Resenha: Aconteceu Naquele Verão (12 histórias de amor)

Em 05.06.2017   Arquivado em LITERATURA

Sinopse:

Doze histórias apaixonantes de doze grandes escritores, entre eles Cassandra Clare, Veronica
Roth e Stephanie Perkins.

Bem-vindos à estação mais ensolarada e apaixonante de todas! No verão, somos todos iguais, diz um dos personagens do conto “Mil maneiras de tudo isso dar errado”. No Brasil, nos Estados Unidos ou em qualquer lugar do globo, uma coisa é certa: no verão, nossos corações ficam mais leves, mais corajosos, impetuosos e confiantes — talvez por isso esta seja a estação perfeita para se apaixonar… e Aconteceu naquele verão é o livro ideal para quem adora histórias de amor. Mas essa coletânea tem algo ainda mais especial. Algumas histórias têm uma pitada de estranheza, de mistério, um toque sobrenatural. Em “Cabeça, escamas, língua, calda”, a lagoa de uma cidadezinha é morada de um monstro marinho que só uma menina vê. No intrigante “Inércia”, dois grandes amigos há muito afastados vão se encontrar num quarto de hospital para uma última visita. No belo “O mapa das pequenas coisas perfeitas” é sempre dia 4 de agosto. Presos num loop temporal, dois jovens vão comprovar do que a força do amor é capaz. A lição é simples: o amor não escolhe lugar nem hora para surgir. Coloque seus óculos escuros e abra sua cadeira de praia, porque neste verão você terá doze motivos para suspirar e se apaixonar.

 

Aconteceu Naquele Verão é um livro que reúne 12 histórias românticas.  Estas acontecem durante a estação mais quente e leve do ano, o verão.

Como vocês já devem saber, a minha estação preferida é, sim, o verão. Sol, mar, piscina, férias, romance… amo essas coisas. E, para mim, verão é tudo isso. Sem tirar nem pôr.  E foi exatamente por isso que eu quis ler essa coletânea alguns meses depois de ela ser publicada.

Aconteceu Naquele Verão é um livro perfeito para você passar o tempo. Como as histórias são curtas, é possível lê-las no intervalo do trabalho ou da faculdade. Enquanto você está na sala de espera de um consultório. No ônibus. Ou em qualquer outro lugar.

A coletânea possui contos de 12 autores diferentes: Leigh Bardugo, Nina Lacour, Libba Bray, Francesca Lia Block, Stephanie Perkins, Tim Federle, Veronica Roth, Jon Skovron, Brandy Cobert, Cassandra Clare, Jennifer E. Smith, e Lev Grossman.

Os contos falam de aceitação, sexualidade, surpresas, reencontros, desencontros, amizade, amadurecimento e, acima de tudo, amor.

Alguns contos, como Nova atração (Cassandra Clare) e O último Suspiro do Cinemorte (Libba Bray), são fantasiosos.

Outros, como Boa Sorte e Adeus (Brandy Colbert) e Mil Maneiras de Isso Dar Errado (Jennifer E. Smith), são mais realistas.

Entretanto, independente do conto ser realista ou não, a mensagem é a mesma: o verão pode ser um período de começos ou despedidas. De uma forma ou de outra, ele é um período impactante. De surpresa. É um período que traz mudança.  E nós precisamos saber lidar com ela.

Percebi que o livro foi, também, bastante inclusivo. Existem casais brancos, negros, heterossexuais e homossexuais. Todas as pessoas e todos os tipos de amor estão representados nessas 12 histórias. E eu achei isso incrível!

