5 livros que tem tudo a ver com o Verão

Em 08.01.2017   Arquivado em LISTINHAS, LITERATURA

Seguindo a mesma ideia do post 5 livros que tem tudo a ver com a Primavera,  hoje eu fiz uma listinha com 5 livros para ler agora, no verão!

Na minha opinião, o verão e o calor pedem por coisas leves, divertidas e cheias de frescor. É um tempo de descontração, de viver de forma mais intensa e de aproveitar imensamente as férias. Por isso mesmo,  nesse post, vou indicar leituras singelas e que, provavelmente, vão entreter até a última página.

Então, vamos lá!

1) Ponte Para Terabítia

Sinopse:

“Jess Aarons, um garoto de 10 anos, passou o verão treinando para ser o campeão de corrida da escola. Na volta às aulas, é ultrapassado por uma aluna nova. Os dois tornam-se grandes amigos, e criam um reino imaginário chamado ‘Terabítia’, onde governam soberanos protegidos das ameaças e zombarias da vida cotidiana. Até que um dia, uma fatalidade os separa, e Jess precisa ser forte para enfrentar essa triste realidade.”

Muitos já devem ter visto a versão cinematográfica inspirada nessa história. Apenas posso dizer que o livro é tão lindo quanto o filme.

É incrível o quanto podemos aprender e refletir com livros infantis. Quando li esta obra, eu ri, chorei e também passei por momentos de reflexão. A história é triste, mas não menos maravilhosa por isso.

2) A Irmandade Das Calças Viajantes

 

Sinopse:

Tibby, Carmen, Bridget e Lena são companheiras, cúmplices, confidentes. E a amizade delas, ao que tudo indica, não é pura coincidência. Pela primeira vez, porém, as quatro adolescentes iriam passar o verão separadas. As quatro decidiram, então, fazer um pacto, ou inventar um código, um elo que as unisse enquanto estivessem viajando. E encontraram a solução num velho jeans comprado no brechó, surrado e desbotado. Aquelas calças que eram ‘tudibom’, transformaram-se no num símbolo de amizade e passaram a pertencer às amigas igualmente. Surgia, assim, a Irmandade das Calças Viajantes, com direito a cerimônia secreta, juramento e dez mandamentos básicos para o uso do jeans. Como as Calças, cada leitor será convidado a viver etapas determinantes, momentos intensos, grandes provas, problemas, decepções, emoções, sofrimentos, descobertas, revelações, lado a lado com Tibby, Carmem, Bridget e Lena.”

Foi através do filme Quatro amigas e um Jeans Viajante que eu descobri esse livro, ou melhor, essa série de livros. Ann Brashares escreveu cinco livros sobre as quatro protagonistas e sua irmandade. São eles: A Irmandade Das Calças Viajantes; O Segundo Verão da Irmandade; Meninas de Calças; Para Sempre Azul  e The Sisterhood Everlasting

Como vocês podem perceber, o quinto livro não foi publicado no Brasil.  Mas isso não atrapalha em nada a leitura! The Sisterhood Everlasting foi escrito alguns anos depois de “Para Sempre Azul” e narra os dilemas das quatro protagonistas já adultas.  Portanto, existe um certo fechamento da história no quarto livro. De qualquer forma, espero que a Rocco publique essa quinta aventura de Tibby, Carmen, Bridget e Lena aqui. Os leitores brasileiros merecem isso.

Comecei a ler há pouco a série e, por isso, ainda não posso dar uma opinião completa. Porém, assim que terminar a leitura, farei resenha! Mas garanto, desde já, que o livro tem tudo a ver com o verão. É uma história leve, divertida e que, é claro, se passa no VERÃO!

3) O Duque e eu

Sinopse:

“Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo. Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta. Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.”

Primeiro livro da série Os Bridgertons, ele narra  a história de Daphne e Simon.

Gente, se eu pudesse definir esse livro em uma palavra, esta seria: DIVERSÃO! Sério. Eu ri muito com as confusões desse livro. É impossível não torcer pelo casal de protagonistas.

