20 anos de Buffy: a reunião do elenco.

Em 04.04.2017   Arquivado em CINEMA

“In every generation there is a chosen one.

She alone will stand against the vampires the demons and the forces of darkness.

She is the slayer.”

Em 10 de março, Buffy The Vampire Slayer completou 20 anos. Sim, 20 anos da série mais perfeita desse mundo. A série que me ensinou os primeiros valores do empoderamento feminino. A série que me ajudou a entender mais sobre as fases da vida. A série que me fez perceber que eu posso ser quem eu sou, com todas as minhas particularidades, e ainda sim ser amada. A série que me ensinou muito sobre a amizade: os verdadeiros amigos são aqueles que,  a cada “fim do mundo”, estão lá com você – amando e dando suporte. Em suma, a série que me fez perceber que eu não estou sozinha nesse mundão.

Aliás, se eu disser que Buffy é apenas uma série, eu estarei mentindo. Ela não é só entretenimento. Ela é reflexão. Ela é filosofia. Ela é quebra de tabus. E muito mais do que isso, ela é um ícone.

Dá para sentir o meu amor de fã por meio dessa foto – que representa a minha mini coleção de Buffy –  né não?

Uma coisa que me deixa muito chateada é saber que essa série não tem o devido reconhecimento no Brasil. Enquanto lá fora, ela é adorada e reverenciada por sua originalidade (e atemporalidade), aqui muitos nem mesmo a conhecem. Sinto – lhes informar, senhores, mas, provavelmente, esse show que você é fã/ama/idolatra não seria nada – nadinha- sem Buffy.

Supernatural, The Vampire Diares, Grey’s Anatomy, Scandal, etc. … todos eles se inspiraram em BTVS.

Eu estava muito inspirada por Buffy, principalmente porque era algo muito novo e que nunca vimos antes na televisão (se referindo às séries com fortes personagens femininas)“, disse Shona Rhimes, a criadora de Scandal e Grey’s Anatomy. “Eu descobri a televisão novamente“.

Buffy transformou o mundo das séries de TV.  Pura e simplesmente. E ela merece ser reconhecida (não só na gringa, mas aqui também) por isso.

Eu elenco os principais pontos positivos de Buffy nesse post e nesse aqui eu explico o porquê de eu me identificar com a personagem principal.

Ontem, dia 30 de março, foi realizada uma reunião com o criador Joss Whedon e com o elenco de Buffy. A maior parte dos atores regulares estavam presentes, faltando apenas o Anthony Stewart Head (Rupert Giles) e a Eliza Dusku (Faith). Anthony não pode ir porque estava ensaiando Love Blindness (e não conseguiu desmarcar o ensaio). Já quanto à Eliza, não se sabe. A atriz disse que não foi convidada – o que gerou certa polêmica.

Na reunião, os atores tiraram muitas fotos (incríveis, por sinal) e falaram sobre a representatividade e o legado deixado pela série. Eles também discutiram sobre a possibilidade de um revival (temos opiniões muito divididas nesse sentido, vocês vão ver).

Alyson Hannigan (Willow Rosenberg) declarou que: “Foi o papel de toda uma vida. Eu conheci o amor da minha vida (o ator Alexis Denisof). E apenas ir trabalhar todo dia e ter o Joss me treinando – bem, eu nunca vou ter uma experiência melhor do que essa. ”

Sarah Michelle Gellar (Buffy Summers) disse : “Eu sou tremendamente orgulhosa de tudo que nós criamos. As vezes, precisamos de um pouco de distância para realmente entender o peso disso. Eu aprecio tudo relacionado a esse papel. Para um ator, tudo que ele mais deseja é deixar a sua marca – fazer algo que afeta as pessoas. ”

Joss (criador de Buffy e também diretor de filmes como “Os Vingadores”) disse: “Para mim, a coisa mais importante é ver pessoas vindo até mim e dizendo que o programa os fez sentir diferentes sobre o que poderiam ser,  sobre o que poderiam fazer,  sobre como poderiam reagir a problemas e sobre como poderia ser uma líder feminina. Pessoas adquirindo força através dos meus próprios medos, é… não há legado melhor que esse.”

