Resenha: Quando cai o raio – Série Desaparecidos (Meg Cabot)

Em 18.01.2017   Arquivado em LITERATURA

Sinopse:

“Quando cai o raio, isso só pode significar problemas –  como Jessica Mastriani descobre ao ser pega de surpresa com sua melhor amiga Ruth em uma tempestade. Não que Jess tentasse evitar confusões, pelo contrário. Afinal, ela sempre acaba envolvida em brigas com o time de futebol e presa na detenção por meses sem fim. Pelo menos isso tinha seus pontos positivos, como se sentar perto de Rob, o motoqueiro mais gato da escola!

Mas dessa vez, o problema é sério. Porque, de alguma maneira, ao voltar para a casa sob aquela tempestade, Jessica se vê com um talento inédito:  ela agora sabe exatamente onde se encontram as crianças cujas fotos estampam o Disque-Desaparecidos. Porém, ao pensar que estava fazendo uma boa ação ligando para o telefone da instituição, ela acaba levantando suspeitas das autoridades… Agora só precisa convencer o FBI a acreditar nela.”

 

Semana passada,  resolvi me aventurar  em mais uma série da escritora Meg Cabot: Desaparecidos. Não é nenhum segredo que eu adoro os livros da Meg. Divertidos, irreverentes e com uma linguagem bastante atual e inovadora, eles sempre nos proporcionam boas risadas.

Quando Cai o Raio, primeiro livro da série Desaparecidos, traz como personagem principal a adolescente Jessica Mastriani.  Jess mora em Indiana, Califórnia. Tem uma melhor amiga chamada Ruth e uma família um tantinho complicada. O irmão mais velho, Douglas, é doente.  No último verão, quando tentou se matar e alegou que vozes mandaram que fizesse isso, ele foi diagnosticado com esquizofrenia. E, agora, a família tenta a todo custo se assegurar que o filho mais velho tome os remédios e, assim,  não tenha novos “episódios” (momentos em que as vozes se manifestam).

Portanto, não é a toa que a vida de Jess anda um grande caos. Ela está cheia de detenções porque bate em todos aqueles que fazem brincadeiras de mau gosto com seu irmão ou com sua melhor amiga meio gordinha. Durante a detenção, ela conhece Rob Wilkins – um motoqueiro bonitão que frequenta sua escola. É ele quem assume o papel de “crush” na trama.

Um dia, depois da aula, Jess está esperando que sua melhor amiga (e vizinha) venha buscá-la. Como não possui licença para dirigir (foi reprovada no exame por “excesso de velocidade”), Jess pega rotineiramente carona com Ruth para ir e voltar do colégio. Porém, no dia em questão, Ruth vai buscá-la … mas sem carro.  É claro que Jess detesta a ideia de ir para casa a pé – especialmente porque uma grande tempestade se aproxima. Quando a chuva começa (com granizo, para piorar), as garotas se abrigam debaixo da arquibancada do colégio. O problema é que a arquibancada é feita de metal.  E vocês já sabem o que dizem: durante uma tempestade elétrica, você NÃO deve se esconder sob nada que seja metálico. E isso, é claro, tem um fundo de verdade porque quando os raios começam a cair, um deles acerta o pedaço da arquibancada em que Jessica está encostada e o metal acaba conduzindo a descarga elétrica até ela. Assim, Jess é atingida por um raio. E fica com uma cicatriz imensa na forma de “estrela” no abdômen.

Apesar de ter sido eletrocutada, Jess diz à amiga que se sente bem. E, achando que está tudo normal, nem mesmo vai a um médico. Coitada. Porque é óbvio que nada, nada mesmo, está normal. No dia seguinte, Jess tem sonhos esquisitos e  acorda com uma informação em mente: ela sabe onde está Sean Patrick O’Hanahan e Olivia Maria D’Amato. As crianças da caixa de leite. As crianças cujas fotos estão na seção de “Desaparecidos”.  A partir daí, a vida da personagem muda completamente, em especial porque as suas constantes ligações para o Disque – Desaparecidos atraem a atenção indesejada do FBI. Afinal, como é que uma adolescente consegue saber tanto sobre crianças desaparecidas?!

O que eu achei do livro:

A ideia de Meg é criativa. É interessante termos uma protagonista com um “poder” tão distinto assim.

O livro, obviamente, diverte. Você vai rir das palhaçadas adolescentes da Jessica. Mas, ao mesmo tempo, vai se irritar um pouco com a lerdeza da personagem.

A única coisa que me incomodou bastante foi a similaridade da personalidade de Jessica com a personalidade de Suze, protagonista da série A mediadora (também escrita pela Meg). Ás vezes, no meio da narrativa, eu me perguntava: “pera, de quem estamos falando? Suzannah ou Jessica?”

