, a função de  conselheira é a que  mais combina com a de Mediadora. Em ambos os casos, ela estará ajudando pessoas a resolverem seus problemas e seguirem em frente.

Suze também está noiva de Jesse. Este conseguiu se formar em medicina e está fazendo residência. Os dois planejam se casar assim que Jesse conseguir uma bolsa-auxílio para que possa abrir seu próprio consultório de pediatria.

A vida de Suze, portanto, vai bem. E o seu relacionamento com o ex-fantasma também está ótimo, a não ser por um único detalhe: a relação entre ambos é mais casta do que Suze gostaria. Jesse se recusa a fazer sexo com ela até que ambos se casem.  E é claro que Suze, feminista e não muito religiosa, não está aceitando isso muito bem.

O primeiro dilema de Suze, no livro, começa quando Paul Slater (um “mais inimigo do que amigo” do passado) manda um e-mail para ela, chantageando-a.  Paul está mais rico do que nunca, pois agora é chefe das empresas Slater. No e-mail, ele comunica a Suze que comprou o antigo casarão dela (aquele em que ela conheceu Jesse!) e que pretende demolir o prédio para construir várias casas familiares de tamanho moderado.

O único problema é que existe uma antiga maldição que pode transformar Jesse em um demônio, caso a casa, seu antigo local de descanso, seja demolida. A maldição determina que se um morto reviver, ele se transformará em demônio e matará todos os seus entes queridos, quando o  antigo local de descanso de sua alma for destruído.

Por isso, em razão dessa maldição, Paul faz uma proposta bastante indecente a Suze: se ela for para cama com ele, a casa não será demolida. Paul pede a Suze a chance de fazer com que ela goste dele.

Suzannah não deseja atender ao pedido de Paul, mas também não sabe como conversar com Jesse sobre a existência de tal maldição. Afinal, para isso ela teria que contar a ele sobre a proposta de Paul (e também sobre algo que este fez no baile de formatura do ensino médio). Com medo de que Jesse tenha atitudes extremamente ciumentas / violentas contra Paul, ela se omite (típico da Suzannah).

Como se não bastasse isso, Suzannah tem que lidar com o fantasma, extremamente forte, de uma garota de 6 anos que pode ter sido, possivelmente, assassinada (o segundo dilema da história). Nesse livro, nós percebemos que Meg tenta dar um “tom” mais adulto à série de livros, haja vista que os motivos para a morte da menina são “pesados”.

Em “Lembranças”,  nós também reencontramos  todos os personagens dos livros anteriores. Ficamos sabendo “a quantas” anda a vida de cada um. Essas partes, para mim, foram as mais divertidas e interessantes.

Sem dúvida, a Suzannah está mais madura nesse livro, como era de se esperar, já que ela, agora, tem 24 anos. Porém, a essência da personagem continua a mesma… ela ainda é uma garota durona que não leva “desaforos” para casa.

Por mais incrível que pareça, eu passei a gostar um pouco mais do Paul nesse livro. Se vocês já leram a resenha que eu fiz aqui sobre os seis livros anteriores da série, sabem que o meu relacionamento com o Paul nunca foi estável (tinha momentos em que eu gostava dele e momentos em que o detestava). Mas, nesse livro, não sei o porquê, passei a gostar mais dele. Talvez seja porque eu conheci mais sobre ele e as suas fraquezas ou porque o “brilho” do Jesse se apagou um pouquinho.

Bem, houve alguns detalhes que eu não gostei muito na história. Achei algumas atitudes do Jesse bastante despropositadas e machistas. Por outro lado, acho que a parte da “mitologia” acerca da mediação poderia  ter sido melhor explorada para ter mais credibilidade.

Mas, no geral, eu gostei do livro. É bem perceptível que a Meg, ao final da história, deixou um gancho para outros possíveis livros. Até agora, não ouvi nada a respeito de ela planejar escrever mais livros. Mas, eu espero que ela escreva. Adoraria que ela escrevesse algo focando um pouco mais em Paul, seu irmão Jack e seu falecido avó (todos os três mediadores). Seria muito interessante.

De qualquer forma, como não há nada confirmado quanto a outros livros, eu me despedi de “Lembranças” com um pouco de tristeza. Foi bom rever Suzannah, seus meio – irmãos, Jesse, o padre Dominic, Gina, Cece, Adam…  e, até mesmo, Paul. E foi bom, também, conhecer os novos personagens, como as sobrinhas trigêmeas da Suze.  Espero poder rever a todos, ao menos, mais uma vez!

