O que eu achei do filme La La Land

Em 14.02.2017   Arquivado em CINEMA

Semana passada, eu resolvi me aventurar em La La Land.

Eu tinha me interessado logo de cara pelo filme – e, não, não foi apenas por causa das inúmeras indicações ao Oscar. Na verdade, eu sempre amei musicais. E a ideia central deste musical em específico – perseguir um sonho – fazia muito sentido para mim (logo eu,  que sonha sem medidas).

Confesso que estava com expectativas altíssimas em relação ao filme. E sabe o que é mais legal? Ele, mesmo assim, conseguiu me surpreender.  La La Land é incrível. É infinitamente melhor do que eu imaginava.

Já comentei aqui sobre os meus cinco filmes preferidos. Entretanto, quando eu assisti à La La Land, não tive outra opção a não ser acrescentar mais um filme à listinha. Emma Stone e Ryan Gosling deram vida a minha sexta versão cinematográfica favorita. Apenas isso.

La La Land fala essencialmente sobre sonhar e tornar os sonhos realidade. O palco para essa história é Los Angeles. A cidade das oportunidades e do sucesso – mas, também, a cidade dos sonhos despedaçados.

Emma Stone interpreta Mia, a atendente de uma cafeteria que se localiza em um grande estúdio de Hollywood. Mia é aspirante à atriz. Depois de largar a faculdade, ela resolve se mudar para LA e viver o seu sonho.

Muito mais do que sonhadora, Mia é uma saudosista. É apaixonada pelos musicais que marcaram a época de ouro de Hollywood.

 Ryan Gosling interpreta Sebastian – um pianista desiludido. Sebastian, assim como Mia, é um sonhador e saudosista. A única diferença é que o objeto de sua paixão é o Jazz – e não o cinema. Para Sebastian, o Jazz morre e desaparece pouco a pouco. Ele sonha em reavivar este estilo musical. Ele precisa devolver ao Jazz toda a sua glória de outrora.

É em La La Land – Los Angeles, a cidade das estrelas – que os caminhos de Mia e de Sebastian vão se cruzar. Dois sonhadores perseguindo os seus sonhos.  Dois sonhadores perseguindo os seus sonhos enquanto tentam fazer um relacionamento dar certo.

O filme nos faz uma pergunta: até onde você estaria disposto a ir para perseguir o seu sonho?

A ideia parece simples e, até mesmo, clichê. E, verdade seja dita, ela o é.

A originalidade do filme não reside na sua ideia central, mas sim nos detalhes. Eles é que fazem toda a diferença.

Em primeiro lugar, o filme traz referências de diversos outros musicais famosos – como “Cantando na Chuva”, “Grease” e “Cinderela em Paris”. Ele faz uma homenagem à era gloriosa dos musicais hollywoodianos. E o faz com excelência. As referências são nostálgicas. Valeria a pena assistir apenas por isso.

Mas não pense você que o filme não inova. O fechamento dele é muitíssimo inovador, porque destoa de todos os outros musicais que começaram na década de 50. É um final surpreendente e atual. Ele nos lembra do momento em que estamos vivendo e de quais são as nossas prioridades. Hoje, o indivíduo está em foco. E o indivíduo precisa realizar – se individualmente.

Além disso, vale dizer que a fotografia de La La Land é linda e profundamente onírica. A iluminação é exagerada (quase em neon), dando ao filme um toque artístico. O jogo de câmeras – sem muitos cortes – deu o estilo clássico de que o filme necessitava.

Também é importante salientar que a química entre Emma e Ryan é apaixonante. O casal é verossímil. Não apenas porque ficam bonitos juntos – mas também porque continuam a ter personalidade e individualidade quando estão separados. Você vai dar suspiros adolescentes pelos dois – ah, se vai!

Sobre as canções de La La Land, cabe dizer que elas são encantadoras – muito embora sejam despretensiosas. A intenção não foi colocar vibratos exultantes. A intenção foi fazer músicas leves – em um estilo atual e, ao mesmo tempo, clássico. Os toques de Jazz  não são mera coincidência.

