Sobre as tatuagens que eu fiz neste ano

Em 16.06.2017   Arquivado em PESSOAL

Quem acompanha o blog deve lembrar que, bem no comecinho do ano, eu fiz um post falando sobre os meus “7 desejos para 2017”. Um desses desejos era fazer uma tatuagem. Fiz a minha primeira em abril e a partir daí não parou mais! Logo depois, eu fiz mais duas.  E, confesso, já estou planejando fazer outras três ainda neste ano <3

Há um tempo atrás, se você me perguntasse: “Bruna, você quer fazer uma tatuagem?”,  a resposta provavelmente seria não! Eu tinha receio de cinco coisas: dor; me decepcionar; enjoar; e ficar velha e perceber que aquilo já não tem nada a ver comigo.

Bom, quanto à dor foi muito simples: a primeira não doeu praticamente nada. Então, perdi o medo.

Quanto a me decepcionar: escolhi um bom tatuador e ele fez tudo do jeitinho que  eu queria!

Quanto à enjoar: eu escolhi fazer coisas pequenas e que significam muito para mim. Por isso, vai ser difícil enjoar.

Quanto à ficar velha: ninguém gosta de envelhecer. A tatuagem não iria mudar isso. Ela não iria melhorar e nem piorar essa coisa natural que se chama velhice. Eu decidi que era melhor fazer o que eu tinha vontade agora e, assim, não me arrepender depois – afinal de contas, o meu lema é este: só me arrependo do que eu não faço. Prefiro conviver com um grande erro do que com um grande “e se…”

Eu realmente amei as minhas tatuagens! Deixei o Studio me sentindo mais valorizada e bonita.

A minha dica para quem tem vontade fazer uma tattoo é muito simples: reflita bastante sobre o que quer tatuar e escolha um tatuador de quem você goste. Não basta a pessoa ter precisão e cuidado na hora de fazer. Você tem que se sentir confortável com ela! É importante pensar em preço nessa hora? É sim. Mas você tem que saber que a tatuagem vai ficar, muito provavelmente, para sempre no seu corpo. Por isso, não tente economizar tanto nessa hora. Achar um bom profissional é mais imperioso.

Vou contar o significado de cada tatuagem que eu fiz para vocês. Então, vem!

 

Houve duas razões para eu tatuar a concha: primeiro, porque amo verão e amo a energia do mar. Impossível pensar em conchas e não lembrar do oceano. Segundo, porque conchas me remetem a sereias, liberdade e feminismo.  As conchas tem muito mais valor do que a sua aparência a priori. A verdadeira riqueza está no seu conteúdo (as pérolas).  Com a mulher, é a mesma coisa. Nós somos muito mais do que os estigmas. Somos muito mais do que a aparência. Somos muito mais do que o comportamento padronizado que a sociedade espera de nós.

Sempre gostei muito de sereias. E, apesar de existirem muitos mitos (inclusive, mitos conflitantes) no que diz respeito a elas, para mim elas significam liberdade. Misticismo. Aquele ideal de “espírito livre”. Dentro do oceano, elas são elas mesmas. Elas fazem suas próprias escolhas. Elas exploram. Elas vivem. Elas são o que elas são!  E é exatamente isso que essa concha significa para mim.

A chave, para mim, é um objeto místico e fantástico. Ela é um portal. Ela nos dá o poder de abrir e fechar portas. E, ás vezes, dentre as oportunidades que vão surgindo na nossa vida, é necessário trancar algumas portas. E abrir outras.

 

When will you realize? Vienna waits for you (Quando você vai perceber? Vienna espera por você).

Esse trecho faz parte da minha música preferida (Vienna, do Billy Joel).

Houve uma época em que eu estava muito triste. Morando em uma cidade que eu odiava e sem amigos. Eu tinha catorze anos e estava passando por aquele momento difícil chamado “adolescência”. Tudo para mim era o fim do mundo, sabe? Eu não via sentido na vida. Não tinha propósito. E não queria continuar tentando encontrar um.

E foi assim que, num fatídico dia de verão, essa música se deslumbrou para mim como num passe de mágica.