Acho que, apesar da Meg ter inovado bastante em alguns pontos, ela usou a mesma fórmula de Suze para criar Jessica. E, comparando as duas, para mim Suze ganha em todos os sentidos.

Por outro lado, sabe quando você não se sente muito próxima da personagem? Pois é. Foi assim que me senti com Jessica. E também não vi nada de muito especial em Rob. Achei ele sem sal.

Apesar desses problemas, o livro é divertido e cumpre seu intento. Como todas as outras obras da Meg, é leitura de “uma tarde”, ou seja, rapidinho você termina.

Quando cai o raio é o primeiro livro da série Desaparecidos. Esta, até agora, possui cinco volumes  e gerou um seriado canadense chamado  1-800 MISSING. No Brasil, a série foi publicada até o quarto volume. Ainda não existe previsão para o quinto (em inglês, “Missing you”).

Ainda que não tenha achado este livro excelente, pretendo ler os próximos. Pode ser que consiga me identificar um pouco com Jess e goste mais de Rob. Ou não. Vamos ver.

Em suma, se você busca uma leitura leve e que entretenha, Desaparecidos funciona.

Nota – 4/6 – Bom.

 

Nome do Livro: Quando Cai O Raio  (When Lightning Strikes)

Série: Desaparecidos

Outros volumes: Codinome Cassandra; Esconderijo Perfeito; Santuário e Missing you (ainda não publicado no Brasil)

Autora:  Meg Cabot

Editora: Galera Record

Páginas: 270 páginas

 

 

 

Resenha: Ligações (Rainbow Rowell)

Em 12.01.2017   Arquivado em LITERATURA

Sinopse:

Georgie Mccool sabe que seu casamento está estagnado. Tem sido assim por um bom tempo. Ela ainda ama seu marido, Neal, e ele também a ama, profundamente – mas o relacionamento entre eles parece estar em segundo plano a essa altura.
Talvez sempre esteve em segundo plano.
Dois dias antes da tão planejada viagem para passar o Natal com a família do marido em Omaha, Georgie diz a ele que não poderá ir, por conta de uma proposta de trabalho irrecusável. Ela sabia que ele ficaria chateado – Neal está sempre um pouco chateado com Georgie –, mas não a ponto de fazer as malas e viajar sozinho com as crianças.
Então, quando Neal e as filhas partem para o aeroporto, ela começa a se perguntar se finalmente conseguiu. Se finalmente arruinou tudo.
Mas Georgie estava prestes a descobrir algo inacreditável: uma maneira de se comunicar com Neal no passado. Não se trata de uma viagem no tempo, não exatamente, mas ela sente como se isso fosse uma oportunidade única para consertar o seu casamento – antes mesmo de acontecer…
Será que é isso mesmo o que ela deve fazer?
Ou ambos estariam melhor se o seu casamento jamais tivesse acontecido?

E, enfim, terminei mais uma leitura da Rainbow Rowell. Depois de ler Eleanor & Park, eu confesso que as expectativas para o livro Ligações eram altas.

Primeiramente, tenho que dizer que eu gostei bastante do livro. Houve algum probleminha aqui e ali, mas, no geral,   foi uma leitura bastante satisfatória e envolvente.

A personagem principal deste livro é Georgie McCool. Ela vive em Los Angeles e escreve roteiros para programas de TV.  Fascinada pelo mundo das comédias, Georgie sempre foi boa em fazer as pessoas rirem. Piadas sempre funcionavam quando Georgie queria se enturmar ou esconder o seu desconforto com alguma situação. Ela conseguia ser engraçada. Isso era um fato. Portanto, não foi nenhuma surpresa quando ela e Seth – seu melhor amigo da época de faculdade – começaram a trabalhar juntos nesse ramo da televisão. Menos surpreendente ainda que ambos tenham conseguido transformar uma comédia medíocre, o Jeff’d UP, em um grande sucesso da TV.

Georgie ama trabalhar. E, o mais importante, ela é boa no que faz. O programa Jeff’d Up é uma prova disso. Um fracasso … até Georgie começar a escrever o roteiro.

Georgie é mãe de duas filhas e também é esposa de Neal. Porém, Georgie não tem mais tempo para ser mãe e nem mesmo esposa. Os filhos, o casamento … tudo foi ficando em segundo plano porque o trabalho começou a ocupar 80% do tempo dela. Sabe quando você traça um plano na sua vida? Um plano mais ou menos assim: “vou trabalhar bastante e de forma exemplar para que, algum dia, eu tenha reconhecimento a ponto de poder iniciar o meu próprio negócio. A felicidade começa dali para frente“. Bem, esse foi o plano de Georgie. Trabalhar em programas de TV de outras pessoas até que, em algum momento, ela e Seth pudessem ter seu próprio show. O tempo para viver e ser feliz começaria dali para frente.