Se fosse para eu escolher os três contos de que mais gostei e os três contos de que menos gostei, a resposta seria esta:

 Os três melhores contos:

  1. Cabeça, escamas e língua (Leigh Bardugo): “uma adolescente acredita ter visto um monstro no lago da cidade. Para resolver esse mistério, ela conta com a ajuda de um garoto misterioso e apaixonante. ” Eu fiquei, simplesmente, encantada com a escrita de Leigh. Os dois personagens principais me cativaram muito mesmo. É o primeiro conto do livro e, sem dúvida, o mais incrível.
  2. Inércia (Veronica Roth): “um acidente põe a frente dois melhores amigos que não se falavam há meses. É hora de eles colocarem na mesa tudo o que nunca foi dito, antes que seja tarde demais.” Eu fiquei extremamente sensibilizada com a narrativa de Veronica. O conto é lindo, verdadeiro e, apesar de parecer um tanto futurista, real.
  3.  Prazer Doentio (Francesca Lia Block): “I e A se conheceram em uma festa e se apaixonaram. Pressionada pelas amigas, I dispensa A e os dois nunca mais se veem. Até I escrever esse conto”. A escrita de Francesca é árida. O conto não é fofinho. Mas, ainda assim, fala sobre amor. De uma forma dura e bastante real. Vi um estilo próprio na narrativa da escritora e isso me cativou muito.

Os contos de que eu menos gostei:

  1. O Último suspiro do cinemorte (Libba Bray): “Kevin e Dani vivem uma história regada a cinema, zumbis e muito romance“. Normalmente, eu gosto das histórias da Libba. Mas não foi o que aconteceu dessa vez. Achei o conto super previsível e bastante arrastado. Chato. Não via a hora de acabar.
  2. Boa sorte e Adeus (Brandy Colbert): “Rashida tem que lidar com a partida de Audrey, sua melhor amiga, que vai mudar de cidade. Ela só não contava que, na festa de despedida ,encontraria uma nova companhia que, como ela, adora pizza e tem um passado doloroso. ” Não acontece nada de muito interessante nesse conto. Não consegui sentir o romance, sabe? Achei fraco. Foi difícil terminar a leitura! Parecia que não ia acabar nunca.
  3. Lembrança (Tim Federle): “o verão chega ao fim, bem como o relacionamento de Keith e Mattew. Mas será que precisa ser desse jeito?“. O estilo de narrativa do escritor me incomodou bastante. Não tinha lirismo. A escrita parecia forçada. E isso acabou me desagradando.

A coletânea possui, portanto, alguns contos muito bons; outros meio chatinhos; e a maioria “na média”. Não é um livro excelente. Mas é um livro gostoso para passar o tempo, especialmente porque as histórias são curtas e de fácil leitura.

Confesso que comprei esse livro mais pelo fato de que sou apaixonada pelo verão. E também porque, assim como a maioria dos personagens, eu já tive um romance de verão. Na verdade, foi um romance que se desdobrou em diversas estações (e em diversos anos da minha vida). Porém, o verão foi a parte mais memorável. E sabe de uma coisa? Se eu fosse escritora, essa seria a melhor história de amor que eu sempre iria contar.

Aconteceu Naquele Verão, eu suma, conta com 12 escritores e foi organizado pela Stephanie Perkins.  Existe um livro de contos antecessor a esse, chamado “O presente Do Meu Grande Amor“. Ele também foi organizado pela S. Perkins, mas direcionado ao natal e ao inverno.

 

A nota para o livro de hoje é 4/6 – Bom.

 

Nome: Aconteceu Naquele Verão (Doze Histórias de Amor)

Autores:  Leigh Bardugo, Nina Lacour, Libba Bray, Francesca Lia Block, Stephanie Perkins, Tim Federle, Veronica Roth, Jon Skovron, Brandy Cobert, Cassandra Clare, Jennifer E. Smith, e Lev Grossman

Editora: Intrínseca

Páginas: 382

 

 

 

 

 

Resenha: A Rebelde do Deserto (Alwyn Hamilton)