Por enquanto, apenas li primeiro volume da série. Estou bastante atrasada, confesso. Mas quero muito ler o restante.

Quando fiz a leitura de o “Duque e eu”, eu estava na praia e precisava muito de um livro que fosse leve, divertido e conseguisse me distrair. E esse foi perfeito! Juro. Se você quer uma história para ler na beira da piscina ou estirada na areia, pode colocar todas as suas apostas nos Bridgertons. Você vai se apaixonar, tenho certeza.

4) O Sol é Para todos

 

Sinopse:

Um livro emblemático sobre racismo e injustiça: a história de um advogado que defende um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca nos Estados Unidos dos anos 1930 e enfrenta represálias da comunidade racista. O livro é narrado pela sensível Scout, filha do advogado. Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça. ‘O Sol é Para Todos’, com seu texto “forte, melodramático, sutil, cômico” (The New Yorker) se tornou um clássico para todas as idades e gerações.”

Diferente dos outros livros dessa lista, “O Sol é para todos” é um clássico atemporal.  Gostei imensamente de lê-lo. Ele divertiu em alguns momentos e, em outros, me fez refletir sobre quatro coisas: as injustiças da vida, a natureza humana, os preconceitos raciais e os direitos humanos.

Resumidamente, posso dizer que “O Sol é para todos” soube equilibrar doses de densidade com doses de leveza. Em algumas passagens do livro, somos apresentados às sutilezas da infância e das férias de verão – visto que a história é narrada por uma criança de 10 anos. Em outras, a luta contra o preconceito racial – nas ruas e nos tribunais –  se faz presente. Portanto, esta história nos encanta e diverte, mas também nos põe para pensar – e muito!

Para quem quiser saber mais, eu fiz uma resenha completa aqui.

6) Coração De Tinta

Sinopse:

“Há muito tempo Mo decidiu nunca mais ler um livro em voz alta. Sua filha Meggie é uma devoradora de histórias, mas apesar da insistência não, ela consegue fazer com que o pai leia para ela na cama. Meggie jamais entendeu o motivo dessa recusa, até que um excêntrico visitante noturno finalmente vem revelar o segredo que explica a proibição. É que Mo tem uma habilidade estranha e incontrolável: quando lê um texto em voz alta, as palavras tomam vida em sua boca, e coisas e seres da história surgem como que por mágica. Numa noite fatídica, quando Meggie ainda era um bebê, a língua encantada de Mo trouxe à vida alguns personagens de um livro chamado Coração de tinta. Um deles é Capricórnio, vilão cruel e sem misericórdia, que não fez questão de voltar para dentro da história de onde tinha vindo e preferiu instalar-se numa aldeia abandonada. Desse lugar funesto, comanda uma gangue de brutamontes que espalham o terror pela região, praticando roubos e assassinatos. Capricórnio quer usar os poderes de Mo para trazer de Coração de tinta um ser ainda mais terrível e sanguinário que ele próprio. Quando seus capangas finalmente seqüestram Mo, Meggie terá de enfrentar essas criaturas bizarras e sofridas, vindas de um mundo completamente diferente do seu. “

O filme inspirado nesta obra, com Brendan Fraser, não faz qualquer jus à história criada por Cornelia Funke.  A trilogia de livros “Mundo de Tinta”, diferentemente da versão cinematográfica, é incrível e tremendamente criativa.

E se você conseguisse fazer com que histórias fantásticas virassem realidade? E se você conseguisse trazer à vida os personagens de que mais gosta? E se, muito mais do que isso, você conseguisse entrar, literalmente, nos seus livros preferidos?

Pois é. Seria uma habilidade e tanto. E, Mo, um dos protagonistas deste livro, a tem. Mas ele, muito mais do que nós, sabe que um dom pode ser usado tanto para o bem, quanto o para o mal. Existem histórias que nós não gostaríamos de viver e existem personagens que não deveriam ser reais.