Uma semana antes da véspera de Natal, Georgie recebe uma proposta de trabalho irrecusável. Um canal quer financiar o seu programa de Tv – o  programa que ela e Seth sonharam e se dedicaram desde a época da faculdade. Com uma reunião marcada para o dia 27 de dezembro, Georgie precisa terminar o quanto antes o roteiro dos quatro primeiros episódios. Ela sabe que não conseguirá escrevê-los a tempo se for para Omaha – onde tinha combinado com o marido de passar o natal. E ela sabe também que Neal ficará muito chateado com a mudança de planos.

Quando Georgie chega em casa e conta a novidade a Neal,  este não se mostra tão compreensivo como era o esperado. Não briga e nem esbraveja, mas viaja com as duas filhas para Omaha. Sem Georgie.  E é neste ponto que ela começa a se questionar se fez a escolha certa.

Triste e muito solitária em uma casa vazia, Georgie resolve ir jantar com a mãe, a irmã e o padrasto. No meio da janta, Georgie percebe que o marido e as meninas já devem ter desembarcado do avião. Como o seu celular está descarregado, ela liga do seu antigo quarto, por meio de um telefone que usava na época de faculdade. Ao ver o telefoninho velho e amarelo, Georgie se lembra das várias noites que passou falando com Neal ali, naquele mesmo aparelho e procura na memória o número do telefone fixo da sogra (ora, com a inovação dos celulares, faz anos que ela não pensa no número). Disca para lá. Mary, a sogra, atende e passa para Neal. Mas esse Neal – Georgie logo percebe – não é o seu marido, mas sim o seu namorado. Na linha, encontra -se – nada mais e nada menos  – do que um Neal com a mesma voz, mas quase 10 anos mais jovem.

Perguntando  a si mesma se perdeu a cabeça ou se está mesmo diante de um telefone mágico, Georgie não sabe se cede à tentação de conversar mais vezes com aquele jovem e apaixonado Neal ou se deixa toda essa loucura para lá.

Cogitando a possibilidade de o telefone ser mesmo mágico, George reflete se ela está apenas se comunicando com o passado ou se está “interferindo” nele (no melhor estilo do filme “De Volta Para O Futuro”). Quer dizer, o que garante que Georgie –  ao fazer todas essas ligações para seu antigo Neal – não está alterando o que já aconteceu?  E se ela estiver, será que não devia tirar uma vantagem disso? Será que essa não é chance de fazer o seu casamento (cheio de amor, mas infeliz) dar certo? Será que essa não é a chance de resolver todas as questões que, até então, foram mal resolvidas? Georgie deveria consertar o seu casamento? Ou seria melhor que ele jamais tivesse acontecido?

O que eu achei do livro: 

Antes de Ligações, eu apenas tinha lido uma obra da escritora Rainbow Rowell: Eleanor & Park.  E como amei muito este último livro, foi impossível não fazer comparações. Enquanto em Eleanor & Park lidamos com personagens adolescentes, à beira de conhecer os prazeres e as agruras do primeiro amor, em Ligações lidamos com  um casal adulto que está problemas no casamento. Ainda que o foco (e o enredo) de ambos os livros seja muito diferente, existe algo que os conecta: a maneira que Rowell narra a história. A narrativa, na minha opinião, é o forte da escritora. Ela consegue desnudar, aos pouquinhos, os seus personagens. De início, não sentimentos muita afeição por eles, mas, quando menos se percebe, estamos no mesmo compasso. Se eles sofrem, nós sofremos. Se eles estão felizes, nós também estamos. Rowell consegue nos envolver de uma forma exemplar.

Dizem que romances, normalmente, são clichês (os tradicionais chick-lit). Em relação aos romances de Rowell, eu diria que é o oposto. Tudo parece novo em folha com ela. As suas histórias são singelas, mas muito cativantes.

Em Ligações, nas primeiras páginas, eu tomei as dores de Georgie. Achava completamente despropositado Neal viajar sem a esposa. Ora, ele deveria entender que ela tinha sonhos e estava a um passo de realizá-los. Mas, com o passar dos capítulos, fui me aproximando mais deste personagem. Comecei a compreender seu lado e até me perguntei: e os sonhos de Neal?