Por outro lado, devemos compreender que os atores não são músicos profissionais. Não dava para esperar grandes feitos dos dois (Emma e Ryan) nesse sentido. Mas acho que eles deram o melhor de si e o resultado foi maravilhoso. As vozes de ambos casam com a proposta do filme. City Of Stars – a canção mais icônica do longa, na minha opinião – é um encanto. Não consigo parar de ouvir.

O filme me entreteve, mas me fez refletir sobre pequenas coisas. Ele me fez perceber que nós não podemos desistir dos nossos sonhos. Acima de tudo, nós precisamos nos sentir realizados e úteis. O indivíduo é cheio de particularidades. E ele precisa cumprir, individualmente, os seus ideais e as suas metas.
Viver precisa ter significado. Senão, seremos eternos amargurados que, ora, entram e, ora, saem de crises existenciais.

Escolher também é uma atitude – chave. Uma única escolha pode mudar todo o curso da nossa vida. Basta uma escolha. E a vida é assim – pura e simplesmente.

La La Land fez muito sentido para mim, especialmente na fase em que estou agora. Eu amei o filme. Não consigo parar de pensar nele. Não consigo parar de pensar naquele final. Não consigo deixar de me apegar às canções. Tudo é muito envolvente! E lindo. E encantador.

Em outras palavras, esse filme não se debruça apenas sobre sonhos – ele é um sonho.

Precisamos falar também sobre os looks da personagem Mia. Os vestidos que ela usa são lindos. Eu preciso tê-los no meu guarda – roupa. Só isso.

Em suma, La La Land – Cantando Estações se tornou o meu sexto filme preferido.  Assista e tire suas próprias conclusões. Entretanto, no que tange ao meu parecer – nada técnico e muito amador – o filme é maravilhoso e vale a pena ser visto não apenas uma, mas várias vezes.

 

 

 

10 coisas que eu descobri com De Repente 30

Em 23.01.2017   Arquivado em CINEMA, LISTINHAS, PESSOAL

Sabe aquele filme que marca sua adolescência? Pois é. É assim que eu me sinto com De Repente 30.

Ontem, depois de rever este clássico da sessão da tarde, eu me senti nostálgica. E passei a refletir sobre as descobertas que fiz com ele quando tinha apenas 13 anos – a mesma idade de Jena, a protagonista.

Da reflexão, surgiu esse post.

 

Com “De repente 30” eu descobri que…

 

1) A popularidade não tem nenhum valor se ela acontecer em detrimento de você e da sua dignidade.

2)  Ser “popular” não significa ser “amado”.  Na maior parte das vezes, apenas significa viver de aparências e ser solitário.

3) Não vale você se esquecer de quem é para ser querido pelas pessoas.  Verdadeiros amigos nos amam por aquilo que somos.

4) Não mude para agradar os outros. Apenas mude por você. Quando e como você quiser. Se você não está satisfeito com quem você se tornou, você pode mudar … se isso o fizer feliz.

5) Revistas costumam falar sobre coisas que não têm importância. Como a vida dos famosos e outras frivolidades. Ás vezes, elas se esquecem de contar a história que verdadeiramente nos interessa. Elas se esquecem de olhar  o mundo que está logo ali, ao lado.

Quão incrível seria se algumas revistas se permitissem descobrir  o que aconteceu no baile da escola, naquela última noite. Ou como o time daquele bairro está ganhando o campeonato da cidade.

6) Os anos 80 salvam qualquer festa.  É só colocar um música como Thriller e pronto!

7) Acredite nas suas ideias e nos seus projetos. Se você não o fizer, ninguém fará por você.

8) Podemos ser adultos e ter uma vida de grandes responsabilidades, mas precisamos nos permitir voltar a ser crianças  e adolescentes de vez em quando.

Nunca é tarde demais para pedir colo de mãe.

Nunca é tarde demais para fantasiar e fofocar (como uma adolescente) sobre um primeiro encontro.