A trilogia Mundo de Tinta conta com os títulos “Coração de Tinta”,  “Sangue de Tinta” e “Morte de Tinta”. Todos os três livros são maravilhosos. Cornelia Funke é uma escritora exemplar. Definitivamente, quero ler outras obras dela.

Coração de Tinta, em especial, é um livro que, desde o primeiro momento, me lembrou o verão. Não sei o porquê. Mas ele tem aquele gostinho de aventura, frescor e férias. Com certeza, é uma ótima companhia para o mês de Janeiro.

E, aí? Gostaram da listinha? Conta tudo 💙

Já que, praticamente, não consegui viajar nessas férias, eu estou usando meu tempo livre para ler – e ler muito!

Em breve, vou fazer um post contando quais livros adquiri em Dezembro e Janeiro. Dei uma de louca e comprei um total de 15 livros, hahaha. Já li alguns, mas falta muita coisa para ler! Se o dinheiro desse, juro que comprava mais.

Beijos, pessoal!  💋

 

5 livros que tem tudo a ver com a Primavera

Em 09.10.2016   Arquivado em LISTINHAS, LITERATURA

 

O post de hoje está um pouco atrasado porque a primavera começou no dia 22, mas tudo bem!

Resolvi fazer uma listinha de leituras pensando no clima da primavera- que, na minha opinião, é a melhor estação do ano. Primavera é o tempo de florescer, de mudar e de renovar. Existem muitas histórias com temáticas nesse sentido e que, portanto, tem tudo a ver com a Primavera 🍃🌺

Todos os livros indicados abaixo são muito queridos para mim. Foram leituras que me inspiraram e me surpreenderam. Tenho certeza de que vocês também vão amá-las 💛

Então, vem!  📚

1- Pollyanna

Pollyanna foi escrito por Eleanor H. Porter e publicado em 1913. É um Clássico Universal da Literatura Juvenil

Pollyanna é uma história de superação. Ela demonstra a força do pensamento positivo e da perseverança.  Uma situação – mesmo a mais horrível de todas – tem sempre dois lados: o negativo e o positivo. Para qual devemos direcionar nosso olhar?! Pollyanna diria que é para o positivo. E é assim que nossa órfã  – obrigada, pelas circunstâncias a ir morar com sua detestável (e amargurada) Tia Polly –  muda tudo e todos. Por meio de um simples jogo, chamado de Jogo do Contente, ela mostra que existe sempre algo capaz de nos alegrar. Nada, nem mesmo as maiores cruezas da vida, são motivo para o desespero.

É um livro inocente e singelo que marcou, definitivamente, minha infância. Foi o primeiro livro, com mais 100 páginas, que eu li. Na época, tinha 9 anos. E muito mais do que “o primeiro”, foi um dos melhores. É um clássico que vale ser lido e relido por todas as gerações, na medida em que ele contém mais do que uma história inspiradora: ele nos aponta uma filosofia de vida.

 

2- O Jardim Secreto

O Jardim Secreto foi escrito por Frances Hodgson Burnett. Publicado em 1911, ele é um Clássico da Literatura Infanto-Juvenil.

O Jardim secreto foi um livro que, também, marcou minha infância. Li e o reli muitas e muitas vezes. Infelizmente, ainda não o tenho na versão física, porque sempre pegava emprestado na biblioteca da minha cidade. Mas já está na lista  de “novas aquisições”, juntamente com todos os outros livros da Frances Hodgson Burnett.

A Frances é uma escritora fantástica. Já li todos os seus livros e devo dizer: ainda que suas histórias sejam voltadas ao público infantil,  os ensinamentos, tirados a cada entrelinha, valem para todos, independente da idade.

O livro conta a história de três crianças: Mary, Colin e Dickon. Quando a mimada Mary perde seus pais na Índia, ela volta à Inglaterra para morar com o soturno tio Craven, seu único parente vivo. Lá ela conhece Dickon, o irmão da criada, e seu primo doente Colin, filho do Sr. Craven. Ao contrário de Mary, Dickon é dócil e simples. Já Colin é, assim como Mary, mimado e apático. Usando sua doença como um escudo, ele maltrata a todos.