Quando questionados sobre um possível revival, cada ator fez uma declaração. Alguns foram a favor; outros nem tanto. Olha só:

Alyson Hannigan: “Eu acho que deveríamos fazer a Buffy desenho”.

James Marsters: “Eu acho que se Joss está encabeçando isso, então hell yeah, se não, então hell no!

Charisma Carpenter: “Eu acho que os fãs iriam a loucura se algo assim acontecesse. Isso deixaria muitas pessoas felizes”

Sarah Michelle Gellar: “Em um certo ponto, quando as coisas já estão mágicas, você não iria querer voltar e fazer como  O Poderoso Chefão 3 fez, certo? Estou certa que os fãs estão incrivelmente desapontados de ouvir essa resposta, mas acho que ficariam ainda mais desapontados se nós tivéssemos criado algo e isso não suprisse a gigantesca expectativa. E eu amo o fato de que Buffy ainda pode viver nas HQ e em grapich novels.”

Joss, por outro lado, acredita que há potencial para uma nova história: “Eu tenho tentado deliberadamente pensar mais à frente e fazer algo diferente. Mas, sim, o mais importante é que todos estão ótimos (os atores). Outra coisa importante também é que o show transmite essa ideia de crescimento e amadurecimento. Se nós seguíssemos em frente com essa ideia de revival, os atores iriam ter a idade que eles basicamente já tem. Bem, eles provavelmente interpretariam personagens um poucos mais jovens porque eles conseguem fazer isso. Vocês assistiriam aos personagens em uma fase diferente da vida. Não seria mais como “ei, eu não acredito que ainda estamos no ensino médio!”. Portanto, a minha resposta quando ao revival seria “depende”.

Eu confesso que ia amar um revival. Mas compreendo a posição da Sarah. Se Joss e o elenco decidissem ir nessa direção, eles precisariam ter uma história boa e muito convincente. Nós, fãs, temos altas expectativas e não gostaríamos de nos decepcionar. 

É claro que rolou um ensaio fotográfico maravilhoso no encontrinho da nossa scooby gang. Vem, vem ver 🙂

(Team #Spuffy <3)

(melhor foto da vida kkkk)

 

Alguns vídeos mostram um pouco do que aconteceu na reunião (anexei eles aí abaixo). Tô amando ver e ouvir os atores fazendo esses comentários maravilhosos sobre a série.

 

Eu amei essa reunião. Queria muito ter estado lá, acompanhando tudo de pertinho. Seria um sonho da vida!

Na minha opinião, não existe série que ganhe de Buffy. Para mim, ela é a melhor série desde sempre e para sempre hahah

Se vocês nunca assistiram, meu conselho é: comecem já! <3

E, aí? O que vocês acharam desse encontro?  Conta tudo!

 

 

5 filmes que se passam no natal

Em 19.12.2016   Arquivado em CINEMA, LISTINHAS

Se existe um período do ano em que eu me sinto mais leve e feliz, é o natal.  Acho o clima natalino a coisa mais gostosa do mundo: as luzes,  os lindos enfeites, o cheiro de panetone e a comunhão familiar tornam tudo muito mais mágico.

Natal, para mim, é sinônimo de esperança, renovação e solidariedade. É um apelo de ajuda ao próximo.

É a época do ano em que caímos mais em nós mesmos. Nos colocamos a pensar a vida e separamos aquilo que é frivolidade daquilo que é necessário. Em suma, o natal é a preparação para o ano novo, um ano que só será novo se o deixarmos ser.

Pensando em todo esse encanto e magia natalina, eu vim aqui hoje com intuito de fazer um post duplo e trazer para vocês duas coisas que eu adoro fazer nessa época do ano: assistir filmes e ouvir músicas que tenham tudo a ver com o natal.