9) Se você está se sentindo triste, se a sua carreira está desmoronando, se você levou um pé na bunda … você deve ouvir e cantar (como se não existisse amanhã) a música Vienna, do Billy Joel.

OBS: Vale destacar que foi com “De Repente 30” que descobri A MÚSICA da minha vida. A música que me fez levantar em manhãs cinzentas. A música que nunca me deixou desistir. A música que fez com que eu me lembrasse do quanto eu era especial, ainda que muitos tentassem me dizer o contrário.

Essa música se chama Vienna. E foi escrita pelo Billy Joel. Aliás, o Joel  é um cantor e compositor fantástico! Apenas amo até dizer chega.

10) Não queira crescer antes do tempo.  A chance de você perder momentos valiosos e fazer escolhas erradas é 9 em 10.

Infelizmente, ainda não criaram um pó mágico que nos faça voltar no tempo e consertar todos os nossos erros. Então, o meu conselho é: não precise de um.

Em suma, para finalizar essa listinha, existem apenas mais algumas considerações a fazer:

Viva cada tempo no seu tempo.

Seja criança, enquanto você ainda puder ser uma.

Seja adolescente, mesmo que seja difícil.

A Bruna adolescente pensava que qualquer rejeição era o fim do mundo. Mas o mais engraçado é que, na manhã seguinte, quando ela acordava, o mundo ainda estava ali. Intacto.

Seja você. Ainda que isso signifique ser impopular. As pessoas que verdadeiramente se importam vão amá-lo por aquilo que você é.

Só mude se for para agradar a si mesmo.

E viva. Viver pode ser doloroso. Mas também pode ser lindo.

Só não deixe que viver se torne indiferente.💋

 

5 filmes que se passam no natal

Em 19.12.2016   Arquivado em CINEMA, LISTINHAS

Se existe um período do ano em que eu me sinto mais leve e feliz, é o natal.  Acho o clima natalino a coisa mais gostosa do mundo: as luzes,  os lindos enfeites, o cheiro de panetone e a comunhão familiar tornam tudo muito mais mágico.

Natal, para mim, é sinônimo de esperança, renovação e solidariedade. É um apelo de ajuda ao próximo.

É a época do ano em que caímos mais em nós mesmos. Nos colocamos a pensar a vida e separamos aquilo que é frivolidade daquilo que é necessário. Em suma, o natal é a preparação para o ano novo, um ano que só será novo se o deixarmos ser.

Pensando em todo esse encanto e magia natalina, eu vim aqui hoje com intuito de fazer um post duplo e trazer para vocês duas coisas que eu adoro fazer nessa época do ano: assistir filmes e ouvir músicas que tenham tudo a ver com o natal.

Nesse post, vou indicar cinco filmes de natal e no  outro post (o que está abaixo) vai ter playlist natalina. Então, vem! 🎁🎄🎅

1 – Milagre na Rua 34

 

Esse filme é um clássico do natal. Prefiro essa versão de 1994 (remake do original de 1947), com a Mara Wilson – minha eterna Matilda – no papel da protagonista.

No filme, Susan (Mara Wilson) não acredita que o papai Noel existe. Até que um doce velhinho, contratado para trabalhar na loja de sua mãe,  faz de tudo para provar à garota o contrário.

É um filme fofíssimo que traduz todos os bons sentimentos natalinos.

2 –  Pode me chamar de Noel

Este filme, assim como o primeiro, trabalha com a ideia do verdadeiro papai Noel. O diferencial é que ele traz a Whoopi Goldberg – essa atriz maravilhosa – no papel principal.

Se o filme tem a Whoopi, meu caro, vale a pena assistir. Pode confiar! ✨

3 –  O príncipe e eu

Se você curte contos de fada, vai gostar desse filme.  Aqui,  a doce protagonista Jules, uma plebeia,  se apaixona por um nobre que ostenta um título de príncipe.