Em 01.06.2017   Arquivado em LITERATURA

Sinopse:
O deserto de Miraji é governado por mortais, mas criaturas míticas rondam as áreas mais selvagens e remotas, e há boatos de que, em algum lugar, os djinnis ainda praticam magia. De toda maneira, para os humanos o deserto é um lugar impiedoso, principalmente se você é pobre, órfão ou mulher. Amani Al’Hiza é as três coisas. Apesar de ser uma atiradora talentosa, dona de uma mira perfeita, ela não consegue escapar da Vila da Poeira, uma cidadezinha isolada que lhe oferece como futuro um casamento forçado e a vida submissa que virá depois dele. Para Amani, ir embora dali é mais do que um desejo, é uma necessidade. Mas ela nunca imaginou que fugiria galopando num cavalo mágico com o exército do sultão na sua cola, nem que um forasteiro misterioso seria responsável por revelar a ela o deserto que ela achava que conhecia e uma força que ela nem imaginava possuir.

A Rebelde do Deserto é um livro distópico e de literatura fantástica. É o primeiro volume da trilogia escrita por Alwyn Hamilton.  Apesar de o nome da escritora ser muito diferente, Alwyn é britânica.

Na história, nós temos como personagem principal uma garota durona chamada Amani. Órfã, pobre e mulher, Amani é sempre tratada como subalterna. Vivendo em uma sociedade de homens, todos pensam que ela, só por ser mulher, é  frágil e incapaz de realizar grandes feitos.  Porém, Amani é o oposto de tudo isso. Inteligente e com uma mira perfeita para armas de fogo, ela é mais capaz do que muitos homens.

Quando  Amani descobre que seu tio pretende lhe ter como uma de suas esposas, ela decide fugir. E, para fazer isso, ela necessita de dinheiro.  É nesse momento em que surge a oportunidade perfeita: está havendo um concurso de tiro na cidade. E só homens podem participar. Amani, então,  se veste como um garoto e participa do concurso. Neste, ela conhece Jim – o “forasteiro” da nossa história.

Jim também é um exímio atirador. Ele possui um passado misterioso e está sendo procurado pela guarda real do sultão.

Quando Amani ajuda Jim a se esconder da guarda, ela também se torna um alvo. Logo,  fugir do pequeno vilarejo fica ainda mais imperativo. Ela e Jim terão de viajar clandestinamente pelo deserto de Miraji, evitando não apenas os soldados do sultão, mas também os seres mágicos que se escondem dentro da areia e se alimentam de carne humana – os carniçais.

O deserto de Miraji é um lugar inóspito. Ele tem como principal fonte de renda a produção de armas. Estas são fornecidas aos Gallans – um povo vizinho a quem o exército do sultão se aliou. Os Gallans intentam, principalmente,  dominar outras nações que possuem costumes e crenças religiosas diferentes das suas.

Nesse sentido, vem surgindo em Miraji uma força rebelde que pretende destituir o sultão do trono e, ao mesmo tempo, cortar os laços com os  Gallans. Os rebeldes querem construir “um novo deserto, uma nova alvorada”.

Miraji precisa ser um lugar mais acolhedor. Um lugar que saiba lidar com as diferenças. Um lugar que zele e dê segurança a todo o seu povo, independente de gênero e posição social.

Em sua jornada, Amani irá descobrir muito mais sobre si mesma do que imaginava ser possível. E, com esse conhecimento, ela vai começar a perceber que tem o potencial necessário não só para mudar o seu destino, mas também para mudar o destino de todo o seu país.

O que eu achei do livro:

Comparado aos outros livros de literatura fantástica que vem sendo publicados pelas editoras, pode-se dizer que “A Rebelde Do Deserto” é uma história criativa e original. Ela possui uma mitologia consistente e crível.

Este primeiro volume da trilogia intenta, justamente, nos apresentar o mundo que cerca o “deserto de Miraji” e seus seres mágicos. Logo, ele é mais introdutório.