Nesse post, vou indicar cinco filmes de natal e no  outro post (o que está abaixo) vai ter playlist natalina. Então, vem! 🎁🎄🎅

1 – Milagre na Rua 34

 

Esse filme é um clássico do natal. Prefiro essa versão de 1994 (remake do original de 1947), com a Mara Wilson – minha eterna Matilda – no papel da protagonista.

No filme, Susan (Mara Wilson) não acredita que o papai Noel existe. Até que um doce velhinho, contratado para trabalhar na loja de sua mãe,  faz de tudo para provar à garota o contrário.

É um filme fofíssimo que traduz todos os bons sentimentos natalinos.

2 –  Pode me chamar de Noel

Este filme, assim como o primeiro, trabalha com a ideia do verdadeiro papai Noel. O diferencial é que ele traz a Whoopi Goldberg – essa atriz maravilhosa – no papel principal.

Se o filme tem a Whoopi, meu caro, vale a pena assistir. Pode confiar! ✨

3 –  O príncipe e eu

Se você curte contos de fada, vai gostar desse filme.  Aqui,  a doce protagonista Jules, uma plebeia,  se apaixona por um nobre que ostenta um título de príncipe.

A fórmula, portanto, é a mesma dos contos de fada. Entretanto, ainda que o filme seja clichê, ele é divertido e fala sobre a magia do natal. É uma ótima história para você se entreter e se distrair.

Diferencial: possui Sam Heughan – meu eterno James Fraser, de Outlander –  no papel do “príncipe” Ashton. Precisa falar mais? Acho que não, haha.

4 –  O amor Não Tira Férias

É o melhor romance natalino do mundo. Temos duas protagonistas  que estão infelizes e desiludidas com suas vidas – Iris (Kate Winslet) e Amanda (Cameron Diaz). Em um momento de desespero e anseio por mudanças, as duas combinam pela internet de fazer um intercâmbio. Iris irá passar as festas de fim de ano em Los Angeles,  na casa de Amanda, enquanto esta irá a Londres para ficar na casa de Iris.

Se as duas queriam mudanças, estas não faltaram. Iris conhece um músico, Milo (Jack Black), e Amanda se envolve com Graham (Jude Law), o irmão de Iris.

O filme é lindo e, na minha opinião, inteligente no que concerne à relacionamentos. Não é um filme clichê ou irreal.  Pelo contrário, a história é palpável e bastante divertida.

Enfim, vale muitíssimo a pena ver!

5 – Mensagem para você

É um dos meus romances preferidos. Primeiro porque a Meg Ryan – uma das atrizes que mais amo no mundo – contracena com Tom Hanks – meu boy magia dos anos 80.

Meg e Tom é aquele tipo de casal que sempre dá certo quando contracena junto. Não é por acaso que eles atuaram como par romântico em outros filmes (Sintonia do amor, Joe contra o vulcão e Ithaca). A questão é que os dois têm uma química incrível. Por isso, ver filmes com esse casal é sempre uma boa experiência para quem gosta de comédias românticas, assim como eu.

Esse filme não fala propriamente de natal, mas se passa nas festividades de fim de ano. Ele retrata o começo da era digital, quando o e-mail ainda era uma novidade.

A protagonista, Kathleen,  é dona de uma pequena e aconchegante livraria que está falindo, em razão de uma grande companhia de livros ter se mudado para o seu bairro. O que ela não sabe é que o homem com quem ela vem se correspondendo por e-mail (e por quem pode estar começando a se apaixonar), um tal de NY152, é o proprietário da companhia e, portanto, o seu rival nos negócios.

Mensagem para você é um filme divertidíssimo. Com certeza, vou revê-lo essa semana.  💙✨

 

BÔNUS:

Além dos cinco filmes, indico dois desenhos para vocês assistirem nessa semana do natal.

6 – Anastasia

Eu assistir à Anastasia no dia 24 ou 25 de dezembro virou tradição. Não sei muito bem o porquê disso, mas acredito que tenha a ver com o fato de a Globo reprisar com frequência o desenho nesta época do ano.