Achei incrível a maneira como Rowell mesclou o presente e o passado. Por meio das ligações com o Neal namorado, Georgie começa a se lembrar das fases de seu relacionamento. E, assim, vamos conhecendo a história do casal e compreendendo melhor porque a situação chegou ao ponto de partida da história: Neal indo passar o natal com as filhas, deixando Georgie em Los Angeles.

Devo dizer também que, em alguns momentos, eu torci muito pelo casal. Em outros, me tornei a Georgie da história e me perguntei como seria se eles não tivessem se casado. Será que estariam melhor separados? Ou não?

Apesar de ter me envolvido com Ligações, houve alguns problemas de ritmo na história. Achei alguns capítulos demasiadamente chatos. Era difícil passar por eles.

Mas, no geral, amei o livro. E a terminei com um gostinho de “quero mais”. Mais uma vez, chamo atenção para o estilo de narrativa de Rainbow: é delicado, mas nem tanto. É um estilo que possui personalidade. E isso faz toda a diferença.

Nota: 5/6- Excelente

Nome do Livro: Ligações (Landline)

Autora: Rainbow Rowell

Editora: Novo Século

Páginas: 303 páginas

 

 

Resenha: A Criança Amaldiçoada (J.K Rowling; John Tiffany e Jack Thorne)

Em 22.11.2016   Arquivado em LITERATURA

Sinopse:

Sempre foi difícil ser Harry Potter e não é mais fácil agora que ele é um sobrecarregado funcionário do Ministério da Magia, marido e pai de três crianças em idade escolar. Enquanto Harry lida com um passado que se recusa a ficar para trás, seu filho mais novo, Alvo, deve lutar com o peso de um legado de família que ele nunca quis. À medida que passado e presente se fundem de forma ameaçadora, ambos, pai e filho, aprendem uma incômoda verdade: às vezes as trevas vêm de lugares inesperados.

E hoje a resenha é sobre a oitava história de Harry Potter, chamada de “A Criança Amaldiçoada“.

Confesso que, embora os livros de Harry Potter sejam os meus preferidos, eu não estava muito ansiosa para ler essa oitava história.  Eu estava é com muito medo de que ela pudesse estragar o fechamento perfeito que a J.K  deu para série em “Relíquias da Morte”.  Não é que eu não confie na J.K. Não, muito pelo contrário. Acho a J.K uma das melhores escritoras da atualidade. A verdade, por trás de todo esse medo, é que eu achei arriscada a ideia de continuar a série na forma de peça teatral.  Por isso, acabei adiando essa leitura. Até que, semana passada, não deu mais.

E, vou ser sincera: eu estava certa. Não gostei. Mas vem cá,  porque vou explicar direitinho como tudo isso aconteceu.

Bem, em primeiro lugar, precisamos falar do formato da história. “A criança Amaldiçoada” é a oitava HISTÓRIA de Harry Potter, e NÃO o oitavo LIVRO.  A  J.K  quis escrever uma peça teatral para dar continuidade à série. Portanto, ao ler “A criança amaldiçoada”, não espere encontrar uma narrativa,  cheia de descrições minuciosas, igual aos livros anteriores. Como ela é um roteiro da peça que estreou em Londres, não vai haver capítulos e, sim, atos. A história é contada, quase que completamente, por meio de diálogos entre os personagens.

Em segundo lugar, precisamos falar da autoria do livro. O roteiro da peça não foi unicamente escrito pela J.K.  Tivemos a participação de John Tiffany e Jack Thorne. Isso fez muita diferença na história! Eu, particularmente, acho incomum o estilo de escrita da J.K. E, em muitas partes do livro, eu não consegui identificá-lo. Acho que esse revezamento tirou bastante daquele sentimento gostoso que me fazia virar, de forma frenética, as páginas dos outros volumes da série.

Em terceiro lugar, vamos falar do enredo. A história não foca em Harry, Rony e Hermione, como nos livros anteriores. Nesta história, os protagonistas são Alvo (filho de Harry)  e Escórpio Malfoy  (filho de Draco).

Para quem não se lembra, Harry teve três filhos com Gina: Tiago, o mais velho; Alvo Severus, o do meio; e Lilian, a caçula. Já Draco teve apenas um, o Escórpio.

Alvo e Escórpio são melhores amigos desde os 11 anos, quando se encontraram no trem de Hogwarts pela primeira vez. Apesar de terem nascido em famílias muito diferentes, eles descobrem mais coisas em comum do imaginavam. Ora, ambos possuem relacionamentos difíceis com seus pais. Enquanto Alvo lida com a decepção de todos aqueles que esperam grandes feitos da sua parte  (afinal, ele é o filho de Potter), Escórpio precisa aguentar a gozação dos colegas que afirmam que ele é um bastardo.