Um dia, Mary descobre a chave para o jardim de sua falecida tia. Embora saiba que a entrada para o Jardim é proibida, ela resolve se aventurar nele. Logo, conta sobre a chave para Dickon e, depois, para Colin. Ambos juram segredo e, junto com Mary, passam a cuidar da Jardim, semeando e fazendo com que ela floresça novamente. E, conforme vão curando o Jardim, eles curam a si mesmos.

O Jardim secreto é um clássico e, assim como o livro “Pollyanna”, ele merece ser lido por todas as gerações.

3- P.s Eu Te Amo

P.s eu te amo é um livro escrito pela Cecilia Ahern e publicado em 2004. É o romance que inspirou o filme homônimo, com os atores Hilary Swank e Gerard Butler.

Provavelmente, todos já devem ter ouvido falar do filme homônimo que foi baseado nesse livro. A história do filme e do livro são, essencialmente, parecidas. Mas existem algumas boas diferenças na história. Não sei dizer qual dos dois é melhor, porque ambos, filme e livro, são lindos.

P.s Eu te amo é um romance que conta a história de Holly, uma mulher que acabou de perder o marido para um câncer no cérebro. Holly e Gerry eram almas gêmeas. Não que nunca brigassem… não, eles brigavam. Mas também se reconciliavam. Eram apaixonados. E tinham planos para uma vida inteira. Até que Gerry morreu.

Poderia até parecer uma hipérbole, mas a verdade é que Holly se viu perdida, sem qualquer rumo à vista, com a morte do marido. Até que, na proximidade de seu aniversário, chega uma carta de Gerry. Com o intuito de ajudar Holly a seguir em frente, ele explica que  novas cartas chegarão durante, mais ou menos, o período de um ano. E conforme as cartas vão chegando, Holly se depara com uma lista de coisas a serem feitas – coisas que farão com que ela se permita ser feliz e viver novamente. É claro que Holly não concorda, à primeira vista, com alguns pedidos do marido (como não se sentir culpada por encontrar um novo amor, por ex.). Mas elas os faz. E vida continua.

P.s: Eu te amo é um livro lindo e encantador. Ele mostra que, embora tragédias aconteçam, recomeços são necessários. O choro e o entorpecimento podem ajudar no primeiro mês, mas eles devem ceder passo ao “já é hora de seguir em frente”.

Por isso, é claro, P.s eu te amo tem tudo a ver com o significado da Primavera.

4- Eleanor & Park

“Eleanor & Park, escrito por Rainbow Rowell, é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek”

Antes de mais nada, só posso dizer que eu me apaixonei, perdidamente, por  Eleanor & Park.  Li sem parar. Em casa, na faculdade (nem essa ficou à salvo!), no carro e na manicure. Eu, simplesmente, não conseguia largar o livro sem antes termina-lo. Existe algo de viciante nesse livro, mas não sei dizer exatamente o que. Apenas posso afirmar que a  história é incrível, engraçada e, ao mesmo tempo, triste.

Eleanor é uma garota sonhadora, inteligente e ingênua. Gordinha, ela tem cabelos armados, cheios de cachos de um ruivo intenso. Possui um jeito único de se vestir: roupas largas, velhas e masculinas. E ela não faz isso apenas por uma questão de estilo, mas porque não tem grana para comprar roupas melhores. Mora com a mãe, os irmãos e o padrasto abusivo em uma casebre minúsculo.  E tenta levar a vida como pode.

Park é um bonito garoto de descendência coreana. Não é popular, mas também não é o esquisitão da turma. Ele, simplesmente, gosta de ficar na sua, lendo seus gibis e ouvindo seu rock n roll.

De início, ele não vai com a cara de Eleanor, quando esta sobe, pela primeira vez, no ônibus da escola. Mas, também, ninguém vai com a cara dela. Com os cabelos armados super ruivos e as roupas largas e masculinas, ela é  a visão mais estranha e desengonçada que todos já viram.