Eu sei que a história real da família Romanov não tem muita relação com a história desse filme. Aliás, existe uma divergência imensa entre elas.  Mas mesmo assim, não me canso de assistir a esse filminho. Marcou muito minha infância e, depois de A Bela e a Fera, é o meu filme de princesa predileto. Não me canso de cantar “Foi no mês de dezeeeembro”. 

Sabia que este é um dos poucos desenhos com princesas feministas? Ah, me conta, existem muitos filmes por aí em que a donzela salva o “cavalheiro”? Acho que não. Com exceção de A Bela e a Fera e Anastasia, não conheço nenhum outro.

Portanto, amo e indico Anastasia. E é óbvio que dia 24, lá estarei eu, assistindo a esse desenho incrível e  cantando “foi no mês de dezembro”. Isso aí. haha

7 –  O estranho mundo de Jack

Quem duvida que esse seria o natal mais assombroso de todos? Eu é que não duvido. Essa animação é incrível. Aliás, como poderia não ser, tendo a mente geniosa do Tim Burton como diretor ?

Saudades de Sally e Jack. Preciso rever esse filme urgentemente!

 

Gostaram da listinha natalina? Conta tudo 💋

 

 

O que eu achei de Gilmore Girls: A Year In The Life (ALERTA! Contém spoiler)

Em 26.11.2016   Arquivado em CINEMA

Ontem, dia 25, o Revival de Gilmore Girls foi disponibilizado na Netflix. E, juro, tentei não assistir todos os episódios de uma só vez, mas não consegui!  Assim que assisti ao primeiro, não parei mais.

A primeira sensação que tive, logo que o primeiro episódio começou (com todas aquelas frases icônicas das temporadas anteriores) foi: voltei para a casa!  Ver Stars Hollow  novamente foi incrível. Ás vezes, parecia que nada tinha mudado e, outras vezes, parecia que tanta coisa tinha! Eu, como fã  da série, não podia ter pedido por algo melhor. Realmente, só tenho elogios a fazer a essa nova temporada.

Levando em consideração o tanto que eu amei esse retorno, não compartilhar detalhadamente tudo o que eu senti, em cada episódio, seria impossível. Eu PRECISO falar dessa nova temporada! Preciso destacar quais cenas mais gostei e quais diálogos mais me emocionaram. Preciso contar o que eu achei das últimas quatro palavras de Gilmore Girls (há tanto tempo planejadas pela criadora da série, Amy S. Palladino). Eu preciso, gente, apenas preciso.

Portanto, se você ainda não assistiu TODOS OS EPISÓDIOS de Gilmore Girls: A Year In the Life, eu aconselho que mude rapidamente de página, porque o texto vai conter muitas revelações. Então, ALERTA ! SPOILER. depois não digam que não avisei

Episódio 1 – INVERNO

Nesse primeiro episódio, nós ficamos a par da nova vida das Garotas Gilmore.

Lorelai e Luke vivem juntos há anos, embora não sejam casados. Rory é uma atarefada jornalista com um grande buraco na carreira. Embora tenha conseguido publicar um artigo no The New Yorker, ela está sem dinheiro, sem perspectiva de emprego e a sua vida amorosa também anda um desastre. Em suma, ela está uma grande bagunça.Mas Rory é Rory.  E isso significa que ela vai tentar ser otimista até o último momento.

A vida em Stars Hollow continua quase a mesma. Ainda temos os malucos eventos tradicionais da cidade. Ainda temos Miss Patty e Babette. Taylor ainda é o prefeito. Mas, ao mesmo tempo,  a cidade tem tentado se modernizar um pouco mais. Afinal de contas,  a nova temporada se passa no mesmo ano em que estamos: 2016. Logo, apesar de estarmos falando da tradicional Stars Hollow, elementos da modernidade como Wi-Fi, redes de esgoto, a Uber (ou, de acordo com Kirk, a ÖÖÖBER) , tudo isso, eventualmente, tinha que chegar  à cidade.