Gostaria de lembrá-los de que a série “A mediadora” é uma série direcionada ao entretenimento. Não existem questões muito profundas. Mas, por outro lado, as histórias são, sem dúvida, interessantes e divertidas. A narrativa de Meg Cabot é inovadora e viciante !!!!

Nota: 4/6 – Bom

 E, aí? Gostaram da resenha? Conta tudo 📖 💋

Resenhando: série de livros “Sevenwaters”

Em 28.06.2016   Arquivado em LITERATURA

A resenha de hoje é sobre a série Sevenwaters (sete águas, em português). Ela foi escrita pela Juliet Marillier.

Primeiramente, preciso dizer a vocês que Marillier é, sem dúvida, uma das escritoras de quem mais gosto. Até hoje, ela não conseguiu me decepcionar.

A Juliet nasceu na Nova Zelândia, mas mora na Austrália. Além de escritora, ela é formada em Linguística e Música. Todos os livros que ela escreve se encaixam no gênero “fantasia histórica”.  Assim, em toda a sua bibliografia, existe a predominância de elementos folclóricos.  Sempre que ela vai escrever um livro, ela viaja até o país em que a história vai se passar e assimila a cultura e o modo de vida do povo daquele lugar.

 Infelizmente, Marillier é uma escritora pouco conhecida no Brasil. E existe uma razão para isso: apenas uma parcela de seus livros foi publicada em nosso país. E isso é realmente uma pena, pois livros tão bons deveriam poder ser acessados por todos.

Até hoje, no Brasil, publicou-se:

a) a Série Wildwood: publicada pela editora Prumo. É composta por dois livros chamados “A dança da floresta” e    ” O segredo de Cybele”.

b)  a Série Sevenwaters: publicada muito recentemente pela editora Butterfly. É composta por seis livros. No Brasil, até o momento, só existem quatro.

A boa notícia é que TODO o material de Marillier foi publicado em Portugal. Portanto, é possível adquirir as versões lusitanas. Pode-se importá-las de Portugal pelo site da  Wook , mas o preço fica muito salgado.

Eu tenho aqui em casa duas séries e meia da Juliet: Sevenwaters e Wildwood (ambas publicadas no Brasil) e metade de uma série ainda não publicada no Brasil: “A Saga Das Ilhas Brilhantes”. Milagrosamente, eu consegui encontrar a versão lusitana dessa série na estante virtual.

Sabe, gente, eu sempre cogitei a ideia de importar os outros livros. Mas o medo de eles ficarem parados na alfândega- e eu ter de pagar mais uma NOTA – sempre me desestimulou.  Estou torcendo para que alguma editora brasileira resolva trazer essas outras histórias para brasil muito em breve.

Sobre a série Sevenwaters: essa série se passa na Irlanda feudal e é recheada com elementos da cultura celta. Ela era, inicialmente, uma trilogia (de forma que a questão central da história se resolve no terceiro livro). Mas como os livros fizeram muito sucesso e os fãs pediram demais, Juliet Marillier escreveu mais três livros para a série, trazendo novas questões a respeito desse universo.

Sevenwaters é nome de um velho feudo. Este é guardado por uma floresta mística- em que se encontram diversas criaturas encantadas- e é transpassado por sete rios, daí o seu nome “As Sete águas”.  Os livros contam a história da família que vive nesse feudo. A cada livro, nós somos apresentados para uma nova geração feminina desta família. Logo, a protagonista de cada livro é sempre uma mulher que narra a história em primeira pessoa.

A questão central – que liga, inclusive, um livro ao outro –  é recuperar  das Ilhas Sagradas irlandesas, que foram conquistadas pelos bretões. Para recuperá-las, uma profecia foi criada. Essa profecia está diretamente ligada à família de Sevenwaters. (OBS: Como o gênero é FANTASIA histórica, as informações contidas no livro não precisam ser verdadeiras. São, aliás,  em muitos casos, fictícias.)

Vou comentar com vocês a trama específica de cada livro. Assim, vocês poderão compreender melhor o assunto abordado pela série.