 Correm boatos, entre os bruxos, de que o Lorde das Trevas deixou um filho. Sim, isso mesmo! E muitos pensam que esse filho é Escórpio.  Daí o motivo das gozações com o pequeno Malfoy.

 No mundo mágico, 19 anos atrás, uma lei ministerial determinou que todos os vira- tempos fossem destruídos, visto que poderiam ser usados para desmantelar tudo o que a Batalha de Hogwarts havia iniciado: um mundo de paz. Porém, certo dia, Harry e Hermione apreendem um vira – tempo ilícito com um dos antigos comensais da morte, Theodore Nott. E é a partir disso que a  nossa aventura começa.

Alvo, cansado de viver à sombra do pai,  quer demonstrar que Harry não é o herói que todos pensam ser. Ora, ele também já cometeu muitos erros no passado. Por isso mesmo, o garoto convence seu amigo Escórpio a entrar no Ministério e roubar o vira-tempo para que, juntos, eles possam voltar  e consertar um dos maiores erros  do Menino Que Sobreviveu: a morte de Cedrico Diggory. Para impedir que este trágico evento aconteça, eles contam com a ajuda de Delfi, prima de Cedrico. E não é que Alvo está caidinho por ela?!

A Criança Amaldiçoada, portanto, trata de viagens no tempo. E o famoso vira -tempo é crucial para o desenvolvimento da história.

O que eu achei do “livro”:

Não gostei do formato escolhido para esta história. Em minha opinião, os fãs mereciam um livro. Estamos falando de Harry Potter! Uma série legendária com fãs legendários. Merecíamos uma escrita sem buracos, que nos permitisse ficar a par da nova vida de Harry, Rony e Hermione. Merecíamos ter conhecido melhor todos os filhos de nossos eternos personagens.

A Criança Amaldiçoada traz apenas vislumbres dessa nova vida.  Tudo acontece rápido demais e muito pouco é desnudado.

A peça está sendo muito bem elogiada no exterior. Mas acredito que ver ao vivo é diferente de ler apenas diálogos. Enfim, não consegui sentir muita emoção ao ler. E isso, para uma grande fã de Harry Potter, é muito triste.

Infelizmente, também tenho que criticar o enredo. Eu o achei muito fraco. Mexer com “viagem no tempo” é algo difícil de fazer sem deixar vestígios e falhas na história.  A maior surpresa – o grande clímax – da trama (surpresa esta que não posso dizer, sob pena de dar spoiler) é um fiasco, na minha opinião. Não fez muito sentido, apenas.

Os únicos elogios que dou a este “livro” se referem a cenas específicas. Como estamos falando de viagens no tempo,  nos deparamos, em alguns momentos, com personagens que ainda não morreram. Fiquei feliz em voltar a ver um personagem em especial: o Snape.  E isso é só o que eu posso dizer, porque não quero fazer maiores revelações.

Em suma, achei “A Criança Amaldiçoada” uma história insossa. Não teve, nem de longe, a mesma consistência que os outros livros de Harry Potter.  Peço desculpas à J.K, porque, infelizmente, me decepcionei. Sei que esta história, em particular, não é apenas dela. Houve a participação de John Tiffany e Jack Thorne. Mas acho que ela, como criadora deste universo, deveria ter sabido melhor. Nem todos os fãs podem ver a peça em Londres. Nós temos que nos contentar com o roteiro. E este foi insuficiente.

Por muito tempo, a J.K disse que não escreveria outro volume para série. Acho que ela deveria ter permanecido com esta decisão. Tanto o formato, quanto a trama, deixaram à desejar. Eu preferia que esta história jamais tivesse existido. Para mim, Harry Potter são apenas os 7 volumes da série (e outros mini livros extras, como, por ex., o “Contos de Beedle, o bardo”).  Essa oitava história é algo diferente, algo que  não pertence à HP.

Desculpem- me por todo esse desabafo, mas, como fã da série, fiquei muito chateada.

Quero deixar claro que está é a minha opinião pessoal. Aos fãs que gostaram da história: saibam que respeito totalmente o modo de pensar de vocês. Em verdade, eu também adoraria ter gostado deste “livro”.  Só que, infelizmente, isso não aconteceu 🙁

Nota 2/6 – Ruim

Nome do Livro: Harry Potter e a Criança Amaldiçoada

Autores: J.K Rowling, John Tiffany e Jack Thorne

Editora: Rocco

Páginas: 341

E essa foi a resenha de hoje. Vocês já leram “A criança Amaldiçoada”? Gostaram ou não? Conta tudo 💋

 

 

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