Sookie já não trabalha mais na pousada junto com Lorelai. E Michel está querendo trabalhar em um Hotel maior, o que deixa Lorelai muito triste.

Descobrimos que o avô da Rory, Richard, morreu de um ataque de coração fulminante. E Emily está sem rumo na vida, após a morte do marido.

Rory está tentando escrever uma biografia para uma personalidade feminina, Naomi Shropshire, que mora em Londres. Logo, as viagens para lá são frequentes. E quem mora em Londres, mesmo? Logan! Os dois estão tendo uma espécie de relacionamento,  muito embora Logan esteja noivo de outra mulher.

No primeiro episódio, portanto,  a intenção é reapresentar os personagens.

Eu amei a abertura dele! Ver todas aqueles frases icônicas das temporadas anteriores, como “I love you, you idiot” ou “People die. We pay” , fez com que eu me sentisse nostálgica.

Emily de calça jeans! Gente, quem mais não surtou vendo essa cena? Amei a referência que a Lorelai faz sobre o inverno e a magia da neve: everything is magical when it snows. Bem parecido com a primeira temporada, em que ela usa a mesma frase!  Adorei a cantoria de natal na praça da cidade…. quem se lembra dos “trovadores” de Stars Hollow?  E ver Lane e a banda Hep Alien (com a participação de Sebastian Bach!) foi também pura nostalgia.

Na temporada inteira,  nós sentimos a presença de Edward Herrmann. Nem posso pensar na morte dele, porque já me deixa muito triste. Mas, nesse primeiro episódio em específico, existe uma grande homenagem ao ator e, também, ao personagem, o que eu achei muito bonito.

EPISÓDIO 2 – PRIMAVERA

Acho que esse foi um dos episódios mais engraçados da temporada! E sabe porque? Paris Geller!

Rory e Paris vão à Chilton. A palestra que as duas dão… gente, até arrepiei ao escutar a Rory falando. Foi lindo.

E aquela cena em que Paris vê Tristan e entra enlouquecida no banheiro? Não consegui parar de rir! E, então, a Francie entra e você relembra das primeiras temporadas de Gilmore Girls, de Paris e Rory e o jornal da Chilton. Do clube das “Puffs”. Gente, quem lembra?!  Para mim, essa foi a melhor cena do episódio. Amo a Paris e adorei ver a atriz Liza Weil dar vida a ela no revival.

Algo que também gostei muito neste episódio: Emily e Lorelai fazendo terapia juntas! Claro que isso não poderia durar muito tempo. Mas foi incrível! Ri demais com as farpas que as duas trocavam.

Outra coisa que me fez ficar nostálgica: as assembleias presididas pelo Taylor! Quem não morria de rir com elas? Adorei ver que isso ainda existe em Stars Hollow.

Como a carreira de Rory está desabando, ela tenta, de todo jeito, encontrar uma emprego. Alguma fonte de renda E para isso se submete a ter que escrever matérias chatas e sem qualquer emoção, como “filas em Nova York”.  Por isso, ela e a mãe viajam para cidade com o intuito de cobrir a matéria. Adorei ver ela e Lorelai tendo um momento “mãe e filha” naquele hotel, em NY. Me fez lembrar aquele episódio em que as duas viajam rumo à Harvard (quando Lorelai cancela o casamento com Max), na segunda temporada.

E também amei a cena em que a Rory, ao som daquela familiar música, começa a quebrar todos os três celulares que possui.

No fim do episódio, uma Rory muito desiludida resolve voltar a morar, ao menos temporariamente, em sua antiga casa em Stars Hollow. É nesse momento em que ela percebe o quanto a sua vida tomou um rumo que ela não queria. A carreira de jornalismo não está dando certo, ela não tem casa própria ou emprego fixo, não sabe como classificar o tipo de relacionamento que possui com o Logan e já tem 32 anos, ou seja, já não é mais tão jovem.