No geral, “A Rebelde Do Deserto” trata sobre um governo ditador em um pano de fundo distópico. Na história, existe um grupo rebelde tentando retirar o sultão do trono e implementar um novo sistema. Um sistema mais inclusivo. Nesse sentido, a mensagem que o livro nos passa é interessante. Ele fala de assuntos densos de uma maneira fantasiosa e não cansativa. Gostei também do apelo feminista. Este transparece na medida em que Amani, a personagem principal, é descrita como intrépida e corajosa. Uma mulher que não se deixa ser controlada e subjugada por homens.  Também existem outras fortes personagens femininas, ainda que secundárias, no livro.

Creio que Hamilton se inspirou bastante no atual contexto político e social do oriente médio para escrever sua trilogia.  Intolerância religiosa, subjugação de mulheres, caos político … tudo isso salta aos olhos a cada página virada.

Sobre o estilo de escrita de Hamilton, cabe fazer duas afirmações: ás vezes, a escritora faz analogias criativas e inteligentes. Ela usa bem as figuras de linguagem e estas floreiam a sua narrativa. Porém, em outros momentos, sua escrita assume um ar infantil e cheio de clichês. Os acontecimentos se desenrolam rápido demais, sem tanta emoção.  E isso me desagradou bastante.  De qualquer forma, como a história me interessava, eu passei por esses problemas e continuei a ler.

É certo que Hamilton é uma escritora iniciante e acho que ela pode muito bem melhorar o seu estilo no decorrer dos outros volumes. Eu, sem dúvida, pretendo lê-los.

 

A nota que dou para esse livro, portanto, é 4. É um livro bom, apesar das falhas. Valeu a leitura.

 

Nome do livro: A Rebelde Do Deserto

Autora: Alwyn Hamilton

Editora: Seguinte

Páginas: 283 pág.

 

Resenha: O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares (Ransom Riggs)

Em 15.05.2017   Arquivado em LITERATURA

 

Sinopse:

Jacob Portman cresceu ouvindo as histórias fantásticas que o avô, Abe, contava. Na época da Segunda Guerra Mundial, Abe havia morado numa ilha remota, num casarão que funcionava como abrigo para crianças. Lá, ele convivera com uma menina que levitava, uma garota que produzia fogo com as mãos, um menino invisível… Entretanto, todas essas histórias foram perdendo o encanto à medida que Jacob crescia. Até que, aos dezesseis anos, tudo volta à tona para se provar real.

Abalado com a morte misteriosa do avô, Jacob decide ir à tal ilha para tentar entender as últimas palavras de Abe: “Encontre a ave. Na fenda. Do outro lado do túmulo do velho.” Ele encontra o casarão em ruínas, mas, ao passar por um túnel subterrâneo, Jacob se vê em outra época, décadas atrás: em 3 setembro de 1940. Naquele lugar protegido no tempo, ele conhece crianças com habilidades peculiares e encontra as respostas para todas as suas perguntas. Mas o fascínio inicial logo se transforma em uma luta pela sobrevivência e para salvar a vida de seus novos amigos.

Viagens no tempo, mulheres que se transformam em aves, crianças com dons inusitados e monstros à espreita. Bem-vindo ao “lar da srta. Peregrine para crianças peculiares”, um fascinante mundo novo pronto para ser descoberto.

Finalmente, eu consegui ler o primeiro livro da trilogia Peculiares. Confesso que, à primeira vista, eu não estava tão animada com esta leitura. Não gostei do filme baseado na obra de Riggs. Em verdade, saí da sala de cinema muito desapontada. Eu esperava mais, sabe? Apesar disso, devido às incontáveis opiniões positivas que li a respeito dos livros, eu quis dar uma chance para esta história. E fico muito feliz que o tenha feito: gostei demais de O orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares“.

O narrador e protagonista do livro é Jacob Portman – um garoto que vive de forma confortável e abastada em Englewood, Flórida.  Jacob teria tudo para ser feliz, exceto por alguns detalhes: ele não possui muitos amigos (em verdade, apenas um);  a sua vida é completamente sem graça; os pais não lhe compreendem e a pessoa de quem ele mais gosta no mundo , o vovô Abe, está caduca. Ou pelo menos, é isso o que Jacob pensa.