A fórmula, portanto, é a mesma dos contos de fada. Entretanto, ainda que o filme seja clichê, ele é divertido e fala sobre a magia do natal. É uma ótima história para você se entreter e se distrair.

Diferencial: possui Sam Heughan – meu eterno James Fraser, de Outlander –  no papel do “príncipe” Ashton. Precisa falar mais? Acho que não, haha.

4 –  O amor Não Tira Férias

É o melhor romance natalino do mundo. Temos duas protagonistas  que estão infelizes e desiludidas com suas vidas – Iris (Kate Winslet) e Amanda (Cameron Diaz). Em um momento de desespero e anseio por mudanças, as duas combinam pela internet de fazer um intercâmbio. Iris irá passar as festas de fim de ano em Los Angeles,  na casa de Amanda, enquanto esta irá a Londres para ficar na casa de Iris.

Se as duas queriam mudanças, estas não faltaram. Iris conhece um músico, Milo (Jack Black), e Amanda se envolve com Graham (Jude Law), o irmão de Iris.

O filme é lindo e, na minha opinião, inteligente no que concerne à relacionamentos. Não é um filme clichê ou irreal.  Pelo contrário, a história é palpável e bastante divertida.

Enfim, vale muitíssimo a pena ver!

5 – Mensagem para você

É um dos meus romances preferidos. Primeiro porque a Meg Ryan – uma das atrizes que mais amo no mundo – contracena com Tom Hanks – meu boy magia dos anos 80.

Meg e Tom é aquele tipo de casal que sempre dá certo quando contracena junto. Não é por acaso que eles atuaram como par romântico em outros filmes (Sintonia do amor, Joe contra o vulcão e Ithaca). A questão é que os dois têm uma química incrível. Por isso, ver filmes com esse casal é sempre uma boa experiência para quem gosta de comédias românticas, assim como eu.

Esse filme não fala propriamente de natal, mas se passa nas festividades de fim de ano. Ele retrata o começo da era digital, quando o e-mail ainda era uma novidade.

A protagonista, Kathleen,  é dona de uma pequena e aconchegante livraria que está falindo, em razão de uma grande companhia de livros ter se mudado para o seu bairro. O que ela não sabe é que o homem com quem ela vem se correspondendo por e-mail (e por quem pode estar começando a se apaixonar), um tal de NY152, é o proprietário da companhia e, portanto, o seu rival nos negócios.

Mensagem para você é um filme divertidíssimo. Com certeza, vou revê-lo essa semana.  💙✨

 

BÔNUS:

Além dos cinco filmes, indico dois desenhos para vocês assistirem nessa semana do natal.

6 – Anastasia

Eu assistir à Anastasia no dia 24 ou 25 de dezembro virou tradição. Não sei muito bem o porquê disso, mas acredito que tenha a ver com o fato de a Globo reprisar com frequência o desenho nesta época do ano.

Eu sei que a história real da família Romanov não tem muita relação com a história desse filme. Aliás, existe uma divergência imensa entre elas.  Mas mesmo assim, não me canso de assistir a esse filminho. Marcou muito minha infância e, depois de A Bela e a Fera, é o meu filme de princesa predileto. Não me canso de cantar “Foi no mês de dezeeeembro”. 

Sabia que este é um dos poucos desenhos com princesas feministas? Ah, me conta, existem muitos filmes por aí em que a donzela salva o “cavalheiro”? Acho que não. Com exceção de A Bela e a Fera e Anastasia, não conheço nenhum outro.

Portanto, amo e indico Anastasia. E é óbvio que dia 24, lá estarei eu, assistindo a esse desenho incrível e  cantando “foi no mês de dezembro”. Isso aí. haha

7 –  O estranho mundo de Jack

Quem duvida que esse seria o natal mais assombroso de todos? Eu é que não duvido. Essa animação é incrível. Aliás, como poderia não ser, tendo a mente geniosa do Tim Burton como diretor ?

Saudades de Sally e Jack. Preciso rever esse filme urgentemente!

 

Gostaram da listinha natalina? Conta tudo 💋

 

 

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