Os sonhos que ela tinha de ser grande, a  sede de conhecimento, a vontade de ver o mundo inteiro, enfim, parece que tudo está desmoronando.

E voltar para casa é mais difícil do que parece.

EPISÓDIO 3 –  VERÃO

Rory está de volta à Stars Hollow. E ela encontra muita dificuldade em demonstrar para os moradores da cidade que a sua volta é temporária, ou seja,  ela não pretende morar lá definitivamente, mas só até conseguir encontrar de novo um sentido para sua vida.

E é aí que o Jess entra em cena. Apesar de não serem mais namorados, eles são amigos. Ainda mais porque Luke, tio de Jess, mora com Lorelai. Seria impossível eles não se esbarrarem de vez em quando. Ele diz para Rory que é normal se sentir perdido em alguns momentos da vida. E que ela, ao invés de ficar procurando trabalhos que não quer, deveria se concentrar em fazer algo que gosta, como escrever. E, de preferência, escrever sobre algo que conhece, como, por exemplo: ela e sua mãe. Rory deveria escrever sobre a relação das duas, a vida que construíram juntas. Ela deveria fazer um livro sobre as Garotas Gilmore.

Sobre essa cena, tenho que dizer: achei – a inspiradora. Nunca fui tão fã do casal Jess e Rory, especialmente porque não curtia o estilo “bad boy” do Jess. Mas é incrível o quanto ele compreende a Rory.  E é óbvio que depois de tantos anos, ele mudou. Ainda tem aquele jeitão sarcástico, mas é muito mais tolerante e maduro. Aprovei o novo Jess, de verdade.

No episódio, Emily continua sem saber como lidar com a morte do marido.  Depois de passar dias dormindo porque não consegue gostar mais de sua antiga vida sem Richard, ela se pergunta se não é hora de mudar. De ares, de vida, de tudo.

Lorelai, por outro lado, começa a questionar uma porção de coisas. Depois de ela ter feito terapia junto com Emily e, inclusive, ter continuado quando esta parou de ir, muitas dúvidas surgiram.  Duvidas acerca do relacionamento que tinha com os pais, sobre a forma como lidou com a morte de Richard, se, depois de tantos anos, ela não deveria se casar com Luke. Michel também confessa para ela, expressamente, que quer deixar a Dragonfly Inn, a menos que ela concorde em expandir o negócio.E Lorelai se sente triste. Sem Sookie, que está trabalhando em outro negócio, e sem Michel, ela não sabe como continuar. Ora, ambos são seus melhores amigos. Foram as primeiras pessoas que ela conheceu ao se mudar para Stars Hollow.

No episódio, a cena mais importante é quando as três Gilmore decidem ir ao túmulo de Richard, para ver a nova lápide feita para ele. Rory decide contar a sua mãe o projeto em que está trabalhando:  a história das Garotas Gilmore. Um livro sobre ela e sua mãe, sobre o relacionamento das duas. O problema é que Lorelai não recebe muito bem a notícia. Para ela, a história é invasiva demais. Por mais que ela ame Rory, não foi fácil para ela, aos 16 anos, se ver grávida e ter de lidar com a vida sozinha, como se fosse uma adulta. O começo foi muito difícil. As duas, então, brigam feio, igual àquela briga que tiveram no final da quinta temporada, quando Rory decidiu que queria largar Yale.

Nas últimas cenas, vemos Lorelai tendo uma epifania no ensaio do musical de Stars Hollow. Ao ouvir uma música (que parecia ter sido feita para ela, naquele momento), ela percebe que é “agora ou nunca”. Os assuntos mal resolvidos em sua vida, as mágoas e os medos precisam ser tratados e curados. É hora de mudança. O episódio termina com Lorelai dizendo à Luke que vai viajar e ficar fora por algumas semanas ou talvez mais.

Acho que o episódio “Verão” misturou coisas leves e engraçadas, como aquele musical “horrível”, com coisas mais sérias. É um episódio em que todas as Gilmore percebem que precisam mudar de vida.