O que importava se as coisas estavam difíceis? Isso ia passar. Eu não podia desistir agora. Logo eu, que era tão especial. Logo eu, que tinha tantos sonhos e tanto talento a ser descoberto. Não. O mundo merecia me conhecer. Eu merecia me tornar a melhor versão de mim mesma (versão que eu sigo perseguindo até hoje e sempre vou perseguir). Vienna esperava por mim. Ou, trocando em miúdos, a vida esperava por mim.  Porque é isso que significa Vienna: uma metáfora para vida, uma metáfora para o lugar em que você quer estar.

Gente, a letra dessa música é tão linda. É tão eu em cada pedacinho. Parece que foi feita para mim, sabe? E, desde então, toda vez que eu me sinto perdida, eu escuto essa música. Só para eu me lembrar do quanto sou especial. E, acredite, todos nós somos! Só precisamos buscar aquilo que mais amamos em cada um de nós.

Eu espero que tenham gostado do post de hoje.

E, para quem tiver interesse, já deixo aqui a página do meu tatuador. O Denny é um profissional maravilhoso! Eu, hoje, não troco o trabalho dele por nenhum outro.

Até a próxima!  <3

 

 

 

 

Playlist: músicas que saíram diretamente da trilha sonora da minha vida

Em 29.04.2017   Arquivado em MÚSICA, PESSOAL

Em primeiro lugar, eu preciso pedir desculpas pela minha ausência, durante a semana passada, no blog. Mas se vocês soubessem o quanto a minha vida anda corrida, iriam compreender. É estágio, faculdade, provas, crises, etc. hahahaha

Felizmente, as coisas deram uma acalmada por aqui. E, sim, nem preciso comentar o quanto senti saudades de escrever no meu espacinho! E, hoje, para comemorar esse retorno, eu trouxe uma playlist que é muito especial para mim.

Em muitos momentos da minha vida, eu sinto como se estivesse em um filme. Ás vezes, é um filme de comédia, ás vezes de aventura, às vezes de romance e, algumas vezes, de horror (quem nunca, não é mesmo?). E o que seria de um filme se ele não tivesse uma trilha sonora? Quem consegue viver sem música? Eu não. Amo me comunicar por meio de canções e letras. Portanto, é claro que a minha vida tinha que ter uma trilha sonora INCRÍVEL! haha

Na playlist, eu incluí 48 músicas (sim, é bastante coisa gente!). Todas elas marcaram algum período, momento ou, ainda, me lembram de alguém que passou pela minha vida. No geral, tem bastante rock, um pouco de Indie e algumas músicas de MPB. Espero que vocês curtam! <3

Depois que vocês terminarem as 3h32 min dessa playlist, contem o que acharam! haahaha

Quem sabe não descobrimos alguns gostos musicais em comum?! haha

 

 

 

Quinzena das Reminiscências – 10° texto

Em 15.02.2017   Arquivado em LISTINHAS, PESSOAL

Esse post faz parte do mini projeto “A Bruna que foi um dia e os seus amores“.

O texto de hoje foi escrito quando eu tinha 15 anos e é sobre o meu quarto amor – um rapaz nascido sob o signo de libra. Ele é  uma pessoa que eu vou guardar sempre no meu coração.

O carinho que eu tenho por ele é imenso. Simplesmente. Muito mais do que um amor, ele sempre fez as vezes de melhor amigo.

O sol se põe…

Certa tarde, um sol de primavera ia se distanciando da varanda, dando ao lugar a aparência de eclipse solar. A luz era um transe entre o claro e o escuro. Uma penumbra. Enquanto isso, um sofá velho era o repouso de dois alguém que pronunciavam palavras sem falar nada.

A falta de sonoridade era um silêncio que muito já dizia.

E em meio as vozes sem som, se vê um repuxar de lábios: dentes brancos que, num sorriso,  demonstram a intensidade do sentimento. Os olhos, portas da alma, abrem-se  e espionam. A garota, já meio entorpecida, fita – os bem de perto e viaja no mar azul sem – fim deles. Isso dura um segundo. Ela logo finge desviar a sua atenção.  Ela procura certezas … mas apenas vê apenas oportunidades. E é nesse momento que o único certificado aparece (e ela se contenta muito com ele). Pálpebras se fecham e o beijo vem seguido de um sussurro:

Te amo

E é só.

 

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