Quando criança, Abe costumava contar à Jacob histórias do Orfanato em que viveu na adolescência. Depois de fugir da Polônia, durante a Segunda Guerra Mundial, Abe encontra refúgio em um casarão localizado em Gales. A diretora, Ave Peregrine, era quem administrava o orfanato e cuidava das crianças.

A histórias que Abe contava para o neto eram, no mínimo, mágicas. Quase como se tivessem saído de um conto de fadas. Os personagens – amigos do avô que também moravam no orfanato – não eram comuns. Eles possuíam habilidades que os diferenciavam de todas as outras pessoas. Eram especiais. Peculiares.

Além dos mocinhos (os amigos do avô), havia também os personagens ruins. O mau. Os monstros existiam e precisavam ser combatidos.

Na infância, a crença de Jacob nas histórias de Abe era fácil, natural. A pessoa de quem ele mais gostava no mundo seria capaz de mentir? Claro que não. Porém, conforme o garoto foi crescendo, acreditar ficou mais difícil.  Se Abe afirmava que as histórias eram reais, ele devia estar caduco. Ora, o trauma de perder os pais para os “verdadeiros monstros”, os nazistas, mexera com a cabeça do velho.

Foi nisso que Jacob se apegou. Até a noite da morte de Abe – quando, então, Jacob, de fato, vê um monstro que parece ter saído diretamente das histórias fantasiosas do Avô. Estaria ele, Jacob,  também louco ou o seu avó estava falando a verdade?

Com intuito de desvendar esse mistério, Jacob parte para a ilha de Gales. É hora de encontrar Ave Peregrine e ouvir o que ela tem a dizer.

O que eu achei do livro: como disse ali em cima, apesar de eu não ter gostando tanto do filme, o livro me cativou bastante.

É certo que O orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares possui um tom mais introdutório. Em mais da metade do livro, a história é parada – pouca coisa acontece. No restante das páginas, há bastante aventura. Creio que isso seja algo normal, visto que a intenção desse primeiro livro é, justamente, apresentar cada personagem e  explicar um pouco sobre  “mitologia” dos peculiares. Acho que os próximos dois livros terão um ritmo mais rápido.

Há muita diferença entre o livro e o filme! A versão cinematográfica distorceu e modificou muita coisa, especialmente no que diz respeito à cronologia dos livros e às características dos personagens. Muita coisa que aparece no filme não acontece, em momento algum, no livro. Existe muita diferença, sim. E isso é uma coisa boa! O livro é infinitas vezes melhor do que o filme. Quase não tem comparação, de verdade.

Duas coisas me chamaram muita a atenção no livro: a riqueza de descrição e narração em algumas passagens. Existem figuras de linguagem muito interessantes.  Além disso, ler a história a partir da perspectiva de Jacob deixa tudo mais intimista e envolvente. Outra coisa de que gostei muito foi o espaço que a narrativa deu para os personagens secundários. Conhecemos um pouco da personalidade e trajetória deles nesse primeiro livro. Com certeza, no decorrer dos seguintes, isso será ainda mais aprofundado.

A mitologia que Riggs construiu ao redor da história é, de fato, crível. É necessário dizer também que a diagramação deste livro ficou muitíssimo caprichosa! A editora LeYa fez um ótimo trabalho.

Gostei bastante das fotos que aparecem no livro. São estranhas, sombrias e, por isso mesmo, peculiares. Não podiam ter combinado mais com o livro e a sua história.

Em suma, O orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares” é excelente (5/6). Vale à pena ler.  Em breve, farei a leitura dos outros dois volumes da trilogia e conto tudo o que achei por aqui.

Nome: O orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares;

Autora:Ransom Riggs;

Editora: LeYa;

Páginas: 335 pág.

 

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