As sete temporadas de Gilmore Girls foram incríveis. Mas muita coisa terminou sem nó, ficou em aberto. Senti que esse episódio quis trazer todas essas perguntas à tona. E as respostas para todas elas, nós encontramos no próximo episódio, Outono.

Episódio 4 – Outono

Foi o melhor episódio de todos. Não só pelas participações especiais, mas porque o enredo foi incrível, mesmo.

Amy S. Palladino quis dar uma resposta a todas as questões em aberto na série.

Em primeiro lugar, eu preciso dizer que amei a volta da “Brigada da vida e morte”. Aquela cena, ao som de “With a Little Help From My Friends”, do Beatles, foi uma das melhores. Eu amei, amei e amei até dizer chega. Em meio a um episódio com muitos momentos cheios de seriedade e significado, a Brigada da Vida e Morte deu a leveza necessária. Só digo uma coisa sobre isso: In Omnia Paratus!

Finalmente, tivemos o desfecho necessário para a relação de Rory e Logan. Foi uma cena de cortar o coração, mas necessária. Rory percebe que o relacionamento entre os dois, especialmente por causa do noivado de Logan, não iria dar certo. Era o momento de dizer adeus.

Outra cena incrível foi quando Rory diz que sabe exatamente aonde vai escrever a história da sua vida, a história sobre as garotas Gilmore, e ela vai para a casa dos avós e se senta na escrivaninha de Richard. Não consegui segurar o choro nessa cena. Me fez lembrar de Edward Herrmann, de Richard, enfim, da família Gilmore.  E, eu juro, não podia ter trilha melhor para cena do que os “la la las” característicos de Gilmore Girls. Fiquei triste e feliz, ao mesmo tempo. Foi um dos melhores momentos do episódio.

E Lorelai tentando fazer “The Wild”. Ela esquece sua autorização e tem que voltar para o hotel. Mas, no caminho, resolve buscar café. Como a cafeteria estava fechada, ela sobe uma montanha que tem ali por perto e bum! Mais uma epifania. É como se tudo viesse com clareza à mente da personagem. Quem ela é  e  o que ela viveu. Ela, então, liga para a mãe e conta uma história sobre Richard. Foi outra cena que me emocionei. Ver mãe e filha, ali, resolvendo suas questões, solucionando o passado e moldando o futuro, foi lindo. Foi algo que os fãs de Gilmore Girls sempre esperaram para ver.

Amei  quando ela contou ao Luke que quer se casar com ele.  O melhor foi ver a reação dele. E plus: Lorelai dizendo o quanto tudo na sua vida tem a ver com café. Aliás, quem duvida que, em outra vida, ela foi  café? Diálogos malucos e engraçados sempre fizeram parte de Gilmore Girls!

Precisamos dar destaque para o momento em que Emily contracena com  as mulheres do DRA. Finalmente, ela saiu daquele clube mesquinho. E com a melhor classe possível:

“Eu não posso fazer isso mais. Eu não posso gastar mais tempo e energia com artifícios e papinhos do cacete.”

Alguém conseguiu não rir nessa cena? Eu preciso dizer que amei Emily nesse revival. Ela mudou… ela foi obrigada a mudar. Vendeu a casa e, pela primeira vez, quis fazer as coisas por conta própria! Conseguiu encontrar sua própria felicidade. E de quebra: conseguiu segurar uma empregada doméstica (e toda a sua família!) por uma temporada inteira. Emily se tornou mais humana, apenas isso.

MEU DEUS! E aquela cena com o Dean. Por muito tempo, joguei no time do Dean. E ver essa cena entre os dois, era tudo o que eu precisava! O personagem se despediu com estilo. E não houve escolha mais acertada do que fazer a cena no Doose’s Market. O diálogo  entre eles foi lindo.

  • Posso incluir você ? (Rory pergunta se pode incluir Dean no livro que está escrevendo sobre ela e sua mãe)

  • Eu não sei… o que você vai dizer?