Mas existe algo em Eleanor. Alguma coisa. Um quê que a faz ser diferente de todas as outras garotas, ao menos para Park. E, de forma bastante inusitada, os dois se apaixonam. Mas Park não sabe lidar com a complicada vida de Eleanor:  rejeitada pelos colegas, descuidada pela mãe (que, oras, é também descuidada dela mesma) e maltratada pelo padrasto, nada para a garota é  fácil.

E é nesse turbulento contexto em que eles vão descobrir a ingenuidade do primeiro amor, as agruras da vida e a intensidade de um coração partido.

Em suma, esse livro é simples, mas incrível. A excelência do estilo de narrativa – sutil, doce e cheia de referências pop-  me deixou sem fôlego. Só conheço esta obra de Rainbow Rowell, mas já posso dizer que ela é uma escritora maravilhosa. Eu mal posso esperar para ler os outros livros escritos por ela.

Um pedido para Rowell: por favor, faça uma continuação. Simplesmente, não posso viver sem saber um pouco mais sobre a história de Eleanor & Park.

Se pudesse definir este livro em uma palavra, eu diria: encantador.

5- A Dança da Floresta

A Dança da Floresta foi escrito por Juliet Marillier. É um livro folclórico do gênero fantasia.

Esse livro difere um pouco de todos os outros que indiquei aqui, haja vista que ele faz parte da literatura fantástica.

Ele é escrito pela Juliet Marillier, escritora  que eu adoro. Mestre em contar histórias folclóricas, cheias de romance,  aventura e magia, este livro não poderia  ser ruim.

A dança da Floresta se ambienta na velha Transilvânia e traz informações sobre diversos costumes e tradições do lugar. É uma narrativa rica e bastante detalhada.

A protagonista deste livro é Jena, a segunda irmã mais velha. Ela e suas quatro irmãs, a cada lua cheia, fazem sombras com as mãos contra uma pedra para abrir um misterioso portal que desemboca no “Outro reino”. Lá, as meninas participam de uma tradicional festa,  onde dançam com encantadoras e bizarras criaturas fantásticas.

Sim, você não está enganado! Esse livro é, sim, baseado em um conto de fadas chamado “As 12 princesas Bailarinas”.

A história começa a se desenrolar o quando o pai das meninas fica doente e precisa se mudar do castelo em que mora para outra cidade – onde o inverno é mais ameno. E é Jena quem fica responsável por cuidar das outras meninas e, também, da administração da casa e dos negócios.

Entretanto, logo após a partida do pai,  o seu primo César chega ao castelo com a intenção de ser o novo administrador, pois está convencido de que Jena – por ser mulher- não conseguirá honrar as responsabilidades deixadas. Como se isso não bastasse, Jena ainda precisa lidar com a reprovável paixão de sua irmã  Tati por um ser do Outro Reino, chamado Tristan. Este é um ser da noite (algo semelhante a vampiro) e Jena teme que o relacionamento entre ambos possa não acabar bem.

É nesse contexto que Jena deve encontrar força para ser racional com a doença do pai, lutar contra um machismo desmedido por parte do primo e, ainda, velar por suas irmãs. É claro que ela não está sozinha! Conta com a ajuda de seu melhor amigo (e também animal de estimação),  o sapo Gogu, e a sábia Draguta – a bruxa da floresta.

O desfecho deste livro é surpreendente e muda completamente a vida de nossa personagem Jena. Por falar nela, deixe – me dizer apenas isto: Jena é uma personagem que amo. É forte, durona, uma típica heroína de Juliet Marillier.

A história é folclórica. Portanto, se você gosta de conhecer novas culturas, este livro é para você.

 Em suma, a Dança da Floresta é um dos meus livros preferidos. E tem tudo a ver com a primavera…já começando pela capa que, de tão linda, acho que pode ser comparada à uma obra de arte.

Existe continuação do livro. A sequência se chama O segredo de Cybele. Para conhecer mais sobre outras obras de Juliet Marillier, clique aqui.

 

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