  • Livro 01 – A Filha Da Floresta:

 Passada no crepúsculo celta da velha Irlanda, quando o mito era lei e a magia uma força da Natureza, esta é a história de Sorcha, a sétima filha de um sétimo filho, o soturno Lorde Colum, e dos seus seis amados irmãos, vítimas de uma terrível maldição que os transformou de bravos guerreiros em belos cisnes selvagens…

O domínio de Sevenwaters é um lugar remoto, estranho, guardado e preservado por homens silenciosos e criaturas encantadas, além dos sábios druidas, que deslizam pelos bosques vestidos com seus longos mantos…
Os invasores da floresta, os salteadores de além-mar, os bretões e os vikings, estão todos decididos a destruir este lindo paraíso. Porém, o mais urgente para os guardiões de Sevenwaters é destruir o mal sombrio que se introduziu em seu domínio: Lady Oonagh, uma feiticeira, bela como o dia, mas com um coração negro como a noite.
Landy Oonagh conquista Lorde Colum, mas não consegue encantar a prudente Sorcha e seus bravos irmãos. Frustrada por não conseguir destruir a família, ela aprisiona os jovens guerreiros com um feitiço que somente a força silenciosa de Sorcha pode quebrar. Se falhar, todos continuarão encantados e morrerão!
Mas os seres da floresta veem Sorcha como sua filha e a colocam sob a guarda de um destemido guerreiro, porém o preço dessa proteção é abandonar a segurança de tudo o que conhecia para seguir até terras estrangeiras e hostis… Em pouco tempo, a jovem se vê dividida entre o seu dever, que significa a quebra da maldição que aprisiona seus irmãos, e um amor cada vez mais forte, e proibido, pelo guerreiro que lhe prometeu proteção.” (Sinopse do livro)

A heroína que narra a história deste livro é Sorcha. Ela é filha de Lord Colum, o senhor das terras de Sevenwaters,  e possui seis irmãos. É muito apegada ao seu irmão Finbar. A conexão entre eles é tão forte que ambos possuem a capacidade de conversar mentalmente um com o outro.

Na época em que se passa o primeiro livro, vários preparativos estão sendo feitos para as batalhas que se aproximam: o povo celta deseja recuperar as Ilhas sagradas, que foram conquistadas pelos bretões. Apesar disso, Sorcha e seus irmãos vivem bem e são felizes. Amam sua casa que é guardada por uma enorme floresta encantada.

O catolicismo ainda não tinha chegado na velha Irlanda, de forma que o povo continuava com suas antigas tradições celtas, acreditando no poder dos seres da Floresta.

Os infortúnios, de Sorcha e seus irmãos, começam quando  Lorde Colum se casa novamente. A bela mulher, escolhida para ser esposa de Colum, é Lady Oonagh. Ela rapidamente, consegue encantar a todos, inclusive aos irmãos de Sorcha.  Esta, porém, desconfia de Oonagh e não aceita as mudanças introduzidas por ela na rotina da casa.

Lady Oonagh é, na verdade, é uma poderosa feiticeira que deseja, entre outras coisas, dominar o marido para que possa exercer grande influência em Sevenwaters e também no curso das batalhas que se aproximam.

Lady Oonagh, percebendo a influência de Sorcha em seus irmãos e  temendo que esta transfira suas desconfianças a Lorde Colum, tenta enfeitiçar todos os seus enteados.

O feitiço, que faz com que faz com que todos os rapazes se transformem em cisnes, não atinge Sorcha.

Na esperança de conseguir quebrar o feitiço – para transformar seus irmãos em seres humanos novamente- Sorcha procura a Dama da Floresta, Deirdre. Esta promete ajudar Sorcha, que, entretanto, deverá passar por provas e sacrifícios. Ela deverá costurar, a partir do tecido feito de uma planta que queima ao toque, uma camisa para cada um dos seus seis irmãos. Além disso, não poderá falar nenhuma palavra nem fazer nenhum som até seus irmãos se transformarem em humanos.

Sorcha é encaminhada, pelos seres da Floresta, a um guerreiro bretão e levada à Bretanha- que é inimiga da Irlanda, na causa das Ilhas Sagradas.  No decorrer do livro, a confiança entre Sorcha e esse guerreiro vai aumentando. O imponente guerreiro, mesmo sem saber a história de Sorcha, se compromete a ajudá-la em sua tarefa.

E é claro que esse plano dos seres da Floresta, de unir Sorcha ao guerreiro bretão, está diretamente ligado à causa das Ilhas Sagradas.

Esse livro é, simplesmente, maravilhoso. A trajetória de Sorcha é sofrida, muito sofrida. Mas, Sorcha é uma fortaleza. Ela possui grande determinação. É, sem dúvida, uma heroína feminista – aliás, como todas as heroínas de Juliet.

É realmente impossível não se encantar com ela, ficar feliz junto com ela quando ela está feliz e também sofrer junto com ela, quando crueldades lhe são impostas.