  • Que você foi o melhor namorado do mundo.Que você foi generoso, protetor, gentil e forte. Que seria melhor eu ter conhecido você quando eu fosse mais velha e madura, mas sem você naquela época, eu não seria quem sou hoje. Você me ensinou o que é estar segura.

E depois ela diz:

  • Dean. Amido de Milho.

E ele:

  • Pague por ele desta vez.

Amei essa referência ao primeiro beijo da Rory, aos dois na Doose’s. Era o adeus que eu precisava.

Rory e Lorelai, é claro, fizeram as pazes no episódio. Lorelai, por fim, aceita que Rory escreva sua história. Amei essa cena “mãe e filha” entre as duas.  E adivinhem o título do livro? Sim, Gilmore Girls. É como se a série toda tivesse sido contada nas palavras da Rory.   Surtei quando a Lorelai fala:

  • Só uma coisa. Tire o artigo “The”. Deixe só Gilmore Girls. Fica melhor.

Nós revemos Sookie. É lógico que ela tinha que voltar para  casamento de Lorelai, certo? Quer dizer, esse casamento não podia acontecer sem um bolo deslumbrante da Sookie.

Revemos Christopher. Eu adorei o diálogo que ele e a Rory tiveram. E, depois que vemos a última cena da temporada, dá para entender o porquê foi tão importante para a ela questionar o pai sobre os motivos de ele ter deixado Lorelai criar sua filha sozinha.

Amei a cena em que Lorelai pede dinheiro à mãe para poder expandir sua pousada. E tudo acontece igualzinho à cena do primeiro episódio da série.

Precisamos falar sobre o olhar que Jess dá para Rory no final do episódio. Ficou muito claro que ele ainda tem sentimentos por ela. A história entre os dois ficou um pouco em aberto. Seria a hipótese de uma possível nova temporada? Quem sabe. Estou torcendo.

Foi lindo ver o gazebo todo enfeitado para o casamento de Lorelai. E, mais lindo ainda, ver ela e Luke subindo ao altar, para se casar em uma noite bonita, pouco movimentada e serena em Stars Hollow.

Agora, a cena que mais me deixou emocionada e chocada. Exatamente a cena em que ouvimos as últimas quatro palavras da série.  O final planejado há muitos anos pela criadora, Amy Sherman – Palladino.  É claro que essas palavras saíram em um diálogo entre as duas protagonistas. E as palavras, de Rory para Lorelai, foram: mãe, eu estou grávida. Ao final, só vemos a cara de choque de Lorelai.

Não eram as palavras que eu esperava. Mas, a partir disso, tudo fez sentido. O início de um ciclo, o fim de um ciclo e o começar de outro.  Quando a série foi ao ar, Lorelai tinha aproximadamente 32 anos, a mesma idade em que Rory estava nessa temporada. Era justo que a  série terminasse com uma Rory, de 32 anos, esperando a próxima ou o próximo Gilmore.

Muitos se questionaram de quem seria o filho, já que a série termina sem dar respostas. Creio que seja de Logan, não sei. Alguém aí tem mais alguma teoria?

Gilmore Girls, nessa última temporada, conseguiu fechar seu ciclo de forma majestosa. Foi um final muito melhor do que eu imaginava. Acredito que exista margem para uma nova história que desnude esse novo ciclo que se iniciou com a gravidez de Rory. Mas se não houver nova temporada, se esta for a última, tudo bem. Eu acredito que dei o adeus que precisava dar aos meus personagens queridos. E isso já basta.

Confesso que foi impossível não ficar triste ao terminar de ver. Escrevo neste momento com sentimentos de ausência e perda, porque Gilmore Girls sempre foi muito mais do que um show. Nas palavras das próprias garotas Gilmore, essa série é um estilo de vida; algo para ser visto e amado religiosamente.

O que vocês acharam dessa nova temporada? Conta tudo! Vamos discutir as teorias e as possibilidades dessa série continuar haha 💋

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