Red, o guerreiro bretão, é também um personagem encantador. Acho que também é impossível não torcer para que ele e Sorcha fiquem juntos.

A história desse livro foi baseada em um conto de fadas, escrito pelos irmãos Grimm, chamado “Seis cisnes”.

  • Livro 02- O Filho Das Sombras:

“Filho das Sombras” narra a história da jovem Liadan, que, tal como a sua mãe, Sorcha, herdou a habilidade de falar com os espíritos da floresta, os quais lhe segredam que ela deve permanecer, para sempre, em Sevenwaters, se quiser que as ilhas Sagradas sejam retomadas dos bretões. A Irlanda está numa avassaladora guerra, onde um misterioso homem é temido e reconhecido como um mercenário feroz. E, assim como sua mãe no passado, ela acaba por ser capturada e sente-se cada vez mais atraída pelo ser das sombras, apesar de saber da maldição da profecia que Seres da Floresta lhe preveniram.” (Sinopse do livro)

Vou contar só um pouquinho acerca desse livro, porque não quero dar Spoiler do livro anterior.

A protagonista desse livro é a filha de Sorcha, Liadan. Esta tem uma irmã mais velha, Niahm, e também um irmão gêmeo, Sean.

Os seres encantados, que vivem na floresta, dizem para Liadan que ela, se quiser que as Ilhas Sagradas sejam reconquistadas, jamais deverá ir embora de Sevenwaters.

Corre, nas terras da Irlanda, boatos de um mercenário, intitulado “Homem Pintado”, e de suas atrocidades. Liadan, por acaso, acaba sendo raptada por esse mercenário e seu grupo. Entretanto, conforme vai conhecendo melhor Bran, o homem pintado, ela percebe que nem tudo é o que parece. Logo, acaba se afeiçoando a ele.

Liadan, nesse livro, deverá tomar uma importante decisão que irá interferir não apenas em seu destino, mas também no destino de Bran e das Ilhas Sagradas.

 

  • Livro 03- A Filha Da Profecia:

“O terceiro e último volume da Trilogia Sevenwaters narra a história de Fainne, criada pelo pai, Ciarán, em uma terra distante. Ao se tornar adolescente, ela é visitada pela avó, a malévola feiticeira Lady Oonagh, que a obriga a embarcar em uma terrível missão: infiltrar-se na família, em Sevenwaters, e impedir que seu tio Sean e seus aliados reconquistem as Ilhas sagradas – invadidas há gerações pelos escandinavos. Educada pelo pai usando seus dons de magia para o bem, ela, no entanto, agora se vê forçada a usar de artimanhas e maldade para atingir os objetivos de vingança de sua avó.” (Sinopse do livro)

Para não estragar as surpresas dos outros dois livros, vou falar muito pouco mesmo sobre esse livro.

Ele vai contar a história de Fainne, neta de Lady Oonagh (por parte de pai) e neta de Sorcha (por parte de mãe).  Lady Oonagh retorna neste livro com um desejo de vingança. Ela quer impedir a família de Sevenwaters de reconquistar as Ilhas Brilhantes. Para isso, força sua neta, Fainne, a infiltrar-se dentro de Sevenwaters.

Fainne, tal como a avó e o pai, é uma grande feiticeira.  Ela, diferente das outras protagonistas, não é muito cativante. Porém, no decorrer do livro, nos afeiçoamos a ela que acaba se mostrando – tal como Liadan e Sorcha-forte e destemida.

Esse livro irá trazer o desfecho da trilogia Sevenwaters, determinando o destino das Ilhas Sagradas.

Assim como foi com os outros livros, este aqui é denso, longo e gostoso de ler.

Devo dizer que, fora um detalhe aqui e outro ali, eu gostei bastante do final. Fiquei triste em algumas partes, mas, no geral, gostei muito.

Inicialmente, a história de Sevenwaters acabaria neste livro.  Porém, como disse para vocês, Juliet voltou a este universo posteriormente.

  • Livro 04 – O Herdeiro De Sevenwaters:

“O domínio de Sevenwaters é um lugar remoto, estranho, guardado e preservado por homens silenciosos e criaturas encantadas, além dos sábios druidas, que deslizam pelos bosques vestidos em seus longos mantos…Os chefes do clã de Sevenwaters têm sido, geração após geração, os guardiões de um dos últimos refúgios dos Tuatha De Danann, os Seres da Floresta. É nesse cenário, rodeado pela floresta de Sevenwaters, que humanos e criaturas do Outro Mundo convivem ao mesmo tempo em harmonia e desconfiança. Quando Lady Aisling dá à luz um novo herdeiro de Sevenwaters, cabe à sua filha Clodagh a responsabilidade pela casa e pelo irmão. Porém, ele é raptado, e em seu lugar é deixado um ser que pouco lembra um bebê humano. Para recuperá-lo, Clodagh tem que se aventurar no Outro Mundo, acompanhada por um misterioso guerreiro, e enfrentar o poderoso príncipe que agora reina. E a recompensa pode ser maior do que ela imagina. “

 

Em “Herdeiro de Sevenwaters”, a protagonista é Clodagh, uma das filhas de Lord Sean, o atual senhor de Sevenwaters.  Clodagh é a mais atarefada entre todas as irmãs. Ela é o braço direito de sua mãe, Ashling, pois a ajuda em praticamente tudo: desde a organização da casa até no cuidado com as irmãs mais novas.

Clodagh, apesar de já ser uma moça, não tem a pretensão de se casar. Ela ama sua vida em Sevenwaters. Gosta de cuidar da casa, de trabalhar em seu jardim de plantas, caminhar pela floresta, enfim… ela adora aproveitar os simples prazeres que o seu lar lhe proporciona. Já Deirdre , sua irmã gêmea- com quem, inclusive, consegue falar mentalmente-  é totalmente o oposto. Ela está prestes a se casar e  o que mais deseja é fazer seu futuro marido feliz.

A casa em Sevenwaters passa por um momento de grande preparativos, não só pelo casamento de Deirdre que se aproxima, mas também porque Ashling – esposa de Sean- está grávida. Apesar de ter seis filhas, ela nunca conseguiu dar ao marido um filho homem (devemos lembrar da importância de se ter filhos homens, “herdeiros”, naquela época).

Porém, estão todos apreensivos, porque  a situação de Ashling é delicada. Ninguém ousa dizer a ela, mas todos sabem: ela já está em idade muito avançada para ter um bebê. Por isso, as chances de o parto ser complicado são altíssimas. Ashling pode nem mesmo sobreviver. Lord Sean, por outro lado, tem ainda outros problemas para lidar: os clãs vizinhos estão em grande rivalidade e isso pode ameaçar as fronteiras de seu território.  Logo, ele precisa tentar apaziguar os clãs.

O parto de Ashling, como se esperava, é difícil. Porém, a criança, um menino, nasce com vida.  E é Clodagh quem  deve cuidar do irmão durante a convalescença da mãe.

As intempéries, entretanto, surgem quando o bebê é raptado e em seu lugar é deixado algo que não se parece, de forma alguma, com uma criança humana. Clodagh se sente extremamente triste e culpada e não consegue aceitar os olhares de desapontamento da família. Além disso, ela é a única da família que consegue perceber que aquele ser deixado no berço do irmão, feito de galhos e folhas – que pouco se parece um ser humano- está vivo; não é um objeto inanimado. Por isso, ela se decide a encontrar seu irmão,  e refazer a troca de bebês, nem que para isso seja necessário procurar pelo véu que separa os mundos e entrar no Outro Mundo (aquele em que vivem os Seres da Floresta).

Em sua jornada, Clodagh contará com a ajuda de um guerreiro, chamado Cathal. Este, de uma forma ou outra, está diretamente ligado à troca de bebês. Existem segredos em seu passado que nem mesmo ele tem conhecimento. Logo, a jornada de Clodagh para procurar seu irmão é também uma jornada de autoconhecimento para Cathal.

Quanto à minha opinião em relação a este livro, devo dizer que ele é um livro bom – tem aventura e romance, como todas as histórias de Juliet. Além disso, é gostoso voltar ao mundo de Sevenwaters e reencontrar personagens tão queridos. Entretanto, esse livro, para mim, não se equipara, nem de longe, aos três primeiros livros (que fechariam, anteriormente, a série de Sevenwaters). Simplesmente, a conexão que tive com as personagens dos livros anteriores (Sorcha, Liadan e Fainne) não se estendeu a Clodagh. Mas, de qualquer forma, o livro ainda é bom. A série inteira, com toda a certeza, vale a pena ser lida.

Eu gosto tanto desses livros que fazer essa resenha até me deu saudade. É bem provável que eu releia a série inteira nas férias só para poder encontrar aquele aconchego que eu sempre sinto quando leio sobre o mundo de Sevenwaters <3

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